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3 de janeiro de 2015

Fangirl

[muito bom]

Eu recomendo: Fangirl
Autora: Rainbow Rowell 
Editora: Novo Século

Sinopse:
Cath e Wren são irmãs gêmeas, idênticas fisicamente, mas com personalidades muito distintas. Enquanto Cath mantém o seu amor pelo seu personagem de livro preferido, o Simon Snow, mesmo mais velha, e ainda escreve fanfics, usa roupa, cola pôsteres dele por todos os lados, a Wren que também gostava dele quando mais nova, deixou essa fixação de lado. Enquanto Cath é mais quieta, tímida, introvertida, sua irmã é extrovertida, sempre se torna amiga de todos e todos a adoram. Agora na faculdade Wren decidiu seguir sua vida longe da irmã, fez um corte de cabelo radical, escolheu aulas diferentes e anunciou que não dividirá o dormitório com a irmã. Cath se vê longe da sua melhor amiga de toda a vida, dividindo o quarto com uma estranha, com medo de deixar o quarto, sem fazer qualquer novo amigo. Isso é apenas o começo, ela ainda vai se afastar totalmente da irmã que começará a beber além da conta, terá seu coração partido, verá o pai problemático surtar e a mãe que a abandonou querer se reaproximar.

Meu cantinho:
Foi inevitável ler esse livro e não comparar com o outro trabalho da escritora: Eleanor&Park. Na verdade eles são livros bem distintos em quase todos os aspectos. Enquanto Eleanor&Park era uma leitura aparentemente leve que escondia problemas de uma magnitude absurdamente pesada, que me surpreendeu muito e que eu gostei bastante (apesar da minha birra com Eleanor no final); Fangirl é um livro mais leve que esconde diversos problemas familiares, mas ao meu ver não tão pesados quanto o do outro trabalho da autora. Na verdade, eu acredito que os maiores problemas da personagem principal eram dilemas internos, e o problema mais agravante que foi bebida alcoólica em excesso, foi envolvendo a irmã dela. Se me perguntarem, apesar da minha birra com algumas atitudes de Eleanor, eu ainda prefiro o livro dela do que Fangirl. Acredito que isso seja pelo peso do enredo, mas Fangirl também é muito bom ao seu modo, na realidade, maravilhoso diante do que ele se propõe.
Agora vou contextualizar melhor. O livro começa apresentando essas duas irmãs gêmeas, a Cath e a Wren. A Cath é simplesmente louca pelo Simon Snow. Simon é um personagem de um livro que habita um mundo mágico, a verdade é que ele é muito semelhante a ideia de Harry Potter. O legal é que antes de cada capítulo a Rainbow escreve um trecho de algum capítulo do livro ou de uma fanfic relacionado a esse livro (para quem não sabe fanfic são histórias que os fãs escrevem). No final o leitor acaba curioso para saber o que acontece nesse livro dentro do livro! Voltando. A Cath é louca pelo Simon Snow: roupas, pôsteres, louça, livros, bonecos, tudo o que você puder imaginar. Além disso, ela tem uma fanfic muito famosa, acompanhada por milhares de fãs da saga original. No começo, sua gêmea e melhor amiga Wren escrevia com ela, mas as coisas foram mudando com o passar do tempo e o interesse dela diminuiu. A verdade é que as duas são idênticas fisicamente, mas muito diferentes de personalidade. Cath é mais tímida, introvertida, não conseguiu abandonar a paixão por Simon Snow mesmo agora que está indo para a faculdade. Tem uma namorado há quase três anos e eles tem conversas educadas e um relacionamento que não está nem um pouco perto de ser uma paixão avassaladora. Wren deixou a fixação por Simon Snow e está concentrada na faculdade, é comunicativa, extrovertida, faz amizade rápido. Agora que vai entrar na faculdade ela decidiu se diferenciar de vez de Cath, escolheu disciplinas diferentes, cortou o cabelo e o principal: disse que não quer dividir o alojamento com a irmã. Cath levou um tremendo baque e não sabe como reagir, Wren vai se afastando cada vez mais dela, parece só querer saber festar e beber. Cath fica constantemente preocupada com o pai, ele as criou desde pequenas (quando sua mãe as abandonou), mas a verdade é que ele tem a mente fraca e às vezes se enfia no trabalho e esquece de comer, dormir, de cuidar de si. Agora na faculdade ela está sempre preocupada como está se virando sozinho em casa. Ela frequenta suas aulas e gosta muito de algumas, mas a verdade é que praticamente não socializa e não tem amigos. Ela passa a comer barrinhas de cereais que trouxe de casa no lugar das refeições simplesmente porque não sabe onde é o refeitório e nunca perguntou a ninguém! Eu confesso que Cath me angustia às vezes, mas isso é porque eu já fui muito parecida com ela, o tipo inibida e medrosa. Mas isso também significa que me identifiquei absurdamente com Cath e pude entende-la muito bem, o que foi muito bom durante a leitura.
Cath esta vivendo na faculdade com todos esses problemas se acumulando: a preocupação com o pai, a irmã que se tornou uma estranha, a colega de quatro esquisita (mas de quem até fica amiga), a disciplina que ela ama mas com a qual tem um grande bloqueio perto do fim, a saga de Simon Snow que finalmente está chegando ao seu volume final, o que significa que Cath tem que conciliar todos esses problemas e arrumar tempo para escrever sua fanfic e finalizá-la antes do livro real ser publicado. Lógico que no meio disso tudo ainda existe um garoto absurdamente fofo por quem ela se apaixona, mas além das próprias barreiras que ela tem, ele ainda comete erros que vão magoá-la profundamente. Na verdade, eu acho que acabei ficando ainda muito mais ressentida com ele do que a própria Cath! E para finalizar, a cereja do bolo: a mãe que abandonou ela quando criança deseja se reaproximar dela, mas Cath é incapaz de suportar a presença dessa mulher que não a amou o suficiente para ficar ao lado dela quando ela tanto precisou.
Os personagens secundários são simplesmente maravilhosos. Eu ri em diversas momentos apesar de nem sempre a situação ser uma das mais simples para Cath. O livro é gostoso, não dá vontade de parar de ler! Eu ainda acho que faltou um fechamento para a história do Simon Snow, mas eu gostei muito de ver todo o amadurecimento que Cath teve no decorrer desse livro. Absurdamente incrível.

Volume único.

28 de setembro de 2014

Real

[bom]

Eu recomendo: Real
Autora: Katy Evans
Editora: Novo Século

Sinopse:
Remington Tate é um dos atuais favoritos nos circuitos clandestinos de luta. Ele faz muito sucesso entre as mulheres e é a atual paixão de Melanie. Ela então arrasta sua melhor amiga Brooke para ver uma das lutas dele, e ela também se encanta por Remy. Remy parece notar Brooke no meio de todas as outras e assim que termina a luta vai falar com ela, pede seu nome e ganha de Melanie o telefone da amiga. No dia seguinte ela recebe uma proposta irrecusável para ser fisioterapeuta de Remy. Ela aceita e saí de viagem com ele. Ele aos poucos vai se aproximando e ela vai se encantado. Contudo, logo ela descobre que não é fácil se envolver com Remy, que ele esconde terríveis segredos no passado, além de uma agressividade descontrolada que acabou tirando-o das lutas oficiais.

