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21 de junho de 2014

Uma Razão para Respirar

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[ótimo]

Eu recomendo: Uma razão para respirar
Autora: Rebecca Donovan
Editora: PandorgA

Sinopse:
Emma é bonita, extremamente inteligente, ótima nos esportes, editora do jornal da escola. Muitos acreditam que seu modo reservado é porque ela se acha superior, boa demais para interagir com os outros, mas a verdade é que ela afasta os outros para que não questionem sobre sua vida e percebam o que acontece com ela. O pai de Emma morreu e agora ela vive com seu tio, contudo, a mulher dele a odeia e faz tudo para que ela se sinta inferior, lhe ofende, lhe ameaça, controla cada movimento e sempre lhe agride. Emma aprendeu a mentir e a esconder as marcas em seu corpo. Um aluno novo, Evan, começa a se aproximar dela e parece realmente apaixonado, mas ela não pode se deixar envolver e ser descoberta. Ela precisa sobreviver, para que consiga acabar o ensino médio e ir para uma faculdade, longe de seus tios. Entretanto ela começa a se descuidar, a correr riscos para estar perto de Evan, o que pode tornar tudo ainda mais perigoso.

Meu cantinho:
Comprei esse livro mais pelo impulso, a capa, o título e tinha uma idéia totalmente errada de como seria esse livro. Achei que seria mais um livro Young adult, repleto de cenas vazias, mas isso passou longe da verdade. O livro nem sequer pertence a esse gênero, foi um total preconceito da minha parte por conta do título, capa e sinopses pretensiosas. O livro me prendeu totalmente, me encantou, me angustiou, me deixou aterrorizada e acalentada. Se eu tenho uma crítica ao livro, não se refere ao trabalho da autora, mas sim da editora que deixou passar alguns erros de revisão bem feios. Entretanto, não parei neles e fui seguindo a leitura porque precisava desesperadamente devorar cada página.
Emma Thomas é uma menina bonita, inteligente, ótima atleta, editora do jornal do colégio. Apesar de todas essas qualidades, ela é muito reservada, não deixa que ninguém se aproxime dela, nunca namorou, não saí para festas e sua única amiga é Sara. Sara é muito bonita e chama atenção, então Emma tenta se esconder atrás de sua personalidade ofuscante, contudo, muitos apenas acreditam que ela é metida e que acredita que a única pessoa boa o suficiente para conviver com ela é Sara. A verdade, contudo, é bem diferente, Emma tenta não chamar atenção para que ninguém perceba a situação complicada que vive em casa. Depois que seu pai morreu, sua mãe bêbada foi incapaz de criá-la, então ela acabou indo morar com um tio, irmão do seu pai. Ela achou que poderia levar uma vida tranquila, agradar a ambos, mas logo ela viu que seria impossível. A mulher de seu tio não a suporta, sempre lhe machuca como se fosse um acidente, um pé no meio do caminho, um corte com uma faca, uma travessa quente encostada na pele. Entretanto, quando está realmente com raiva e seu marido e filhos não estão por pertos ela agride Emma violentamente, pancadas com o que estiver ao alcance das mãos, chutes, socos. Emma não precisa necessariamente fazer nada, se Carol acha que ela fez qualquer coisa, se imagina, já lhe agride. Mesmo que Emma só tente se manter quieta e fora do caminho ela ainda assim lhe confronta, para que essa não se esqueça que ela é inconveniente, inferior, que não tem ninguém. Seu tio sempre fica do lado da mulher, ele acredita sinceramente que de alguma forma Emma provoca a tia, que Carol sofre de estresse do serviço e se Emma diz que o galo na cabeça é fruto de uma queda ele finge que acredita. Eu fiquei com muita raiva de seu tio George, no começo as relações não foram bem explicadas, não sabia que ele era o parente de sangue dela, não entendia porque se submetia as mentiras daquela casa, porque não tentava evitar a agressão. Quando fui entendendo tudo fiquei chateado por sua omissão, mas quando ele também agride Emma eu não consegui mais evitar culpá-lo. Emma só não denuncia sua tia por conta dos seus primos que ela ama, pois apesar de Carol machucá-la de todas as formas possíveis, ela gosta de seus filhos e ela não pode privá-los de ter uma mãe.
Emma enfrenta toda essa violência e a única pessoa que sabe de sua situação e a ajuda é sua amiga Sara. Ela tenta trazer um mínimo de conforto para a vida da amiga, já que além das agressões ela tem uma vida extremamente controlada. Ela só pode sair de casa para ir a biblioteca ou participar de jogos e clubes do colégio se avisar tudo com antecedência, tem horário para voltar para casa, não recebe dinheiro, não pode ir a festas, além de várias outras restrições. Sara é quem lhe ajuda inventando trabalhos, pedindo para que sua mãe peça permissão para seus tios, para que ela possa ficar em sua casa, as vezes dormir lá, entre vários outros pequenos gestos.
Enquanto tenta passar despercebida, alguém percebe sua presença e tenta se aproximar dela, Evan, o aluno novo. Ela que nunca repara em ninguém se vê prestando atenção nele, começa a se envolver, mas sabe que não pode ter nada além de uma amizade. Como explicaria os machucados, como permitiria que ele lhe tocasse se ela poderia gemer de dor por conta das feridas que esconde? Mas ela começa a se envolver cada vez mais e ele começa a perceber que algo muito sério acontecesse em sua casa.
O livro é intenso, pesado, angustiante, mas muito cativante. Me vi devorando as páginas com medo do que poderia acontecer a Emma, esperançosa por cada vislumbre de Evan e admirada com a amizade de Sara. Ficava com medo que o próximo ataque fosse ainda mais sério, que fosse fatal. O livro acabou me deixando extremamente aflita e desesperada para ter o próximo volume em mãos, fui procurar resenhas do livro, queria spoilers para saber qual rumo o livro teria. É um livro muito bom e indico a todos!

