Mostrando postagens com marcador MARGARET STOHL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MARGARET STOHL. Mostrar todas as postagens

3 de junho de 2012

Dezessete Luas - Beautiful Creatures

[muito bom]

Eu recomendo: Dezessete Luas
Autora: Margaret Stohl & Kami Garcia
Editora: Galera

Beautiful Creatures:
Dezessete Luas e o segundo volume dessa série, se você não leu o primeiro livro Dezesseis Luas, o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
O relacionamento de Ethan e Lena está bem complicado, desde a morte de Macon ela não tem sido mais a mesma, aos poucos ela tem se afastado e o que a princípio Ethan entende como estágio de luto pode ser algo muito grave, além da perda de uma pessoa amada ela está lidando com problemas do mundo conjurador que ela não entende o que significa, e que Ethan não pode fazer nada para ajudá-la. A distância entretanto vai crescendo, ela começa a andar com Ridley e um misterioso Incubus chamado John, quando Ethan se dá conta os olhos dela estão amarelos, ele não sabe mais se estão namorando e Lena está fugindo, mas a mãe dela está em seu encalço querendo que Lena escolha rapidamente um lado. Ethan descobre que está mais envolvido com o mundo Conjurador do que poderia esperar, ele vai contar com a ajuda de seu melhor amigo, de Liv, uma guardiã em treinamento e uma gata fujona para ajudar Lena.