Meu cantinho:
Vou começar falando a respeito do trabalho da editora. Eles fizeram uma diagramação bacana, com um padrão de fonte que combina com a da capa no início de cada capítulo, a fonte do texto em si também é boa. A capa é bem condizente com a história e com o personagem (o que é um alívio porque o que tem de capa sem sentido por ai...). Minha única reclamação é que a editora deixou passar um ou outro errinho de revisão, mas nada grave. Uma coisa que eu achei muito bacana é que várias músicas são citadas no decorrer do livro, e antes de começar a leitura a autora disponibiliza a playlist do livro e fala que devemos baixar para ouvir junto com eles. Eu baixei só depois, mas recomendo, pois várias músicas são muito boas.
Sempre que eu pego um livro que tem conteúdo adulto eu fico um pouco receosa de que seja algo estilo Luxúria, apenas um bando de cenas de sexo e nenhum conteúdo. Graças aos céus o livro tem conteúdo sim, uma trama bem bacana. Até a metade do livro não há cenas de sexo, mas depois que elas começam elas não param mais, sem falar que tive que ler umas coisas com “preparar a chefinha”, “xota” não sei o que, “xana preparada”, fazer “uma chupeta no meu macho”. Nada contra o sexo e a intimidade, mas achei um pouco vulgar e forçada, completamente destoante da imagem que passava a personagem. Apesar disso e de outras “falhas”, a trama é interessante em alguns aspectos e compensa o linguajar. 
Remington Tate foi expulso do box profissional por conta de seu temperamento explosivo. Agora ele luta em competições clandestinas. Brooke vai assistir uma de suas lutas porque sua melhor amiga está apaixonada por ele. Ela não está apreciando o que acontece dentro do ringue até que ele entra, as mulheres vão ao delírio, gritam o quanto o desejam, se oferecem, inclusive sua amiga. Ela não grita como as outras, mas logo se vê atraída pelo corpo escultural e o rosto perfeito. Remy parece notar essa única mulher no meio da multidão e passa a encará-la. Ao vê-lo lutando a aversão que sentia em relação as lutas passa, tudo o que ela sente é excitação, uma umidade entre as pernas. Ela se levanta para ir embora e Remy vence a luta por nocaute, saí do ringue, pede seu nome e sua amiga ainda oferece o telefone de Brooke. No dia seguinte ela recebe uma proposta de emprego para cuidar dele, Brooke é fisioterapeuta e especialista em reabilitação esportiva. É oferecido um salário maravilhoso além de diversos benefícios, Brooke que estava desempregada aceita. Eu sei que esse não é um dos melhores começos. Brooke com toda repulsa por lutas, mas quando Remington Tate entra no ringue ela se anima e ainda excita. Remy percebe uma única mulher no meio de várias, do nada se sente atraído, vai atrás dela e lhe oferece um emprego. Lembrando que ao contratá-la ele também dispensou todas as outras mulheres que ele usava para fazer sexo antes e depois da luta para “relaxar”, tudo por essa mulher que viu uma única vez. Okay, um pouco forçado, mas o que eu gosto é como se desenvolve o relacionamento dos dois depois disso.
Brooke então começa a viajar com Remy por diversas cidades, seguindo seu circuito de lutas. Eles começam a se aproximar, eles começam a compartilhas músicas, alguns segredos, ele é sempre muito atencioso, protetor. Contudo, eles começam a se envolver e ela percebe que ele pode ser extremamente carinhoso, mas também extremamente explosivo. O próprio Remy afirma que tem medo de machucá-la algum dia. A verdade é que ele tem um passado extremamente trágico além de ser bipolar. Brooke acaba sendo o gatilho para essas situações. Ele se envolve muito com ela, caso fique com ciúmes, ou ele começa a achar que algo está errado, isso dispara um gatilho e ele fica fora de si. Remy foi um cara que não me conquistou de cara por conta do ciúme excessivo e agressividade – isso já no seu estado normal. Quando ele fica fora de controle eu gostava menos ainda, mas quando sua história é contada e suas ações passam a ter uma justificativa, a vontade é de cuidar dele. Suas atitudes passam a ser compreensíveis, somado ao bônus dele ser um cara lindo e verdadeiramente apaixonado. Seu passado, a doença, a busca pelo controle e a dedicação de Brooke acabaram salvando essa história.
O livro tem um desfecho interessante e inesperado. Fiquei curiosa pelo próximo livro e pensando o que a autora está guardando para o próximo volume da série!

Continuação:
O próximo livro da série é Meu. Em breve aqui.

31 de agosto de 2014

Verão Cruel

[bom]

Eu recomendo: Verão Cruel
Autora: Alyson Noel
Editora: Novo Século

Sinopse:
Colby finalmente tem tudo o que quer, ela é a melhor amiga de Amanda, conseguiu ficar com Levi e tem a certeza de que seu último ano no colégio será o melhor, agora que é popular e será convidada para todas as festas. O que ela não esperava era que o divórcio dos pais fosse ser tão complicado, as brigas tão constantes e eles fossem mandar ela para longe de tudo isso, mas especificamente para a Grécia. Lá ela vai ficar hospedada com a tia que seus pais sempre se referiram como “maluca”, que não tem tv ou internet, que vive em uma ilha pequena onde nada de interessante acontece. Agora seu futuro corre risco: ela precisa desesperadamente se manter em contato com Amanda e Levi ou tudo aquilo pelo o que batalhou irá por água abaixo.

Meu cantinho:
Assim que comecei a ler não teve como não me lembra de Garoto encontra Garota da Meg Cabot. O livro é escrito no mesmo estilo: através de bilhetes, cartas, e-mails, mensagens pela internet. Verão Cruel é um livro bem fininho, que não tem capítulos, composto por diversos textos em diferentes meios, cada um sendo diferenciado por uma fonte e tamanho diferenciados.
No livro temos Colby, uma menina de 17 anos, meio nerd, comum, que deixou de lado as coisas que gostava, a melhor amiga, tudo para ficar ao lado de Amanda, a garota mais popular do colégio. Ela sabe que agora que tem o posto de melhor amiga de Amanda seu último ano será maravilhoso, ela vai se divertir, vai conhecer as pessoas mais legais, vai ser convidada para todas as festas. Sem falar que agora ela se aproximou de Levi graças a Amanda e ela ainda teve sua primeira vez com ele. Mas tudo corre o risco de ir por água abaixo graças ao divórcio de seus pais. Eles não param de brigar, de gritar, e a separação está sendo mais do que complicada. Buscando afastar a filha deles de toda essa confusão eles decidiram mandar Colby para umas férias forçadas em uma ilha na Grécia com a louca da tia Tally. Acontece que lá não têm shoppings, nem internet, e ficando longe ela corre o risco de ser esquecida por Amanda, sem falar que vai ficar distante de Levi.
Logo de cara eu impliquei com Colby pela infantilidade dela. Ela abandona a melhor amiga para andar com a menina mais popular (de quem ela vivia falando mal) e vive morrendo de medo de ser trocada e esquecida. Ela não pode falar das coisas que realmente gosta se não agrada a Amanda e precisa concordar com ela a todo o momento. Os pais dela estão se separando e tudo o que ela consegue pensar é: nossa, como eles estão estragando a minha vida me afastando de Amanda. Sério, seus pais vivendo esse momento difícil e ela nem liga. Colby tem uma chance única de viajar, de ir para Grécia e ela acha isso o fim do mundo. Sem falar que na sua festa de despedida ela finalmente consegue ficar com o cara lindo pelo qual é apaixonada, chamado Levi, que até então nunca tinha dado bola para ela, e ela simplesmente decide perder sua virgindade com ele.
Ela chega a Grécia e não se dá ao trabalho de conhecer sua tia ou a ilha, ela saí em busca de um cybercafé e é lá que passa a maior parte do tempo. Mandando mensagens para Amanda (que mal lhe dá o trabalhado de responder), mandando mensagem para os pais implorando para voltar, e ela começa um blog chamado “Verão Cruel” para escrever sobre todas as coisas terríveis que está passando longe de casa.
Quando ela conhece Yanni as coisas começam a mudar. Ele é um rapaz bonito, interessante, que obviamente está interessado nela. Ele a leva para conhecer as belas praias, os festivais, experimentar as comidas, faz com que ela passe um tempo a mais com sua tia e o namorado dela. Acontece que assim que ela posta um foto de Yannis no seu blog e a Amanda crítica suas horríveis sandálias, ela logo começa a negar que está saindo com ele, começa a odiar suas roupas, seu sotaque e todas as coisas que antes gostava. E agora Levi está chegando a Grécia em um cruzeiro e ela terá a chance de vê-lo! Logo dá para perceber que essa menina só faz coisas erradas, se deixa facilmente levar pela influência dos outros, não sabe ter opinião própria, não sabe dar valor ao que realmente importa! Ela ainda vai fazer muita coisa errada e quebrar a cara até que finalmente começa a tomar as decisões corretas.
Apesar dessa personagem infantil e muitas vezes irritante eu preciso dizer que o livro traz muitas reflexões interessantes, ao mesmo tempo em que é um livro leve com uma leitura fluída. Eu gostei particularmente do final, não apenas pelo visível amadurecimento de Colby, mas pelo final “não convencional”. Recomendo para quem procura uma leitura leve e rápida, mas sem grandes expectativas.

