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10 de junho de 2014

Jogos do Prazer

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[ótimo]

Eu recomendo: Jogos do Prazer
Autora: Madeline Hunter
Editora: Arqueiro

Série Rothwell Brothers:
Jogos do prazer é o terceiro volume dessa série, se você não leu As Regras da Sedução e Lições do Desejo o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:                                   
Roselyn Longworth está passando por uma situação complicada. Depois que seu irmão fraudou o banco e fugiu do país com o dinheiro, deixando ela e sua irmã em uma situação financeira complicada; ela acabou se envolvendo com Norbury. Ele é filho de um conde, ela achou que ele realmente a amava, acabou se entregando a ele, apenas para descobrir que ele a havia enganado e queria arruiná-la por ter sido roubado por seu irmão. Ela é salva por Kyle Bradwell das garras de Norbury, mas sua reputação já está manchada. Alexia fica devastada com o que aconteceu à sua prima e Lorde Easterbrook percebe a tristeza de sua cunhada grávida, por quem se afeiçoou. Ele deseja diminuir sua tristeza e para isso faz uma proposta a Bradwell. Ele deseja modificar a história contada por Norbury, pretende colocá-lo como uma pessoa vil e libertina, que tentou enganá-la, mas que está foi salva por Bradwell, um homem de respeito, e que decide se casar com essa jovem moça.

Meu cantinho:
Apesar de a série ser sobre os irmãos Rothwell, o casal principal desse livro não é formado por um deles. Em parte isso me entristece porque estou morrendo de curiosidade para ler o livro que tratará do meu querido Lorde Easterbrook, mas também gostei muito de Kyle!
Rose sofreu muito com os golpes dado pelos irmãos. Ela que estava acostumada a ter tudo o que queria e de uma hora para outra se viu pobre, tendo um teto sobre sua cabeça devido a bondade de Lorde Hayden. Ela perdeu criados, mordomias, roupas novas e agora tem dificuldade até mesmo para comprar mantimentos básicos. Rose deixou que sua irmã Irene fosse morar com Alexia para que essa pudesse ter uma chance de ser apresentada na temporada em Londres e quem sabe arrumar um marido e assim ter uma vida melhor. Contudo, ela não aceita qualquer ajuda financeira de Lorde Hayden, pois acredita que esse já fez demais por essa família. Norbury, o filho de um conde, extremamente ressentido por ter sido enganado e roubado por Tim (apesar do reembolso feito por Hayden) decide se vingar seduzindo Rose. Ele diz que a ama, se mostra apaixonado e ela acaba se entregando a ele. Logo percebe que ele não a ama, e acredita que ela é apenas uma puta que tem que lhe satisfazer para pagar os erros do irmão. Presa em uma festa indecorosa que ele organizou na sua casa, ela tenta de todo modo escapar, mas é impedida por Norbury, até que esse se cansa de Rose e decide leiloá-la aos amigos presentes. Para sua sorte há nessa festa um homem descente, Sr. Bradwell, que havia aparecido há pouco tempo para tratar de negócios e acabou sendo convidado para a festa. Ele paga um alto valor para tirar ela desse leilão e a leva para longe da casa de Norbury. A princípio ela acredita que ele lhe comprou apenas para usá-la, mas depois de brigas e discussões ela percebe que esse é um homem bom e a leva para a casa de sua prima Alexia. Rose logo percebe o terrível erro que cometeu, para não manchar o nome de sua irmã, assim como prejudicar a família de sua prima, ela decide se afastar e jamais voltar a ter contato com eles.
Contudo, Alexia fica muito triste pela prima, e Lorde Easterbrook, extremamente afeiçoado pela cunhada, decide fazer algo para impedir sua tristeza, ainda mais em seu estado delicado de gravidez. Para isso ele entra em contato Sr. Bradwell e propõe que ele se case com Rose, em troca ele terá influencia por se manter perto da família dele, poderá ter negócios com esses, além de receber uma quantia em dinheiro. O próprio Easterbrook iria se encarregar de mudar a versão da história, que ela é uma moça inocente, que negou as tentativas de aproximação de Norbury, e que este por vingança tentou humilhá-la e inventou mentiras, mas para sua sorte, o Sr. Bradwell lhe salvou dessa situação. Ele então teria se encantado com a beleza e pureza de Rose e uma união surgiu dessa situação. Pensei que as principais motivações dele tinham sido o dinheiro e a influência, mas conforme fui lendo percebi que ele realmente se sentia atraído por Rose e a queria para si.
O relacionamento deles segue com diversos importunos, as origens de Sr. Bradwell, os boatos sobre Rose, a dificuldade em ser aceito pela sociedade, mas o principal problema está nos atos de Tim e o rancor de Norbury. O livro foi muito gostoso e terminei a leitura super rápido. O final foi bem diferente, uma pitada de humor, de romance e ação, gostei bastante e estou ansiosa por mais livros da série.

Continuação:
O próximo livro da série é The Sins of Lord Easterbrook, ainda não lançado no Brasil.

21 de março de 2014

Lições do Desejo

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[muito bom]

Eu recomendo: Lições do Desejo
Autora: Madeline Hunter
Editora: Arqueiro

Rothwell Brothers:
Lições do Desejo é o segundo volume dessa série, se você não leu As Regras da Sedução o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
Elliot Rothwell recebeu do seu irmão, marquês de Easterbrook, uma importante missão de impedir a publicação de um livro que, apesar de não citar nomes, faz menção a um fato que poderia sujar o nome de seu pai. Esse livro contém as memórias de Richard Drury, que deixou após sua morte sua editora, seu livro e um pedido de que esse seja publicado palavra por palavra, a sua filha Phaedra Blair. Diante dos manuscritos ela faz descobertas sobre o passado de sua mãe e a presença de mentiras e de um homem que poderiam tê-la levado a morte. Tentando descobrir maiores informações ela parte para Napóles e acaba se envolvendo em muitas confusões. Elliot parte em busca de Phaedra para negociar a retirada da citação do livro, mas essa reluta em alterar as palavras do pai sem que haja provas de que ele esteja errado. Ele acaba ajudando ela em seus infortúnios e eles seguem viagem juntos, cada um buscando solucionar seus dilemas. Entretanto, esses dois acabam se envolvendo e se apaixonando. Contudo, há a iminente publicação do livro que causa um desconforto entre os dois, além do fato de Phaedra não ousar abrir mão de sua liberdade e Elliot jamais ser capaz de oferecer essa liberdade por não desejar dividi-la com outro homem.

