20 de setembro de 2012

Desventuras em Série - Mau Começo

[muito bom]

Eu recomendo: Desventuras em Série – Mau começo
Autor: Lemony Snicket 
Editora: Cia. Das Letras

Sinopse:
Os irmãos Baudelaire, Violet, a mais velha que gosta de mecânica e de inventar coisas novas, Klaus, o irmão do meio que adora ler e Sunny, a bebê que adora morder com seus quatro afiados dentinhos, não sabem que logo a infelicidade está para se abater sobre suas vidas. Enquanto estão na praia sozinhos um incêndio devasta sua casa e mata seus pais, Sr. Poe, o executor testamentário da herança de seus pai, vem lhes trazer essa terrível notícia e os leva para morar com Conde Olaf, um parente do qual nunca haviam ouvido falar. Conde Olaf se mostra um porco, traste, explorador, violento e interesseiro, que está bolando um plano para arrancar a herança dos jovens Baudelaire. Diante da ignorância do Sr. Poe resta as crianças fazerem uso de sua inteligência para descobrir qual o terrível plano de Conde Olaf e um modo de destruí-lo. 

Meu cantinho:
Eu já havia visto o filme Desventuras em Série a muito tempo atrás, gostei bastante, mas para quem não sabe esse único filme conta a história dos três primeiros livros dessa série. Acho que eu estava com uma impressão muito errada dos livros por conta do filme, acho que o Jim Carrey, que estava fazendo o papel de Conde Olaf, acabou trazendo certa linha cômica com a atuação dele, mas que na verdade o livro não tem. O livro apesar da capa colorida, da diagramação, das ilustrações (que eu gostei muito), da escrita simples não é um livro cômico, e acho que está longe de ser um livro para crianças (como eu pensei apenas vendo o filme). O autor não mente quando no verso do livro, assim como no começo da história, fala que essa é uma história triste, e apesar da leveza das palavras do autor, é uma trama em certo ponto pesada. Também não achei os personagens tão parecidos com o do filme, Sunny, a bebê certamente ficou parecida, Violet ficou parecida em algumas coisas, mas eu achei Klaus completamente diferente!
Acho que por conta do peso da história, que afinal de conta trata de morte, de maus tratos, de abandono, de crianças sendo exploradas, ameaçadas, de tentativas de roubos, o autor escreve desse jeito leve, o que me incomoda é quando ele apela para uma escrita boba. Acho meio incomodo como ele se estende no meio de um paragrafo explicando palavras simples como precário ou destra, acho que esse livro não é direcionado a crianças e sim a pessoas mais adultas, com um vocabulário mais extenso, sendo portanto algo desnecessário. No começo do livro também temos algumas nota do tradutor que me irritaram, eram notas que ficam explicando a pronúncia dos nomes, e ainda eram assim: Poe pronuncia-se “Pou” igual a “sou”. Sério, não somos crianças e não somos estúpidos, acho que todos sabem pronunciar Poe.
Apesar de já saber no geral como o livro iria se desenrolar por conta do filme (apesar de haver várias divergências entre os dois), não foi um livro que ficou tedioso por conta disso, foi uma narrativa fluída e muito interessante. Eu particularmente empolguei de ler a série toda (agora só me faltam os livros).

Continuação:
[Atualizado] O próximo livro da série é A sala dos répteis. Você pode ler a resenha dele clicando aqui!

19 de setembro de 2012

O pistoleiro - A Torre Negra

[muito bom]

Eu recomendo: O Pistoleiro – A Torre Negra vol.1
Autor: Stephen King
Editora: Objetiva

Sinopse:
O pistoleiro esta atravessando o deserto, a sede o consome, assim como a fome, ele anda incessável, o último pistoleiro. O homem de preto está a muito tempo na sua frente, ele lhe preparou armadilhas na última cidade, ele está lhe preparando armadilhas para o futuro. Vagando pelo deserto ele encontra pessoas, ele narra sua história, vagando sozinho ele lembra coisas do passado. Sempre seguindo em frente, sempre na expectativa de encontrar o homem que pode lhe dar as respostas para o que o pistoleiro busca, um caminho para se alcançar a Torre Negra.