Volume único.

26 de junho de 2014

Opúsculo

««««««
[péssimo]

Eu recomendo: Opúsculo
Autor: The Harvard Lampoon
Editora: Novo Século

Sinopse:
Opúsculo é uma paródia da saga Crepúsculo de Stephenie Meyer. Ele nos traz Belle Goose, uma menina desajeitada, desatenta, com pensamentos estranhos voltados para questões sobrenaturais. Em seu primeiro dia de aula ela conhece no colégio Edwart Mullen e logo percebe que o ama e tem certeza que ele é um vampiro. O livro tem humor semelhante ao de besteiróis americanos, com um humor absurdo e exagerado.

Meu cantinho:
Por favor, não pensem que eu não gostei desse livro por ele ser uma paródia de Crepúsculo. Se fosse simplesmente por isso eu nem sequer teria trocado ele no skoob. Eu troquei esse livro acreditando sim que teria em mãos uma paródia a saga, achei que ele iria satirizar aqueles pontos que vejo todos os que odeiam Crepúsculo criticando, e achei que iria conseguir umas boas risadas, mas não foi o que aconteceu.
Eu abandonei o livro com poucas páginas lidas, aproximadamente umas trintas, mais ou menos no meio do segundo capítulo. Você então deve estar pensando que eu não li nada e que nem deveria resenhar um livro que não cheguei de fato a concluir a leitura. Eu confesso que pensei se deveria ou não resenhar esse livro, e decide que deveria sim resenhá-lo, pois o que eu li foi o suficiente para escrever a minha crítica. Comecei a ler e me vi dentro de um daqueles filmes americanos esdrúxulos, tipo todo mundo em pânico, que a meu ver exagera tanto que fica idiota ao invés de engraçado. Li sinopses no skoob e muitas pessoas concordam comigo, que as cenas verdadeiramente engraçadas são esparsas, que a maior parte do livro é composta por uma escrita boba e que o humor dos americanos é muito diferente dos brasileiros. Outros que gostaram afirmam que quem não gostou não entende o gênero paródia, que é para satirizar e ser engraçado. Eu conheço o gênero, e eu esperava sim ler uma crítica que tratasse os pontos tidos como fracos com humor. Mas eu não achei humor nesse livro, por que o exagero, o absurdo e a infantilidade da situação impediram qualquer risada. Eu esperava desse livro um humor inteligente, mas não encontrei humor muito menos inteligência.
Coisas escrotas como Belle reencontrando o pai e ele: “não te reconheci sem o cordão umbilical”, ou ela feliz quando o pai lhe dá um carro, que na verdade é um caminhão-baú escrito mudanças na lateral que ele achou largado no meio da rua. É um tipo de humor fraco que me torturou durante trinta páginas até que eu decidi que com tantos livros bons na minha estante esperando sua vez de serem lidos, eu não iria mais desperdiçar meu tempo com esse livro ruim.

Continuação:
Li no skoob que no livro há indicações de que ele pode ter uma continuação chamada Lua Cheia, que eu definitivamente não vou ler.

8 de maio de 2014

Eleanor & Park

[muito bom]

Eu recomendo: Eleanor & Park
Autora: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século

Sinopse:
Park é o único menino coreano do colégio e, apesar de não fazer parte dos populares, também não faz parte dos excluídos. Assim que a menina nova entra no ônibus ele sente raiva dela, pois parece que ela quer ser maltratada ao chamar atenção com suas roupas grandes, maior que seu corpo já avantajado, seus inúmeros colares e seus cabelos ruivos e encaracolados. Ele deixa que Eleanor sente ao seu lado no ônibus, mas não conversa com ela ou é gentil. Lentamente eles começam a se aproximar quando ele percebe que ela lê seus quadrinhos por cima de seus ombros e ele começa a emprestá-los a ela. Surge uma amizade e um romance, mas nada é tão simples. Eleanor é uma pessoa reservada já que leva uma vida complicada, um padrasto violento, uma vida de miséria, de controle e ofensas. Se o romance deles chegar ao conhecimento da família ela sabe que terá de deixá-lo além de temer pela própria vida. 