Meu cantinho:
Madeline manteve nesse segundo livro a principal característica do primeiro: um romance histórico com um mistério de fundo. Assim o livro não fica naquela situação previsível de: nos amamos, mas coisinhas bobas nos impedem de ficar juntos. Há o romance, impedimentos, mas principalmente há um grande mistério como pano de fundo para essa relação.
Phaedra é uma personagem singular que nos foi apresentada brevemente no livro passado. Influenciada por sua mãe que acreditava no amor livre, na igualdade entre homens e mulheres, que a sociedade e o casamento apenas aprisionavam a mulher, Phaedra cresceu e se tornou uma mulher decidida e fora dos padrões. Sempre com seus cabelos soltos, seus vestidos pretos, sem o uso de espartilho, sem a presença de uma dama de companhia, sendo visitada por homens, ela definitivamente chama a atenção. Mas Phaedra esconde um lado que será revelado aos poucos no livro, que mostra nem tudo são flores, que nem sempre é fácil nadar contra a corrente. Sua mãe fez com que ela saísse de casa aos 16 anos, para não se tornar dependente dela, deve ser muito assustador uma menina naquela época viver completamente sozinha. Não é fácil enfrentar os olhares, o descaso, entre tantos outros sentimentos negativos por ter escolhido um modo de vida diferente. Além disso, ela viu todos esses preceitos que sua mãe fez questão de passar a ela sendo ameaçados depois de ler as memórias de seu pai, e descobrir que sua mãe tinha uma amante, um homem que mentiu para ela e lhe enganou, e que foi isso que a fez definhar e morrer.
Elliot Rothwell passa a imagem de ser o mais gentil entre os irmãos, e apesar de ter também suas dificuldades e “escapatórias” da realidade, ele ainda parece ser o que tem mais acesso para entrar e sair desse mundo. Ele sempre se viu deixado de lado pelo pai, que o deixava com sua mãe, pois parecia que essa se sentia mais viva na vida infeliz que levava. Entretanto, ele teve alguns momentos de proximidade com o pai, e apesar de não saber tudo o que se passou entre seus pais, assim como seus irmãos, ele não deseja que a reputação dele seja prejudicada (já não bastassem algumas fofocas). As memórias de Richard Drury trazem uma passagem no qual um soldado fala sobre a estranha morte de outro soldado, que levou um tiro mas que foi encoberta, apesar de não citar nomes, por conta do lugar e da profissão, uma suspeita recairia sobre o pai de Elliot, e este não acha justo que ele seja acusado de matar o amante de sua mãe sem estar aqui para se defender.
Phaedra viajou para buscar informações sobre o amante de sua mãe em Napóles, lá ela acaba se envolvendo em uma confusão que resulta em um duelo por sua honra. Ela acaba sendo salva por Elliot, que a coloca sobre sua proteção e se responsabiliza por quaisquer ações que ela venha a tomar. Elliot tenta oferecer dinheiro para que ela supra das memórias do seu pai a citação sobre o soldado morto, mas ela se recusa, afirmando que só irá retirar a passagem se ele puder provar que a passagem é falsa. Ela então saí em busca de resolver seus mistérios, e ele a acompanha, também procurando informações que possam ajudá-lo em seus problemas. Entretanto, juntos eles acabam se envolvendo em outros problemas, além de muita sedução. Elliot se sente extremamente atraído por Phaedra, mas não consegue aceitar a ideia de dividi-la com outros homens. Phaedra tem sentimentos únicos por Elliot, nunca nem um homem fez com que ela se sentisse tão bem quanto ele, mas ela não consegue confiar nos homens, ela não é capaz de se prender a um só, de ceder a ideia de conforto e proteção e perder a liberdade pelo qual sempre lutou.
O livro tem uma pitada de humor, romance, mistérios e intrigas. Não sabia como o final iria se solucionar, o livro acaba ficando um pouco lento após a volta deles a Londres, mas gostei muito do desfecho que o livro teve.

Continuação:
O próximo volume dessa série é Jogos do Prazer, já lançado no Brasil e que eu infelizmente ainda não tenho.

25 de janeiro de 2014

As Regras da Sedução

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[ótimo]

Eu recomendo: As Regras da Sedução
Autora:  Madeline Hunter
Editora: Arqueiro

Sinopse:
Alexia Welbourne se viu na pobreza após a morte do pai, ela recorreu as Longworth no qual foi calorosamente acolhida por seu primo. Ela desenvolveu afeto por ele e acredita que logo ele a pedirá em casamento, mas ele vai lutar na guerra e cai do navio na volta, deixando ela com o coração partido e sendo vista com a sobrinha indesejada por seu tio. Ela vivia com muito pouco, uma renda minúscula que não dava para nada, dependendo totalmente da caridade do tio. Por isso, quando descobre que Lorde Hayden Rothwell retirou todo o dinheiro do banco do seu tio levando ele a falência, fazendo que ela ficasse totalmente desamparada, ela só pôde odiá-lo. Entretanto, é ele quem aparece com uma solução ao propor que ela seja dama de companhia de sua tia, Lady Henrietta Wallingford e preceptora de sua filha. A proximidade dos dois é inevitável, ele está encantado com ela, mas sabe de seu ódio, por mais seja infundado, já que nunca retirou o dinheiro do banco de seu tio. Este na verdade era quem roubava secretamente os clientes, mas para evitar um escândalo apenas exigiu que ele devolvesse o dinheiro e inventasse uma mentira qualquer as filhas para encobrir o fato. Ele está divido entre a honra de manter a palavra a Longworth e os sentimentos que tem pela jovem Alexia.

