30 de janeiro de 2015

O Sal da Vida

[ruim]

Eu recomendo: O sal da vida
Autora: Françoise Héritier 
Editora: Valentina

Sinopse:
Françoise Héritier recebe um cartão de um amigo, extremamente dedicado ao trabalho, que sente que está roubando seu período de férias, como se fosse culpado por descansar. Ela então escreve um carta em resposta, falando do pouco tempo que nos resta para o lazer, e que é preciso viver esse tempo bem, e aproveitar as diversas coisas do dia-a-dia, que são pequenos pontos de felicidade e prazer, que podem ser considerados como “o sal da vida”.

Meu cantinho:
Quando eu comprei esse livro eu estava muito curiosa, eu havia lido diversas coisas positivas, mas ainda assim não sabia bem o que esperar – só sabia que a expectativa estava alta. Quando o livro chegou, eu me assustei um pouco: ele era muito fininho. Até esse momento, era tudo preconceito meu, por achar que um livro fino não poderia ser tão bom, ou se desenvolver tão bem. Quando eu comecei a ler eu achei interessante, a abertura do livro me despertou certa curiosidade, mas conforme e a leitura prosseguia, eu me vi decepcionada, e levei quase duas semanas para ler um livro de cem páginas, com uma fonte gigante e um espaçamento maior ainda.
Quando a autora inicia o livro, ela fala um pouco de como ele surgiu, de que ele seria uma enumeração de coisas boas, que a vida dela poderia não ter tido tantos tormentos e ser muito diferente da vida de outras pessoas pelas diversas possibilidades que ela teve, mas que ainda assim ele raramente abriria para a vida privada dela, e que esse material seria uma coletânea das pequenas coisas do nosso dia-a-dia, da nossa vivência, que seria dariam esse sal a vida. Até esse momento eu não estava tão empolgada, mas é no trecho seguinte que a autora me captura e fez crescer a expectativa em mim. Ela começa a escrever essa carta em resposta a um cartão que recebeu, de um senhor muito esforçado e dedicado ao trabalho, que sente estar “roubando suas férias”. Ela começa então a falar, diante da expectativa de vida dos franceses, quanto tempo gastamos com higiene, com trabalho, dormindo, com tratamento de saúde, transporte, comendo, realizando serviços domésticos, entre outros, e de que o tempo nosso para lazer, se divertir, ir ao teatro, cinema, ler um bom livro, viajar, criar, namorar é de apenas 1h30 por dia durante o período considerado economicamente ativo da vida. Então você se da conta de que é preciso aproveitar e valorizar esse pouco tempo que se tem, e fazer o que se ama, o que se gosta.
Passado esse trecho que me conquistou, ela inicia o restante do livro com datas e geralmente um parágrafo que se estende até quatro folhas no qual ela escreve sem pausas sobre coisas que acredita ser o “sal da vida”. Acontece que eu achei um livro muito pessoal, e muito significativo para a autora, que sabe o quanto cada uma daquelas pequenas coisas tem peso em sua vida. Por mais que ela tenha dito que sua vida privada não estaria presente, ela está sim ali. E como eu disse anteriormente, ela teve uma vida privilegiada, por conta disso, as inúmeras referências a países e culturas diferentes soam irreais para alguns. Além disso, ela faz muita referência a autores, obras literárias, atores, filmes que eu não conheço, portanto havia passagens longas que não faziam qualquer sentido para mim.
Houve um ou dois momentos em que ao ler algo que ela escreveu eu fiz uma ligação com vivências pessoais minhas. Ela falava de bater corda na infância e eu me lembrei como brincava com elástico no colégio. Fora isso, o texto dela foi apenas uma coletânea extensa de vivências da autora. Portanto quanto você se depara com trechos como (abri o livro de forma aleatória e copiei): “ganhar um pote de marrom-glacê, ter visto Edwige Fuillère e Jean Marais, que poderia ter ficado ridículo num culote de camurça e suspensórios, mas que não ficou, em Águia com Duas Cabeças, de Cocteau, no Teatro Hébertot, ter colhido narcisos no interior da França, ter sentido o cheiro forte de um bode, ter contemplado durante horas as duas cromolitografias clássicas de Idades da Vida (...)”, eu ficada enfadada, e segui a leitura por pura obrigação.
Talvez, se o leitor tiver uma vida parecida com a autora ele consiga fazer mais associações com a sua própria vida, e relembrar coisas até então esquecidas, e viver momentos de nostalgia. Mas para mim, foi apenas uma leitura vazia, finalizada por obrigação.

Volume único.

24 de janeiro de 2015

Tudo é possível

[regular]

Eu recomendo: Tudo é possível
Autor: Allan Percy
Editora: Sextante

Sinopse:
Nesse livro Allan Percy traz 75 leis das possibilidades, trazendo os mais diversos exemplos, entre pessoas famosas, grandes empresas, filósofos, pensadores, líderes religiosos. Através da história de cada um deles, ele demonstra como a vida oferece possibilidades diárias, e como devemos agir para percebê-las e aproveitar essas oportunidades.