Meu cantinho:
Eu preciso dizer que esse livro foi um tanto confuso, eu já havia lido outro livro do Stephen King, Desespero, mas não gostei tanto do livro, mais especificamente do final. Comecei a ler e logo pensei que não é o tipo de leitura que normalmente me atrai, gosto do macabro e do esquisito, mas acho que muito mais numa linha do Joe Hill ou do Carlos Ruiz Zafón (eu infelizmente não resenhei nada dele aqui – ainda), sem falar que senti um certo tom de religiosidade por parte de King em Desespero.
Ao ler o livro pensei de cara que o autor tem uma escrita muito particular, escreve coisas estranhas, (acho que seus trabalhos, e esse não é uma exceção, são marcados pelo macabro, o medonho), ele acrescenta pensamentos ou observações aparentemente desnecessários, que parecem não fazer diferença no enredo. Algumas passagens são tão complicadas que eu lia sem de fato entender o que o escritor queria dizer com aquilo tudo e ia apenas seguindo o fluxo da leitura. O autor tem esse hábito de tornar coisas extremamente simples complicadas de entender, mas me surpreendeu quando ele foi capaz de falar de coisas tão complexas de uma maneira simples. Acho que o livro é uma questão de você conseguir entrar no ritmo, ainda haverá pontos confusos, mas uma hora a leitura se torna menos complicada.
Eu faço uma recomendação para quem vai ler esse livro, não vá despreparado. Eu pulei orelha, verso do livro, prefácio, tudo, e fui direto encarar a leitura. A verdade é que as vezes as informações que encontramos nesses lugares ou revelam spoilers ou nos dão uma perspectiva completamente diferente do que é na verdade a estória. Acontece que o Stephen King não criou qualquer ambientação, ele joga o pistoleiro nessa jornada e não explicada nada. Ele usa palavras que não sei se ele criou ou adaptou de outra língua que não fazemos ideia do que seja! Ler essas explicações pode evitar algumas dores de cabeça durante a leitura, apesar que até agora eu não sei o que significa manni e li metade do livro para descobrir que ka significava destino. Lemos o livro e vamos seguindo o pistoleiro, mas sem quaisquer explicações, de suas motivações, o que ele deseja, e apenas depois da metade do livro é que ele revela que está atrás do homem de preto porque ele pode ter informações que o ajudem a chegar na Torre Negra. Isso é tudo, ele não revela informação alguma do porque quer chegar na Torre, o que tem lá, o que ele espera, enfim.
Antes de terminar o livro, faltando umas vinte páginas, eu tinha certeza que não faria muita questão de ler o próximo. Assim, o livro é confuso, fala do pistoleiro atravessando um deserto atrás de um homem de preto, um feiticeiro que pode ajudá-lo. E nesse caminho, durante algumas passagens pelos capítulos ele relembra coisas de sua infância, adolescência e outros pontos de sua vida, algumas confusas, mas outras muito interessantes (principalmente do seu enfrentamento com Cort e sua entrada na vida adulta), se eu continuasse a leitura dos próximos livros seria unicamente por conta desses trechos, portanto eu não estava ávida para conseguir os próximos. Acontece que nessas últimas páginas, quando o Pistoleiro e o Homem de preto conversam, ele aborda questões ótimas! Acho que o autor consegue explorar muito bem as fraquezas do caráter humano (o tamanho, as dúvidas), as tentações (dezenove) e no final, nessa conversa, ele fala da existência, do universo, suposições e dá a entender que a Torre seria um caminho para se alcançar essas respostas. E acho que ele está certo no que levantou, aqui estou eu, querendo ler o próximo livro para quem sabe alcançar algumas respostas que nossa mente finita (palavras do autor) não consegue alcançar.
Espero que a resenha não tenha ficado muito confusa, acho que falar de um autor desse porte, com uma série desse peso, sabendo o quão excêntrico pode ser sua escrita é bem difícil, mas para ser o mais clara possível: recomendo!

Continuação:
[Atualizado] O próximo da série a Torre Negra é A escolha dos Três. Você pode ler a resenha dele clicando aqui.

17 de setembro de 2012

Personal Demons - Amor Infernal


««««««
[bom]

Eu recomendo: Personal Demons – Amor Infernal
Autora: Lisa Desrochers
Editora: iD

Sinopse:
Frannie acabou fazendo dupla com o aluno novo bonitão Luc Cain, apelido de Lúcifer, com um jeito meio convencido, com piercing e tatuagem, o tipo de cara que aparenta ser muito perigoso e que consegue a atenção das meninas por onde passa. Ele parece interessado nela, mas ela sabe que não pode confiar em tipos como ele, sem falar que Gabe – Gabriel parece também ter certo interesse por ela e ele é muito diferente de Luc (apesar de ser tão bonito quanto) ele parece emanar calma e tranquilidade, e ela se sente muito confortável na presença dele. O que Frannie não sabe é que ambos estão tentando marcar sua alma, Luc para o inferno e Gabriel para o céu. Luc não foi informado pelos seus superiores o motivo pelo qual eles a querem, mas logo ele vai perceber que ela tem dons especiais e que podem inclusive operar milagres nele.

