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24 de janeiro de 2015

Tudo é possível

[regular]

Eu recomendo: Tudo é possível
Autor: Allan Percy
Editora: Sextante

Sinopse:
Nesse livro Allan Percy traz 75 leis das possibilidades, trazendo os mais diversos exemplos, entre pessoas famosas, grandes empresas, filósofos, pensadores, líderes religiosos. Através da história de cada um deles, ele demonstra como a vida oferece possibilidades diárias, e como devemos agir para percebê-las e aproveitar essas oportunidades.

Meu cantinho:
Esse livro de Allan Percy é diferente dos demais trabalhos que eu li do autor, a principal diferença é que ele não se baseia em um único autor. Eu achei que isso seria um ponto positivo, já que a meu ver, em alguns outros livros, ele tirava lições das obras ou aforismo de um determinado autor, que não tinha relação alguma com o que foi dito ou que contradizia totalmente a vida que esse personagem levou. Nesse livro Allan Percy traz diversas personalidades famosas como Steve Jobs, Dan Brown, Coco Chanel, Bruce Lee, Bill Gates entre outros; empresas grandes como Coca-cola, YouTube, grandes pensadores como Buda, além de fábulas, grandes escritores, psicólogos, jornalistas, entre outros. Muitas das histórias eu já conhecia, não sei se elas já são de conhecimento de todos, já que muitas delas eu vi na minha época de faculdade, enquanto cursava publicidade. Grandes empresas, pessoas, ou produtos e suas histórias de sucesso. Muitos deles que surgiram de acidentes, ao acaso, ou por grande persistência. Contudo, as histórias que eu não conhecia foram interessantes, me deparei com algumas situações curiosas.
O livro segue o seguinte formato: ele traz um título, depois ele discorre sobre uma história, fábula, exemplo, e fecha todo a sua ideia em uma caixa com uma lei da possibilidade. Eu acho que assim como acontece em algumas de suas outras obras, o texto que ele traz e a ideia que ele desenvolve, nem sempre parece condizente com a lição final que ele deseja passar. Mas preciso admitir que isso acontece bem menos do que em alguns de seus outros trabalhos. Ele fala principalmente sobre como aproveitar as oportunidades, decidir correr riscos, acreditar em si para que a sua vida mude e você alcance seus objetivos. Ele recorre sempre a alguns pontos, o que pode ser cansativo. Você vai ler e reler sobre superação, hábitos, limites, possibilidades, impossível versus possível, ser visionário e acidentes que podem ser oportunidades. Como eu li Kafka para sobrecarregados e pouco tempo depois li esse livro, eu percebi que tinham alguns trechos muito parecidos, até as mesmas citações. Acho que faltou um pouco mais de criatividade do autor nesse aspecto.
Geralmente, apesar das críticas, eu recomendo o trabalho do autor pelas lições que podemos tirar, contudo, eu particularmente aproveitei muito pouca coisa desse livro. Eu achei as lições muito repetitivas, parecidas, e que pouco se adéquam a situação de vida que eu tenho nesse momento. Acredito que quem está desestimulado, ou que precisa de um empurrão e uma palavra animadora para perseguir algum sonho, para tentar alcançar algo diferente em sua vida, esse pode ser um livro interessante.

Volume único.

11 de janeiro de 2015

Kafka para sobrecarregados

[regular]

Eu recomendo: Kafka para sobrecarregados
Autor: Allan Percy
Editora: Sextante

Sinopse:
Nesse livro Allan Percy usa como base frases e trechos das obras escritas por Franz Kafka para auxiliar aquelas pessoas sobrecarregadas, que não conseguem encontrar um equilíbrio na vida. Ele faz também referência a outros estudos, autores, traz pesquisas, contos, parábolas e aforismos que possam contribuir para o entendimento da lição final. Além disso, o autor traz diversas curiosidades da vida de Kafka, uma pequena biografia para quem não conhece muito do autor.