Meu cantinho:
Esse livro de Allan Percy é diferente dos demais trabalhos que eu li do autor, a principal diferença é que ele não se baseia em um único autor. Eu achei que isso seria um ponto positivo, já que a meu ver, em alguns outros livros, ele tirava lições das obras ou aforismo de um determinado autor, que não tinha relação alguma com o que foi dito ou que contradizia totalmente a vida que esse personagem levou. Nesse livro Allan Percy traz diversas personalidades famosas como Steve Jobs, Dan Brown, Coco Chanel, Bruce Lee, Bill Gates entre outros; empresas grandes como Coca-cola, YouTube, grandes pensadores como Buda, além de fábulas, grandes escritores, psicólogos, jornalistas, entre outros. Muitas das histórias eu já conhecia, não sei se elas já são de conhecimento de todos, já que muitas delas eu vi na minha época de faculdade, enquanto cursava publicidade. Grandes empresas, pessoas, ou produtos e suas histórias de sucesso. Muitos deles que surgiram de acidentes, ao acaso, ou por grande persistência. Contudo, as histórias que eu não conhecia foram interessantes, me deparei com algumas situações curiosas.
O livro segue o seguinte formato: ele traz um título, depois ele discorre sobre uma história, fábula, exemplo, e fecha todo a sua ideia em uma caixa com uma lei da possibilidade. Eu acho que assim como acontece em algumas de suas outras obras, o texto que ele traz e a ideia que ele desenvolve, nem sempre parece condizente com a lição final que ele deseja passar. Mas preciso admitir que isso acontece bem menos do que em alguns de seus outros trabalhos. Ele fala principalmente sobre como aproveitar as oportunidades, decidir correr riscos, acreditar em si para que a sua vida mude e você alcance seus objetivos. Ele recorre sempre a alguns pontos, o que pode ser cansativo. Você vai ler e reler sobre superação, hábitos, limites, possibilidades, impossível versus possível, ser visionário e acidentes que podem ser oportunidades. Como eu li Kafka para sobrecarregados e pouco tempo depois li esse livro, eu percebi que tinham alguns trechos muito parecidos, até as mesmas citações. Acho que faltou um pouco mais de criatividade do autor nesse aspecto.
Geralmente, apesar das críticas, eu recomendo o trabalho do autor pelas lições que podemos tirar, contudo, eu particularmente aproveitei muito pouca coisa desse livro. Eu achei as lições muito repetitivas, parecidas, e que pouco se adéquam a situação de vida que eu tenho nesse momento. Acredito que quem está desestimulado, ou que precisa de um empurrão e uma palavra animadora para perseguir algum sonho, para tentar alcançar algo diferente em sua vida, esse pode ser um livro interessante.

Volume único.

18 de janeiro de 2015

Coraline

[muito bom]

Eu recomendo: Coraline
Autor: Neil Gaiman, ilustrado por Dave McKean
Editora: Rocco

Sinopse:
Coraline, e não Caroline, como seus vizinhos gostam de chamá-la, é um menina de cabelo azul, que acabou de se mudar com os pais em um apartamento antigo. Ela gosta de explorar, às vezes interrompe sua exploração para conversar com as vizinhas velhinhas e tagarelas que vivem perdidas no passado, as senhoritas Spink e Forcible. Além delas, tem o estranho vizinho de cima, que cuida de ratos e está treinando-os para apresentações de circo. Em um dia de chuva, sem nada para fazer, morrendo de tédio e como sempre, sem receber qualquer atenção por parte dos pais, ela decide explorar a casa, mais especificamente a sala, um cômodo com uma estranha porta que dá para uma parede de tijolos. Contudo, quando abre novamente essa porta ela encontra um túnel, que a leva para outro mundo, onde há outra mãe que deseja que Coraline fique ali. A outra mãe atende todos os desejos dela e lhe dá tudo o que ela quer, em troca ela quer que Caroline permaneça com ela e costure sobre seus olhos botões.

Meu cantinho:
Eu assisti ao filme Coraline há muito tempo atrás e fiquei assustada. Coraline é uma garotinha que acaba em um mundo sombrio onde uma criatura deseja que ela permaneça ali e que no lugar de seus olhos costure botões. Essa ideia me é extremamente assustadora e eu acabei ficando curiosa para ler o livro, queria saber se ele era realmente destinado a um público infantil, pois apesar da adaptação ser uma animação, eu não o considerava um filme de criança. O livro Coraline é um dos primeiros trabalhos de Neil Gaiman de fato voltado a um público infanto-juvenil, mas não se engane pelo direcionamento de público, e se você é daqueles que não gosta de histórias assustadoras, esse definitivamente não é seu livro.
Coraline mora com os pais, mas esses parecem não dar muita atenção a ela, ao mesmo tempo em que ela impõe barreiras entre os dois com seus hábitos e manias. Eles recentemente se mudaram para um apartamento antigo, e sempre que pode ela tenta sair para explorar, conversar com as vizinhas, fazer algo interessante. Acontece que em alguns dias de chuva ela acaba ficando presa dentro de casa e é quando decidi brincar em uma das salas. Em uma das paredes da sala existe uam porta, que quando aberta da para uma parede de tijolos. A mãe dela acredita que isso seja resultado de uma reforma para adaptar para os apartamentos ao lado. Acontece que Coraline decide abrir essa porta quando está ali sozinha e descobre uma passagem para outro mundo. Até esse momento você deve estar pensando que esse livro se assemelha com Alice no País das Maravilhas, com uma garotinha que encontra uma passagem para um mundo mágico, mas a meu ver, Coraline é um livro bem mais assustador, interessante, cativantes, bem escrito, no qual o amadurecimento da personagem principal é evidente. Eu confesso que a princípio eu não gostei tanto da personagem, dos erros que ela comete, da infantilidade (errada eu, já que ele é apenas uma menina de 13 anos), mas conforme ela vai enfrentando as dificuldades, crescendo e aprendendo importantes lições, ela foi me cativando. Essas lições que o livro traz é um dos pontos mais interessantes, ele fala sobre coragem, sobre enfrentar seus medos, sobre valorizar o que é realmente importante, como sua família ao invés de coisas materiais.
Quando Coraline passa para esse outro mundo ela encontra uma réplica da sua casa, do seu pais, dos seus vizinhos e uma outra mãe. Essa outra mãe está sempre presente, querendo agradá-la, oferece tudo o que a menina deseja. Acontece que para que Coraline fique naquele mundo para sempre ela precisa costurar botões no lugar dos seus olhos, coisa que ela não deseja fazer. Contudo, a outra mãe começa a se mostrar um verdadeiro monstro e captura os verdadeiros pais dela para prendê-la ali. Coraline então propõe um jogo, caso ganhe terá seus pais de volta, mas caso perca irá finalmente costurar em seus olhos os botões. 
Todos os personagens são bem construídos e desenvolvidos, até mesmo os personagens figurantes como os vizinhos são bem trabalhados, o mesmo serve para os animais, como os ratos e gatos. Pode parecer estranho falar que os animais são bem construídos, mas eles têm papeis relevantes no enredo, e cada um com uma personalidade bem distinta e interessante.
O livro é um curto, com um espaçamento bom e contêm ilustrações. Algumas das ilustrações do livro não são tão bonitas, mas outras são bem assustadoras (eu não me animava de ficar encarando elas por muito tempo). Eu não acho a capa desse livro bonita, mas acho interessante o efeito de brilho que revelam mãos tentando pegar Coraline. Apesar de ser rotulado como um livro infanto-juvenil, eu acho um livro interessante que atende a diversos públicos. Neil Gaiman é um autor muito famoso, mas até esse momento eu nunca tinha tido contato com nenhum trabalho dele. Baseando-me em Coraline eu certamente vou buscar outros trabalhos do autor.