Meu cantinho:
Acabei de ler esse livro agora e estou escrevendo essa resenha. Eu só ouvi falar coisas boas a respeito desse livro e comecei a lê-lo cheia de expectativas. Preciso dizer que ele atendeu quase todas, mas o final não foi de todo do meu agrado e terminei com um sentimento de incompletude. Mas independente do que me desagradou no final esse livro é muito belo, cruel e rico e eu definitivamente recomendo a leitura.
Park tem esses traços orientais devido a mãe que é coreana, tem cabelos pretos, olhos verdes, é alto e bonito. Ele faz luta desde pequeno por conta do pai, tem um estilo um pouco rebelde e usa quase sempre roupas pretas. Seus pais são terrivelmente apaixonados um pelo outro que chega a causar embaraço. Sua mãe é uma coreana, magra, pequena, muito bonita e arrumada. Ela me causou antipatia em certos momentos, mas no geral é uma mulher dedicada e que ama muito os filhos e o marido. O pai de Park lutou na guerra, é um homem forte, apaixonado pela mulher, e também me causou certo desagrado em alguns momentos, mas entendo o lado dele – nem sempre é fácil para os pais acompanhar os filhos e aceitar algumas atitudes e comportamentos que sejam “inovadores” demais; além de entender que é da personalidade dele ser turrão. 
Eleanor é uma pessoa que se sente excluída, que é extremamente insatisfeita com seu corpo e que chama atenção pelas suas roupas grandes e diferentes. O problema real aparece quando você começa a conhecer de fato porque ela é assim. Não é que ela goste de ter o cabelo bagunçado, mas ela as vezes não tem shampoo e lava com o do cachorro. Não é que ela goste das roupas exóticas, mas é que usa roupa velhas, compradas em brechós ou herdadas, e quando essas rasgam ela remenda do jeito que pode. Ela divide um quarto minúsculo com seus cinco irmãos, sendo que um dele é apenas um bebê. Ela não tem espaço para quase nada que seja seu, apenas uma caixa com alguns poucos livros e material de pintura. O único banheiro da casa não tem sequer uma porta e ela toma banho apenas quando o padrasto não está em casa. Ela não pode sair sem justificar, não pode namorar, não pode desobedecer qualquer ordem. Ela já foi ofendida e já sofreu de violência, mas nada comparado as agressões físicas que sua mãe sofre. Seu padrasto Richie esconde uma arma e outras coisas ilegais em casa, ele gasta muito dinheiro com bebida enquanto quase não há comida em casa, além de Eleanor e seus irmãos não terem sequer uma escova de dente. Richie já chegou de expulsa-lá uma vez de casa e ela ficou um ano vivendo na casa de uma colega da mãe, e ela sempre fazia tudo para passar despercebida pois ouvia ela debatendo com o marido se deveria chamar ou não o conselho tutelar.
A família de Eleanor acabou de mudar para essa casa nova e minúscula e ela vai começar a estudar nessa escola nova. Ela preferiu pegar o ônibus a aceitar uma carona de Richie, mas o ônibus também não é muito agradável. A galera de populares no fundo começa a tirar sarro com ela desde o primeiro momento e ninguém quer que ela se sente por perto. Park não gosta dela, do modo como é espalhafatosa, mas ao perceber que ela não tem lugar ele deixa que ela se sente com ele. Ele não é amistoso, ele não conversa, sequer olha para ela. Passado alguns dias ele percebe que ela lê os quadrinhos por cima do ombro dele quando estão no ônibus e ele gentilmente vira as páginas mais lentamente. Depois disso ele começa a emprestar alguns quadrinhos, eles começam a conversar, ele grava algumas músicas para ela. O relacionamento deles avança de um modo tranquilo, belo: é segurar a mão um do outro, conversar em sussurros, dizer que se tem saudade da presença do outro. E conforme o relacionamento avança Park percebe que Eleanor não permite que ele a conheça por inteira, até que ela começa a ceder e ele começa a entrar na realidade dela. Ela não tem telefone, ela tem receio de gastar pilhas, ela não pode sair com meninos, ela precisa voltar cedo para casa, seu padrasto não pode saber, sua mãe não pode saber, ela não pode receber presentes, ela não tem espaço para coisas suas, ela divide um quarto com todos os irmãos, ela odeia o padrasto, ele a odeia, ele é violento.
Eleanor ficava sempre com receio de que o relacionamento deles fosse descoberto e algo terrível acontecesse. Eu fiquei imaginando todos os piores cenários por conta da primeira página do livro que mostra Park perdido, distante, pensando em Eleanor e como sente falta dela. Perto do final algo terrível e tenso acontece, eu fiquei extremamente temerosa. Gostei da participação de Tina e de como a autora mostra que todos têm seu lado bom e ruim. O livro tem a narração intercalada entre os dois personagens e é muito bom conhecer o ponto de vista de cada, mas foi também essa possibilidade de ver como eles pensam que me fez ficar desgostosa com Eleanor no final. Ela enfrentou muitas coisas, cuidava dos irmãos, da mãe, enfrentava um padrasto bêbado e violento por sua família, mas achei que ela teve uma atitude muito egoísta com Park no final do livro, principalmente depois de tudo o que ele fez por ela. Lógico que o livro termina de um modo feliz, com um raio de esperança, mas isso não apaga o que Eleanor faz Park passar. Foram esses sentimentos egoístas que fizeram com que eu me decepcionasse um pouco com o final, mas como disse no começo dessa resenha, mesmo assim é um livro que vale a pena ser lido.

Volume único.

21 de janeiro de 2014

I love New York

[bom]

Eu recomendo: I Love New York
Autora: Teca Machado
Editora: Novo Século

Sinopse:
Alice é uma jornalista, sonhadora, amante da cidade de New York. Infelizmente sua oportunidade de viver nessa cidade chegou da pior maneira possível: uma fuga diante do viral na internet que conta como Alice se tornou a corna do ano. Seu namorado lhe traiu com sua melhor amiga (e com muitas outras mulheres) e ela pegou ele no flagra em uma festa, acabou virando notícia, fizeram uma música que até o Latino regravou. Diante da transferência do pai ela encontra a chance de mudar para a sua cidade amada, lá ela encontra novos amigos, se diverte, conhece um cara maravilhoso com quem começa a namorar. Mas uma série de eventos faz com que seu anonimato desapareça mesmo nessa grande cidade, ela vê sua vida virar de cabeça para baixo e corre o risco de perder seu grande amor.