Meu cantinho:
Consegui ele através de uma troca no skoob a muito tempo atrás, comecei a ler, mas não estava assim tão interessada, tinha outros livros que estava louca para ler e ele acabou ficando um bom tempo na minha estante. Retomei a leitura e acabei ele em dois dias.
O livro tem uma capa bacana, as primeiras páginas que incluem o sumário são pretas com letras brancas, que dá todo um charme no livro. O livro tem alguns errinhos de digitação e concordância, mas nada muito grave. O texto é escrito através do ponto de vista de dois narradores, Luc e Frannie. Um mesmo capitulo possui várias divisões internas com a narração de ambos, um sempre continuando o texto de onde o outro parou, sendo que há uma troca de fontes cada vez que ocorre uma dessas mudanças.
A autora infelizmente não tem muita criatividade para nomes, o primeiro nome de Frannie é Mary (Maria), o cara do inferno é Lúcifer Cain, o cara do céu é Gabriel, o colégio no qual ela estuda é Haden, mas que todos chamam de colégio Hades e fazem brincadeirinhas sobre aquele ser um colégio infernal. Por favor, onde está a criatividade? Ou ela achou que isso de fato seria interessante ou a autora subestimou a inteligência de seus leitores e realmente acreditou que seria necessária esse tipo de associação tão óbvia. Além da pouca criatividade para nomes, a autora ainda comete alguns deslizes no texto, quando Luc está conversando com Frannie no começo do livro e ela pergunta a ele porque ele mudou já quase no final do ano letivo, se era por conta de negócios dos pais dele, ele responde que sim. Acontece que mais para frente no livro, quando ela vai fazer um trabalho de escola no apartamento dele, ela pergunta sobre os pais dele, a qual ele responde que não vive com eles, que nunca os conheceu e por isso mora sozinho. Óbvio que o personagem estava mentindo, mas em outras ocasiões quando ele cometia erros assim a Frannie, que está interessada nele e que prestavc atenção em detalhes relativo a ele, pegava ele na mentira. Nesse caso isso não aconteceu, e acho que a própria autora não se atentou para esse detalhe. Outra coisa que me pareceu muito incoerente foi o Barghest, um cão infernal que ajuda Luc no livro, o que não faz o menor sentido porque cria uma ideia de lealdade e amizade entre demônios que não condiz muito com a ideia de inferno que todos tem e que a própria autora reforça.
Os personagens são bem marcados, Luc o tipo de cara galanteador que as meninas se encantam mas que obviamente não merece confiança – se eu o encontrasse na vida real, preciso dizer que as piadinhas dele e o ar superior que as vezes ele tem iriam me irritar muito. Gabe o cara bonzinho, angelical, lindo, atencioso, amigo e que conquista de cara nossos pais. Taylor a amiga meio louca, cara de pau e safada. Riley, a amiga mais quietinha e leal. Mary Frannie, a menina bonita, inteligente, de uma boa família católica, que obedece aos pais, mas que tem sonhos e desejos de sair dessa cidade pequena, desbravar o mundo e fazer a diferença um dia.
O livro não tem nada de muito excepcional, sabemos até que Frannie vai escolher pela forma como o livro é construído e para o destaque que o personagem recebe no enredo. Não tem nada de tão surpreendente, mas para quem gosto desses tipos de personagens, o cara bom e o cara mau na disputa pela menina, o romance, forças sobrenaturais, esse é o tipo de livro que você deve buscar.

Continuação:
A continuação desse livro é Personal Demons – Pecado Original, se alguém lembra da minha caixinhade correio séculos atrás eu ganhei ele de presente de natal do meu namorado. Podem esperar que em breve teremos a resenha dele!

16 de setembro de 2012

Garoto encontra Garota

[ótimo]

Eu recomendo: Garoto Encontra Garota
Autora: Meg Cabot
Editora: Record

Coleção Garoto:
O primeiro volume dessa coleção é O garoto da Casa ao lado que eu não li, entretanto cada livro tem estórias independentes, por isso não tive problema em ler esse livro fora da ordem e resenhar para vocês!

Sinopse:
Kate está trabalhando a pouco mais de um ano como assistente da T.P.M. (Tirana, Perversa e Maldosa) Amy, diretora do RH do Jornal. Amy pede que Kate deixe de escrever a carta de aviso para Ida Lopez e demita logo a senhora que cuida do carrinho de sobremesas da empresa porque essa se recusa a oferecer sobremesas para algumas pessoas que de acordo com ela não merecem comer seus doces. O problema é que Ida se recusou a oferecer um pedaço de torta a Stuart, um dos advogados da empresa e namorado de Amy. Kate fica muito triste assim como várias outras pessoas do jornal, o que apenas aumenta a impopularidade de Amy. Acontece que Ida entra na justiça contra a empresa já que foi demitida sem receber qualquer aviso anterior e quem assume o caso para defender a empresa é Mitchell, irmão de Stuart, mas com uma personalidade completamente diferente desse irmão mandão e rabujento. Kate que estava saindo de um relacionamento de 10 anos, que está sem lugar para morar, não quer se envolver com um advogado bonitão como Mitchell já que ela acha que ele deve ser tão perverso quanto o irmão Stuart. Entretanto, este parece estar se interessando por ela e logo ela vai perceber que ele não era a pessoa que ela pensava.

