19 de maio de 2014

A estrela que nunca vai se apagar

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[bom]

Eu recomendo: A estrela que nunca vai se apagar
Autores: Esther Earl com Lori e Wayne Earl
Editora: Intrínseca

Sinopse:
Esther ficou famosa ao servir de inspiração para John Green, que escreveu o Best seller A Culpa é das Estrelas. Nesse livro temos uma introdução de John Green, relatos dos pais de Esther, cartas e páginas do diário que ela mantinha, depoimento de amigos, médicos e familiares, transcrições dos vídeos que Esther postava em seu canal pessoal assim como transcrições de conversas que ela tinha com seus amigos virtuais. O livro é repleto de fotos, desenhos e nos conta a história de Esther, uma menina comum, de uma família pobre, que começa a sofrer com dificuldade de respirar, faz alguns exames e descobre que possui câncer. Mesmo com a doença ela consegue tocar o coração de várias pessoas e fazer a diferença.

Meu cantinho:
Assim que o livro chegou fui surpreendida pela sua grossura, não esperava que o livro fosse tão grande. Eu fiquei desapontada pelo formato, porque esse é um daqueles livros que não é do grande ou do pequeno, ele fica em um meio termo e não tenho onde encaixá-lo na estante (pura questão de estética de gente neurótica, eu sei). Mas gostei muito da formatação de dentro, ele é um livro muito colorido e você passa a diferenciar cada passagem conforme a cor, as partes que Esther escreve geralmente são brancas, os relatos de amigos e familiares vem no verde com estrelas brancas ao fundo, relatos retirados do site que a família ou Esther postavam para aqueles que queriam acompanhar seu tratamento estão em laranja, e assim vai. O livro também tem muitas fotos, mas quase todas em uma resolução ruim (assim como a da capa), mas acredito que foram usadas por serem as únicas disponíveis.
Eu confesso que fiquei um pouco desapontada com o livro, foi diferente do que eu imaginava, mas ainda assim chorei muito, mais do que lendo A culpa é das estrelas. Logo na introdução escrita por John Green já comecei com a choradeira, ele falando como a conheceu, como a amizade deles se desenvolveu, como descobriu sobre a doença dela, sua morte, a dor de lidar com essa situação, sobre A culpa é das estrelas e como a pessoa que ele mais queira que lesse seu livro nunca poderá fazê-lo. Eu perdi meu pai para o câncer, então ver alguém com sentimentos semelhantes, a frustração, a perda, a dor, falar sobre momentos que não serão possíveis de ser vivenciado ao lado dessa pessoa, simplesmente me desarma, me toca, me faz chorar feito um bebê. Depois da introdução do John Green vem um relato sobre os pais de Lori sobre Esther Grace desde seu nascimento até a descoberta da doença. Ela foi uma criança muito fofa, que adorava os irmãos, animais, desenhar e escrever. Achei super fofa uma passagem no qual os pais relatavam que ela estava passando filtro solar em seu irmão mais novo Graham, e acaba caindo nos olhos dele. Ele começa a se desesperar e ela passa filtro nos próprios olhos para provar que não dói tanto assim até que os dois começam a chorar e vão buscar ajuda. Depois desse breve relato temos finalmente contato com a escrita de Esther, em sua maioria ela vem através de cartas ou páginas do diário que ela mantinha. Contudo, o que eu mais esperava, que eram os relatos dela, foram minha maior decepção. Ela escreve de modo vago, superficial, sobre coisas muitas vezes sem importância, ela faz lista de coisas que ela gosta, as vezes fala dos remédios, do sono, de Harry Potter, de Doctor Who, sobre como ama os pais, os irmãos e agradece constantemente a Deus. Ela faz sempre desenhos ao redor da sua escrita e muitos são copiados ao lado da tradução. As vezes há uma página da cópia do texto original em inglês e através da letra foi possível perceber um certo “declínio” na força dela, já que a letra a princípio extremamente legível se tornam rabiscos de difícil compreensão. O livro vai sendo intercalado entre textos escritos por Esther, texto postados no site onde seus pais ou ela escreviam sobre seu estado de saúde para aqueles interessados, transcrição dos vídeos dela no youtube (que eu sinceramente achei totalmente sem conteúdo), relatos de amigos, médicos e familiares, e transcrições de conversas do Catitude do qual Esther fazia parte. Acho que essas transcrições eram a pior parte do livro e foram usadas apenas para fazer volume. Esther tinha esse grupo de amigos no mundo online, que a princípio nem sequer sabiam da sua doença e ela gostava de manter assim. Era um grupo de amigos apaixonado por Harry Potter, todos nerdfighters, fãs de John Green. O livro coloca trechos das conversas dele que muitas vezes nem sequer fazem sentido, citam coisas fora do contexto para o leitor, totalmente desnecessário.
O que eu achei muito interessante sobre a vida de Esther foi a ajuda que ela acabou dando ao Harry Potter Alliance. Eu não conhecia o grupo, que me foi apresentado no livro, mas eles são como uma Armada Dumbledore do mundo real, que buscam fazer o bem. Eles estavam concorrendo a um prêmio em dinheiro para poder ajudar suas causas e estavam em terceiro lugar, Esther acabou falando disso com John Green que postou no seu vlog sobre a instituição e como ele queria apoio para ganhar essa causa com Esther. Achei muito fofo da parte do John Green, principalmente porque é recorrente na escrita de Esther como ela se queixa de querer fazer algo para ajudar os outros, mas está limitada por sua doença. Achei que ela ficaria extremamente feliz – o que ela ficou, mas em textos futuros ela achava que não tinha feito muito e ainda se sentia decepcionada, o que me entristeceu.
Quando é relatada a morte de Esther, já perto do final do livro, eu fiquei mal. Quando começaram os relatos daqueles que a conheciam, quando li o discurso fúnebre do pai dela eu comecei a encharcar meu livro de lágrimas. Talvez vocês pensem que eu sou insensível por me comover mais com os relatos daqueles que estavam ao seu lado do que com os relatos de Esther. Acontece que não só ela é superficial na sua escrita, e não se detalha na sua doença como os outros envolvidos, como eu consigo me identificar muito mais com aqueles que a cercam do que com ela. Como disse, vivi uma experiência parecida e ler o que eles viveram é reviver um pouco do que eu vivi, e eu não vivi o lado dela, mas o deles.
No geral é uma leitura válida, principalmente para aqueles que querem conhecer a pessoa que inspirou John Green a escrever aquele livro espetacular. Contudo, recomendo cautela, não é livro que nos prende tanto, principalmente pelas partes enfadonhas (transcrições de vídeos, conversas em chats), mas que ainda assim é capaz de emocionar o leitor.