Meu cantinho:
Esteticamente I Love New York se destaca com a capa, e por dentro tem um efeito todo bonito nas primeiras e últimas páginas. Gostei do fato da numeração de página ficar mais ao meio do livro (sempre elogio esse tipo de diagramação, sempre me agrada muito). O livro teve uma revisão muito boa, vi apenas um errinho de digitação e outro erro relacionado a cor do cabelo das gêmeas, as novas amigas de Alice em NY, que em um primeiro momento é loiro, depois é descrito como moreno. Eu até conversei com a Teca e ela disse que outras pessoas perguntaram a mesma coisa, as gêmeas são loiras e foi um errinho que passou apesar das revisões, mas nada grave.
Teca foi minha veterana na faculdade, mas só descobri que compartilhávamos esse amor por livros quando o curso já tinha acabado. Na verdade gostamos muito dos meus livros, dos mesmos autores, e descobri nela minha gêmea literária. Fui ao lançamento, comprei o livro e ganhei autografo como mostrei na minha última postagem do ano. Pelo pouco que conheço da Teca, consigo ver muito dela em Alice. Alice é jornalista, muito ligada a família, que adora a sobrinha, que tem uma irmã que aprontava com ela quando ela era pequena, que ama New York, divertida, romântica, bonita, que chora por tudo (nunca vi a Teca chorar, mas sempre conversamos sobre alguns livros nos tornam uma manteiga derretida). Essas características me lembram muito a Teca, e se você acompanha o blog dela, Casos Acasos e Livros, vai concordar comigo. Teca é uma pessoa maravilhosa, mas devo dizer que Alice nem sempre me agradou, confesso que as vezes eu tive vontade de agarra ela, dar uma sacudida e mandar ela reagir, porque não aguentava mais ver ela chorar, de fato não sei como alguém pode chorar tanto e sobreviver! Até entendo um pouco, pois Alice tem picos de sorte seguidos por picos de azar, mas vou explicar melhor isso falando do livro como um todo.
Alice tem 24 anos, é formada em jornalismo, e trabalha duro em uma revista (eu que também estou na área preciso dizer que comunicador trabalha muito para ganhar muito pouco), tem uma relação boa com a família e um namorado que Alice acredita estar apaixonado por ela. Isso até que alguns acasos e fofocas a levam a uma festa, na qual Alice encontra seu namorado agarrando sua melhor amiga Amanda, acontece um barraco enorme, mas Alice não desce do salto, enquanto os jornalistas tiram fotos ela faz pose e manda beijinhos. Sua postura foi boa, mas isso não impede que ela vire notícia, que saí nos jornais, em blogs de fofoca, até que um engraçadinho cria uma música e faz um vídeo que em poucas horas bomba na internet e Alice vira oficialmente a Corna do Ano. As coisas estão terríveis, ela saí de casa apenas para ir ao trabalho, esperando que alguma outra pessoa cometa uma gafe e ela seja esquecida (o que não acontece).
Certo dia seu pai chega com um anuncio, ele recebeu uma proposta de emprego e irá para a Tailândia, apesar de querer fugir de tudo, ela não quer ir para esse país, mas encontra no aumento do salário do pai a oportunidade para ir fazer um curso e passar um ano em sua cidade amada: New York. Ela é aprovada em uma pós-graduação na cidade e ainda consegue um apartamento para morar de graça no famoso (e caro) Upper East Side, graças a uma tia rica de sua amiga. Lá ela faz novas amizades, as gêmeas Mimi e Clara, super descontraídas e divertidas e o lindo, rico e inteligente Juan, com quem Alice começa a ter uma relação sem compromisso. Vejam que de um puro azar (ter se tornando a corna do ano) ela foi para Nova York, aprovada em uma pós-graduação, para morar de graça em um apartamento luxuoso, faz novos amigos e ainda está saindo com um pedaço de mau caminho. Apesar de ser óbvio que Juan é apenas um caso passageiro e não nosso mocinho (sobre quem irei falar a seguir), confesso que (como sempre sou anti-herói) prefiro muito mais o Juan ao Mateus.
No ano novo, na Times Square, Alice leva um apertão na bunda de um total desconhecido – nosso mocinho brasileiro Mateus. Ele pede desculpas e afirma ter confundido ela com sua irmã, Alice fica com ódio dele, ele continua a incomodá-la, até que começa a puxar papo com Alice e sua família (que veio passar as festas de fim de ano com ela) e afirma conhecer ela de algum lugar. Quando sua irmã começa a falar que ela é a corna do ano, Alice que não quer que essa informação se espalhe mais, para distrair Mateus, pula em seu pescoço e o beija. Foi uma distração muito eficiente, mas por mais que Mateus seja lindo de morrer, não acho que essa seja a forma mais correta de distrair alguém que você acabou de conhecer e que foi um total safado apertando seu bumbum.
A festa da virada do ano acaba e Alice acredita que nunca mais irá ver esse cara irritante, mas para sua surpresa ele está na sua sala e irá fazer a pós-graduação com ele. Ela não quer se envolver e tenta evitá-lo (já que percebe que está sentindo algo a mais por ele), mas não é bem sucedida em sua empreitada – ainda mais quando o professor coloca os dois juntos para trabalharem em um projeto que vale não apenas nota, mas um prêmio-surpresa. Ele logo a pede namoro e eles não se desgrudam mais. Mateus é o tipo de homem grude, perfeitinho, carente, romântico e um pouco ciumento. Eu imagino que esse tipo de cara deva ficar chato depois de um tempo e você deva enjoar dele, porque apesar de ser do tipo romântico que só existe em livros, alguém tão perfeito deve acabar se tornando tedioso e previsível. Até Alice falou no decorrer do livro sobre como eles eram grudados e deveriam enjoar um do outro em breve, mas que isso não acontece, porque ela também é do tipo romântica e carente e eles se encaixam perfeitamente (ele é até um pouco chorão como ela). Entretanto, seu pico de sorte logo acaba, Mateus acredita que ela passou a faixa de corno do ano para ele, com direito a foto em revista de grande circulação ao lado de ninguém menos que Juan. Jornalistas não param de ligar querendo saber sobre o fato, se ela está grávida, se vai se casar e tudo que ela consegue fazer é chorar e chorar desesperadamente. Acho que isso foi o que eu não gostei nela, queria sacudir Alice para que ela reagisse. Ela podia ter se aproveitado dessa visibilidade e ter esclarecido o mau entendido, ter se declarado mundialmente para Mateus, mas ela não fez nada para mudar esse novo pico de azar. Ela leva muito tempo para reagir, mas ainda assim vai aos poucos, é uma pequena decisão, uma roupa mais bonita, coisas assim que ela deveria ter feito muito antes. Apesar dessa falta de reação dela que me angustiou, essa foi a melhor parte do livro porque foi realmente surpreendente as reviravoltas que o livro teve. Infelizmente não posso falar muito mais para não revelar spoilers, mas para quem gosta de chick lit, romances leves e divertidos (e Teca traz sempre uma pitada de humor a cada capítulo) e gosta de conhecer novos autores brasileiros, eu recomendo! 
Ps: A Teca me contou que pretende escrever um livro sobre o Juan e que nosso casal deve fazer uma pequena aparição no livro.

Continuação:
O próximo livro da série é Je T'aime Paris, o livro é independente, mas muitos personagens dessa história aparecem em seu novo livro. Em breve a resenha aqui!

18 de dezembro de 2013

Em busca de Zoe

[ótimo]

Eu recomendo: Em busca de Zoe
Autora: Alyson Noel
Editora: Novo Século

Sinopse:
A irmã de Eco morreu, foi assassinada. Eco agora tem que lidar com sua família destroçada, uma mãe que toma pílulas para poder seguir em frente e um pai que se afundou no trabalho. Ela tem que aguentar os sussurros no colégio, as fofocas, os olhares de piedade. Ela tem lidar com a ausência da irmã, os problemas com garotos, as dificuldades com as amigas. Mas o pior de tudo é quando o diário de sua irmã Zoe chega as suas mãos, e ela descobre que não a conhecia verdadeiramente e que outros crimes foram cometidos contra ela além de seus assassinato.

Meu cantinho:
A muito tempo atrás uma amiga falou que leu esse livro mas que ele não era nada demais. Quando postei aqui a minha caixinha de correio eu disse que o comprei apenas porque eles estavam custando 8,81 porque os livros da Alyson Noel costumam ficar sempre na média para mim. Entretanto, assim como Fingindo ter 19 anos eu acabei de me surpreendendo, esse foi um livro maravilhoso. O único problema dele, assim como o outro livro, é a capa sem sentido. Eu achei essa capa muito feia e que está faltando uma maior conexão com a estória. Eu levei uns bons segundos para entender que a ideia era Eco derrubando o diário de sua irmã morta Zoe. Só que em momento algum no livro Eco “abandona” o diário da irmã, sendo que inúmeras vezes é ressaltado a cor azul do diário e na capa e na lombada ele é cor de rosa. Fora essa capa, adorei ele, definitivamente um dos melhores livros que já li da autora!
Eu acredito que eu gostei muito desse livro e me impressionei com a aproximação da realidade no que diz respeito ao luto. Eco perdeu sua irmã Zoe, a princípio ela fala das etapas do luto e parece que esse aspecto vai ser tratado de forma superficial, mas na realidade ela se aprofunda muito nesse assunto e o trata de maneira muito real. Eu que já vivi a perda de um ente querido posso dizer que a autora soube tratar diversos aspectos dessa perca. Eco fala como os amigos de repente se afastam, como se a casa dela antes tão receptiva tivesse se tornado fria, como se a dor deles fosse se espalhar para os outros. Como seus pais se afastam, se afundando em obrigações para fugir da realidade, tentando direcionar seus pensamentos para outros assuntos. Como Eco se sente exposta, como todos parecem olhar para ela, sussurrar, comentar sobre o ocorrido na família dela, como as amigas parecem tratá-la cheia de dedos, a agonia dela pensando se isso irá acabar um dia. A falta constante que ela sente da irmã.
Mas o livro trata muito mais do que a perda. Há um mistério relacionado a morte de Zoe, Eco não fala sobre isso, mas pelas pistas que ela vai dando Zoe foi na realidade assassinada. Eu fiquei muito curiosa para saber os detalhes e todos eles são revelados no final do livro. A revelação se dá através do diário de Zoe que chega até Eco através do namorado dela, Marc, que na época do seu desaparecimento foi considerando o principal suspeito. Ele fala que Eco não conhece verdadeiramente todos os lados de Zoe e que através desse diário será capaz de conhecê-la.
Enquanto ela lê o diário, muitas coisas estão acontecendo na vida de Eco. Ela está agora no ensino médio, o que é um pouco difícil já que ela está no mesmo colégio que Zoe estudava, precisa aguentar cochichos, além de esbarrar constantemente em Marc e antigos amigos da Zoe. Ela tem se aproximado de algumas pessoas novas, entre elas Teresa que a princípio parece ser uma pessoa ruim e duas caras, mas que no final se mostrou apenas uma adolescente com seus problemas e que tomou decisões erradas, mas soube concertar tudo no final. Ela também começa a se envolver com um menino, ela parece gostar dele, mas se sente muito insegura pensando porque ele quer ficar com ela se ela não é bonita igual a Zoe, pensando: o que ele vê em mim, e coisas do tipo. Eu até acreditava que ela gostava dele, mas acho que tinha tanta coisa acontecendo, que ela não estava preparada para se envolver. Zoe era muito presente e ela desejava tanto ter a irmã de volta que em certos momentos deseja ser a irmã, viver a vida dela, fazer coisas que ela faria. 
Eco então está vivendo sua vida e a vida de Zoe pelo diário. Ela começa a perceber que realmente não conhecia a irmã, e que ela sofreu muito mais além do seu assassinato. O livro foi muito bem construído, com mistérios, sentimentos muito intensos, revelações e uma veracidade incrível. Definitivamente o melhor livro que já li dessa autora.