Meu cantinho:
Apesar de eu não achar os livros do Allan Percy nada de extraordinário, ainda acha que em diversos momentos ele trás questões importantes, reflexões, que podem ajudar o leitor. No caso desse livro, ele se foca em ajudar as pessoas a encontrem equilíbrio. Supostamente ele desenvolve esse trabalho destrinchando citações, trechos de obra de Franz Kafka, que estariam cheias de lições para essas pessoas que estão constantemente sobrecarregadas e não conseguem, nas mais diversas áreas da vida, não acumular cargas pesadas.
Contudo, de todos os trabalhos de Allan, eu acredito que esse foi o mais “forçado” de todos. Eu já falei a respeito de trabalhos anteriores dele como Nietsche para estressados e Oscar Wilde para inquietos, e uma das coisas que não gostava nesses trabalhos era quando ele colocava uma citação e parecia interpretá-la de um modo absurdo, e tirava dela uma lição. A impressão que eu tive é que as lições que ele tira das frases de Kafka não tem qualquer relação uma com a outra. Espero que não entendam errado: ele oferece sim lições muito importantes, traz referências, parábolas, curiosidades entre diversas outras coisas através das quais ele auxilia as pessoas a encontrarem equilibro na sua vida. Acontece que ele se propõe a fazer isso utilizando como base textos de Franz Kafka, o que não é o que acontece, já que na maioria dos casos não há qualquer conexão entre a citação e o texto desenvolvido por Allan Percy.
O que eu achei muito interessante no livro, como aconteceu com o último que li dele, foi descobrir um pouco mais sobre o autor no qual ele se baseia. Eu li de Kafka apenas A Metamorfose (que nunca resenhei aqui) e fiquei simplesmente deslumbrada com o trabalho do autor. Allan traz uma pequena biografia da vida dele, além de citar outras curiosidades no decorrer do livro. Quando passei a conhecer um pouco mais sobre a realidade Kafka, percebi que Percy cometeu outro erro: ele caiu em contradição. Ele pegava uma frase do autor, fazia uma referência a sua vida e extraia uma lição, quando de fato Kafka nunca aplicou aquilo para si. Ele era tímido, oprimido pelo pai, viveu diversos problemas e conturbações ao longo da vida e esteve longe de aplicar os ensinamentos de Allan Percy a ela.
A verdade é que esse livro de Allan serve como uma base de orientação para quem tenta se sobrecarregar menos nos diversos setores da vida. Ele é um livro de auto-ajuda, que usa como referência grandes autores apenas para chamar atenção, pois geralmente a frase ou as atitudes em vida desses autores divergem da lição final que ele busca passar.

Volume único.

25 de novembro de 2014

Oscar Wilde para inquietos

[bom]

Eu Recomendo: Oscar Wilde para inquietos
Autor: Allan Percy
Editora: Sextante

Sinopse:
Nesse livro Alan Percy traz noventa e nove máximas do famoso escritor Oscar Wilde e tira delas importantes lições para se viver de forma autêntica, para realmente viver e não apenas existir. Ele destrincha cada frase, demonstra através de exemplos como Wilde vivia, o que ele falava, como se portava, além de trazer diversos outros autores e trabalhos para complementar as ideias dele. Além disso, no final do livro Percy traz uma pequena biografia da vida de Wilde, revelando diversas curiosidades sobre o autor.