Continuação:
O próximo livro da Trilogia Breathing é Barely Breathing que para minha total infelicidade ainda não foi lançado no Brasil.

16 de abril de 2012

A arte da Guerra


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[bom]

Eu recomendo: A arte da guerra
Autor: Sun Tzu
Editora: Pandorga

Sinopse:
Esse livro traz os ensinamentos da arte da guerra escrito pelo famoso general que acumulou inúmeras vitórias, ele ensina diversas táticas de como agir diante das situações mais adversas, seja água, fogo, número. Muitas dessas estratégias porém pode ser levadas para além do âmbito da guerra, tanto para vida profissional quanto pessoal de cada um o que torna a leitura do livro válida.

Meu cantinho:
É extremamente difícil fazer a resenha de um livro e dar minha opinião pessoal se ele não tem um enredo ou algo mais concreto que se possa questionar. A arte da guerra é um livro no qual o general, através de seus conhecimentos fala sobre pontos e estratégias necessários para se vencer uma guerra.
Esse livro tem diversas adaptações para o mundo empresarial e pessoal, consigo imaginar algumas das táticas adaptadas, principalmente no quesito empresarial, mas algumas coisas são bem difíceis de imaginar. Por exemplo, ele fala acerca da poeira levantada no caminho, o que pode significar: que o inimigo passou com um grande grupo, que o inimigo está parado nas proximidades, que o inimigo caminha de tal forma.
A verdade é que eu li esse livro mais por curiosidade porque sempre falam muito bem dele e dos ensinamentos que se pode levar para a vida. Realmente o autor fala de algumas coisas e situações que podem ser aproveitadas para a vida real. Gostei particularmente de duas citações, as quais anotei na minha agenda: “ciente de suas capacidades e limitações, não inicies nenhuma batalha que não posssas terminar” e “Semear a desordem nas próprias fileiras é oferecer aos outros o caminho da vitória”.
Algumas vezes o livro consegue ser bem entediante, quando ele começa a se repetir sobre vantagem numérica entre outros pontos. Mas acredito ser uma leitura válida pela curiosidade e por alguns ensinamentos que as pessoas possam levar consigo. O livro é bem pequeno e a leitura pode ser feita de maneira rápida, sem ser muito cansativo. Infelizmente não tenho muito mais a acrescentar sobre ele.


Volume único. 

30 de janeiro de 2012

Como fui esquecer você


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[muito bom]

Eu recomendo: Como fui esquecer você
Autora: Jennifer Echols
Editora: Pandorga

Sinopse:
Zoey está enfrentando sérios problemas e as coisas só parecem piorar, quando seu pai vai contar a sua mãe que engravidou uma das funcionárias de 24 anos ela decide entrar no mar mesmo vendo como o tempo está ruim e quase morre afogada. Entretanto essa não é a pior parte, e sim quando seu pai se divorciou da sua mãe para se casar com sua amante, e sua mãe não foi capaz de aguentar o sofrimento e acabou tentando o suicídio. Para piorar, quando está no hospital ela acaba encontrando Doug, o irmão do policial que socorreu sua mãe, que também é seu colega da equipe de natação que parece ter uma certa implicância com ela. Seu pai manda sua mãe para um hospital psiquiátrico, ameaça Zoey caso ela conte a alguém sobre o estado da sua mãe. Afetada pela situação ela saí de casa para fugir do seu pai e vai em uma festa, perde a virgindade e começa a namorar Brandon. Pouco dias depois ela sofre um acidente de carro e perde a memória de tudo o que aconteceu aquela noite, tudo o que ela sabe é que seu relacionamento com Brandon está um tanto quanto estranho e Doug, quem salvou ela do acidente de carro achava que ambos estavam namorando. Zoey não sabe o que aconteceu mais vai investigar para descobrir exatamente o que ocorreu naquele dia e que memórias perdeu.