Volume único.

14 de janeiro de 2015

Um novo modo de ler e sentir: ficção sensorial

(Imagem: reprodução/Scifi2scifab - MIT Media Lab - "The Girl Who Was Plugged In")
Quem nunca sentiu uma angústia lendo um livro, um aperto do no estômago, um arrepio que sobe pela espinha? Muitos escritores maravilhosos conseguem nos prender e causar sensações, mas nem sempre conseguimos sentir tudo como o personagem sente. Acontece que isso agora é possível, sentir o embalo das ondas, um forte pulsar, um aperto, uma contração, frio, retração, isso por conta de um projeto ousado que utiliza tecnologia para transformar os “sentimentos literários” em “sensações físicas”.

Imagem: reprodução/Scifi2scifab - MIT Media Lab - "The Girl Who Was Plugged In")

Pesquisadores do MIT Media Lab, nos Estados Unidos, desenvolveram um dispositivo, composto por um livro que traz a história de "The Girl Who Was Plugged In" e um colete, que ao ser colocado no corpo do usuário é capaz de alterar as características físicas dele. Esse dispositivo associado à leitura faz com que o portador sinta todas as emoções, desejos e sensações que o protagonista da obra está vivendo, referente a passagem que o leitor está lendo. Os livros já são capazes de induzir a emoções e empatias por meio das palavras, mas esse projeto utiliza uma combinação de sensores e atuadores em rede como um novo meio de transporte de enredo, humor e emoção. 

(Imagem: reprodução/Scifi2scifab - MIT Media Lab - "The Girl Who Was Plugged In")

A "sensory fiction" (traduzido livremente como "ficção sensorial") proporciona uma experiência imersiva na narrativa elaborada sob medida para o leitor. O livro e a vestimenta utilizam uma combinação de componentes distintos, que juntos são capazes de alcançar o efeito desejado. O processo de envio de informações para o traje é discreto e permite alterar a taxa de batimentos cardíacos do usuário, criar constrições e causar, até mesmo, flutuação de temperatura. Por exemplo, se o protagonista está se sentindo nervoso, o mecanismo vibra ao mesmo tempo em que o autor está falando sobre um estômago embrulhado - ocasionando um sentimento de ansiedade. 

(Imagem: reprodução/Scifi2scifab - MIT Media Lab - "The Girl Who Was Plugged In")

Para alcançar esse objetivo, a capa do livro é composta por 150 LEDs programáveis para manipular a luz ambiente com base nos distintos cenário e humor apresentados na obra; há um dispositivo de aquecimento pessoal que foi desenvolvido para atuar na mudança de temperatura da pele - por meio de uma junção Peltier fixada na clavícula; a vibração é a responsável por influenciar a frequência cardíaca; além de existir um mecanismo de som e um sistema de compressão - para transmitir uma sensação de aperto ou relaxamento por meio de airbags pressurizados.
A história do protótipo utilizado pela equipe para demonstrar a funcionalidade do dispositivo, "The Girl Who Was Plugged In" (1973), é de autoria da escritora de ficção científica Alice Sheldon - sob o pseudônimo de James Tiptree Jr. A trama se passa no futuro e narra a história de Philadelphia Burke, uma garota de 17 anos que - após uma tentativa de suicídio por causa de sua aparência disforme - é chamada para participar de uma experiência conhecida como "Remote". Um projeto corporativo que permitirá que ela, P. Burke, controle um outro corpo feminino após uma série de modificações e implantes eletrônicos. Delphi, como é conhecido o seu receptáculo, foi cultivada sem cérebro em laboratório a partir de um embrião modificado em um útero artificial. 
Felix Heibeck, Alexis Hope e Julie Legault são os pesquisadores responsáveis pelo invento que pretende produzir uma nova maneira de se criar e experimentar histórias. Apesar de ainda não possuírem nenhum plano de comercializar esse dispositivo, o aumento no consumo de e-books demonstra que é uma questão de tempo até que a "ficção sensorial" se torne presente na vida dos leitores.

video
Assista ao vídeo.

Eu tomei conhecimento desse projeto através de uma postagem da Emily Antonetti no Meg’s Army. Vocês gostariam de viver essa experiência sensorial ao ler um livro?

11 de janeiro de 2015

Kafka para sobrecarregados

[regular]

Eu recomendo: Kafka para sobrecarregados
Autor: Allan Percy
Editora: Sextante

Sinopse:
Nesse livro Allan Percy usa como base frases e trechos das obras escritas por Franz Kafka para auxiliar aquelas pessoas sobrecarregadas, que não conseguem encontrar um equilíbrio na vida. Ele faz também referência a outros estudos, autores, traz pesquisas, contos, parábolas e aforismos que possam contribuir para o entendimento da lição final. Além disso, o autor traz diversas curiosidades da vida de Kafka, uma pequena biografia para quem não conhece muito do autor.