Volume único. 

18 de maio de 2014

Caixinha de correio


Mostrando aqui uma nova caixinha de correio! Primeiro A cidade dos Segredos, que eu já queria faz um tempo, mas sempre enrolava para comprar. Depois Iluminadas, foi lançado a pouco tempo, e só ouvi coisas boas a respeito, comecei a leitura, estou nos primeiros capítulos, mas não estou totalmente presa a leitura.


O Fogo é o terceiro volume da série Bruxos e Bruxas, apesar de ter ficado um tanto quanto decepcionada com os últimos livros ainda quero saber como a história vai andar. Precisamos falar sobre Kevin é um livro que queria ler faz muito tempo, mas sempre adiava a compra por conta do preço do livro. Eu queria o livro com a capa original que acho muito mais bonita que a do filme, entretanto essa era a única disponível por um preço razoável e decidi comprar.


Eu nunca li nada da Nora Roberts, mas sempre escutei falar muito do trabalho dela. Decidi comprar um livro para conhecer o trabalho dela e escolhi o primeiro volume dessa série porque parece que tem feito muito sucesso. Jogos do Prazer é o terceiro volume da série Rothwell Brothers da Madeline Hunter. Eu só fiquei absurdamente triste porque o livro veio com a capa amassada (olhem a ponta superior direita do livro na foto), assim como a orelha e algumas páginas (valeu Saraiva). Estou tão cansada de livros danificados, de ter que ir no correio trocar toda vez que acabei desistindo.


Claros Sinais de Loucura eu comprei por conta da propaganda que a editora está fazendo em cima do livro, comparando-o com Extraordinário que foi um livro que eu amei! Só depende de mim é o segundo volume da série Bad Boys, apesar de ter minhas críticas ao primeiro volume da série gostei bastante dos segredos e reviravoltas do livro e quero ver como tudo vai acabar.


A estrela que nunca vai se apagar é um livro escrito por Esther, a garota que inspirou John Green a escrever seu livro A culpa é das estrelas (meu amorzinho total). Eu me surpreendi com a espessura do livro, mas fiquei triste pelo formato, ele é um pouco menor que os livros de tamanho grande e maior que os pequenos, ficando desajustado na estante de livro. Nessa foto fica difícil perceber as diferenças, mas na foto abaixo da para perceber melhor. Através do Universo é outra distopia passada no espaço, gostei bastante de Brilho, que foi nesse estilo, e a sinopse dele me interessou bastante, acabei comprando!


O que acharam dos meus bebês?

16 de maio de 2014

Silo

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[ótimo]

Eu recomendo: Silo
Autor: Hugh Howey
Editora: Intrínseca

Sinopse:
O mundo como conhecemos não existe mais. Os únicos sobreviventes da raça humana vivem no Silo, uma estrutura de mais de cem andares construídas dentro da terra. Cada andar é responsável por uma função, maternidade, plantio, água, mecânica, entre outros. Há algumas regras muito rígidas para que essa estrutura funcione e quem desobedece tais regras é mandado para o lado de fora, onde o ar é contaminado e as chances de sobrevivências nulas. O xerife Holston é uma das autoridades do Silo, quando ele afirma que quer sair uma grande comoção se espalha, pois há três anos sua mulher também foi mandada para o lado de fora por dizer a mesma coisa. Teria ele descoberto algo? Após sua morte uma pessoa improvável é escolhida pela prefeita para ser a nova xerife, Juliette, da mecânica, que vive nos andares mais profundos do Silo. Quando ela assume terá que lidar com uma série de assassinatos e uma conspiração descobrindo que esse lugar guarda terríveis segredos.