Volume único.

13 de novembro de 2013

A Linha

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[muito bom]

Eu recomendo: A linha
Autora: Teri Hall
Editora: Novo Século
                
Sinopse:
Rachel vive com sua mãe na Propriedade, trabalhando para a Sra. Moore, próxima a Linha. Ela leva uma vida pacata, está sempre estudando para que um dia possa ter uma profissão, ajuda sua mãe no que pode nos cuidados da casa e agora tem ajudado a Sra. Moore no cultivo das orquídeas. Apenas a presença constante da Linha que impede que qualquer um saía ou entre do país, assim como seus estudos com sua mãe, que sempre enfatiza que nem tudo é o que parece, mostram que sua vida não é tão simples. A verdade então começa a ser revelada, o passado sobre a vida dos seus pais, assim como um inusitado pedido de socorro do outro lado da Linha chegam a Rachel e ela fará o que acredita ser certo.

Meu cantinho:
Comecei a ler esse livro com grandes expectativas, adoro livros que relatavam mundos futuristas, com governos controladores e focos de resistência. Acontece que quando comecei a ler não gostei tanto assim, a sorte desse livro foi que o levei para ler em um momento em que não tinha mais nada para fazer, se estivesse em casa, com acesso a outros livros eu provavelmente o teria colocado na estante e iniciado outra leitura. Esse livro é um pouco parado no começo, bem tedioso e isso me fez querer para a leitura, sorte minha não ter parado porque o final dele foi ótimo!
No livro temos Rachel, uma jovem, que vive na Propriedade e leva uma vida pacata. A verdade é que ela tem contato com sua mãe Vivian, sua empregadora a Sra. Moore e o outro senhor que trabalha na Propriedade, Jonathan. Raramente eles saem da Propriedade, um lugar que parece uma fazenda com uma estufa onde a Sra. Moore produz orquídeas. Rachel estuda em casa, sua mãe lhe ensina tudo o que pode, ela foi a escola apenas uma vez, mas logo sua mãe percebeu que seria educada para se encaixar no sistema e decidiu que ela não deveria frequentá-la.  Então, ela passa sua infância, assim como tem passado sua adolescência, sem contato com qualquer pessoa da idade dela.
Nesse começo os mistérios do livro se focam na linha e nos estudos de Rachel. A Propriedade fica perto da Linha, uma barreira desenvolvida pelo governo que não é possível transpor, ao tentar atravessá-la seu corpo chicoteia para longe. A Linha se relaciona com os estudos de Rachel, no qual sua mãe tenta demonstrar que quem escreve a história nem sempre conta toda a verdade, apesar da escassez de material, já que praticamente tudo o que tem provem do governo, ela tenta dar uma educação diferenciada, de modo que Rachel consiga ser critica sobre as informações que recebe. Ela aprende história, aprende sobre como a Linha foi construída, que devido a uma guerra, parte da população foi deixada do lado de fora e sofreram terrivelmente, com bombas nucleares, guerra, fome, pragas e outras coisas inimagináveis.
Entretanto, todos esses mistérios não são o suficiente para instigar a vontade do leitor, a verdade é que eu já estava na metade do livro e não havia acontecido muita coisa de substancial. Temos a Linha, o receio das pessoas quanto a essa barreira, medo das pessoas que vivem do outro lado, além de sua mãe querendo que ela pense de modo crítico. Ela ensina Rachel em casa e junta todo o dinheiro que pode, para que um dia sua filha possa seguir uma faculdade e assim ter um emprego, de modo a não correr o risco de passar necessidades (a atual divisão de classes é muito rígida, entre aqueles que têm um negócio próprio, uma profissão, os que são levados a trabalhar em grupos em tarefas miseráveis e aqueles que não têm nada). Rachel basicamente estuda, ajuda um pouco sua mãe a cuidar da casa e agora tem ajudado a Sra. Moore na estufa a cuidar das orquídeas. Então, em dia de folga ela decide ler na beira do rio e vê algo brilhando na água, ela então encontra um gravador, mas pouco consegue entender a mensagem, apenas que existe alguém muito doente e que essa pessoa irá esperar a noite, do outro lado da Linha, perto da estufa. No mesmo dia ela vai com sua mãe para a cidade e elas presenciam uma identificação, no qual uma mulher é levada a força pelas autoridades e sua mãe fica visivelmente alterada. Quando chegam em casa, Vivian revela segredos sobre seu passado e Rachel fica espantada. Chateada com os segredos ela saí a noite em busca da pessoa que enviou a mensagem pelo gravador e encontra Pático que afirma que seu pai está muito doente e eles precisam de antibióticos. Rachel decide roubar os remédios e ajudá-lo, mas a verdade é que não sabe se ele conseguirá mesmo desativar a Linha. Além disso, ela tem que fugir da sua mãe que não quer que ela se envolva com problemas, assim como não pode deixar que a Sra. Moore descubra qualquer coisa e os expulse da Propriedade. Depois desse ponto são revelações e segredos um atrás do outro e preciso dizer que não consegui largar o livro. Apesar do começo enfadonho o final compensa muito. Eu fui ficando desesperada porque ainda havia tanta coisa para acontecer e as páginas estavam acabando! Quando acabei de ler eu fui correndo saber sobre a continuação do livro (quando eu comecei a ler, nem sabia que se tratava de uma série).

Continuação:
O segundo livro da série é Away que foi lançado em 2011 lá fora e não sei por que motivo ainda não foi lançado no Brasil.

31 de outubro de 2013

Fingindo ter 19 anos

[muito bom]

Eu recomendo: Fingindo ter 19 anos
Autora: Alyson Noël
Editora: Novo Século

Sinopse:
Alex está indo mau no colégio, a verdade é que ela não consegue mais uma bolsa para a faculdade e se suas notas continuarem ruim ela pode nem terminar o ano. Ela tenta pedir ajuda financeira para o seu pai, mas depois do divórcio ele praticamente esqueceu-se de suas filhas e não está disposta a ajudá-la. M. é sua melhor amiga, linda, rica com a vida que ela inveja, mas a verdade é que ela também esconde seus segredos e sua vida não é tão perfeita quanto Alex imagina. Alex não entende como M. consegue manter suas notas boas, já que as duas sempre saem da aula e vão direto para Los Angeles. Alex tem que lidar com problemas familiares, pouco dinheiro, sua amizade problemática, garotos, notas ruins, drogas e mentiras.