Meu cantinho:
Apesar de eu não achar os livros do Allan Percy nada de extraordinário, ainda acha que em diversos momentos ele trás questões importantes, reflexões, que podem ajudar o leitor. No caso desse livro, ele se foca em ajudar as pessoas a encontrem equilíbrio. Supostamente ele desenvolve esse trabalho destrinchando citações, trechos de obra de Franz Kafka, que estariam cheias de lições para essas pessoas que estão constantemente sobrecarregadas e não conseguem, nas mais diversas áreas da vida, não acumular cargas pesadas.
Contudo, de todos os trabalhos de Allan, eu acredito que esse foi o mais “forçado” de todos. Eu já falei a respeito de trabalhos anteriores dele como Nietsche para estressados e Oscar Wilde para inquietos, e uma das coisas que não gostava nesses trabalhos era quando ele colocava uma citação e parecia interpretá-la de um modo absurdo, e tirava dela uma lição. A impressão que eu tive é que as lições que ele tira das frases de Kafka não tem qualquer relação uma com a outra. Espero que não entendam errado: ele oferece sim lições muito importantes, traz referências, parábolas, curiosidades entre diversas outras coisas através das quais ele auxilia as pessoas a encontrarem equilibro na sua vida. Acontece que ele se propõe a fazer isso utilizando como base textos de Franz Kafka, o que não é o que acontece, já que na maioria dos casos não há qualquer conexão entre a citação e o texto desenvolvido por Allan Percy.
O que eu achei muito interessante no livro, como aconteceu com o último que li dele, foi descobrir um pouco mais sobre o autor no qual ele se baseia. Eu li de Kafka apenas A Metamorfose (que nunca resenhei aqui) e fiquei simplesmente deslumbrada com o trabalho do autor. Allan traz uma pequena biografia da vida dele, além de citar outras curiosidades no decorrer do livro. Quando passei a conhecer um pouco mais sobre a realidade Kafka, percebi que Percy cometeu outro erro: ele caiu em contradição. Ele pegava uma frase do autor, fazia uma referência a sua vida e extraia uma lição, quando de fato Kafka nunca aplicou aquilo para si. Ele era tímido, oprimido pelo pai, viveu diversos problemas e conturbações ao longo da vida e esteve longe de aplicar os ensinamentos de Allan Percy a ela.
A verdade é que esse livro de Allan serve como uma base de orientação para quem tenta se sobrecarregar menos nos diversos setores da vida. Ele é um livro de auto-ajuda, que usa como referência grandes autores apenas para chamar atenção, pois geralmente a frase ou as atitudes em vida desses autores divergem da lição final que ele busca passar.

Volume único.

9 de janeiro de 2015

Andross prorroga prazo para recebimento de textos para participação em antologias.

Aqueles que desejam se tornar escritores publicados têm agora um novo incentivo para tirar seus escritos das gavetas. A Andross Editora prorrogou o recebimento de textos para avaliação e possível publicação em suas antologias literárias. Qualquer pessoa pode participar. Basta acessar o site www.andross.com.br, ler o regulamento de participação e submeter seu texto à avaliação. As inscrições agora vão até 28 de fevereiro de 2015. O lançamento dos livros será no evento Livros em Pauta, em maio de 2015.

As antologias em andamentos para as quais você pode submeter seus trabalhos são:

ALÉM DAS CRUZADAS - Contos sobre a era medieval
ORGANIZADORES: Carol Chiovatto & Bruno Anselmi Matangrano

SINOPSE: Antigamente bardos difundiam a história de seu povo em poemas musicados em alaúdes. Por intermédio de suas obras, conhecemos hoje histórias de guerreiros de terras longínquas, amores proibidos entre nobreza e plebeus, a tristeza da Peste Negra e as dores da Santa Inquisição. Mas também conhecemos histórias mágicas, como a do jovem que se tornou rei por tirar uma espada da pedra, ou de criaturas encantadas que cospem fogo. Em "Além das Cruzadas", bardos modernos lançam novos olhares na Era das Trevas, mesclando a Idade Média real com a imaginária.


Leia mais sobre o livro Além das cruzadas - Contos sobre a era medieval clicando aqui.

SEDE - Contos distópicos sobre um futuro sem água
ORGANIZADORA: Paola Giometti

SINOPSE: 2013: o clima seco além do normal não chamou atenção do governo. 2014: com menos de 3% de capacidade do reservatório de água da capital paulista, o governo declarou que está tudo sob controle. 2017: a água quase desapareceu das regiões sudeste e nordeste do país, com uma parcela pequena de pessoas com acesso a ela. 2049: a população brasileira caiu vertiginosamente para 8%. O ano atual é 2065. A falta de um recurso tão essencial nivelou pobres e ricos em uma única categoria: sobreviventes. A conhecida frase em um futuro não muito distante nunca foi tão aterrorizante. 


Leia mais sobre o livro SEDE - Contos distópicos sobre um futuro sem água clicando aqui.


VIAGENS DE PAPEL - Contos e crônicas de temática livre
ORGANIZADOR: Roberto de Sousa Causo

SINOPSE: Quem lê desfruta de experiências reservadas somente àqueles que escolhem viver intensamente. Quem lê viaja. E vai longe... Descobre terras desconhecidas, muitas vezes, inimaginadas. Os autores do livro VIAGENS DE PAPEL desempenham brilhantemente sua função de agente de viagens e propõem pacotes diversos, capazes de agradar ao turista mais exigente. E lembre-se: o que importa não é o destino e sim a própria viagem.



Leia mais sobre o livro Viagens de Papel - Contos e crônicas de temática livre clicando aqui.


LEGADO DE SANGUE - Contos sobrenaturais, de suspense e de terror
ORGANIZADOR: Alfer Medeiros

SINOPSE: Poe, Lovecraft, Shelley, Stoker e outras lendas da literatura de horror não produziram só histórias para assustar. Esses mestres criaram formas de prender o leitor em pesadelos escritos, habitados pelos monstros mais horrendos que uma mente pode conceber. Inspirados nessa herança literária, os autores de “Legado de Sangue” se propuseram a continuar a tradição e criaram contos que surpreendem e assustam tanto quanto um ser que espreita na escuridão, esperando por sua vítima.


Leia mais sobre o livro Legado de Sangue - Contos sobrenaturais, de suspense e de terror clicando aqui.


DE REPENTE, NÓS - Contos de amor
ORGANIZADOR: Leandro Schulai

SINOPSE: Há quem espere a vida inteira pelo seu amor, e desiste de esperar. Há também aqueles que são convictos em viver casados consigo mesmos. Em ambos os casos, o destino (ou o acaso) faz uma reviravolta e, de repente, o eu vira nós, sem mais nem menos. Pode ser para sempre ou eterno enquanto dure. Mas enquanto os dois estão amarrados um no outro é difícil desatar esse nó que só o amor pode proporcionar.