Meu cantinho:
Eu achei a capa desse livro pouco atraente, as cores escuras e manchadas no fundo dificultam ler o que está escrito na capa, e após o termino da leitura não achei ela muito conectada a história. No decorrer da leitura percebi um ou dois errinhos de revisão, isso me surpreendeu porque não é algo que costuma acontecer com os livros da Intrínseca – mas nada que prejudique a leitura.
Quem está acompanhando minhas caixinhas de correio sabe que eu comprei muita coisa boa esses últimos tempos, e dentre todos os livro decidi dar uma prioridade a Silo por conta das resenhas que havia lido, relatando um mundo pós-apocalíptico onde os sobrevivente vivem em estruturas debaixo da terra.
O começo da leitura foi um pouco difícil, os mistérios por de trás do Silo, o que aconteceu, não são explicados. Na verdade, sobre o passado, pouca coisa é revelada nesse livro, apenas breves sugestões são feitas já no final da leitura. Quando o livro acaba, há um trecho do próximo livro da série e pelo o que li, é nele que os mistérios serão finalmente revelados a leitor. O livro começa com Holston, o xerife do Silo divagando, ele passeando pelos andares, vendo as pessoas, relembrando coisas do passado. Eu achei um pouco enfadonha essa divagação do personagem, e isso infelizmente se repete mais a frente com outros personagens que vão ganhando destaque no enredo. Holston entra em uma cela, chama o delegado e amigo e diz que quer sair. Começa toda uma comoção e então o leitor começa a encaixar as peças. É proibido no Silo falar que se deseja sair, o ambiente lá fora é tóxico e impróprio para a vida humana, e sempre que uma pessoa saí ela faz a limpeza, que seria limpar os vidros pelo qual as pessoas de dentro conseguem visualizar o mundo de fora. Apesar de muitos se negarem, jurarem que não fazer eles sempre fazem a limpeza e seguem em direção a um morro onde caem mortos. Holston já queria sair a muito tempo, há três anos, quando sua própria mulher disse essas palavras proibidas e foi mandada para a limpeza. Ele não sabia o que havia lhe motivado, apenas que ela estava pesquisando alguns documentos secretos, sendo que boa parte havia sido danificada. Entre algumas suspeitas, a dor da perda e o desejo de entender sua mulher ele faz a limpeza e morre do lado de fora. Nesse processo o leitor acha que já solucionou todos os mistérios do livro, e que agora cabem aos personagens também descobrirem o que aconteceu. Grande erro, esse começo do que nos é apresentado não representa nem metade dos segredos que o Silo guarda.
A prefeita então decide, com a ajuda do delegado escolher um novo xerife. O delegado sugere uma mulher, Juliette, que trabalha na parte de mecânica, nos andares mais profundos do Silo (minha enorme surpresa quando descobri que é uma estrutura com mais de cem andares) e que é extremamente perceptiva e que ajudou Holston a solucionar um antigo caso envolvendo um dos seus colegas. Acontece que essa indicação acaba irritando o chefe da TI, um dos órgãos principais para o funcionamento do Silo. Depois desse episódio acontece uma série de mortes e assassinatos e Jules se vê nesse novo cargo, sem saber em quem confiar e como proceder.
O funcionamento do Silo em si já e fantástico, a divisão de tarefa por andar, o funcionamento das máquinas, a reciclagem de água, as plantações, o sorteio para quem poderá ter filhos sempre que alguém morre, como cada um aprende uma função ao se tornar uma sombra. Tudo é fantástico. Então começam esses mistérios. Jules quer investigar o caso de Holston, apesar dele ter sido dado como encerrado, ela quer saber o que a mulher descobriu e o que ele deve ter descoberto para seguir o mesmo caminho que ela. O que leva todos a fazer a limpeza mesmo quando muitos ao serem condenados por algum crime, e assim exilados do Silo, juram que não irão fazer mas fazem. Ao lado disso, ela começa a investigar um assassinato, sabendo que há poucas chances de conseguir provas contra o suspeito. Uma conspiração muito maior começa a surgir, outras pessoas começam a morrer e o leitor começa a perceber que os mistérios são muito maiores. E quando você acha que Juliette chegou a um beco sem saída o escritor te surpreende revelando mais mistérios. Esse livro acabou me lembrando um pouco O Reverso da Medalha por conta da passagem dos personagens. Você começa o livro do ponto de vista de um personagem que morre, então a leitura passa a acompanhar outros dois personagens, depois passa para Juliette, e então começa a acompanhar outras pessoas. Por isso as vezes é meio complicado falar desse livro, porque é um evento que vai desencadeando vários outros.
Eu confesso que achei que não iria gostar quando comecei a ler e me deparei com aquela divagação e descrições um pouco extensa, e apesar disso ter se repetido mais algumas vezes, não me incomodou mais. O autor cria uma tensão, são tantos mistérios, tanta ação que chega em um ponto onde o leitor simplesmente não consegue se desgrudar do livro. Eu estou mais do que ansiosa pelo próximo volume da série.

Continuação:
O próximo livro da trilogia Silo é Shift, procurei mais não achei uma previsão de lançamento no Brasil.

15 de maio de 2014

O Teste

[ótimo]

Eu recomendo: O Teste
Autora: Joelle Charbonneau
Editora: Única

Sinopse:
Cia Vale mora na Colônia Cinco Lagos e está preste a se formar. O que ela mais deseja é uma chance para participar do Teste e ser aprovada, para poder se formar na universidade e ajudar a Comunidade das Nações Unificadas a se recuperar do desastre da guerra, assim como seu pai faz. Entretanto, a muitos anos ninguém de sua colônia e selecionada, mas esse ano isso muda. Ela e mais três alunos são selecionados e devem partir em breve. O inesperado acontece quando seu pai diz que sua memória foi apagada, que se lembra de partir e de estar sentando recebendo sua aprovação. Mas que tempos depois ele começou a ter pesadelos e a se lembrar de passagens do teste, de lutas, de brigas, de morte. Cia agora não pode desistir e ser acusada de traição, ela não pode confiar e ninguém e terá que enfrentar o inesperado para sobreviver.