Meu cantinho:
Sempre via os livros da Madeline Hunter na estante de desejados das pessoas no skoob, e assim que li a resenha ele foi para a minha estante também. Romances de época são meus queridinhos (esse mês falei de vários aqui no blog) e esse é mais um desses romances deliciosos.
O livro tem uma escrita leve, apesar de, diferente de outros romances com um trama mais superficial, ou voltada exclusivamente para o casal, esse livro trata de questões de dinheiros, roubos, mentiras, golpes, entre outras coisas não tão “leves”. Mas isso é apenas um ponto positivo, o livro ter uma trama tão boa que envolve o casal e complica sua união é instigante. A capa do livro é muito bonita, com uns detalhes de arabescos em brilho. A diagramação do livro é simples, mas limpa, apenas a fonte poderia ser um pouquinho maior, mas nada muito incomodo. O título casa perfeitamente com o livro, mas apenas lendo para entender.
Alexia Welbourne é de fato uma azarada, primeiro o seu pai que vai a falência e morre, de modo que ela precisa recorrer aos familiares. Depois ela se apaixona pelo seu primo Ben, que ela tem certeza que lhe pedirá em casamento, mas ele vai lutar na guerra, sofre um acidente e seu corpo não é encontrado. Ela acaba ficando sozinha, sem pretendes, vivendo praticamente da caridade do tio. Ela me pareceu um pouco com a cinderela, não que ela fosse maltratada, os que as duas primas fossem ruins como as irmãs malvadas, mas ela tinha certa inocência e vivia da caridade do tio ruim e usando roupas velhas das primas (que esbanjavam sem moderação).
Eis que aparece nosso bonitão Lorde Hayden Rothwell - que a princípio me lembrou um pouco, por conta de sua postura um tanto rígida, o sr.Darcy (suspiros) de Orgulho e Preconceito da minha amada Jane Austen (que infelizmente ainda não resenhei aqui). Ele descobre uma falcatrua de Timothy, o tio de Alexia, que tem vendido títulos de clientes do banco e roubado o dinheiro. Diante da atual crise financeira em Londres, que tem levado muitos bancos a quebrarem, ele decide evitar o escândalo e também a morte de Timothy, já que seu crime o levaria a forca. Acontece que Hayden tem uma dívida com seu filho, o falecido Ben, já que esse em um ato impulsivo salvou sua vida ao invadir o esconderijo inimigo durante a guerra evitando que esse fosse ainda mais torturado, regatando-o. Ele também tem pena das irmãs de Ben, por isso não os deixa sem nada, já que sobra a eles uma pequena casa e outras propriedades no interior. Além disso, permite que Tim invente uma desculpa a sua família para que não saibam o cafajeste que ele é; a única condição é que ele terá que repor cada centavo que roubou. Nesse momento Timothy revela que estará falido e que vivendo dos aluguéis rurais (do qual também que terá que retirar dinheiro para cobrir a divida), ele também não poderá mais sustentar Alexia – sem falar que ele também roubou os poucos recursos dela do banco. Hayden que a havia conhecido mais cedo, e que percebeu seu afeto pelo Ben, além de certo interesse que despertou nele (algo além da pena), decidiu ajudá-la ao oferecer um cargo de dama de companhia e preceptora da filha de Lady Henrietta. Ela pensa seriamente em recusar a proposta que veio desse homem que ela acredita ter levado deliberadamente seu tio a falência, mas a verdade é que ela não vê outra opção. Em seu novo cargo ela se é constantemente obrigada a encontrá-lo, já que ele vai visitar Henrietta com muita freqüência, mas a verdade é que ele vai a casa dela com o intuito de ver Alexia. Diante da aproximação e em um momento de desejo ela se entrega a ele, e como um homem honrado ele se casa com ela. Ela se vê apaixonada por Hayden, mas ao mesmo tempo ainda guarda sentimentos hostis pelo o que fez a sua família (já que recebeu noticias da prima e eles estão vivendo em uma situação deplorável) e ele se vê impedido por sua palavra de honra de lhe revelar a verdade.
O livro tem personagens secundários maravilhosos, muito bem construídos, adorei os irmãos de Hayden e espero ansiosamente pelos livros que tratarão deles. Lady Henrietta também se mostrou uma mulher divertida e inteligente. Os personagens principais também são muito bem construídos, principalmente Lorde Hayden, com sua seriedade, seus princípios, seu passado trágico envolvendo uma mãe sufocada pelo marido (no sentido figurado), e seu pai que ele sempre odiou, mas com quem muito se assemelha. Seus pensamentos e impulsos inesperados perto de Alexia mostram outra personalidade dele, um lado carinhoso, mas também possessivo e ciumento. Alexia também não fica para trás, já que tem uma força enorme com a qual enfrenta essas inúmeras dificuldades, além de ser sincera e falar tudo o que pensa (o que me divertiu e assustou Lorde Hayden algumas vezes).
Gostei muito da trama, que tem romance, sensualidade e uma pitada de humor, mas que como disse não se limitou ao casal, há o envolvimento da família, a crise no banco, aos roubos, a guerra, a honra. Preciso dizer que o final foi surpreendente, eu sabia que Ben não era tudo o que Alexia pensava e isso é revelado no final (na verdade a coisa é ainda muito pior, mas não posso dar spoilers). Acredito que algumas coisas ficaram em aberto, que eu gostaria que fossem resolvidas. Por exemplo, gostaria que as filhas soubessem que Timothy é um mau caráter, e não Hayden. Também acredito que o pai de Alexia foi a falência por conta de Timothy (a autora sugere isso), mas nada foi confirmado. Quero crer que no próximo livro essas questões terão continuidade. 

Continuação:
O próximo livro da série é As Lições do Desejo, comprei o livro esses dias, na minha primeira compra do ano. Esperem a resenha dele em breve. 