Meu cantinho:
Quando mostrei esse livro na minha caixinha de correio disse que foi uma compra por impulso, afinal um livro que custa menos de nove reais precisa ser comprado! Comprei o livro da Alyson Noel mesmo sabendo que nunca gosto tanto dos livros dela, são sempre livros que ficam na média, mas preciso dizer que esse livro foi muito bom e me surpreendeu. Primeiro esqueçam essa capa meio boba e esse título pior ainda. Se você leu o verso do livro esqueça ele também, ele faz o livro parecer algo bobo e completamente diferente do que ele realmente é. Por conta desses fatores o livro ficou um tempo na minha estante e eu apenas dei atenção a ele porque queria um livro curto e que eu não fosse querer devorar e não fazer mais nada da vida além de ler.
O livro é narrado por Alex, uma menina de dezesseis anos que mora com a mãe, seus pais se divorciaram quando ela era mais nova e desde então ela deixou de ser uma menina rica para ver sua mãe passar por dificuldades financeiras. Ainda assim ela continuou agindo da mesma forma, comprometida com os estudos, com projetos, boa aluna. Mas de uma hora para outra ela se desinteressou de tudo, suas notas tem caído, ela não presta atenção nas aulas. Tem apenas duas coisas que ela faz com interesse, escrever suas histórias e viajar depois das aulas com sua melhor amiga M. da pacata Orange Country para Los Angeles. Diferente da ideia que o livro passa, não é como se elas fossem para todos os eventos de Los Angeles e ficassem mentido sua idade (apesar delas terem uma carteira de identidade falsa), na maior parte do tempo elas saem para fazer compras ou ficam na praia, uma vez ou outra vão para alguma festa. Em uma dessas festas Alex conhece Connor, um cara interessante, independente e muito mais velho e é nesse momento que ela finge ter 19 anos, para que ele não perca o interesse nela. Já M. começa a sair com o amigo de Connor, Trevor e como eles são mais velhos e tem contatos, é nesse momento em que elas começam a sair para todas as baladas de Los Angeles (lógico que Alex sempre mente para sua mãe dizendo que está dormindo na casa de M., não que está em alguma boate em Los Angeles). Acontece que essas saídas não ajudam em nada as notas de Alex e apesar dela ter escondido os boletins que chegam da sua escola, sua orientadora liga para o trabalho de sua mãe e avisa que precisam conversar sobre Alex. Alex achava que as coisas na escola não estavam bem, mas não tinha real dimensão das coisas, suas notas estão tão ruins que ela não tem mais chance alguma a uma bolsa de estudos, talvez ela possa entrar em uma universidade comunitária caso melhore suas notas, mas se as coisas continuarem assim ela vai simplesmente repetir o último ano do colégio. Depois desse encontro Alex pensa em mudar, mas nunca faz as coisas efetivamente, ela pensa, planeja, mas na hora não coloca nada em prática. Nesse ponto me identifiquei com a personagem, afinal, quem nunca passou um tempo enorme planejando e acabou deixando de lado, por preguiça, desânimo ou qualquer coisa assim? Mas muitas coisas vão acontecendo e mudando Alex aos poucos. Primeiro ela procura seu pai, o cara que não paga sua pensão e que é extremamente rico, mas ele simplesmente se recusa a ajudá-la, porque a empresa não está tão bem e sua BMW na verdade é parcelada (uma mentira total). Alex achava que de alguma forma ainda poderia contar com ele e se vê extremamente decepcionada. Nas questões amorosas ela está cada vez mais envolvida com Connor e pronta para seguir em frente com o relacionamento dos dois, mas a verdade é que ele é londrino e logo terá que voltar para Londres a negócios, assim como um relacionamento baseado na mentira não pode seguir seu curso tranquilamente. Ela também começa a perceber que M. não é a amiga que ela achava, ela esconde muitas coisas e sua vida não é tão perfeita quanto Alex imaginava. A escola continua ruim, mas Alex encontra um estímulo nas aulas de literatura, ela devia entregar a resenha de um livro que não tinha feito e decide então entregar um de seus contos e acaba recebendo um A por ele, ela percebe que aquilo que faz como um hobbie pode ajudar em suas notas e ser o princípio de uma mudança. 
Gostei do livro porque, como disse, achei que seria algo bobo por conta da capa e do título. Mas a verdade é que nossa personagem enfrenta muitos dilemas e alguns com os quais o leitor pode se identificar. A separação dos pais, o pai ausente, a melhor amiga que a decepciona, problemas com garotos, mentiras, dificuldades na escola. A dificuldade toda de Alex de encarar seu problema e começar a agir para superá-lo. Um livro que gostei muito, que mostra uma situação real e o amadurecimento de uma adolescente.

Volume único.

27 de agosto de 2013

The House of Night - Escondida

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[regular]

Eu recomendo: Escondida – The House of Night
Autoras: P.C. Cast & Kristin Cast
Editora: Novo Século

The House of Night:
Escondida é o décimo volume dessa série. Ela é composta pelos livros: Marcada, Traída, Escolhida, Indomada, Caçada, Tentada, Queimada, Despertada e Destinada. Caso não tenha lido os primeiros livros da saga, o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
Neferet finalmente foi desmascarada depois de ter assassinado a mãe de Zoey, mas os problemas não acabaram. Neferet vai tentar atingir Zoey de todas as formas possíveis, e também tentará causar discórdia entre o mundo dos vampiros e dos humanos. Enquanto isso Aurox está em conflito sobre o que ele é verdadeiramente. Zoey vê alguns dos seus amigos mudando de lado, mas ela tem que tentar manter seu grupo unido e muitas vezes não sabe o que fazer e o pior golpe vem quando Neferet captura sua avó e ela precisa agir rápido e contar com ajudas inesperadas se quiser realmente salvá-la.