Meu cantinho:
O livro começa com problemas no relacionamento de Lena e Ethan. As coisas estão bem complicadas, Lena está passando por uma série de dificuldades, e como o livro é narrado por Ethan, não conseguimos entender exatamente o que ela está sentindo, tudo o que sabemos é que o luto aparentemente tem sido bem difícil para ela e que Ethan não está conseguindo ajudar muito, apesar disso ele nunca saí do lado dela. Ele a ama apesar dos problemas e dela estar estranha, mas as coisas tem sido bem difíceis para ele também, já que ele sabe que além da questão da morte de Macon ela tem que lidar com situações perigosas que envolvem os Conjuradores e que ele não faz parte desse mundo. É muito triste ver o esforço dele, apesar de não poder solucionar todos os problemas dela, ele procura sempre agradá-la, distrai-la de seus pensamentos ruins e evita qualquer coisa que a chateia. Apesar de seus esforços parece que nada adianta, ela parece cada vez mais perdida em seus pensamentos e problemas, ela não compartilha seus sentimentos com ele, portanto ele não consegue entende-la. Determinadas atitudes, além do fato de as vezes ela dizer que não sabe o motivo de agir daquela forma e ainda pior e não corresponde as expectativas dele. Ela vai se afundando em seus problemas e não consegue ver as dificuldades pelas quais Ethan está passando com a volta de seu pai, por exemplo, e é triste ver um casal com uma sintonia tão profunda se perdendo um do outro sem que ele possa compreender os motivos e que ela tenha coragem de compartilha-los.
As coisas mudam muito, de repente ele não lembra mais como era o relacionamento dele com Lena, mesmo assim, quando percebe que as coisas estão desabando ele corre para ajudá-la. Fiquei com muita dó dele quando ele se pergunta se todos os homens precisam se esforçar para entender suas namoradas. Relacionamentos já são bem complicados normalmente, sem que possuam um diferencial que seja um agravante, as coisas só se tornam ainda mais difíceis porque nos faz pensar que não precisava ser assim, que poderia ser mais simples se pudéssemos mudar aquela coisa... Mas como disse Amma, não é culpa de ninguém, as coisas simplesmente acontecem...
Enfim, eu senti muita raiva de Lena nesse livro, o leitor não sabe o que exatamente está se passando com ela e como nós lemos o quanto tudo está sendo complicado para Ethan, não tem como não achar ela antipática, e tem determinados momentos em que ela tem atitudes surpreendentes de um modo negativo – como foi na premiação das tortas – e ao ler comecei a xingá-la porque apesar de ser meio rígida gosto muito de Amma (ela me surpreende muito nesse livro) e acho que Lena foi uma sacana (não falo em mais detalhes para não dar spoilers).
Gostaria de falar sobre as sinopses que circulam por ai, eu escrevo tanto o meu cantinho quanto as sinopses do meu blog (não copio a sinopse da internet Sr. Namorado), e como pode perceber tem uma diferença muito grande entre as minhas e as outras, eu não falo nada de triângulo amoroso! Quando li as resenhas, falando que Lena estava usando roupas curtas, andando com as líderes de torcida e na garupa de moto de caras estranhos, aparentemente saindo com esse estranho, e que Ethan estava balançado por Liv, a nova estagiária de Marian, eu criei em minha cabeça algo completamente diferente. Lena não anda com as líderes de torcida, o ódio continua sendo mútuo, ela também não está assim tão vulgar, com roupas minúsculas como pensei, as vezes usa um short mais curto e em uma ocasião ou outra uma roupa mais Ridley. Ela está de certa forma envolvida com John, o cara da moto, que é um tipo de conjurador diferente que também sofre com dilemas semelhantes ao de Lena, o que faz com que haja uma aproximação de ambos. A indiferença de Lena e o envolvimento dela com esse outro rapaz traz um monte de inseguranças para Ethan (é horrível e muito real ver as dúvidas corroendo ele, a quanto tempo ela mente, no que mais ela mentiu, o quão envolvida ela está com John, a quanto tempo) e Liv tem sido muito gentil, divertida e companheira. Na realidade, eu confesso que antes das coisas se esclarecem – e um pouco depois disso também – eu acabei me tornando team Liv. Através dela também foi possível ficar um pouco mais próximo da realidade do que é ser uma Guardiã, eu acho que não é algo que eu conseguiria e as vezes sinto pena de Marian e da impossibilidade de intervir.
Tinha muitas coisas do livro que eu gostaria de comentar, especialmente sobre a mãe de Ethan e Macon, algumas coisas estranhas como o fato da mãe dele ajudá-lo e ser capaz de interferir tão significamente no plano terreno e outras que passaram a fazer mais sentido como a escolha do nome de Ethan e a dor de ser aquele que sobrevive.
Ridley é uma personagem que eu gosto bastante, apesar dela ser das Trevas, mas sinto que ela verdadeiramente gosta de Link, e eu também adoro ele, ele é engraçado, um amigo verdadeiro, e ri litros com a comparação de Ethan ao Aquaman. Estou ansiosa pelo próximo livro para ver como as coisas vão se desenvolver. 
Tenho algumas críticas ao enredo mais não posso entrar em detalhes sobre todas as minhas críticas porque seria necessário alguns spoilers, portanto vou falar apenas sobre alguns deles aqui. O mundo conjurador é segredo, mas de repente todo mundo tem algum envolvimento, Amma, Marian, (algumas outras pessoas que não posso revelar) e até mesmo a maldita gata está envolvida com o mundo conjurador! Esse é um segredo que todos sabem, só não sabem que os outros sabem. Outra crítica é sobre o lugar mítico chamando a Grande Barreira, os personagens ficam um tempo gigantesco procurando por esse lugar e quando eles encontram já tem um monte de outros sobrenaturais por lá. Me irrita como um lugar mítico que não deveria existir, existe de verdade e parece que todo mundo sabe chegar lá de um modo fácil. Por fim, acho que os tradutores poderiam colocar uma nota de rodapé com tradução de palavras estrangeiras, temos no livro algumas palavras em francês, outras em latim, mas não tem qualquer nota referente ao significado. Algumas são fáceis pra mim – em especial as em francês – mas meu latim é inexistente.
Quero terminar esse post falando sobre o pai de Ethan, no livro passado ele parecia sentir uma raiva do pai, eu até compreendo porque deve ter sido muito difícil para Ethan perder a mãe e ver o pai daquela forma, mas nesse livro, ao ir perdendo Lena ele começa a compreender melhor seu pai, e ouvi-lo falando de sua falecida mulher foi muito tocante pois perder alguém que se ama pode ser muito profundo e doloroso.

“A prova de quão fundo o amor pode ir e de quanto uma perda pode durar.” 

Continuação:
O terceiro livro da série que é Dezoito Luas.