18 de janeiro de 2014

Midnight Breed - Cinzas da Meia-Noite

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[bom]

Eu recomendo: Cinzas da Meia-Noite – Midnight Breed
Autora: Lara Adrian
Editora: Universo dos Livros
           
Midnight Breed:
Cinzas da Meia-Noite é o sétimo livro dessa série, se você não leu O Beijoda Meia-Noite, O Beijo Escarlate, O Despertar da Meia-Noite, A Ascensão da Meia-Noite e o Véu da Meia-Noite, o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
Andreas Reichen está buscando vingança, o refúgio foi atacado, inocentes foram mortos, sua amante Helene foi transformada em uma Escrava de sangue e usada para atingi-lo. Ele está atrás de Wilhelm Roth, o mandante do ataque. Andreas começa a destruir todos aqueles que tiveram participação no massacre, todos os ligados a Wilhelm, funcionários, familiares, deixando Roth para o final. Ele se encaminha para atingir seu alvo, mas acaba se deparando com sua esposa, Claire Roth, o antigo amor de Andreas, que ele abandonou por conta de seu inesperado dom de pirocinese herdado de sua mãe. Ela ainda tem sentimentos por Reichen e ao ajudá-lo desperta a fúria de Wilhelm Roth.

Meu cantinho:
Cinzas da Meia-Noite foi um livro que começou de certa forma a parte do que estava acontecendo nos demais livros, da luta da Ordem contra Dragos. Entretanto, logo em seguida as situações se conectam e o livro se torna muito interessante. Gostei bastante porque o livro tem muita tensão, lutas, desentendimentos, romance, mas diferente do livro passado as cenas de sexos diminuíram e não ficaram forçadas. Confesso que o último livro da série foi bem ruim nesse aspecto e fiquei com medo de que esse fosse seguir o mesmo caminho, mas ele foi o livro mais moderado dessa série no conteúdo sexual. Apesar desse ponto positivo, confesso que o livro não me agradou em um aspecto: as motivações e as ações geradas por elas. O livro todo gira em torno de um desentendimento que há entre Roth e Reichen no passado. As mortes, as brigas, a disputa por Claire, tudo se dá por uma ação de Roth no passado que foi completamente insignificante. Diante dessa ação e dos eventos que ela desencadeia, eles e outros personagens envolvidos vão tomando uma série de outras ações ridículas para movimentar a estória. Roth atacou o refúgio de Andreas e acreditava que ele havia morrido com todos lá, ele tomou tal atitude porque a amante dele estava buscando informações sobre ele, mas a verdade é que ele tem um ressentimento contra Andreas. Certa vez Roth, que era então casado com uma companheira de raça chamada Ilsa, havia castigado sua esposa e deixado ela do lado de fora de um restaurante na chuva, quando Andreas passa por ela, oferece-lhe uma jaqueta e insiste em levá-la a sua casa sem a permissão do marido. Para um homem controlador pode ter sido uma petulância por parte de Andreas, mas por conta disso matar sua mulher, tentar matar Andreas e depois casar com a mulher que ele gostava (veja que ele estava sentindo um triunfo por roubar a mulher do que ele acreditava ser um cadáver) é um pouco demais. Durante o ataque Andreas sente uma grande fúria e acaba liberando seus poderes até então adormecidos e queimando seus assassinos, mas também ferindo uma inocente que apareceu inesperadamente. Andreas já estava envolvido com Claire, ele gostava muito dela, mas fica com medo de feri-la e some sem dar quaisquer explicações. Eu entendo que ele esteja abalado, uma tentativa de assassinato, um dom inesperado, a morte de uma inocente, mas ele poderia (mesmo que depois de um tempo) ter dado uma explicação, algum sinal de vida, mas ele apenas deixou Claire pensando que ele estava morto. Andreas então reaparece depois de um ano e descobre que Claire casou. Eu acho que um ano é muito tempo quando você pensa que o amor da sua vida morreu, ficar um ano nesse sofrimento é terrível, nisso eu entendo a Claire, mas também não acho que um ano é tempo o suficiente para superar a morte da pessoa amada, noivar e casar. Ela disse que sofreu uma pressão por parte de Roth, mas sinceramente, você de luto, sofrendo pressão de um cara para se casar com ele, é meio óbvio que essa não será a melhor união de todos os tempos, não é mesmo? O livro vai seguindo com alguns outros acontecimentos desse gênero, que foi o ponto negativo.
Fora o aspecto do romance, como eu disse, o livro tem tensões, lutas, e quando a questão de Andreas se liga a Dragos o livro melhora bastante. Preciso dizer que o final foi o melhor, a perspectiva do que acontece e de que os inimigos se ampliaram, faz com que eu tenha expectativa sobre o futuro da série.
  
Continuação:
O próximo livro da série é Shades of Midnight sem previsão de lançamento no Brasil.

17 de novembro de 2013

A Bibliotecária

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[bom]

Eu recomendo: A Bibliotecária
Autora: Logan Belle
Editora: Record
                
Sinopse:
Regina acabou de terminar seu mestrado com honras e conseguiu um emprego no lugar dos seus sonhos, a Biblioteca Pública de Nova York. Certo dia almoçando nas escadarias ela vê um homem lindo que a encanta, a segunda vez que o vê, ele está em uma sala privada da biblioteca fazendo sexo com uma mulher. Ela não sabe se deve reportar o caso a sua chefe, até que descobre que aquela sala foi construída com uma doação da parte dele e que na verdade ele é o diretor do conselho da biblioteca. Ele parece interessado nela e a intima a sair – ela percebe que não é um pedido e sim uma ordem. Ela se vê no meio de um jogo de sedução, no qual ele é um dominador e quer que ela se submeta a ela. Regina é uma virgem, inexperiente, mas logo se entrega aos jogos de Sebastian. Ela está perdidamente apaixonada por ele, vivendo intensamente e arriscando tudo o que achava importante até esse momento da sua vida.