Meu cantinho:
Quero começar esse meu cantinho fazendo elogios a editora. Eles fizeram um trabalho muito bonito de edição e diagramação. O livro apesar de grosso é extremamente leve. A capa é muito bonita, bem mais bonita que a original, e tem todo um efeito de brilho com números ao fundo que você só percebe olhando com atenção. Achei muito interessante a editora disponibilizar um marca página destacável no final do livro, junto com a orelha que fala sobre a autora, não sabia que a editora fazia isso e achei uma ideia brilhante. Infelizmente preciso dizer que a editora também teve suas falhas, o ponto nesse livro foi a revisão. Encontrei alguns erros de concordâncias, palavras com letras invertidas, letras maiúsculas no meio de uma palavra, coisas que são um pouco chatas de se encontrar em um livro tão bom.
O livro trás um mundo pós-apocalíptico. Após uma terrível guerra entre os humanos seguida de diversos desastres naturais a humanidade foi praticamente dizimada, os recursos são escassos e há poucos lugares habitáveis. Todas as pessoas são valiosas, assim como seus trabalhos, mas apenas as mentes mais brilhantes são selecionadas para O Teste, de forma a concorrer a uma vaga na universidade e ter a chance de se tornar um futuro líder. Cia é muito inteligente, assim como seu pai e seus irmãos. Na verdade ela não entende como nenhum deles não foi selecionado ao teste, porque há anos ninguém de sua colônia é selecionado. Mas ela ainda tem esperanças de que será selecionada, e isso acontece a ela, Zandri, Tomas e Malachi. Quando seu pai percebe que ela foi selecionada para O Teste ele tem uma conversa com ela que assusta a Cia e os leitores. Seu pai quando foi selecionado para O Teste também estava empolgado, ele se lembra de partir para Tosu City e de repente ser avisado que passou no teste e que as memórias deles haviam sido apagadas para sua segurança. Ele entra na faculdade, estuda, comemora, e se esquece de seus amigos da sua cidade que haviam sido selecionados, mas não haviam sido aprovados no Teste. Então começam os pesadelos, ele se lembra de tiros, ele se lembra de uma sala, de estar andando em meio a escombros, de carregar uma amiga ferida, de uma explosão, de parte de corpos jogados na rua. Ele diz que encontrou outras pessoas que também tem pesadelos, uma delas a diretora que cuidava da escola anteriormente e que garantiu durante anos que ninguém fosse selecionado para O Teste. Ele alerta sua filha que será perigoso e que ela não pode desistir e ser acusada de traição, mas que ela não deve confiar em ninguém, que tentarão enganá-la, envenená-la, entre outras coisas, pois todos querem sobreviver e diminuir a concorrência.
O Teste de fato tem sua parte escrita, com provas, mas conforme a competição vai avançando e as pessoas vão sendo eliminadas, as provas vão se tornando mais complexas. Questões de raciocínio, de confiança, de ser capaz de obedecer, teste nas mais diversas habilidades práticas onde um erro pode custar a sua vida. A terrível realidade de que quem fracassa não saí vivo. Além disso, tem o medo dos demais concorrentes, que tentam intimidar, envenenar, roubar, trair. O Teste é incrível, cheio de tensão. Os leitores vão acompanhando o raciocínio e as pequenas habilidades e decisões de Cia que salvam a sua vida mais a frente. Ela não confia em ninguém a princípio, mas aos poucos vai se abrindo com Tomas, um dos seus colegas que veio da sua colônia. Na verdade, percebemos que já havia uma amizade entre eles, até o princípio de um romance que havia sido interrompido pelo medo de Cia, mas ambos vão se aproximando e dando suporte um ao outro durante O Teste. Tomas é um personagem que me deixou confusa, em diversos momentos gostei dele, em outros me deixou sem saber o que pensar. Além dele, todos os outros personagens secundários são muito bem desenvolvidos com suas peculiaridades, alguns despertando meu ódio e outros meu carinho.
Eu não quero revelar muitos detalhes de como funciona O Teste, porque não quero dar spoilers, e o melhor de ler esse livro é a surpresa em cada etapa, mas garanto que haverá muitas emoções, perigos e traições. O final do livro é simplesmente angustiante e espetacular; e o modo como ele acaba faz você se descabelar querendo ter em mãos o segundo livro da série.

Continuação: 
[Atualizado] O próximo livro dessa série é Estudos Independente. Você pode ler a resenha dele clicando aqui.

13 de maio de 2014

As nove vidas de Chloe King - Banidos

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[bom]

Eu recomendo: As nove vidas de Chloe King - Banidos
Autora: Liz Braswell
Editora: Galera

Sinopse:
Chloe King leva uma vida relativamente comum apesar das pequenas particularidades que marcam sua história. Como por exemplo, o fato de ter nascido na antiga União Soviética, de ter sido adotada, de seu pai ter largado a família sem explicações aparentes. Ela tem poucos amigos, não é popular, e não tem permissão para namorar – não que haja meninos interessados nela. Ao completar 16 anos ela mata aula e foge com seus melhor amigos para uma torre, de onde ela acidentalmente caí de uma altura de mais de sessenta metros e sobrevive. Depois desse incidente Chloe começa a perceber mudanças no seu corpo, temperamento e habilidade. Ela começa a ter uma visão e audição apurada, flexibilidade, agilidade e garras como a de um gato. Juntos com suas novas capacidades já problemáticas, surge um perigo maior, alguém que sabe de sua situação e quer vê-la morta.