Meu cantinho:
Eu comecei a ler esse livro com uma expectativa um tanto quanto baixa, não achei que fosse ser um livro ruim, mas também não achei que fosse ser nada muito surpreendente. Me surpreendi um pouco porque de fato não esperava muito do livro, ele não é ruim, mas também não tem nada de muito excepcional.
O livro é narrado pela personagem principal, de uma maneira bem leve e fluída, e como foi ela quem perdeu a memória, acabamos acompanhando o que acontece através dela e estamos tão perdidos quanto ela sobre o que aconteceu (mas óbvio que o leitor consegue perceber mais coisas que Zoey) e acabamos entrando no mistério, na busca pelas lembranças perdidas junto com ela. Isso torna a narrativa interessante.
O livro trata de questões como traições, divórcios, suicídios, bebidas, sexo, namoro, machismo, estudos, faculdade, sendo que alguns são tão banalizados e outros tabus, mas todos de uma perspectiva bem atual. Entretanto alguns assuntos são tratados de maneira mais superficial, enquanto outros são abordados de maneira mais profunda, tecendo uma crítica maior acerca do tema. Ouvi muitos criticas quanto a isso, que o livro traz vários temas interessantes e não se aprofunda neles, eu entendo a opinião dessas pessoas, mas eu acho que caso a autora fosse se aprofundar em cada tema, o livro ficaria muito longo e enfadonho. Acho que ela tratou as questões de maneira balanceada trazendo a medida certa de cada um para o enredo.
Gostei muito dos personagens principais, acho que ambos foram bem construídos, bem detalhados. Zoey a menina que tem um pai rico, bem de vida, mas que não é patricinha porque seu pai não gosta de mimá-la e faz com que ela trabalhe na sua empresa, ela se esforça como capitã do time de natação e almeja entrar em uma boa faculdade. Ela é uma menina estudiosa, amiga, conselheira e responsável. Entretanto, quanto sua estrutura familiar desmorona parte de seu autocontrole vai junto, e nesse momento eu fui capaz de enxergar uma adolescente comum, com seus problemas, dilemas, fraquezas, atitudes impulsivas, erros e acertos. Doug é o tipo de personagem que me encanta, aquele rapaz com fama de delinquente, com um passado misterioso, um olhar penetrante, falas repletas de ironia e sarcasmo, mas que os leitores percebem ter um bom coração, ser um menino esforçado que teve diversos problemas no decorrer da vida e teve que enfrenta-los e vencer as adversidades sozinho. Entretanto, todos os demais personagens são pouco trabalhados, Brandon é um dos poucos entre os quais a autora fala um pouco mais, entretanto, como ele é fútil e superficial e age perfeitamente de acordo com isso, não há de fato muito mais a ser falado sobre ele. Os demais personagens, tanto aqueles mais presentes como o policial Fox, as gêmeas, Mike são descritos de maneira rasa, os outros são apenas citados e se confundem com a paisagem.
Como vocês puderam perceber a principal crítica é na profundidade, tanto das temáticas quanto dos personagens. Concordo em alguns pontos e discordo em outros, mas o livro me atendeu de maneira satisfatória. Eu estou lotada de leituras para o mestrado, textos complexos e queria uma leitura leve para descontrair, eu estava na procura de um romance, acontece que eu também não queria um livro bobinho, só com uma estória de amor sem um conteúdo mais interessante no meio do livro. Como fui esquecer você recebeu muitas críticas, ele de fato tem alguns problemas na construção dos personagens secundários, mas ele foi um livro que satisfez o que eu buscava no momento, uma leitura, leve, um romance, mas que não fosse bobinho, somente uma estória de amor sem mais nada de pano de fundo. Algumas pessoas discordam, muito falam que o livro se foca em completo no casal principal, o foco é de fato maior neles, mas eles têm outros assuntos, problemas com os pais, os amigos, a escola, os treinos, que compõem quem eles são, portanto o livro não se limita a temática amorosa. Recomendo!

Volume único.