Meu cantinho:
Ah céus! Que livro maravilhoso! Eu confesso que me decepcionei um pouquinho com Avalon High, o último livro que eu li da Cabot (o que foi esquisito porque normalmente eu só morro de paixões pelos trabalhos dela), mas quando peguei esse livro pra ler, que surpresa maravilhosa! Quando eu menos esperava me chega as mãos outro trabalho único e surpreendente dela! Agora chega de ficar só suspirando, vou começar a explicar de fato o que ele tem de tão bom! Em primeiro lugar, que escrita única! Lembrei um pouco de Diário da Princesa, mas foi ainda mais inovador! Ela conseguiu escrever um livro inteiro no qual a história se desenrola através de e-mails, cartas, bilhetes, mensagens em secretárias eletrônicas, conversa em bate papo, páginas de diários, delírios dos personagens rascunhando em cardápios ou qualquer outro papel que encontra pela frente. E por incrível que parece o livro não sofre qualquer perda de continuidade ou quebra na leitura. Acho que ele só ganhou com isso porque é possível ver a história se desenrolar diante de vários pontos de vistas diferentes além do suspense que a autora cria em determinados momentos quando uma conversa é interrompida por uma chefe mau humorada ou por algum outro acontecimento que faz o personagem parar de escrever!
O livro tem uma coisa que eu adoro que é a capacidade de me arrancar milhares de risadas a cada página, tudo me faz rir, tudo é leve, divertido e engraçado, o apelidos que as meninas dão a chefe, os comentários que fazem a respeito dela, os delírios de Kate, as mensagens de Dale falando que ama ela e que precisa que Kate volte a morar com ele porque ele não sabe onde ficam os filtros de café ou o tênis, ou qualquer coisa do tipo. Dolly é uma personagem que não aparece tanto mas que também é hilária e as enrascadas em que ela acaba colando Kate também são super divertidas! Mitchell e os e-mails que ele trocava com a família dele! Não tem como não rir! Não se esqueça de prestar atenção nos detalhes, caso contrário você vai acabar deixando muita coisa hilária passar, preste atenção nos assuntos do e-mail e nas assinaturas (principalmente nas assinaturas do Mitchell).
Acho que eu poderia ficar ressaltando vários pontos que fazem desse um livro maravilhoso, acontece que ele é composto de várias pequenas coisas que fazem dessa uma narrativa maravilhosa. Tudo o que eu posso dizer é que eu recomendo e que será um dinheiro e um tempo muito bem gasto se você adquirir esse livro.

Continuação:
O próximo livro da Coleção Garoto é Todo Garoto Tem, mas como disse ali no começo são livros independentes e essa continuação traz personagens totalmente novos. Lógico que eu quero ler tanto esse quanto o primeiro volume dessa coleção, espero poder resenhar ambos os livros em breve para vocês.

Selinho



Bem, fazia muito tempo que eu não recebia um selinho, esse veio do blog Beijos Adolescentes da Kaah. Já fazia vários dias que ela havia me passado o selinho e eu não havia postado, peço desculpas por isso! Como regra é preciso passar para meus dez blogs preferidos, o que é bem difícil! Vou postar aqui os blogs que estou sempre vendo, que postam com frequência e conteúdos de qualidade.


Faça uma visita e conheça o trabalho desses blogs!

14 de setembro de 2012

Avalon High

[bom]

Eu recomendo: Avalon High
Autora: Meg Cabot
Editora: Record

Sinopse:
Elaine está mudando de cidade por conta de seus pais e agora irá estudar na Escola Avalon High. Seus pais são professores de história apaixonados pela Idade Média, a qual Elaine repudia por conta das precariedades da época, e a qual deve o seu nome, uma personagem da lenda do Rei Artur. Estranhas coincidências começam a fazer com que ela acredite que de fato possa ser a encarnação de Elaine e que outras pessoas do colégio podem ser encarnações da lenda de Artur, na qual Will seria o rei. Mas algumas coisas estão destoantes, como ela ser apaixonada por Will, quando a Elaine da lenda era apaixonada por ser melhor amigo Lancelot – inclusive, morria por sua causa. Seu maior medo entretanto, está no fato de que a morte de Will se concretize pelas mãos de seu meio irmão Marco, assim como Artur morreu pelas mãos de seu meio irmão Mordred.