Meu cantinho:
Eu sou uma pessoa extremamente apaixonada por gatos, por isso quando eu li a sinopse desse livro a muito tempo atrás ele foi parar na minha lista de desejados. Uma menina que ao completar 16 anos começa a desenvolver características felinas, uma audição boa, um faro apurado, visão noturna, agilidade, garras. Depois de muito tempo na minha lista de desejados eu finalmente comprei o livro e logo comecei a ler. O livro traz um prólogo um tanto quanto assustador e empolgante e depois nos leva a vida de Chloe King. Ela nasceu na antiga União Soviética e foi adotada ainda bebê por um casal de americanos, entretanto seu pai abandonou a família e há muitos anos ela não o vê. Sua relação com a mãe não está muito boa, que não deixa que ela namore e a acha muito irresponsável. Chloe está perto de fazer dezesseis anos e decide matar aula com seus dois melhores amigos para subir no alto de uma torre e acidentalmente ela caí. Chloe deveria ter morrido ao cair de uma altura de mais de 60 metros, mas apesar de uma confusão inicial e de um pouco de sangue seco colado em seus cabelos ela está bem e viva. Por um momento achou que não seria capaz de sobreviver a queda, até que se sentiu sendo puxada de volta ao corpo e acordou. Entretanto, depois desse acidente a vida dela pareceu dar uma guinada. Ela era o tipo de menina quietinha, nada popular, por quem nenhum garoto se interessava. De repente ela tem Brian, um rapaz super lindo, mais velho, que conheceu na loja de roupas usadas em que trabalha e que a convidou para sair. Além dele tem Alyec, o garoto do intercâmbio que veio do mesmo país em que ela nasceu, que estava sempre cercado pelas garotas populares mas que parece interessado nela. De uma hora para outra ela se tornou um poço ambulante de hormônio querendo ficar com todos os meninos e acabaram que as transformações que estavam acontecendo com ela, agilidade, faro e visão apurada, garras, acabaram ficando em segundo plano. Além disso, ela tem todos os problemas de adolescente, a implicância das meninas populares com ela, problemas no emprego, discussões com a mãe e uma briga feia com a sua melhor amiga que acabam ofuscando a parte “felina” da história. Basicamente os dramas adolescentes e os hormônios de Chloe prevalecem até a metade do livro quando coisas realmente emocionantes começam a acontecer. Existe uma organização que parece estar caçando pessoas com as mesmas habilidades de Chloe, além disso, ela se deparou com outra pessoa felina, mas de quem ela não conseguiu ver o rosto. O livro inteiro você fica na dúvida: a pessoa felina é Brian ou Alyec? A pessoa que está caçando Chloe é Brian ou Alyec? Eu realmente me surpreendi no final e confesso que fiquei um pouco confusa porque não sabia se ficava feliz ou triste porque estava torcendo mais para um do que para outro, mas ainda gosto dos dois.
 Na verdade o livro deixa muitos mistérios e dúvidas que acredito que serão respondidas nos próximos livros da série. Afinal, que espécie é essa da Chloe? De onde ela veio, qual a justificativa para essas mudanças? E essa organização caçando pessoas como ela, de onde veio, qual o propósito e porque eles acreditam que Chloe pode ser a escolhida, e escolhida do que? O pai desaparecido de Chloe, o que aconteceu com ele? Parece-me que ele sabia das condições especiais de sua filha adotiva. Eu estou tentando evitar ler coisas na internet sobre o livro ou o seriado porque desejo que esses mistérios me sejam revelados no decorrer da leitura do próximo livro.

Continuação:
O próximo livro da série se chama The Nine Lives of Chloe King – The Stolen, ainda não publicado no Brasil e sem qualquer previsão de lançamento.

12 de maio de 2014

Caixinha de Correio


Começando essa caixinha de correio com dois livros da minha amada Meg Cabot. Ela foi até o fim eu já resenhei no blog, você confere aqui. Na época eu consegui esse livro numa troca pelo skoob e a pessoa falou que o livro estava em perfeito estado e eu troquei sem ver fotos. Quando o livro chegou estava riscando, amassado, com marcas de molhado e eu decidi trocá-lo. Fiquei triste porque realmente gostei do livro, mas não queria ficar com um livro em péssimo estado. Acabei solicitando esse livro novamente pelo plus, vi as fotos e ele parecia estar perfeito. Quando ele chegou vi vários amassadinhos e manchas, mas o estado dele é bem melhor do que o anterior. Também consegui por uma troca no skoob o livro Idolo Teen. Eu não sei muito bem do que se trata, mas é da Meg Cabot e eu devo adorar! O livro parecia muito mais bonito nas fotos que recebi e infelizmente está com as laterais sujas, mas nada que me faça desistir da leitura.


Outro livro que consegui da minha querida Meg Cabot foi o segundo volume da série As leis de Allie Finkle para meninas, que troquei no sebo da minha cidade. Ele está um pouco amarelado, mas nada de muito ruim. Outro livro que achei no sebo foi Maldosas, o primeiro volume da série Pretty Little Liars, que sempre fico tentada a comprar na Submarino (eles sempre fazem promoções com o box da série), mas que sempre enrolei para comprar.


As crônicas de Artur – O Rei do Inverno foi um super achado no sebo, ele está em perfeito estado, como novo, nem pude acreditar! Sempre tive curiosidade nessa série, mas sempre adiava a compra desses livros por conta do preço! O livro 3 da série Rangers, a Ordem dos arqueiros foi outra troca pelo plus. Eu já havia trocado o segundo volume como mostrei na minha caixinha de correio aqui, e como está difícil conseguir bons livros pelo plus (todos querem dois créditos) esse foi a melhor opção disponível.


O que acharam dos meus livros? 

8 de maio de 2014

Eleanor & Park

[muito bom]

Eu recomendo: Eleanor & Park
Autora: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século

Sinopse:
Park é o único menino coreano do colégio e, apesar de não fazer parte dos populares, também não faz parte dos excluídos. Assim que a menina nova entra no ônibus ele sente raiva dela, pois parece que ela quer ser maltratada ao chamar atenção com suas roupas grandes, maior que seu corpo já avantajado, seus inúmeros colares e seus cabelos ruivos e encaracolados. Ele deixa que Eleanor sente ao seu lado no ônibus, mas não conversa com ela ou é gentil. Lentamente eles começam a se aproximar quando ele percebe que ela lê seus quadrinhos por cima de seus ombros e ele começa a emprestá-los a ela. Surge uma amizade e um romance, mas nada é tão simples. Eleanor é uma pessoa reservada já que leva uma vida complicada, um padrasto violento, uma vida de miséria, de controle e ofensas. Se o romance deles chegar ao conhecimento da família ela sabe que terá de deixá-lo além de temer pela própria vida. 