AS QUATRO ESTAÇÕES - Antologia de poemas
ORGANIZADOR: Edson Rossatto

SINOPSE: Há aqueles que sentem solidão no inverno, enquanto outros aproveitam a companhia e um bom conhaque. Também existem os que se deixam cortar para renascerem com as flores da primavera. Não são poucos os que esperam o ano todo pela alegria do verão. E o outono, junto com os frutos e Folhas secas, traz ainda momentos de reflexão. As quatro estações provocam sentimentos, suscitam palavras, afloram desejos... Os poemas deste livro são frutos de reflexões, que não apenas grafaram alegrias da vida, mas também a tristeza da solidão que só quem ama sozinho é capaz de sentir.



IMAGINARIUM - Contos fantásticos
ORGANIZADOR: Alex Mir

SINOPSE: Existe uma zona no mais profundo abismo da mente humana, onde o real e o onírico coexistem, e o piscar de olhos confunde a compreensão. Esse lugar é chamado de IMAGINARIUM, e nele passam a maior parte do tempo aqueles que desconstroem a realidade para criar mundos completamente avessos ao conhecido. As histórias deste livro foram escritas não por aqueles que apenas visitam esse lugar, mas sim por aqueles que moram lá.



Para conhecer mais o trabalho da Editora, vocês podem assistir à entrevista do diretor editorial da Andross, o escritor Edson Rossatto:


Notícia boa para quem tem seus textos guardados! Não fique parado e tente publicá-los!

8 de janeiro de 2015

Unhas literárias

Olá pessoal! Passando aqui hoje para trazer para vocês mais trabalhos maravilhosos dentro da categoria unhas literárias. Para os rapazes que acompanhem o meu blog, lembrem-se: vocês podem não pintar as unhas, mas vocês certamente ficaram impressionados com a criatividade e habilidade diante desses trabalhos. Confiram!


Começando com essa seleção que fiz para Anna e o beijo francês. Eu adoro esse livro, pois não foi apenas mais um romance em Paris, foi uma trama muito bem estruturada que me cativou e transformou a Perkins em uma das minhas escritora preferidas. Adorei a Torre Eiffel super delicada, e vocês?


Unhas da série Diário de Princesa. Eu tenho as capas americanas e elas são super brilhantes, a maioria em tons de rosas e todas tem a coroa na capa! Eu achei todas fofas, apesar que acho que com a minha habilidade só poderia fazer a unha da terceira foto, se já achasse a coroa pronta para ser colada.


Unhas baseadas na obra O livro das princesas. Acho que vocês começaram a perceber que essa postagem de hoje está abordando livros mega fofinhos e de menininhas, não é mesmo? A primeira foto é a que mais se assemelha ao livro, mas gostei mais da arte da segunda.


Jojo Moyes é maravilhosa, não tem como não ler um livro dela e morrer de amores. As nail arts são baseadas nas capas dos livros, por isso, a princípio, essa unha vermelha e preta pode parecer estranha, mas ela condiz com a capa do livro americana. No Brasil as capas foram modificadas, apesar de que, A garota que você deixou para trás manteve uma design muito semelhante.


Essa seleção foi em homenagem ao livro da Teca Machado, I Love New York, que é blogueira no Casos Acasos e Livros, e também no Meg’s Army comigo. Das quatro opções eu achei que essa última foi a que combinou, pois o fundo da cidade tem um tom de roxo igual a capa do livro.


Unhas inspiradas na série Hush Hush. Eu achei que a pena desenhada na segunda foto está muita rica em detallhes, fico me perguntando se é adesivo. As asas ficaram bonitas, mas eu acho que de todas, a primeira é definitivamente a mais bonita. Fiquei curiosa para saber como faz esse degrade.


Unhas inspiradas na série Fallen. As duas primeiras têm detalhes da capa, foi desenhada a Lucy, mas eu achei que ficou muito mal feito. As duas últimas trabalham com elementos que remetem a série e definitivamente estão mais bonitos.


As próximas fotos são todas inspiradas no livro Alice no País das Maravilhas. Eu confesso que eu não gostei do livro, apesar de gostar do desenho da Disney. Acontece que os fãs da Alice são os melhores, de todas as nail arts que trouxe aqui hoje, essas são sem sombra de dúvida as mais bonitas e elaboradas. A do gato é definitivamente a minha preferida!


Eu gostei muito da primeira unha, como será que a pessoas fez essas mini-cartas? A terceira também está bem colorida, já a última, creio que são adesivos.


Perceba a riqueza de detalhes, a precisão nos traços e os enfeites em relevo. São as mais belas de todas, não tenho nem o que falar!

O que vocês acharam da seleção de hoje, qual a preferida de vocês? Deixe sua opinião nos comentários!

6 de janeiro de 2015

O Hobbit – A batalha dos Cinco Exércitos

The Hobbit – The Battle Of The Five Armies (2014)
Dirigido por Peter Jackson

Para quem não sabe, esse filme é baseado em um livro homônimo. Esse é o terceiro e último filme da sequência, antes dele há O Hobbit – Uma jornada Inesperada e O Hobbit – A Desolação de Smaug.


O filme anterior terminou em um momento terrível, no qual o dragão Smaug decide demonstrar a sua força, e fará isso destruindo a Cidade do Lago. Ele começa a queimar tudo e não perdoa nada que está em seu caminho. Bard que está preso luta para escapar e decide tentar salvar a cidade assim como seu antepassado. Em posse da última flecha negra (em uma cena para lá de mirabolante e absurda com o “arco” improvisado), Bard mata o dragão. Ele que antes era mal visto por muitos na cidade, agora se torna o salvador e líder dos sobreviventes. Ele organiza as pessoas para tentar levar todo o alimento possível, além de medicamentos, fazendo que todos ajudem os mais fracos e feridos, em direção a Montanha Solitária. Lá ele vai pedir que Thorin cumpra a sua palavra e ofereça abrigo e recursos para a reconstrução da Cidade do Lago.


Acontece que Thorin está ganancioso, ele foi corrompido pelo ouro. Ele não quer abrir mão de uma única moeda, não quer honrar sua palavra e ajudar essas pessoas. Nesse meio tempo o elfo Thranduil aparece, oferece auxílio aos homens e afirma que irá declarar guerra aos anões. Bard tenta interceder e convencer Thorin a evitar um confronto, mas esse se mostra irredutível. Quando os elfos estão em frente aos portões o primo de Thorin chega com um exército de anões. O clima é tenso e pesado, pronto para culminar uma batalha entre homens e elfos contra anões, nesse momento um exército de orcs aparece e a batalha muda de rumo.