Meu cantinho:
É como muito pesar que eu escrevo aqui que esse livro foi uma decepção para mim. Não que ele seja horrível, ele é um livro bom, mas não se compara com outros trabalhos da autora. Entre todos os livros que eu já li dela (que não foram poucos) esse é definitivamente o que eu menos gosto. Acho que o fato deu não ter gostado tanto, é que esse é um livro muito infantil. Alguns podem pensar que tem outros livros dela que são infantis também como é o caso de A Mediadora, de fato ela é um pouco infantil, mas eu classificaria essa série como infanto-juvenil. Não que Avalon High não trate coisas de adolescentes, problemas com garotos, escolas, mudanças, amizades, fofocas, mas acho que tudo foi tratado de uma maneira muito boba. Talvez eu tenha perdido um pouco na leitura do livro porque não conheço detalhes da história do Rei Artur, de fato já vi no cinema várias adaptações, mas essas sempre têm perdas ou mudanças muito significativas. Nunca li, estudei a história dele com profundidade, então talvez eu não tenha aproveitado tanto o livro nesse aspecto quanto eu poderia, e talvez isso seja um dos motivos que fez com que eu não gostasse tanto dele. Acontece que muitas coisas são forçadas, acho que alguns personagens são muito irreais, caricaturas, como por exemplo, os pais de Elaine, o comportamento deles no final do livro prova que eles são personagens que não existiriam na vida real. Outros, no qual a autora faz a ligação com personagens do rei Artur, acabam soando falsos por conta dessas características. Acredito que as pessoas daquela época sejam muito diferentes, e tenha padrões de comportamentos distintos do da atualidade e infelizmente, ao tentar trazer alguns desses padrões para adolescentes americanos, acabou soando falso.
O livro também tem lá alguns preconceitos no enredo, por exemplo, quando ela vê Will e seus amigos saindo de um matagal perto da trilha na qual ela fazia caminhada ela fica se perguntando se ele não estava fazendo algo escondido, ilegal, se ele não estava usando drogas, mas então a personagem principal pensa que ele não possui piercings ou tatuagens, portanto ele não deveria estar fazendo nada errado... eu não espera uma ação pejorativa como essa por parte da autora, sei que existem estereótipos quanto as pessoas que tem piercing ou tatuagem, mas não significa que todo mundo que é assim é drogado e que só porque uma pessoa não é assim ela está livre de usar drogas ou fazer algo errado. Realmente não gostei muito disso no livro.
No geral é um livro light, com romances, traições, questões bobas de colégio, fofocas, no qual personagens mundanos teriam conexões com personagens da lenda do rei Artur e que se as forças das trevas vencerem, Will terá o mesmo destino que o antigo rei. Não inicie essa leitura com muita expectativas, é mais um livro para se ler para passar o tempo, sem nada tão grandioso apesar da conexão com as Lendas do Rei Artur.

Continuação:
Avalon High tem uma continuação, chamada Avalon High - A coroação - A profecia de Merlin, mas não é uma continuação em formato de livro, e sim em formato de quadrinho.

12 de setembro de 2012

A Esperança

[ótimo]

Eu recomendo: A Esperança
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco

Jogos Vorazes:
A Esperança é o terceiro e último livro da série, se você não leu Jogos Vorazes e Em Chamas, o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
Diante da ação rebelde durante os Jogos Vorazes o presidente Snow fez do Distrito 12 um exemplo, ele foi bombardeado, completamente destruído, e poucas pessoas se salvaram graças a ajuda de Gale. Katniss acabou participando do ato rebelde sem saber de tudo o que havia sido planejado com a ajuda do Distrito 13, mas suas ações podem custar caro para a vida de alguns tributos que ficaram para traz na arena, o que inclui Peeta. Agora ela mora no Distrito 13, onde tudo é rigorosamente controlado e onde uma ação ofensiva contra a Capital esta sendo planejada, entretanto, eles precisam de um símbolo para a guerra, eles precisam do Tordo, eles precisam de Katniss. Ela está confusa sobre participar ou não da guerra, perturbada pelo o que aconteceu, se culpando por Peeta estar nas mãos de Snow, pelo amadurecimento forçado de Prim, por seus sentimentos confusos com Gale, pelas mortes que viu. Muitas coisas estão nas mãos de Katniss e ela terá que tomar sua decisão e tomar cuidado para não ser usada novamente, seja pela capital ou pelo Distrito 13.