Meu cantinho:
Acabei de ler esse livro agora e estou escrevendo essa resenha. Eu só ouvi falar coisas boas a respeito desse livro e comecei a lê-lo cheia de expectativas. Preciso dizer que ele atendeu quase todas, mas o final não foi de todo do meu agrado e terminei com um sentimento de incompletude. Mas independente do que me desagradou no final esse livro é muito belo, cruel e rico e eu definitivamente recomendo a leitura.
Park tem esses traços orientais devido a mãe que é coreana, tem cabelos pretos, olhos verdes, é alto e bonito. Ele faz luta desde pequeno por conta do pai, tem um estilo um pouco rebelde e usa quase sempre roupas pretas. Seus pais são terrivelmente apaixonados um pelo outro que chega a causar embaraço. Sua mãe é uma coreana, magra, pequena, muito bonita e arrumada. Ela me causou antipatia em certos momentos, mas no geral é uma mulher dedicada e que ama muito os filhos e o marido. O pai de Park lutou na guerra, é um homem forte, apaixonado pela mulher, e também me causou certo desagrado em alguns momentos, mas entendo o lado dele – nem sempre é fácil para os pais acompanhar os filhos e aceitar algumas atitudes e comportamentos que sejam “inovadores” demais; além de entender que é da personalidade dele ser turrão. 
Eleanor é uma pessoa que se sente excluída, que é extremamente insatisfeita com seu corpo e que chama atenção pelas suas roupas grandes e diferentes. O problema real aparece quando você começa a conhecer de fato porque ela é assim. Não é que ela goste de ter o cabelo bagunçado, mas ela as vezes não tem shampoo e lava com o do cachorro. Não é que ela goste das roupas exóticas, mas é que usa roupa velhas, compradas em brechós ou herdadas, e quando essas rasgam ela remenda do jeito que pode. Ela divide um quarto minúsculo com seus cinco irmãos, sendo que um dele é apenas um bebê. Ela não tem espaço para quase nada que seja seu, apenas uma caixa com alguns poucos livros e material de pintura. O único banheiro da casa não tem sequer uma porta e ela toma banho apenas quando o padrasto não está em casa. Ela não pode sair sem justificar, não pode namorar, não pode desobedecer qualquer ordem. Ela já foi ofendida e já sofreu de violência, mas nada comparado as agressões físicas que sua mãe sofre. Seu padrasto Richie esconde uma arma e outras coisas ilegais em casa, ele gasta muito dinheiro com bebida enquanto quase não há comida em casa, além de Eleanor e seus irmãos não terem sequer uma escova de dente. Richie já chegou de expulsa-lá uma vez de casa e ela ficou um ano vivendo na casa de uma colega da mãe, e ela sempre fazia tudo para passar despercebida pois ouvia ela debatendo com o marido se deveria chamar ou não o conselho tutelar.
A família de Eleanor acabou de mudar para essa casa nova e minúscula e ela vai começar a estudar nessa escola nova. Ela preferiu pegar o ônibus a aceitar uma carona de Richie, mas o ônibus também não é muito agradável. A galera de populares no fundo começa a tirar sarro com ela desde o primeiro momento e ninguém quer que ela se sente por perto. Park não gosta dela, do modo como é espalhafatosa, mas ao perceber que ela não tem lugar ele deixa que ela se sente com ele. Ele não é amistoso, ele não conversa, sequer olha para ela. Passado alguns dias ele percebe que ela lê os quadrinhos por cima do ombro dele quando estão no ônibus e ele gentilmente vira as páginas mais lentamente. Depois disso ele começa a emprestar alguns quadrinhos, eles começam a conversar, ele grava algumas músicas para ela. O relacionamento deles avança de um modo tranquilo, belo: é segurar a mão um do outro, conversar em sussurros, dizer que se tem saudade da presença do outro. E conforme o relacionamento avança Park percebe que Eleanor não permite que ele a conheça por inteira, até que ela começa a ceder e ele começa a entrar na realidade dela. Ela não tem telefone, ela tem receio de gastar pilhas, ela não pode sair com meninos, ela precisa voltar cedo para casa, seu padrasto não pode saber, sua mãe não pode saber, ela não pode receber presentes, ela não tem espaço para coisas suas, ela divide um quarto com todos os irmãos, ela odeia o padrasto, ele a odeia, ele é violento.
Eleanor ficava sempre com receio de que o relacionamento deles fosse descoberto e algo terrível acontecesse. Eu fiquei imaginando todos os piores cenários por conta da primeira página do livro que mostra Park perdido, distante, pensando em Eleanor e como sente falta dela. Perto do final algo terrível e tenso acontece, eu fiquei extremamente temerosa. Gostei da participação de Tina e de como a autora mostra que todos têm seu lado bom e ruim. O livro tem a narração intercalada entre os dois personagens e é muito bom conhecer o ponto de vista de cada, mas foi também essa possibilidade de ver como eles pensam que me fez ficar desgostosa com Eleanor no final. Ela enfrentou muitas coisas, cuidava dos irmãos, da mãe, enfrentava um padrasto bêbado e violento por sua família, mas achei que ela teve uma atitude muito egoísta com Park no final do livro, principalmente depois de tudo o que ele fez por ela. Lógico que o livro termina de um modo feliz, com um raio de esperança, mas isso não apaga o que Eleanor faz Park passar. Foram esses sentimentos egoístas que fizeram com que eu me decepcionasse um pouco com o final, mas como disse no começo dessa resenha, mesmo assim é um livro que vale a pena ser lido.

Volume único.

6 de maio de 2014

The House of Night - Revelada

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[bom]

Eu recomendo: Revelada
Autoras: P.C. Cast e Kristin Cast
Editora: Novo Século

House of Night:
Revelada é o décimo primeiro volume dessa série, se você não leu Marcada, Traída, Escolhida, Indomada, Caçada, Tentada, Queimada, DespertadaDestinada e Escondida, o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
Neferet voltou e conseguiu recuperar sua forma corpórea, Zoey não consegue impedir seu retorno e ela assassina um vampiro e um humano. Com as intrigas implantadas por Neferet o clima entre humanos e vampiros piora, levando a polícia a iniciar uma investigação. O Conselho não se move para ajudá-los e Thanatos rompe com eles, aumentando a pressão já existente em todos. Zoey principalmente não está conseguindo lidar com tudo: a volta de Neferet, a acusação dos humanos, seus sentimentos confusos por Aurox, o ciúmes de Stark, além de vários outros assuntos começam a deixá-la cada vez mais irritada e fora de si. Aphrodite tem uma terrível visão que mostra essa agressividade consumindo sua amiga e levando-a a cometer terríveis erros.