9 de março de 2011

Dezesseis Luas – Beautiful Creatures

[muito bom]

Eu recomendo: Dezesseis Luas – Beautiful Creatures
Autoras: Margaret Stohl & Kami Garcia
Editora: Galera

Sinopse:
Ethan estava tentando levar sua vida na maior “normalidade” possível, depois da morte de sua mãe seu pai se trancou em seu escritório vivendo como um vampiro, sobrando para Ethan apenas o apoio de Amma, empregada da casa por quem ele foi criado. Apesar de tudo a vida continua e tudo em Gatlin está como sempre foi. Gatlin é uma dessas cidades pequenas do interior, onde nunca acontece nada, onde as pessoas vivem do passado, de acontecimentos históricos e de árvores genealógicas. Mas uma nova moradora abala a cidade, Lena, sobrinha de Ravenwood, o velho misterioso que morava na casa mal-assombrada da cidade. Todos na escola a afastam e fazem brincadeiras de mau gosto, mas não Ethan. Ele se vê desesperadamente atraído por ela e sabe que a conhece dos seus sonhos, a menina por quem ele está apaixonado. Mas as coisas não vão ser nada fáceis, e não digo isso pelo preconceito que vão encontrar na escola, ou melhor, em toda a cidade de Glatin, que não gosta nem um pouco de coisas estranhas. As coisas vão ser difíceis porque é assim que é um relacionamento entre espécies, mortais e conjugadores (no popular: bruxas) não devem se relacionar, principalmente se há uma chance dessa conjugadora ser invocada pelas trevas.

Meu cantinho:
Pense em todos os romances sobrenaturais que você já leu e me diga o nome de um em que a narração, o ponto de vista da história seja a da parte masculina do casal. Eu realmente não me lembro de nenhum, sempre há o casal, normalmente o foco é na menina, pode haver partes da história que seja contada pelo ponto de vista do homem, ou que o casal divida o holofote, mas nunca tinha lido um livro em que o foco está todo no homem. Toda história é contada a através da perspectiva de Ethan, o menino normal, mortal, que tem sua vida atropelada pela conjugadora Lena. Achei isso muito interessante, porque o ponto de vista é sempre feminino, e sempre temos que enfrentar as neuras, maluquices e muitas vezes confusões que a cabeça feminina faz. Não estou querendo ser machista, mas quem já leu algumas resenhas minhas sabe que sempre crítico aquelas personagens que não tem amor próprio, tipo a Sookie em Morto até o anoitecer ou Nova em Crescendo. Nesses tipos de romance a mulher sempre fica louca neurótica, se humilha pelo cara. Em Dezesseis Luas as coisas são diferentes, Ethan passa por algumas “crises” no seu relacionamento com Lena e é interessante ver a reação e o ponto de vista masculino. Acho que apenas por essa mudança nos “padrões” o livro merece uma atenção especial, ultimamente muitas histórias se repetem, muitas coisas são copiadas, algo diferente (no sentido positivo) sempre deve ser valorizando. Mas o livro tem várias outras características que fazem dele uma leitura a ser apreciada. O livro é repleto de mistérios, pistas que as escritoras oferecem e pontos que você vai ligando até perceber o significado do relacionamento entre Ethan e Lena. Como a própria Lena que é uma conjugadora está no escuro sobre muitos assuntos mágicos por não ter passado ainda pela invocação, o leitor tem a chance de ir descobrindo os mistérios dessa história ao lado dos personagens.
O livro no começo “enrola” um pouco, eu digo enrola porque Ethan e Lena enfrentam muitos problemas por conta do preconceito da cidade com o jeito diferente dela e tudo mais. Mas as velhas chatas da cidade são os menores dos problemas e a situação com elas (que foi muito tensa no momento em que você lê) acabaram parecendo brincadeira de criança quando finalmente chega o dia do aniversário de dezesseis anos de Lena. O final é pura tensão e quando chega a última página só fica aquele gostinho de quero mais!

Continuação:
[Atualizado] O próximo livro da série é Beautiful Creatures é Dezessete Luas. Você pode ler a resenha dele clicando aqui.