A batalha que se segue foi interessante, mas bem diferente da do livro. Eu senti falta deles terem falado sobre Beor (que aparece apenas de vislumbre, mas no livro é esclarecido o que acontece com ele), e fiquei muito triste deles terem mudado o final do Thorin com Fili e Kili. Eles já haviam mudando o enredo inserindo um romance entre Kili e a elfa que aparentemente é a paixão de Legolas – que é outro personagem que nunca deu as caras no Hobbit. Por conta desse romance, para aumentar o drama, eles mudaram o final que eu achava tão nobre para o Fili e Kili. Apesar das mudanças eu preciso dizer que o final de Thorin ainda assim foi de partir o coração e eu tive que segurar as lágrimas.


Preciso dizer que tem outras coisas que eu não gostei nesse filme. Uma delas foi às conexões que eles tentaram fazer com O Senhor dos Anéis. Eles trouxeram Gandalf, Elrond, Galadriel, Saruman e Rasgard em uma batalha contra os espectros dos anéis e Sauron. A batalha em si foi interessante, mas ela acabou passando a impressão de que as pessoas mais inteligentes da Terra Média não foram capazes de perceber o perigo que estava na frente de seus narizes. Se Sauron está ali juntando forças, mesmo que não possua ainda uma forma corpórea, significa que ele é um perigo iminente. Se foi necessário fortes magos e elfos lutando contra eles, como pode a batalha acabar com Saruman falando que vai dar um jeito em Sauron? Não faz o menor sentindo, principalmente para quem leu Silmarillion e sabe das origens dele e de seu poder. Pior de tudo foi Gandalf saber que Bilbo tem um anel mágico de ouro que o torna invisível e não se tocar que é o um anel perdido, ou ao menos ter suspeitado. O livro faz sentido, pois não há essa aparição de Sauron, não há essa batalha como um prelúdio do que está por acontecer. Acho que o filme pecou por isso.


Além disso, minha outra reclamação são as cenas viajadas do Legolas. Acho que em todo filme do Senhor dos Anéis havia uma super batalha onde ele escalava elefantes, surfava em muralhas, subia em trolls e facilmente os matava. Em O Hobbit não foi diferente, mas acho que nesse último eles exageram um pouco e abusaram demais das habilidades élficas dele.

Esse trailer me dá arrepios! Assista!

Apesar dessas mudanças e de alguns exageros, ainda assim foi um bom fechamento, com uma produção maravilhosa, que eu certamente recomendo.

4 de janeiro de 2015

Casamento Literário

Para quem não sabe eu faço parte de um clube do livro maravilhoso, e eu e as meninas do clube montamos um blog intitulado Meg’s Army Book Club (lembra da Armada Dumbledore? Somos a Armada da Meg Cabot). Duas das Meg’s vão casar esse ano, e quando elas começaram a conversar e a mandar foto de buquês feito de páginas de livros, eu não resisti e fui correr atrás de material para fazer esse post! Eu não esperava encontrar muita coisa, achava que só escritores como a Tahereh Mafi tinham seus casamentos em livrarias com tema literário. Acontece que eu encontrei muito material, tive que fazer uma seleção de fotos e fazer montagens porque achei bem mais de cem lindas fotos! Confira: (não se esqueça que basta clicar na imagem para ampliá-la)


Começamos é claro com o pedido de casamento. Você chega em casa com diversas páginas espalhadas pelos cômodos (como se fossem pétalas de rosas), com mensagem românticas e um pedido. Diferente, não é mesmo?


O clássico de pedidos literários foi a aliança dentro do livro. Existe variação nos títulos selecionados (Jane Austen é bem romântico), mas sempre com a aliança dentro dele - eu recomendo dar um jeito de amarrar, porque é muito fácil abrir um livro, as alianças caírem, rolarem, e lá se vai o romantismo do momento. Eu acho que ia ser bem diferente receber um pedido assim, mas esse é um ponto em que não faço muita questão. Receber um pedido em Paris igual ao da Teca também não seria ruim. O que eu gostei foi dessa última imagem, com a almofadinha dentro do livro, e pensei: bem que a dama de honra podia levar as alianças assim até o altar, dentro do livro! Não é uma boa sacada?


Você já recebeu o convite, já se descabelou com a lista de convidados, contratou um buffet e agora precisa avisar aos convidados. Isso é algo que eu não conhecia e nunca vi no Brasil, mas lá fora existe o “save the date”, ou “salve a data”, onde você avisa seus convidados com certa antecedência a data do casamento (já que o convite você manda em uma data mais próximo da cerimônia). Isso é muito bom se você tem pessoas de fora, assim eles já são avisados e você começa a receber confirmação ou negativa dos convidados. A ideia maravilhosa que eles elaboraram para o “Save the date” foram marca páginas, com algumas informações básicas, outras com fotos dos noivos. Gostei do “você está reservado” como se o convidado fosse um livro em uma biblioteca. Eu adorei a ideia do marca página em casamento, eu vi alguns sendo usados como convite, mas achei meio “pobrinhos” demais para isso, como “save the date” ficou perfeito.


Agora vamos falar dos convites! Se você quer todo um casamento literário, e se esse é mais um capítulo maravilhoso nessa jornada a dois, porque não fazer do convite um capítulo da sua história. Como se fosse uma página arrancada do livro, o capítulo intitulado “o casamento”, fala um pouco sobre o casal e passa todas as informações necessárias para a cerimônia.


Você pode personalizar e fazer o seu capítulo da forma que quiser, uma ou duas páginas. Mas se achar que elas não são o suficiente, faça do seu convite um livro. Você pode oferecer informações básicas como o endereço, o mapa, as etapas da cerimônia, falar um pouco mais sobre a história do casal, opções de hospedagem na cidade (se vem muita gente de fora), e outras dicas úteis.


Eu acredito que aqui não é muito comum irmos na biblioteca, sem falar que hoje em dia é tudo computadorizado e eles quase não usam esses cartões. Contudo, na minha época de ensino fundamental, a biblioteca da escola usava cartõezinhos como os da foto. A ideia que eu mais gostei foi a da primeira foto, pois eles colocaram vários carimbos com datas antigas falando sobre o primeiro beijo, quando alguém graduou, formou, quando eles foram morar junto para no fim ter a data do casamento.