Meu cantinho:
Eu já havia lido do autor Nietzsche para estressados. Eu tive uma experiência relativamente boa com a leitura, apesar de algumas críticas, consegui tirar algumas lições valiosas dela. Contudo, ler Oscar Wilde para inquietos foi um pouco diferente para mim, pois diferente do livro anterior, eu já conhecia diversas das citações do autor que Percy traz. Eu tenho em casa um livro de aforismos, sendo que uma parte dele é dedicada a Wilde, e apesar de muitas delas serem uma alfinetada ao gênero feminino (Allan não trouxe nenhuma dessas) eu achei diversas outras muito interessantes. 
Foi curioso ver como Percy interpretou cada máxima e as lições que ele extraiu dela, em algumas ele foi capaz de ampliar meus horizontes de entendimento, em outras não. As minhas críticas a esse livro na realidade são muito parecidas com as que fiz para Nietzsche para estressados. O autor coloca uma máxima e em alguns momentos ele foge da ideia principal. Ele começa a falar de um assunto e puxa para outro, e outro, e no fim, a lição que você tira na verdade não está relacionada com a citação que ele trouxe. Às vezes ele acaba pegando um trecho e fala sobre o trabalho de outro autor e começa a enumerar pontos importantes do trabalho dele, que pouco tem a ver com o que Oscar Wilde disse. As lições desse livro são em sua maioria voltadas para a ideia de se viver uma vida plena, como o leitor poderia ser capaz de viver bem, com paixão, com autenticidade, e de fato viver, não apenas exisitir. Acontece que ele acaba se repetindo demais em alguns momentos, por exemplo, toda vez que ele traz uma máxima que se refere a dinheiro, tive a impressão que a lição final era sempre a mesma. Contudo, houve uma melhora significativa no trabalho dele no que diz respeito ao fechamento das ideias, acredito que nesse livro, quando ele propõe uma lição ele a fecha melhor e não deixa muitas pontas soltas como acreditei ter visto em seu outro trabalho. Mesmo que ele fuja do ponto de partida, ele sempre fecha o texto com um pequeno conselho ao leitor.
Para quem gosta desse tipo de trabalho ele é uma leitura, interessante e leve, da qual você pode sim tirar ensinamentos valiosos. Entretanto, eu recomendo ponderação. Algumas pessoas que tem hábitos de ler livros como esse acredita que tudo serve para ela, mas isso não é realidade, assim como o autor não está isento de cometer erros em sua avaliação do que é correto. Por exemplo, em uma determinada passagem do livro ele fala que a pessoa não deve se focar em seus problemas, sem consumido por ele. Até esse ponto eu concordo, todavia, como alternativa para solucionar esse impasse ele recomenda que o leitor comece a ajudar as outras pessoas com os seus problemas! Eu acho isso extremamente errado, primeiro por que eu sou uma co-dependente (quem não sabe o significado desse termo vejo a resenha do meu livro Co-dependência nunca mais), e eu preciso é deixar de me focar nos problemas dos outros e me focar na minha vida, em como fazer bem a mim mesma. Segundo, porque ele não deveria propor uma fuga de seus problemas para problema dos outros, e sim em atividades que beneficie positivamente o leitor e que o ajude a crescer. Portanto, cautela com o que você irá absorver e praticar na sua vida.
O livro fecha com uma pequena biografia do Oscar Wilde. A verdade é que o que eu conhecia do autor era apenas de boca. Eu nunca tinha lido nada sobre a vida dele e achei extremamente interessante. Eu não sabia que ele tinha se casado e tido filhos! Mas o que achei mais curioso foi descobrir que assim que acabou a faculdade ele ficou interessado em uma moça que não quis saber dele pois começou a se envolver com Bram Stroke! Mundo pequeno não?

Volume único.

21 de setembro de 2012

Nietzsche para estressados

[bom]


Eu recomendo: Nietzsche para estressados 
Autor: Allan Percy
Editora: Sextante

Sinopse:
Esse livro traz em cada página uma máxima do filosofo alemão Nietzsche e em seguida uma discussão do autor Allan Percy sobre o significado desta, exemplos, e como aplicar o que o Nietzsche quis dizer em nossa vida cotidiana, de forma que essa possa trazer algum beneficio. As máximas tratam dos mais variados assuntos, de amigos, família, amor, saúde, trabalho e as interpretações do autor são direcionadas de forma que, aplicando o que foi escrito, o leitor possa levar uma vida com menos estresse.