Meu cantinho:
Gente, eu comprei esse livro pensando: “mais um livro dessa série sem fim”, mas quando eu olhei o verso estava escrito “penúltimo livro da série”, fiquei sem palavras! Depois de vários livros, alguns terríveis onde não acontecida nada, várias situações infantis, hormônios exagerados (e coloca exagerado nisso), uma eterna enrolação, gente morrendo e voltando a vida, a série está perto de acabar. E justamente agora tivemos um livro que não foi tão ruim. Quando comecei a leitura já dei de cara com aquelas frases toscas de Stevie Rae e aquelas situações infantis entre os personagens e pensei que só teria mais do mesmo, mas no decorrer da leitura tivemos um declínio dessas situações o que me surpreendeu. Não que elas tenham tido um fim, ainda tem algumas situações intragáveis, mas em uma quantidade consideravelmente menor e quase todas partiram de Stevie Rae e (infelizmente) de Stark (isso eu explico mais a frente). Além disso, as coisas parecem estar mesmo se encaminhando para um fim, não mais um “fim por enquanto” como no livro passado, um fim definitivo.
Depois dos acontecimentos do livro passado, o pessoal da Morada da Noite em Tulsa decidiu promover uma feira para tentar integrar vampiros e humanos e melhorar a relação entre eles. A feira parece estar ocorrendo perfeitamente bem até que Neferet começa a se materializar e Zoey corre para tentar impedi-la com seu círculo. Entretanto Neferet consegue fugir e ainda faz com que uma pessoa do círculo de Zoey rejeite a transformação e morra. Essa morte não me foi dolorida nem me surpreendeu, acho que era a escolha mais óbvia a se fazer. Além disso, dessa vez a pessoa de fato morreu, nada de voltar como um vampiro vermelho.
Depois desse incidente o livro vai intercalando entre o que ocorre com Zoey e seus amigos, e todas as tensões que eles estão vivendo – a aparição de Neferet, o rompimento com o Conselho, assassinatos, investigação policial, atritos entre humanos e vampiros, o coração de Zoey divido entre Stark e Aurox e a manifestação da magia antiga que tem transformado ela – e os pensamentos de Neferet, tudo o que aconteceu com ela desde que era humana e que fez com que ela se tornasse o que é hoje. Eu achei interessante eles mostrarem a vida dela, mas me surpreendi mais ainda com as coisas que ela faz ao final do livro.
Zoey voltou a viver seu drama de gostar de mais de um cara e isso as vezes se torna mais importante do que o fato de uma imortal do mal querer destruí-la. Ela fica com aquelas questões Heath-Aurox e ainda tem o ciumento do Stark para piorar a situação. Eu de fato adoro o Stark, mas ele conseguiu ser um babaca completo nesse livro. Quando estava no mundo do além ele falou diretamente a Nyx que não se importaria de dividir Zoey com Heath, se aproximou dele, mas isso quando o fato parecia impossível. Quando ele viu que seu concorrente estava de volta a terra ele se tornou ríspido com Aurox sempre que Zoey estava por perto, fazendo insinuações sobre dormirem juntos, adora reforçar o fato de ser seu guerreiro e namorado e ainda faz coisas ridículas como apertar a bunda dela na frente de todo mundo. Uma falta de maturidade que me decepcionou. Além de seus dramas amorosos Zoey está sofrendo uma enorme pressão pelo retorno de Neferet e suas conseqüências, e alguma coisa (o que parece ser a magia antiga) está influenciando Zoey de uma forma negativa, tornando ela uma pessoa negativa e irrita que (ui!) fala palavras que se aproxima de palavrões.
Nesse livro nos tempos um destaque para Aphrodite e como eu acredito que ela age com sensatez e percebe muito mais do que os outros. Ela tem algumas falas idiotas – 100% das vezes quando está retrucando alguma fala da Stevie Rae, mas ela se redime com suas ações. Agora que estamos no penúltimo volume eu estou preocupada se sua marca vai voltar ou se ela vai continuar humana. Kalona foi outro personagem que esteve em evidência, acho que estou gostando dele cada vez mais devido a sua sinceridade, lealdade e determinação em seguir o caminho da Deusa. Em contrapartida, tenho odiado o consorte de Nyx, ele sempre aparece com muita arrogância, se impondo e menosprezando Kalona. Acredito sinceramente que ele precisa de uma lição e que a Deusa deve perdoar definitivamente Kalona.
O livro termina (como disse acima) com Neferet se revelando ao mundo e se impondo. Zoey faz um monte de burradas no livro todo e finalmente e levada a lidar com as conseqüências. Diante desse e de outros fatos, desgastes, brigas, o círculo “desfalcado”, o despertar da magia antiga, eu acredito que o próximo livro tem o potencial para desenvolver uma grande batalha, com muitas dificuldade e interessante ao leitor. Agora é esperar.

Continuação:
O último livro da série Redeemed será lançado em outubro nos EUA.

4 de maio de 2014

Tormento

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[ótimo]

Eu recomendo: Tormento
Autor: John Boyne
Editora: Seguinte

Sinopse:
Danny está de férias, ele quer esse tempo para se divertir, mas isso não vai acontecer. Ele achava que a parte mais chata seria o fato de que seu querido irmão mais velho não retornaria para casa pois decidiu viajar com os amigos da faculdade pela Europa. Mas quando um dia, ele volta para a casa e não encontra a mãe, e essa aparece acompanhada a noite por dois policiais, ele sabe que alguma coisa está errada. Sua mãe atropelou um garoto e está arrasada, ela não liga mais para quem ninguém além do menino em coma, e seu pai não consegue se preocupar com ninguém além da mãe. Suas férias se tornam um inferno, acusações, ser deixado de lado, proibições, ter que dormir na casa do vizinho, a ausência da mãe no seu aniversário. Então ele decide fugir, já que está infeliz e sua família não se importa com ele.