Meu cantinho:
Uma primeira observação boba que eu queria fazer é sobre a diagramação do meu livro, eu não sei exatamente porque, se foi uma tiragem rápida, um erro que passou batido, mas diferente dos outros livros, esse meu veio com linhas ao redor da página como se fosse uma borda, mas que eu acho que era a linha de corte, enfim, veio com essas linhas e cortado torto. Não gostei disso, mas como estava empolgada para ler a continuação foi algo do qual nem reclamei tanto.
Que livro maravilhoso! Eu acabei de ler Em Chamas e não resisti, tive que pegar A Esperança para ler! Em Chamas me surpreendeu muito, não somente pelo retorno de Peeta e Katniss a arena, como todo uma armação por traz daqueles jogos que culminou em um confronto direto a Capital! Eu de fato achava algumas coisas meio suspeitas, o comportamento de Finnick, as parcerias que Haymitch organizou secretamente para Peeta e Katinss que pareciam trabalhar tão arduamente para mantê-los vivos, mas jamais podia esperar uma conspiração tão engenhosa. Nesse livro temos novas revelações a respeito do Distrito 13, que todos acreditavam ter sido destruído pela Capital, mas que na verdade ainda existia. Eu de fato entendendo que eles tiveram uma serie de problemas e precisaram se organizar para conseguir sobreviver diante do seu desligamento com a Capital, e que eles sofreram com fome e doenças, mas os outros distritos também estavam sofrendo e sinceramente, eu acho 75 anos de jogos vorazes, 75 anos calados diante do sofrimento alheio, muito tempo. Acredito que o Distrito já estava organizado a após alguns anos e que poderia ter tomado uma iniciativa mais cedo, com ou sem tordo, mesmo que fossem ações mais discretas, mas eles nunca fizeram nada. Temos vários personagens novos, mas quer um conselho, não se apague! Suzanne Collins deu uma de Rowling no ultimo livro de Harry Potter e saiu matando todo mundo! Eu chorei loucamente com a morte de alguns personagens, e você quase não tempo para respirar e já tem outras pessoas morrendo! Algumas não pesam tantas enquanto outras fazem você querer entrar no livro para salvar os personagens! Na verdade ela começou isso no livro passado, tudo bem que as pessoas estavam nos Jogos, mas ela escreveu de uma forma que era inevitável o leitor criar laços com os personagens! Você deve estar pensando: ela fez isso no primeiro livro também! De fato ela cria personagens adoráveis como a pequena Rue, mas sabemos desde o principio que a morte é certa para quase todos os tributos (ficando a dúvida entre Katniss e Peeta) e mesmo assim, ela não desenvolve os personagens como ela faz no segundo livro, a intimidade é muito maior, a esperança de que haja uma mudança também, o que só faz com que as perdas sejam extremamente dolorosas. Além disso, a ameaça do presidente Snow paira no ar e começamos a acreditar que as mortes não vão se limitar a arena. E no terceiro livro temos a confirmação de algumas mortes que ficaram suspensas no segundo livro, além de várias outras que se efetivam. Se você é sentimental não leia esse livro sem um lencinho, não tem como você não chorar.
Nesse livro eu só tive a confirmação de que preferia Peeta a Gale, como disse na postagem de Em Chamas, Peeta teve várias atitudes que acabaram me conquistando e nesse livro Gale teve atitudes que me causaram horror. Peeta sofre um monte na mão de Snow, ele tem memórias implantadas, ele sofre torturas, e mesmo assim ele ainda tenta, ele ainda luta, ele é um fofo! Já Gale parece que vira uma pedra diante da guerra, parece que ele não se importa com a vida de inocentes que estejam pelo caminho, ele apenas me decepcionou nesse livro. Acredito que muitos vão concorda comigo nesse ponto.
Quanto a Katniss, eu a admiro muito e sofro muito com ela. Ter que participar não de um, mas de dois Jogos Vorazes, ter que enfrentar a Capital, ver seu Distrito ser destruído como consequência de atitudes suas, ver a morte tão de perto, de pessoas tão queridas, ter o coração dividido, a separação de Peeta, a tortura diante do que ele está sofrendo nas mãos de Snow. A responsabilidade de ser um tordo, a esperança que as pessoas depositam nela, o medo de decepcionar, o controle necessário para enfrentar situações tão difíceis. A guerra. As perdas. Ela é de fato um personagem maravilhoso, muito bem construído, forte, que me surpreende a cada página. 
Prim me surpreendeu muito nesse livro pela sua maturidade. Finnick que parecia um nojentinho no primeiro livro se provou um amor total, eu simplesmente me apaixonei por ele e fiquei muito triste por todo o sofrimento que ele teve que passar. Boggs foi outro que me encantou com seu jeito durão, responsável, mas definitivamente com princípios. Acho que todos os personagens foram muito bem construídos, tanto os que eu amei como os que eu odiei (odiar no sentido de ser um personagem malvado no livro), com exceção de uma pessoa: a mãe de Katniss. Ela era uma mulher fraca, que sucumbiu após a morte do pai (entendo toda a dor e sofrimento que ela passou) e que praticamente deixou suas filhas morrerem de fome. Quanto Katniss volta do primeiro jogo há uma reaproximação entre as duas, mas ela não parece mais a mesma mulher. Ela parece uma mulher forte, decidida, preparada. Fiquei muito surpresa que com todos os acontecimento desse livro, que no final ela não tivesse sucumbido novamente a depressão, mas ela simplesmente segue com uma força que me espanta e que eu acho muito destoante da imagem que a autora construiu no primeiro livro. Mas essa é minha única critica ao livro todo. Foi tudo muito bem bolado, muito inovador, cativante, surpreendente. Único. O final então... não posso comentar para evitar spoilers, mas me surpreendi a cada linha que lia! Recomendo! Uma trilogia esplêndida, que a autora fecha com chave de ouro. 