Meu cantinho:
Mais um livro dessa série e eu me pergunto quando ela irá acabar. Continuo tendo milhões de críticas a essa série, muitas que já relatei nos livros anteriores e outras novas. Primeiro, acho que alguns personagens nesse livro sofreram uma “mudança de lado” sem que o leitor veja qualquer evolução. Não é como, por exemplo, como Kalona, que você alguns dilemas que ele enfrenta, dúvidas. Já outros personagens um dia são do time Zoey e no dia seguinte são do time do mau, acredito que faltou uma construção, além de justificativas (só não vou citar a personagem para não dar spoilers). Também tem coisas que se contradizem, por exemplo, a avó de Zoey, Sylvia. A filha dela é morta, ela presencia o assassinato de Dragon, mas ainda assim, na manhã seguinte ela está dançando e cantando alegremente com total disposição como se não fosse uma senhora de idade que tivesse vivido coisas terríveis. Então ela justifica a sua dança e sua alegria por conta da “paz interior” que ela possui, mas em livros anteriores, com coisas menos graves do que o assassinato da sua filha ela se desgastou muito mais facilmente e não encontrou essa paz. A verdade é que tem acontecidos muitas mortes, mas a impressão é que elas estão sendo banalizadas, todos os personagens parecem estar superando isso muito rápido.
Outro ponto: Stevie Rae é muito boba para ser uma Grande Sacerdotisa, ela sempre é vista como o elo fraco pelo qual os outros podem atingir Zoey, e ela mesma parece não ser capaz de tomar decisões sem antes conversar com Zoey. Inclusive Thanatos a coloca em seu lugar quando mostra que ela é uma Grande Sacerdotisa sem qualquer poder de decisão e pede que ela comece a trabalhar nisso. Zoey também não fica para traz, as vezes ela parece que tem paralisia cerebral. A Deusa fala com ela, diz exatamente o que ela tem que fazer e ela fala: “eu não sei o que fazer”. Além disso, já estou de saco cheio dessa história de amar vinte mil caras ao mesmo tempo. Também não gostei quando ela ficou se metendo entre Shaylin e Eric e ainda ficou falando “não é ciúmes”, mas me pareceu sim um sentimento de posse. A verdade é que ela não precisa alertar Shaylin a respeito de nada, já que com seu dom ela é extremamente perceptiva, o que me leva a outra questão: ela tem um super dom que até agora tem sido muito pouco utilizado. É muito simples entender que ela percebe a verdadeira personalidade das pessoas através das auras, mas todos a deixam de escanteio falando que é algo muito confuso e não da para entendê-la. Shaylin usa exemplos óbvios para descrever as pessoas, mas todos são muito burros para entender e quando Aphrodite entende e explica tudo de um jeito ainda mais simples, eles ficam: “ó, ela é o oráculo, desenvolvendo a habilidade que Nyx lhe deu, por isso consegue fazer essas interpretações”, mas a verdade é que ela só não uma completa idiota.
Além disso, o livro está repleto de discussões bobas e cansativas e desnecessárias (a verdade é que quase metade do livro é uma enrolação). Eles querem falar sobre uma coisas e enrolam falando sobre diversas coisas sem sentido antes, que não acrescenta em nada a leitura. Um exemplo é quando eles querem falar de algo e começam um discurso sobre a âncora de tv, a aparência dela, compara com outros apresentadores, até de fato chegar ao assunto original, ou seja, exaustivo e inútil. Também não agüento as falas idiotas como “não me assuste ou vou fazer pipi nas calças”, por favor, ningúem no mundo fala assim! As vezes tenho vontade de ler o livro original em inglês para ver se as autoras realmente escreveram isso. E sério, essa coisa de não entender o vocabulário usado por Damien já passou do ridículo, do absurdo e do irritante, por favor, “manejar” definitivamente não é um vocabulário estranho e complexo.
O livro também tem uns erros de digitação, como por exemplo, eles citam o Stark e aparece “ela está falando do meu namorado – Aphrodite disse.” E até onde eu sei, quem namora o Stark é Zoey, além desse tem mais um ou dois errinhos no mesmo estilo. Também tem algumas passagens que ao meu ver tem erros, personagens que não estão em lugar e do nada aparecem lá (reparem na luta final em Thanatos que aparece do nada). Já que citei o nome da Aphrodite, agora vamos falar dela. Continuo achando que ela é uma das melhores coisas desse livro, ela continua sendo hilariantemente ácida, e apesar de irônica ela é muito perceptiva e apesar do modo meio seco ou até rude como expõe as coisas, ela tem muito bom senso.
Outro ponto que quero falar é de Shaunne e Erin. As duas brigaram e agora não são mais as gêmeas (mesmo porque esse papo de gêmea era meio bobo). A questão é, Shaunne sempre participou das “maldades” e fofocas juntos com Erin, agora que não são mais amigas ela fica colocando toda a culpa em Erin, e como se sentia “forçada” a tudo aquilo para “se encaixar”, completamente ridículo. Ela sempre fez muito bem esse papel, ela fazia por escolha própria, e agora que não está mais junto é muito fácil pintar a outra como culpada. Quem me surpreendeu nessa história foi Damien, julgando Shaunne como a parte com coração, como se Erin sempre tivesse sido apenas uma pessoa ruim que a influenciava negativamente. Por falar em coisas surpreendentes, para não dizer absurda, imprópria e viajada, tem uma cena que é... louca. Entendo que nossos personagens são adolescentes, que fazem coisas erradas (lá estava Aphrodite com Eric em um corredor escuro no primeiro livro da série), mas sério, em plena luz do dia, se molhar em um chafariz, depois ficar nua, no gramado da escola onde qualquer um pode ver é simplesmente demais para mim, extremamente exagerado e desnecessário.
Enfim, eu já tinha lido mais da metade do livro e não havia acontecido absolutamente nada, muito coisa foi escrita apenas para ocupar espaço, muita coisa absurda. Quando finalmente o livro está acabando e eu achei que a série poderia ter um final, recebemos um “fim, por enquanto”. Agora é esperar por mais livros dessa série sem fim.

Continuação:

O Próximo livro da série é Revelada que está previsto para lançar no começo do ano que vem, agora é esperar.

12 de agosto de 2013

Sementes no gelo

[bom]

Eu recomendo: Sementes no gelo
Autor: André Vianco 
Editora: Novo Século

Sinopse:
Tânio é um investigador particular, quando uma antiga amiga aparece procurando sua ajuda para um resolver um estranho caso ele aceita para cobrir os aluguéis atrasados. Lizete tem certeza de que não está ficando louca e não sabia a quem mais pedir ajudar além de Tânio. O caso é que tanto ela quanto seu ex marido vem escutando vozes e vendo uma criança que alega ser seu filho. O casal teve apenas um filho, Bruno, que morreu a algum tempo atrás, mas esse espírito alega ser Pedro, e insiste para que eles o escolham. Enquanto isso, vários outros casos envolvendo espíritos de crianças começam a ocorrer na cidade, uma grávida que está sendo atacada é salva por crianças, uma mãe que explora crianças no semáforo morre, um estuprador é morto dentro de sua cela fechada. A polícia e Tânio estão tentando ligar as peças desse quebra cabeças e descobrir com matar o que aparentemente já está morto.

Meu cantinho:
Comprei esse livro a muito tempo, alguns anos eu diria. Lembro que comprei por ser barato e porque eu gosto muito desse autor brasileiro, inclusive já li vários livros dele (apesar de não ter resenhado todos aqui). Eu não sei porque mas achava que a história era algo completamente diferente, e a verdade é que esse livro apesar de fininho, foi ficando na estante e foi quase esquecido. Esses dias eu tinha um pouco de tempo livre e estava procurando um livro pequeno para ler e decidi dar uma chance para esse livro. Ele é interessante, mas nem se compara a outros trabalhos do autor, é uma leitura rápida, e gostei do fato dele trazer personagens e elementos que estão presentes em outras obras. Por exemplo, é citado o caso de vampiros na cidade, que na verdade é o que se passa no livro Os Sete.
A leitura me surpreendeu porque, como eu não tinha uma noção prévia do que se tratava, muitas coisas foram surpresas e por um tempo eu fiquei criando várias hipóteses do que estaria acontecendo. Achei um tanto quanto polêmica a história do autor (não vou revelar para não dar spoilers), mas a verdade é que ele trabalha com questões sobre quando começa a vida, em que ponto somos um ser humano, e sobre as ações que o ser humano tem quando desenvolve trabalhos que manipulariam essa vida. Obviamente que esse não é o assunto do livro, mas pelo modo como ele constrói o enredo ele abre um espaço para essa discussão.
Acho interessante o modo como André Vianco é capaz de pegar elementos do nosso dia a dia e envolver um lado sobrenatural, além do que, ele sempre preza o Brasil, seus livros sempre se passam no nosso país e isso é o que eu acho mais bacana no autor. Além do que, ele envolve crianças, e sempre temos aquela imagem de criança como um ser inocente, incapaz do verdadeiro mal. Nesse livro, a maior parte dos espíritos das crianças estão com ódio, buscando vingança, e mesmo aqueles que ajudam outras crianças, ou pessoas que querem o bem de suas crianças, o seu lado malvado para aqueles que não são bons é assustador.
Apesar de ser um livro rápido, com poucas páginas, o autor conseguiu criar uma história complexa, bem construída, sem quaisquer cenas corridas, tudo é bem escrito e desenvolvido, mas não é aquele livro que deixa você louco para devorar cada página, o qual você não pode largar porque precisa saber o que vem a seguir. No geral é um livro muito bom, gostei bastante do final, algo que só o autor poderia ter pensado, eu recomendo!

Volume único.