Para quem realmente é louca por livros e quer ter tudo em seus casamento associado a leitura, uma opção é o vestido feito com página de livro ou que imitam a sua textura. A qualidade da imagem infelizmente não está tão boa, mas eu simplesmente amei esse último vestido da foto. Ele é feito todo com páginas de uma cor mais amarelada, e até mesmo as folhas e flores que detalham o vestido são feitos de papel.


Agora começa uma das partes mais linda dessa postagem: os buquês. Eu confesso que eu olho, e olho mais um pouco, mas eu não consigo escolher a minha preferida. Cada uma tem um detalhe em específico que me chama a atenção e que me faz querer que esse seja o meu buquê.


Esses buquês são mais simples, apenas as flores feitas com páginas. O que eu gostei foi dessa segunda foto, uma flor de livro para o noivo usar na lapela e combinar com o buquê da noiva, um charme, não é mesmo?


Para quem achou as imagens anteriores muito sem cor, uma opção é utilizar páginas de livros e folhas coloridas para fazer um arranjo diferente. Você tem também a opção de pintar as páginas ou simplesmente utilizar outros elementos mais coloridos, como botões e fitas, para alegrar um pouco mais seu buquê.


Esse último arranjo com as pedrarias, enfeites e pérolas é um dos buquês mais lindos que eu já vi. Contudo, eu volto na primeira foto com todos aqueles outros buquês maravilhosos e já estou na dúvida novamente.


Um bolo literário também é uma ótima opção! Eu gostei muito das flores com escritos no primeiro bolo, deu um charme a mais e foi bem delicado. O segundo bolo tem escritos em todas as camadas, é uma opção que não me agradou tanto. Na terceira o bolo é em formato de livros com os noivinhos em cima, eu só achei esses livros coloridos demais, parece coisa de festa de criança. A segunda opção também tem escritos por todo o bolo e uvas em cima – não entendi essa das uvas. A última opção mostra os noivinhos e seu amor um pelo outro e pela literatura.


Essas são as opções de bolos que eu mais gostei, mas confesso que a minha preferência é pela foto maior. Gostei dos livros empilhados, mas diferente da ideia da foto anterior, eles estão com uma cor discreta e mais cara de livros. Achei bonitinho que em uma das lombadas tem o nome dos noivos e tem a data do casório.


Seus convidados estão chegando e logo do lado de fora você quer fazer algo que chame atenção para a temática da festa. Você tem a opção de placas para diversos mundos literários. Se você gostar de algum em específico, pode usar referências apenas desse universo, como é a placa do Harry Potter. Se seu casamento faz uso da temática, mas de um modo mais discreto, a placa: “assim é como nossa história começa” é uma boa pedida. Se você é louca por Jane Austen, você pede para que ele seja seu Darcy, que você será a Elizabeth dele. Por fim: “O felizes para sempre começa aqui”. Só placas fofas, não é mesmo?


Seus convidados estão chegando e ao invés de qualquer plaquinha comum de bem-vindo, tem uma linda máquina de datilografar com uma bela mensagem para recepcioná-lo, ou apenas um caloroso “bem vindo”. Além das opções da máquina de escrever, você pode fazer uma linda plaquinha de página de livros e escrever por cima dela.


Seus convidados chegam e uma ideia muito fofa que eu nunca vi por aqui são os “guest books” ou livros de convidados, onde eles apenas assinam ou deixam uma mensagem para você. A seleção de guest books ficou absurdamente grande, mas tinha cada ideia interessante e bonita que eu precisava compartilhar com vocês, que eu simplesmente não resisti! Essa primeira ideia é caso os seus convidados não compartilhem do seu amor por ler-escrever, então você opta por eles apenas assinarem o nome. Em corações que são inseridos dentro do quadro ou em balões que serão pregados nessa “viagem” que você e seu futuro marido estão fazendo.


Você pode fazer um quadro bonito como esse e deixar para que seus convidados assinem ou deixem mini recados. Você pode deixar bloquinhos, etiquetas maiores para que eles escrevam a mensagem deles e pendurem, ou pedras (diferente, não) para que eles assinem ou escrevam mensagem.


Duas opções super fofas de livros de convidados foram essas. Em uma há o desenho do rosto de cada pessoa convidada e ela assina acima do seu nome. Já o debaixo é um livro com mais espaço para escrever, é bem mais a cara de um leitor, já que este com certeza vai querer receber recadinhos das pessoas e ler e reler todos. O livro está dividido entre família, parentes, amigos e outros. Uma graça!


Essa primeira opção tem o “livro” de convidados entre aspas, pois ele abre para os convidados assinarem, fazerem um desenho ou deixar um recado, o que eles quiserem. A segunda opção está em um clima praiano, com estrelas do mar, mas achei interessante a ideia de escrever mensagens e enrolar para colocar dentro da garrafa. Por fim, a ideia de pegar uma foto dos noivos, fazer dela um quebra-cabeça e deixar que cada convidado deixe um recado no verso de uma peça, muito bonita a ideia por traz disso, da construção dessa fase do casal pela presença dos convidados, gostei!


Eu gosto muito da ideia de deixar recados e associá-los a fotos. Uma opção é deixar o livro e a máquina fotográfica, para que os convidados tirem uma foto na hora e colem no livro com a mensagem de felicitação. Outra opção diferente foi revelar uma foto do casal como se fosse um banner, fazendo dela o livro de recepção.


Essas fotos são as mais delicadas e literárias possíveis. Tem a máquina de datilografar, enfeite de flores dentro dos livros, pequenos quadros com mensagem, a máquina fotográfica e o livro de convidados para mensagens. Em uma das outras foto tem a opção de deixar papéis e envelopes, para serem escritos cartas e depois depositadas dentro da gaiola.


Quem gostou da ideia de carta, também tem a opção de deixar uma caixa de correio para que elas sejam colocadas dentro. Além dessa, outras opções de recados, tanto de assinatura, quanto permitindo recados maiores.