Volume final.

Títulos de Livros no Facebook



Oi gente! Fazendo uma postagem rapidinha para divulgar a página do meu blog nofacebook! Eu já fiz a página a um certo tempo, mas ainda não havia divulgado aqui! Vocês podem curtir a página e receber novidades sobre o mundo literário e saber sempre que o blog for atualizado! Espero vocês!

10 de setembro de 2012

Em chamas

[ótimo]

Eu recomendo: Em chamas
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco

Jogos Vorazes:
Esse livro é o segundo livro dessa série, se você não leu Jogos Vorazes o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
Katniss e Peeta venceram os Jogos Vorazes, o que parecia improvável, entretanto a atitude de Katniss ao oferecer as amoras a Peeta teve uma repercussão além do esperado, vários Distritos já saturados das imposições da Capital começaram com pequenas manifestações. Katniss recebe uma visita do Presidente Snow na sua nova casa no Distrito 12 que alerta ela para o perigo dessa possível revolta, ele exige que ela convença não apenas os outros Distritos, mas a ele, que ela está apaixonada por Peeta e que as amoras foram uma atitude de uma menina apaixonada, não de uma rebelde. Durante a passagem dos tributos vencedores por cada distrito o presidente exige que Katniss abafe qualquer sinal de rebelião, caso ela não consiga, todas as pessoas que ela ama sofreram as consequências.

Meu cantinho:
Eu só posso dizer que amei cada linha desse livro e definitivamente não tenho nenhuma reclamação sobre ele, ele me surpreendeu muito, vários personagens novos me cativaram, várias perdas me fizeram ficar com lágrimas nos olhos, e a expectativa foi imensa!
Bem, o livro começa com os tributos vencedores, Katniss e Peeta, já de volta ao Distrito 12, quando ela recebe uma visita inesperada do Presidente Snow que fala sobre possíveis rebeliões em outros distritos que foram incentivados pela atitude de Katniss durante os Jogos Vorazes, que viram as amoras que ela ofereceu a Peeta como um sinal de rebeldia diante da Capital. Ele pede que ela convença a todos os Distritos que as suas atitudes nada a tinham a ver com rebelião, que foram somente atitudes de uma menina perdidamente apaixonada. Ela percebe que não importe quanto tempo passe, ela jamais poderá deixar Peeta, ela terá que viver a sua vida ao lado dele e se casar com ele, pois a Capital estará sempre vigiando os dois, eles estarão nos holofotes, se não como participantes, como guias dos novos tributos que virão. Acontece que as passagens pelos Distritos não saem exatamente como esperados e Katniss acredita que não desempenho seu papel como deveria, ela teme pela vida de sua família, da de Gale e de Peeta. A presença do presidente Snow começa a ser percebida lentamente na cidade, novos Pacificadores, mais rígidos surgem, o Prego é queimado, punições são realizadas em praça pública, a cerca volta a ser eletrificada, coisas que as pessoas nem lembravam ser ilegais começam a ser relembradas. Nesse momento do livro temos uma reviravolta quando os próximos Jogos são anunciados, esse ano é um ano especial pois teremos a realização do terceiro Massacre Quaternário, que acontece a cada 25 anos, onde há sempre uma “surpresa”. No primeiro massacre, as pessoas tiveram que votar nos tributos que os representariam, no segundo, do qual Haymitch foi vencedor, cada distrito foi obrigado a enviar o dobro de tributos para os jogos e no terceiro ano.... eu não vou revelar porque seria um spoiler terrível, mas foi uma revelação incrível para mim. Os jogos que se seguem são tensos, algumas mortes me afetaram muito e o medo de quem seria o próximo só me trazia mais angústia. 
Gostaria de fazer um destaque em Peeta, ele definitivamente tem atitudes maravilhosas, um menino inteligente, que está me conquistando as poucos. Sempre fiquei em dúvida sobre Peeta e Gale e nesse livro ele me ganha muito mais!
Um livro de tirar o fôlego, acho que nem consigo descrevê-lo com qualidade, não sei se a minha resenha ficou boa, tudo o que posso dizer é leiam, se o primeiro foi bom, o segundo não fica nem um pouco para traz!

Continuação:
[Atualizado] O próximo livro da série é Esperança. Você pode ler a resenha dele clicando aqui.