Meu cantinho:
Comprei esse livro baseada na seguinte lógica (ou falta dela): é um livro que muita gente falou que desejava, eu não faça a mínima ideia do que trata, mas o nome é a bibliotecária, então é um livro que envolve livros. Ponto final. Sim, um compra altamente por impulso! Quando o livro chegou e eu olhei a capa com mais atenção, assim como li o verso, percebi que se tratava de um livro erótico. Normalmente os livros que leio desse tipo sempre envolvem questões sobrenaturais, como A Irmandade da Adaga Negra, e o último livro que li, que envolvia erotismo e não tratava de um mundo paralelo, se baseando em uma realidade mais próxima a nossa, foi Luxúria, e foi um livro bem decepcionante. Esse livro foi muito melhor que Luxúria, mas ainda assim tenho muitas críticas a ele.
Acredito que pelo sucesso que fez a série 50 tons de cinza (que não li mais sei que muitos amam e que outros odeiam completamente), os livros eróticos ganharam um novo destaque no Brasil. Apesar de não ler muitos livros desse gênero, tenho percebido certo padrão nas estórias e nos personagens, que tem me deixado incomodada. Sempre temos uma mulher, que é esforçada, bem sucedida na vida profissional, e apesar de bela não percebe sua beleza, é um tanto quanto desastrada, não liga para roupa ou maquiagem, tem uma vida amorosa desastrosa ou inexistente e um leque de experiências sexuais quase nulo. Regina Finch, nossa personagem principal, acabou de terminar seu mestrado com louvor e conseguiu o emprego dos seus sonhos como bibliotecária na Biblioteca Pública de Nova York. Seu pai morreu quando tinha oito anos e desde então ela sempre viveu com sua mãe, que a criou para que nunca dependesse de nenhum homem, que sempre controlou a filha e a desestimulou a sair com rapazes. Essa mudança para Nova York faz com que ela perceba como sua mãe dependia dela, e devido a grande atividade sexual de sua companheira de quarto (ela está dividindo um apartamento), ela percebe como não tem qualquer envolvimento com ninguém, principalmente pelo fato de ser virgem. Ela tem olhos azuis, um corte de cabelo que todos elogiam, mas não liga muito para moda, compra suas roupas em loja populares e mal sabe andar de sapato de salto. Odeio esse padrão de a mulher bem sucedida em sua carreira não tem qualquer vida amorosa, é sempre bonita mas anda como um patinho feio. Para enfatizar esse contraste eles colocam nossa personagem como mestre, portanto tem bem mais de vinte anos, e é virgem!
Partimos então para a ala masculina, os homens são sempre bem sucedidos, são homens de negócios, extremamente bonitos, deslumbrantes, os solteiros mais cobiçados da cidade. Obviamente que são muito ricos, elegantes, refinados, inteligente, cultos, com uma vida sexual extremamente ativa. Na maior parte dos livros que li até agora, eles são extremamente dominantes na relação e conseguem facilmente submeter qualquer mulher que desejem. Sebastian Barnes é o Diretor do Conselho da Biblioteca, um grande doador de fundos para essa instituição (portanto rico), ele também trabalha como fotografo e é formado em Literatura (inteligente). Ele é lindo de morrer, muito famoso, um dos solteiros mais cobiçados de Nova York, conhecido por não se prender a mulher nenhuma e ficar com várias, apesar de muitas não se importarem, já que tudo o que querem é um destaque na mídia. Ele tem uma vida sexual muito particular, no qual é dominante – mas preciso dizer que comparado a outros livros o nível de fetiche dele é bem baixo, ele causa dor, usa alguns instrumentos como chicote, algemas, e coisas relativamente “leves”. Em outros livros já vi coisas piores, de látex, coleiras, instrumentos que mais parecem de tortura, além de uma violência muito maior. Acho que me senti menos incomodada com essa leitura, porque apesar das cenas de sexo e o contraste entre prazer e dor, ele foi menos “intenso” que outras obras com que tive contato.
O enredo é basicamente o mesmo de sempre, homem lindo, culto e rico conhece mulher bonita, mas que se veste mau, com pouco conhecimento sexual. Ao ver esse deus grego sentimento e desejos começam a aflorar em nossa jovem, coisas que ela não costuma sentir. Eles começam a se envolver em uma relação com muita luxúria, então ele começa a mostrar coisas inusitadas relacionadas a dominação. Nossa então inexperiente mulher começa a entrar nesse mundo, e apesar de tudo ser novo e de uma leve hesitação ela se adapta a situação de submissa muito rapidamente. Ela então se apaixona e começa a querer algo mais, mas ele está habituado aos seus relacionamentos passageiros e baseados somente e sexo e não sabe exatamente como lidar com as necessidades dela, mas ele decide tentar pois percebe que está verdadeiramente apaixonado por ela. A Bibliotecária segue esse mesmo enredo de muitos outros livros, mas também traz algumas coisas a mais. Quando li Luxúria, livro do mesmo gênero e com o mesmo enredo, critiquei o fato dele se limitar a isso e as cenas de sexo, mas A Bibliotecária tem um “pano de fundo”. Primeiro a questão do emprego, ela começa a se envolver com Sebastian e descobre que sua chefe também já teve um caso com ele e começa a ter diversos problemas no emprego. Ela é rebaixada de cargo, sua chefe lhe impõe pequenas tarefas, começa a lhe vigiar de perto e parece estar esperando o menos deslize de Regina para lhe demitir. Preciso dizer para alguém que sonhava desde pequena com esse emprego, que viveu até o momento para isso, ela começa a arriscar demais seu emprego por um relacionamento. Não que ela não deva se envolver com ele, mas parece não existir a possibilidade de um equilíbrio, ou ela é bem sucedida no emprego e sem uma vida social/amorosa, ou ela tem a vida sexual mais louca do mundo com o cara mais cobiçado da cidade e não é capaz de ser responsável e manter seu emprego. Lógico que ela pode faltar em um dia e se sentir “indisposta” em outro, mas o fato é que sua chefe sabe que não é um mau estar ou uma gripe. Além disso, tem as coisas que ela faz no seu local de trabalho que não são corretas, como fazer sexo com Sebastian na sala de reunião assim que todo mundo saí (no horário do serviço). Outro diferencial do livro é a fotografia, Sebastian é um fotografo e costuma tirar fotos das mulheres com que se envolve, fotos sensuais, mostrando a submissão de suas parceiras. Enquanto isso é algo muito importante para Sebatian, é algo impensável para Regina, ela não se acha bonita para as fotos, assim como não quer revelar por completo sua vida sexual (apesar de que normalmente sua rejeição se dá pelo primeiro fator e não pelo segundo, o que é um tanto absurdo). Achei que o livro iria desenvolver mais o pano de fundo, as bibliotecas de uma forma em geral tem perdido o apoio do governo, tem tido problemas financeiros e dificuldade de arrecadar fundos, achei que isso seria mais explorado, que Regina iria aparecer com uma ideia fantástica para solucionar o problema, mas no meio do livro isso é deixado de lado. Mas pelo menos o livro tem certo pano de fundo, diferente de outros livros que parecem apenas querer narrar cenas de sexo.
É um livro interessante. Apesar de tratar de dominação e submissão, é até certo ponto leve, se comparados a outros livros e a realidade dessa preferência. O livro tem sexo, mas não é um livro que apenas quer narrar cenas quentes, e apesar das cenas serem bem intensas, não são várias e várias cenas por capítulos, os personagens tem uma estória por trás (apesar de no final o foco voltar para o casal). Os personagens como eu disse seguem o mesmo padrão de outros livros, o que me chateia um pouco, mas o que mais me irritou é o fato dela não conseguir desenvolver um bom trabalho diante dessa nova realidade sexual. Outro aspecto relacionado a esse gênero é que apesar de falar que existe a mulher dominante, me parece que nesses livros a mulher sempre é a submissa. Acredito que comparados a outros livros é um livro bom, mas nada de extraordinário, com algumas coisas que me desagradam.