A máquina já foi usada como enfeite na recepção, mas você também pode usar ela para que seus convidados digitem a mensagem, ao invés de escrevê-las, depois você pode reunir todas, encadernar, e fazer seu livro!


Para quem fez o convite de cartão de biblioteca, essa é uma opção interessante para seguir um padrão de decoração. No caso se você tem alguma mensagem para os recém-casados, você a escreve e depois insere o cartão dentro do catálogo ao lado. “A para advice (conselho)”, “C para compliments (elogios)” e assim vai – só não me pergunte o que colocar no W, X, Y e Z.


Deixe seu recado. Escreva uma nota e coloque dentro do envelope. Essa foi uma ideia que me encantou! Fazer um mural foi interessante, mas acho que já colar os envelopes nos livros, apenas para que sejam preenchidos com as mensagens foi criativo.


Mais uma ideia de digite ou escreva uma nota, com uma caixa para receber os cartões. Aqui fica a critério de quem quer se aventurar a usar uma máquina de escrever, ou quem prefere deixar a mensagem de próprio punho.


Seus convidados já chegaram, já assinaram o livro, e agora precisam achar a mesa deles. Uma opção são marca páginas personalizados com os nomes deles. Você pode tanto pendurar na parede, em um mural, ou então organizar eles por ordem alfabética dentro de livros. A pessoal pega seu marca página, vê o numero da mesa, vai até ela onde vai estar um lindo arranjo com livros e o quadro com o número em cima.


Se você quiser fazer o seu casamento bem temático, ao invés de um número, a mesa pode ter o nome de um livro, de um personagem, e ainda conter um cartão com uma citação ou trecho de alguma obra do autor.


Você pode usar e abusar de ideias literárias, fazer origamis, utilizar combinações como a xícara de chá e a mesa com o tema da Alice. Você pode ainda usar a numeração comum, com uma caligrafia de escrita e fazer arranjos de flores de páginas de livros para dar um charme na mesa.


Você pode fazer um porta cartões como as da biblioteca, onde cada pessoa procura seu nome e acha sua mesa. Você pode usar a capa de livros em molduras, assim se você está na mesa do Hobbit, vá procurar esse livro. Você pode somar ideias, como os cartões de biblioteca e as combinações de letras na mesa e na recepção.


Decorações simples e muito bonitas usando livros e suas páginas. Pilhas de livros de flores, enfeites pendurados pelo local. Ideias simples, de custo baixo e que ficaram muito charmosas.


Eu achei um pouco exagerado fazer essa toalha de mesa com páginas de livros. Acho que no fim, acabou ficando grosseiro. Gosto da beleza das páginas nos detalhes, como no vaso de flor, nos detalhes debaixo do prato ou envolvendo o guardanapo. Usaria sem dúvida essas ideias no meu casamento.


Gosto da combinação de quadros com mensagens, os arranjos de flores e os livros. Gosto do delicado sem exagero.


Ainda existem diversas outras opções de uso do livro como decoração, fazer enfeites, girlandas, dobrar as páginas para formar mensagens, usar os livros para fazer um painel de fundo para fotos. As opções são inúmeras (apesar de que essas eu achei exageradas demais).


Esses quadros eu achei super fofos. As opções diante dessa ideia são ilimitadas. Você utiliza a página de um livro e escreve mensagens por cima, como os nomes do noivo e a data, mensagens de amor, sinalizações para a festa. Basta usar a criatividade. Na verdade, a minha vontade e fazer quadros como esse agora e usar para decorar a minha casa.


O primeiro quadro é interessante, pois se você ler a mensagem para uma manchete de jornal. Contudo, são as duas fotos de baixo que me conquistaram. No primeiro quadro tem o nome de diversos casais do mundo literário, mas os dos noivos recebem um destaque maior. Na segunda há uma linda mensagem de amor literário, falando que aqui é onde a história deles começam, onde suas páginas se encontram e não importa onde esse conto os leve amanhã, a história deles será lida.


Se a sua festa começa cedo e vai até tarde (ou se já começa tarde) uma opção de decoração são velas, somado é claro a linda páginas de livros! Gostei de todas, não poderia escolher apenas uma!


A cerimônia pode ser feita em uma biblioteca, ou você pode fazer ao ar livre e colocar suas estantes com livros, ou fazer um arco. As opções para mostrar o casamento desses dois amores são várias.


E a linda cerimônia aconteceu, agora vocês são oficialmente marido e mulher. Vocês estão saindo e tradicionalmente as pessoas jogam arroz sobre os noivos, para que não lhes falte comida. Acontece que você, como uma boa apaixonada por livro, preza mais ter o que ler do que o comer, então a opção são confetes com páginas de livros. Você pode fazer apenas bolinhas, que são mais fáceis, ou cortá-los em formato de corações que são mais elaborados e fofinhos. Você pode colocar os confetes dentro de cones, também feito com páginas de livros.


Eu achei essa foto onde as pessoas jogam página de livros sobre o casal, mas eu particularmente acho que confetes são melhores. Se você não gosta da ideia dos cones, você pode fazer pequenos pacotinhos ou mesmo amarrar diversas confetes e fazer um mini-arranjo.


Os cones podem ser feitos de forma mais elaboradas e organizados em cestinhas que ficam muito bonitos. Mas eu confesso que gostei mais da ideia dos sacos, você pode fazer com ilustrações de livros, com trechos de livros ou ainda combinar os dois.


Para finalizar as lembrancinhas. Se seu casamento é literário, o mais lógico seria dar livros. Mas as opções são diversas, você pode dar marca páginas com alguma mensagem fofa, também tem essa opção de marca página mais elaborado, feito de metal, onde você pode gravar o nome dos noivos e a data. Tem ainda essa opção de dar chocolates e fazer etiquetas com as páginas de livros (eu achei mega fofo), por fim, para quem é fã de Harry Potter: um vidro de Felix Felicis! Você pode colocar dentro alguma bebida de verdade – lembrando que nada alcoólico se for para as crianças.


A postagem de hoje ficou enorme, mas eu espero de verdade que eu tenha ajudado as futuras noivinhas e que vocês tenham gostado e não tenham ficado horrorizadas pensando: quantos livros serão destruídos para que eu tenha essa festa?