7 de setembro de 2012

Conselho de amiga


««««««
[muito bom]

Eu recomendo: Conselho de amiga
Autora: Siobhan Vivian
Editora: Novo Conceito

Sinopse:
Ruby está feliz, comemorando seu aniversário de 16 anos ao lado de sua melhor amiga Beth, sua outra amiga Maria e também Katherine, que entrou no grupo devido a sua recente aproximação com Beth. O aniversário que deveria ser perfeito é interrompido pela presença de seu pai, o homem que a muitos anos atrás abandonou ela e sua mãe, sem que ela nunca soubesse o motivo. Ela grita com ele e vai embora, e saí para beber com suas amigas. O que ela não sabe é que ele vai ficar na cidade uma semana esperando que ela venha a seu encontro. E ela nunca iria saber porque Beth rouba sua carta, mas ela encontra escondido na roupa da amiga. Uma série de dúvidas começam a surgir em sua cabeça, a respeito do comportamento da mãe, da ausência do pai, da lealdade de Beth, além de problemas com as outras amigas e meninos. Será que Beth vai lhe avisar da carta antes que a semana acabe, antes que ela perca a chance de ver seu pai?

Meu cantinho:
Comecei a ler esse livro e pensei que ele seria muito diferente do outro livro que li dessa autora, Não sou esse tipo de garota. Ao terminar o primeiro capítulo achei que ele seria um livro bem infantil com brigas bobas entre meninas e birrinhas de criança, principalmente porque o que está escrito no verso do livro e as resenha que você lê pela internet dão a entender que esse livro será sobre amigas brigando por meninos. Nossa, como me enganei! O livro cresce e adquire uma maturidade muito grande e nos revela uma trama muito bem bolada que com certeza impressionará todos os leitores, sem falar que a última coisa que esse livro tem é briguinhas por conta de garotos.
Começamos pelos personagens, Ruby, a principal, é uma menina sem sal, a bem da verdade é que ela não se destaca, ele é a fiel seguidora de Beth e é isso. Beth é o tipo de pessoa que eu não gosto, o tipo mandona, que quer sempre ter razão sobre tudo, aquela que quer dar a palavra final, aquela que dá conselhos aos quais não segue. Eu particularmente acho ela mentirosa, manipuladora e controladora! Não acho que ela seja uma amiga de verdade, acho que amigos de verdade não nos incentivam a beber, acho que amigos de verdade não mentem, não escondem coisas que deveríamos saber por direito. Acho que ela quer muito controlar Ruby e em muitos pontos a impede de crescer julgando o que ela pode ou não digerir, o que ela pode ou não lidar, mas isso é em grande parte estimulado por Ruby já que ela aceita passivamente atitudes grotescas de Beth, e ela sempre acredita, tem fé em Beth, mesmo sabendo que ela está mentindo. Beth também é do tipo que faz drama, porque se você não faz algo isso de alguma forma diminuiu seus sentimentos ou significa que você não preza tanto aquela amizade. Maria é a menina namoradeira, que parece um tanto quanto superficial mas que na realidade é bem inteligente, só não tem muito destaque no livro. A descrição de Katherine é de uma menina bonita, loira, mas a minha imagem dela é daquelas meninas-moleque, grandes, carrancudas e briguentas. Ela na verdade está vivendo uma fase muito difícil da sua vida por conta da separação dos pais e está tendo o pior tipo de aceitação possível. Ela entra no grupo depois que Beth a vê chorando e elas conversam e se aproximam, mas a verdade é que Ruby não gosta muito dela e acha ela de certa forma uma intrusa no grupinho. A mãe de Ruby parece ser uma mulher boa, quieta, que ficou de coração partido por conta da separação e decidiu nunca mais se envolver com ninguém, mas as aparências enganam. Assim como o pai de Ruby, a princípio não gosto muito dele e ele de fato não aparece muito no livro e quase nada nos é revelado sobre ele até que o livro praticamente chegue ao final. Confesso que ainda não tenho uma opinião formada sobre o pai dela, acho que ele não é de todo ruim, mas não é de todo bom.
O livro é muito bom, o começo como disse é um pouco desestimulante, passando essa impressão de um livrinho bobo com dramas de adolescente sem qualquer profundidade. Mas logo você percebe que a trama cresce, que há muitos dilemas e segredos no livro. A única coisa que me incomoda no modo como ele é escrito é a mudança brusca que ocorrem de uma cena a outra, de um contexto a outro. Estamos lendo sobre uma determinada coisa num ambiente e de repente parece que tudo muda sem qualquer aviso ou ambientação. Já a melhor parte do livro eu não posso revelar que é justamente o final, afinal não posso dar spoilers, mas eu definitivamente recomendo a leitura desse livro!

Volume único.