Volume único.

11 de setembro de 2013

Midnight Breed - O Véu da Meia-Noite

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[muito bom]

Eu recomendo: O Véu da Meia-Noite
Autora: Lara Adrian
Editora: Universo dos Livros

Midnight Breed:
O Véu da Meia-Noite é o sexto livro dessa série, se você não leu O Beijoda Meia-Noite,  O Beijo Escarlate, O Despertar daMeia-Noite e A ascensão da Meia-Noite, o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse
Dragos tem em seu poder um dos antigos, um dos primeiros da raça, e ele tem planos malignos para utilizar o poder dessa criatura e assumir o controle de tudo. Parte do seu plano consiste em exterminar todos os da Primeira geração, filhos diretos dos antigos. Buscando impedir Dragos, a Ordem entra em contato com todos esses da primeira linhagem alertando para os perigos, muitos já estão mortos, outros apenas ignoram o aviso. Yakut é um desses que ignorou os avisos e Lucan ordena que Nikolai encontre Yakut e reforce o alerta e os perigos que ele corre. Na sua busca por Yakut ele acaba encontrando Renata, que trabalha como segurança pessoal desse Primeira Geração, uma companheira de raça com dons especiais. Logo ele se vê atraído por ela, mas para tê-la ele terá que desafiar Yakut, que se revela um verdadeiro monstro com nenhum respeito as leis.

Meu cantinho:
Começamos o livro com Nikolai procurando Yakut, e ele está tendo grandes dificuldades de encontrá-lo. Yakut recebeu o alerta da Ordem de que membros da Primeira Geração estavam sendo mortos, mas não quis se comprometer com a questão, pois possuía seu próprio clã e afirmava não temer ninguém. Nikolai então passa a procurar lugares onde os membros da raça se reúnem tentando obter, sem sucesso, informações que indiquem o paradeiro de Yakut, até que ele percebe que uma humana reage ao nome dele. Ele a segue para fora do bar e caí numa armadilha, ela é na realidade uma companheira da raça com uma capacidade psíquica que incapacita membros da raça. Ele logo é abordado por vários membros do clã de Yakut que querem saber o que ele quer com seu líder e porque tem perguntado por ele. Uma briga se inicia e só tem seu fim quando o próprio Yakut aparece. Ele logo rejeita conversar com Nikolai, até que ele revela sobre Dragos e que este tem em suas mãos um dos antigos vivos. Yakut recebe Nikolai em sua casa, ele revela que sofreu um atentado recentemente, mas que foi salvo por uma companheira de raça, que com seu  poder único foi capaz de distrair o assassino. Essa companheira é uma menina chamada Mira, uma inocente criança, mas que quem olha nos olhos dela pode ver cenas do futuro. Renata gosta muito de Mira e cuida dela como se fosse sua própria filha. Ao ser apresentada a Mira, Yakut permite que Nikolai olhe em seus olhos, e lá ele vê cenas dele fazendo sexo com ninguém menos que Renata. Ele vai então tentar se aproximar dela, mas ela tem muito receios quanto a homens, já sofreu muito e apenas servindo a Yakut encontrou um lugar seguro, no qual pode ser útil, além de ser capaz de cuidar de Mira.
Nikolai quer ela para si, mas obviamente que Yakut preza sua habilidade, além disso ele descobre que Yakut vem matando humanos descaradamente, indo contra as leis estabelecidas. Ele infelizmente não pode dar a lição que ele merece, e quando menos espera a situação da uma reviravolta. Alexei, o filho de Yakut é extremamente ressentido das atitudes do pai e decide armar uma cilada para assumir o lugar dele, ele forja a sua morte e faz a culpa recair sobre Nikolai que vai preso, ele vende Mira para um dos servos de Dragos e tenta abusar de Renata. Renata consegue escapar e vai tentar resgatar Nikolai para que ele possa ajudá-la a recuperar Mira.
O livro tem muitos pontos positivos. O primeiro deles é que eu gosto do fato de Renata ser uma pessoa que luta, que vai a campo, que não tem medo da batalha. Por mais que tenhamos personagens femininas com personalidade nessa série, como foi o caso de Elise tentando caçar os assassinos de seu filho, nenhuma delas é uma guerreira verdadeiramente. Renata sabe utilizar armas, lutar corpo a corpo e ainda tem a vantagem do seu poder psíquico, apesar de que, depois de um tempo ele acaba desgastando ela fisicamente. A parte em que ela saí decidida a resgatar Nikolai é definitivamente uma das melhores partes do livro! Outra coisa que gostei é que apesar da atração e de eles se envolverem não é um livro que só tem cenas de sexo sem conteúdo, na verdade acho até que umas cenas deveriam ser cortadas porque estavam meio fora de contexto. Acho estranho o casal estar passando por uma tensão, preocupados, e sabendo que assim que o sol se pôr terão que enfrentar uma dura missão, com a vida de Mira em risco, mas mesmo assim tem clima o suficiente para ficarem juntos. O livro também traz intrigas e mistérios, quanto aos planos de Dragos, os planos de Alexei para derrubar o pai, os poderes de Mira. Gostei demais do final, da reviravolta que ocorrem nos planos de Dragos e estou ansiosa para saber o que será desse novo personagem.