Meu cantinho:
Eu não sou muito de ler livros desse gênero, acho que eles se assemelham muito a livros de auto-ajuda e eu definitivamente não gosto de livros assim. Comprei esse livro com uma ideia completamente diferente, e quando ele chegou e eu o abri, percebi que não era exatamente o que eu tinha pensado. Como já havia comprado pensei, vou começar a ler, é um livro pequeno, uma leitura rápida, nada com o que me preocupar, mas logo larguei ele de mão. Acontece que nos últimos tempos eu tenho vivido uma serie de problemas e estresses, com prazos na faculdade, atrasos, relacionamentos e eu pensei que talvez esse livro pudesse ser interessante agora nesse momento em que eu estava vivendo, ele de fato traz muita coisa que eu pude refletir diante da leitura, na verdade ele fala coisas muito simples que já sabemos que devemos fazer, que são necessárias para se evitar o estresse mas que não aplicamos no nosso dia-a-dia.
Eu tenho uma série de críticas a fazer a este livro, acho que muitas vezes ele coloca o aforismo e não explica tão bem, ele deixa muito vago e muito aberto a várias interpretações por parte do leitor; as vezes cita um exemplo, conta uma história, mas não esmiúça a lição que poderíamos tirar dali. Em outras ele coloca uma máxima, começa a explicar falando de uma coisa e acaba falando de algo no final completamente diferente, oferecendo muitas vezes um conselho bom, mas que se você retornar ao topo da página percebe que nem tudo tem tanta conexão. Sem falar que ele faz interpretações de algumas coisas que parecem que poderiam ser interpretadas de um modo completamente diferente daquele que ele está falando. Ele fala, como eu disse em minha sinopse, dos mais variados assuntos, amizade, família, trabalho, e muitas vezes um aforismo retoma o mesmo assunto, em algumas explicações ele parece complementar algo que foi dito anteriormente, entretanto em outras ele parece apenas estar se repetindo. 
Acredito que nem tudo o que ele fala deve ser aplicado sem pudores, acho que você deve ler e ver como o que o autor diz pode se encaixar na sua vida. Um exemplo é quando ele fala de rancores, que acabamos realizando pequenas vinganças nem que seja afastar pessoas de nossas vidas. Entendo que guardar rancores seja ruim, eu sou uma pessoa extremamente rancorosa, mas as vezes pessoas agem de má fé, machucam com intenção, ou tem valores e princípios (por mais que ele fale que devemos avaliar a opinião dos outros, modo de vida e entender que há diferenças e que o outro não está errado) que não condizem com o seu e você afasta sim essa pessoa da sua vida porque mantê-las perto trará apenas mais estresse. Por exemplo, você conhece uma pessoa e ela desenvolve um hábito que você não gosta como beber ou fumar, e começa a ter comportamento que não condiz com o seu, como mentir constantemente, falar mal dos outros, trair, ser promiscua, ser ofensiva ou qualquer coisa assim, eu tenho certeza que você vai se afastar dessa pessoa se ela agir assim com você, talvez por rancor, talvez vingança, ou bom senso, a questão é que eu não acho isso ruim. Leia e avalie, não tome tudo com certo.
Ele traz vários trechos de obras de outros autores, citações, obras, algumas das quais eu já inclusive resenhei aqui, como A arte da guerra, Amor em Minúscula e A última grande lição (já li, adorei, mas não resenhei aqui ainda) do Mitch Albom. Ele traz aforismo de alguns autores que não conheço, e outros que gosto bastante como Oscar Wilde (apesar de muitos aforismos dele – não os usados nesse livro, serem extremamente ofensivos àquelas do sexo feminino), e trouxe alguns exemplos que eu não considero de todo bom, ele cita algumas falas do Príncipe de Maquiavel, que ele mesmo afirma ser um livro não muito ético, não gostei de todos os conselhos que ele retira desse livro.
Por fim, acho que Nietzsche se tornou um mero adereço nesse livro, primeiro porque ele não se aprofunda muito no autor, às vezes ele traz outro autor completamente diferente e passa a diretrizes deles deixando Nietzsche completamente de lado. Um exemplo é quando ele traz a máxima: “eis a fórmula da felicidade: um sim, um não, uma linha reta, uma meta”; e cita como “explicação” oito requisitos que Goethe estabeleceu para se ter uma vida plena. Acho que ele escolheu Nietzsche pelo renome e popularidade dele como autor e filósofo e porque ele queria no final do livro (em anexos) fazer uma propaganda da filosofia como terapia. Conheço muito pouco desse método, alguns consideram enrolação e outros consideram um método efetivo e o autor com certeza aprova e vende (com certeza pensando em seus lucros posteriores).
Depois de todas essas críticas, positivas e negativas, eu gostaria de concluir dizendo que esse é um livro válido se você está passando sobre situações de muito estresse, porque esse é o foco do livro, pequenas ações que podem deixar sua vida mais saudável e tranquila. São ações bobas que já conhecemos, mas que muitas vezes passam despercebidas ou não damos a devida importância e o livro enfatiza.

Volume único.