Continuação:
O próximo livro da série é Cinzas da Meia-Noite, ele já foi lançado no Brasil, só não comprei porque está muito caro e eu sou uma pessoa pobre.

25 de agosto de 2013

Luxúria

««««««
[regular]

Eu recomendo: Luxúria
Autora: Eve Berlin
Editora: Lua de Papel

Sinopse:
Dylan Ivory é uma mulher independente, que gosta de manter tudo sobre o seu controle. Ela é uma escritora de livros eróticos e seu novo trabalho vai abordar relações sadistas e masoquistas, para isso ela começa a entrevistar pessoas e é quando conhece Alec, um dominador. Ele então propõe que ela se submeta a ele para conseguir material para o seu livro e relutante ela aceita a proposta. O envolvimento dos dois é intenso e ela continua ao lado dele após meses mesmo já tendo todo o material que precisa para o seu livro. A verdade é que ela pode estar se apaixonando por ele, mas não sabe como ele se sente em relação a ela.

Meu cantinho:
A verdade é que vi muitas pessoas se apaixonando por esse livro, mas ele não me conquistou. Dylan Ivory é uma escrita de contos eróticos, ela é independente, madura, se considera sofisticada, mas devido a um passado trágico ela tem dificuldades em se envolver e construir qualquer tipo de relacionamento. Ela decide escrever um novo livro sobre relações sadistas e masoquistas, para isso começa uma pesquisa. Primeira ela conhece uma mulher submissa que relata seu mundo, mas afirma que seu conhecimento não estará completo se não entender o lado do dominador e para isso ela oferece o contato de Alec. Alec é um cara lindo, charmoso, com um cavanhaque, uma jaqueta de couro e uma cara de homem mau (lógico que depois da centésima que ela fala sobre a jaqueta e o cavanhaque dele você fica um pouco com raiva). Ela tenta obter informações, mas ele avisa que ela nunca entenderá totalmente essa situação sem viver de fato a experiência. Ela então quer ser a dominadora, já que ela sempre teve o controle de sua vida, mas ele afirma que pode ver uma submissa nela. Ele afirma que pode facilmente dominá-la, já ela afirma que ele não será capaz disso,e que, caso ele não consiga dominá-la ele deverá se submeter a ela. Então cada um vai para a sua casa e começa a pensar no outro e vemos como eles são semelhantes, sozinhos, evitando relacionamentos, com aparentes problemas familiares que permearam seu passado que os deixaram receosas quanto a um real envolvimento com outras pessoas. E depois disso temos muito sexo, alguns medos sendo expostos, mais sexo e o livro acaba.
Sabe, não me importo com livros eróticos, com cenas de sexo, mas é mais interessante quando há outras coisas acontecendo em paralelo, quando há de fato uma história sendo construída. Apesar do medo e do passado dos personagens, acredito que as coisas sejam pouco exploradas e tudo isso é apenas um reles cenário de fundo para que as diversas cenas de sexo possam existir. Tudo nesse livro acontece muito rápido. De um único encontro com esse Alec, de uma única conversa, ela aceita não apenas fazer sexo com um desconhecido, mas de fato se submeter a ele, um total estranho, deixando que ele tenha total domínio sobre o seu corpo e a capacidade de lhe machucar. Acho ainda mais absurdo que na conversa com sua amiga (a única amiga que ela tem aliás) ela refere-se a ele como alguém de confiança. Por favor, ela viu o cara uma única vez, e ele foi uma indicação de uma mulher submissa que ela conheceu através de um grupo de bate-papo sobre relações sado-maso na internet. Não entendo que tipo de confiança cega é essa. Também acho ridículo quando eles conversam e ele faz diversas perguntas para ela e ele acaba percebendo diversas coisas implícitas em suas respostas. Ela fica abismada: “como ele saber coisas a meu respeito que nem mesmo eu sei”, mas a verdade é que para alguém que topa do nada (com o único motivo de escrever um livro), dormir com um estranho e se submeter é ele, é claro que com certeza ela já tinha certo interesse nesses assuntos. Além disso, é possível perceber pelas falas dela certo preconceito, mesmo ela afirmando ser aberta e independente. Vejo que muitas pessoas falam que gostam de Dylan por isso, por ela ser madura, por ser aberta, mas isso não é de todo verdade, já que ela é imatura por não ter capacidade de construir relacionamentos assim como os próprios preconceitos que tenta esconder.
Então temos as cenas de sexo, Dylan esquece total e completamente a aposta porque com um estalar de dedos do Alec ela se submete a ele. Algumas partes relacionadas ao sado-maso foram um pouco complicadas para mim, a maioria das cenas são coisas leves, cheguei até a pensar que na realidade de quem vive essa prática as coisas não são assim, mas também temos algumas coisas mais pesadas, assim como os relatos de vivência de Dylan. Para mim é muito complicado entender essa ideia de segurança que ela tem quando se relaciona com Alec quando ele na realidade está machucando ela. Também é complicado para mim entender como uma dor tão intensa pode ser fonte de prazer e como isso pode levar ela ao “subespaço” que é o termo que eles usam quando o submisso sofre essas dores mas está em um estado de prazer. O pior é que essas relações não se limitam a prática sexual, mas a tudo, eles vão a um restaurante e ela não pode fazer o pedido do que quer comer, porque ele como dominante é quem faz as escolhas. Entendo que seja uma prática sexual diferente, e que não é algo que eu estou habituada, e apesar da minha confusão, esse não é o pior ponto do livro e sim o “vazio” de conteúdo, como falei anteriormente.
Então com muito sexo nossos personagens começam a se ver, a conviver muito mais, e depois de alguns meses estão sempre juntos. E então, Alec sofre um acidente de moto e Dylan entra em pânico já que seu irmão morreu em um acidente assim, e é nesse ponto que ela percebe que está apaixonada por ele. Não foi porque eles estão junto a meses, não é porque ela se submeteu total e completamente a ele, não é porque confia nele, porque eles fazem sexo a todo o momento, em todo lugar, seja na casa dele, na dela, em um clube em público, ela descobre que está apaixonada quando ele sofre esse acidente e ela então decide terminar para não sofrer. Lógico que ela fica dias jogada na cama sem fazer nada, apenas chorando, esperando uma ligação dele, até decidir ir atrás dele. Juro, o livro estava acabando, faltavam algumas páginas e eu me forcei a ler, porque se colocasse ele na estante ele nunca mais sairia de lá. As cenas de sexo já não tinham fundamento algum, e todo o drama dela era ridículo, porque era óbvio que um gostava do outro e ela fica cheia de medos e inseguranças. O livro acabou de um jeito meio bobo, achei ridículo o que Dylan ia se forçar a fazer, e então os dois conversam e fim. Foi um final penoso e a verdade é que não espero nada da continuação dessa série.

Continuação:

O próximo livro da série é No Limiar do Desejo, não tenho muitas pretensões de ler essa continuação, mas nunca se sabe.

24 de julho de 2013

Insaciável

««««««
[bom]

Eu recomendo: Insaciável
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera

Sinopse:
Meena, não gosta de vampiros, ela está cansada daquelas mocinhas que ficam apaixonados por um homem que quer beber seu sangue, mas que tenta resistir fortemente a esse impulso, ela não consegue ver o romantismo disso. Não que ela não acredite em questões sobrenaturais, já que Meena tem um dom, ela pode prever a morte das pessoas e faz de tudo para ajudar as pessoas sem que elas achem que Meena é uma louca completa, mas vampiros já é um pouco demais. Acontece que Meena escreve uma novela muito famosa, mas ela acaba de perder a promoção que queria e está indignada, pois a nova chefe quer inserir a temática dos vampiros que está em alta no seu programa. Acontece que estranhos assassinatos com corpos drenados têm deixado o tema ainda mais evidente. O que ela não sabe é que vampiros estão mesmo cometendo esses assassinatos, que o príncipe Lucien aparece na sua cidade para descobrir quem está matando seres humanos contra suas leis e que ele vai se apaixona perdidamente por ela. Logo ela se vê no meio de uma guerra de vampiros com a Guarda Palatina (caçadores de vampiros) tentando exterminá-los.

Meu cantinho:
Sei que muita gente não gostou desse livro, confesso que eu até gostei do livro (apesar de não ter sido nada absurdamente apaixonante), mas o estranho é que não me pareceu um livro da Meg Cabot. Acho que essa escritora tem mil faces, ela atende a um público infantil com livros como “As leis de Allie Frinkles para meninas”, infanto-juvenil como “Como ser popular”, juvenil com “A Mediadora”, e um público mais adulto com “Ela foiaté o fim”, ou livros que escreve com o pseudônimo Patricia Cabot, mas esse não se encaixa dentro de nada que já li dela. Li esse livro já tem um tempo, e estava tão confusa sobre o que falar que acabei adiando essa resenha algumas semanas.
Apesar do nome, que poderia sugerir uma história mais adulta, o livro não tem tantas cenas picantes quanto outros livros dela. Na verdade esse livro tem um pouco de tudo, de romance, de humor, de sobrenatural, de terror, de corações partidos, de vampiros, de disputas, de tudo!  Sendo assim, ele tem coisas muito boas, mas acho que por ser uma mistura tão grande eles as vezes parece confuso ou um pouco sem foco. Ele traz a questão do sobrenatural em Meena, que pode ver a morte de outras pessoas, mas eu achei muito pouco explorado, e se quer saber, pra mim é uma das melhores coisas desse livro. Tem um pouco de humor envolvendo o irmão dela principalmente, mas confesso que as vezes ele é apenas um idiota total, perdedor, que acaba prejudicando sua irmã porque simplesmente não tem noção de nada.  Outra parte de humor é com Mary Lou, a vizinha de Meena, que as vezes age com tanta inocência, e outras vezes com tanta esperteza, que conquista o leitor com seu jeitinho único. Me apaixonei mesmo pelo cachorro dela, Jack Bauer, muito fofo, leal e esperto! Meena é a garota com poderes sobrenaturais, que não gosta de vampiros, mas que se vê envolvida com um, acho que é nesse ponto que Cabot ganha muitos elogios, pois ela trás a temática de vampiros, mas foge do padrão habitual, ela se apaixona por um vampiro, mas ela não enxerga ele como uma criatura boa, pura, não quer que ele beba seu sangue, ela sabe sua natureza e toma suas próprias decisões. Lucien é o príncipe, no comando, poderoso, lindo, misterioso, mas a verdade é que ele é um cara que costuma ter tudo o que quer e isso nunca é uma coisa boa. Alaric é da Guarda Paladina, ele caça vampiros, o problema é que está muito envolvido, ele realmente os odeia e quer matar a todos, não apenas os que saem da linha. Alaric vê em Meena a oportunidade de se aproximar do príncipe e matá-lo, ele só não contava em se apaixonar por ela (o que leva muito tempo, já que na maior parte do tempo eles agem como cão e gato). Quando Alaric apareceu, achei ele meio brutamontes, brigão, mas a verdade é que as poucos ele foi me conquistando (apesar de algumas ações bem ruins da parte dele), e comecei a torcer um pouco por ele. A parte sobre os vampiros e as disputas pelo poder que são o foco da história - em paralelo com o romance de Meena e Lucien, até é interessante, mas confesso que o final foi um pouco esquisito. Tem uma batalha muito interessante, tensão, terror e duvida, quando o segredo de Lucien toma forma e nesse ponto achei que a história viaja demais, só posso dizer que não foi um final que me agradou.
Apesar dos pesares, fiquei curiosa para saber como a situação vai se desenrolar, acredito que no próximo livro o dom de Meena será mais explorado, que possa haver uma aproximação maior entre ela e Alaric e que isso possa mexer com os ânimos de Lucien e apimentar um pouco o livro. Sem falar que sou uma grande fã da Meg Cabot (basta olhar para a prateleira ao fundo do livro onde se vê mil livros dela) e quero ver o que esse novo "estilo" dela pode oferecer.

Continuação:
O segundo livro dessa série é Mordida, vou tentar trocá-lo no skoob para resenhá-lo aqui para vocês!