Meu cantinho:
John Boyne conseguiu me surpreender novamente com essa obra maravilhosa. Ele novamente traz a narrativa do ponto de vista de uma criança, com toda sua inocência e limitações, assim como foi em O menino do pijama listrado
Danny está de férias, mas elas já não começam muito bem porque seu irmão mais velho não vai voltar para casa e ajudar seu pai na loja. Ele gosta muito de Pete, porque diferente dos irmãos dos colegas, que estão no ensino médio e acabam evitando ou maltratando os irmãos mais novos, Pete já está na faculdade e costuma ser muito legal e parceiro de Danny. Apesar de sua ausência, ele ainda acredita que terá férias normais, como todas as outras. Entretanto, tudo muda quando um dia ele volta para a casa e não encontra a mãe, seu pai chega em casa e parece preocupado com seu sumiço, e quando ela finalmente volta está acompanhada por dois policiais. Sua mãe estava dirigindo tranquilamente quando um garoto chamado Andy atravessou a rua e foi atropelado, o menino está agora em coma no hospital. Apesar de testemunhas terem presenciado o acidente e terem confirmado a inocência de Sarah, ela ainda se sente extremamente culpada e perde totalmente o rumo de sua vida. O pai tenta desesperadamente ampara a mulher e acaba deixando seu filho de lado. No primeiro momento em que Danny vê sua mãe, ela olha para ele e começa a chorar desesperadamente, e seu pai apressado acaba brigando com ele e acusando-o de perturbar a mãe. Essa é apenas uma das várias injustiças e descaso que Danny sofrerá por parte do pai. Ele fica o dia todo até tarde fora de casa e seu pai não percebe, ele fica com a mãe fora de casa e deixa-o aos cuidados da família da vizinha (que são personagens muito bem construídos, e que também vivem seus próprios problemas, eu gostei da visibilidade que o autor deu para eles). Apesar de tudo seu pai ainda tenta em alguns momentos compensar essa falha com Danny, ele inclusive prepara um jantar de aniversário com a presença dos avôs e dos vizinhos. Contudo, Sarah saí de casa e não retorna para o jantar, ela acaba chegando muito tarde, e seu marido acaba discutindo com ela, pedindo que ela se lembre que existem Danny e Pete e que os filhos precisam da mãe, e nesse momento ela afirma que apenas uma criança importa e Danny sabe que não é ele. Essa cena foi muito forte e muito triste. Danny sempre soube que Pete era o preferido da mãe, depois do acidente ele sabia que sua mãe se preocupava mais com Andy do que com qualquer outro, mas ver a sua mãe olhar para ele e sem qualquer remorso demonstrar que não se importa com seu filho, ouvir isso de sua boca, é um peso enorme para qualquer criança.
Danny percebe que tudo está ruim, seus pais não ligam para ele, Pete está viajando com os amigos e ele está vivendo em um inferno. Então ele acorda um dia bem cedo, coloca dentro da sua mochila uma garrafa de água, uma muda de roupa, um pacote de bolacha e dez dólares que recebeu de presente de aniversário do irmão e decide fugir de casa. Ele logo acaba com o dinheiro, tem que dormir na rua, passa frio, fica com medo, dorme mal e começa a passar muita fome. É terrível ver os pensamentos que ele tem, que seus pais a esse momento já não o querem de volta, que já devem ter se esquecido dele, que caso ele volte ele não será desejado. Acho que John Boyne consegue capturar as sutilezas da mente de uma criança e como muitas vezes os adultos fazem coisas que repercutem nelas de tal forma que mal podemos imaginar. Uma obra magnífica que precisa ser lida por todos. Recomendo!

Volume único.

1 de maio de 2014

Caixinha de Correio


Assim que li a resenha de O Teste sabia que precisa desse livro, como fã de mundos distópicos esse definitivamente me chamou a atenção. A capa é muito linda, não é possível ver na foto, mas ele tem vários números ao fundo escritos com um efeito de brilho. Além disso, fiquei extremamente surpresa ao abrir o livro no final e descobrir que ao lado do texto sobre a autora havia um marca página destacável do livro. Sempre sinto inveja de pessoas com marcas páginas de livros que ganham de parcerias com editoras, achei ótima a ideia da editora de disponibilizá-los a todos os leitores. The 100 – Os escolhidos é outro de mundos distópicos, ele já tem certa repercussão, pois parece haver uma série baseado nele, mas eu não a conheço.


Eu não sei do que se trata Recomeço, mas ao ver outro livro escrito pela mesma autora de Deslembrança eu sabia que precisava tê-lo. Gregor e o Código da Garra é o quinto volume das Crônicas do Subterrâneo. Eu preciso dizer que assim que eu livro chegou eu o devorei, portanto vocês podem esperar a resenha dele em breve.


Silo parece trabalhar com outro mundo apocalíptico, distópico, e eu não tive dúvidas sobre comprá-lo. Só fiquei meio triste porque ele veio com algumas folhas amassadas. A caçada me interessa já tem um tempo, eu li uma resenha muito positiva em um blog e fiquei muito curiosa, tem vampiros, mas é algo fora do padrão (nada que brilha para aqueles que têm preconceitos com vampiros não convencionais). Agora é esperar a resenha aqui para saber mais.


Eleanor & Park é um livro sobre o qual todos têm falado absurdamente bem, que é maravilhoso, só escuto elogios e fiquei muito curiosa pela leitura. Ele estava um pouco caro (foi o livro mais caro dessa compra), mas estava curiosa e sabia que o preço não deveria variar muito pelos próximos meses. Esperem a resenha dele em breve. Por fim, temos O discurso do rei, ele não foi uma compra, mas uma troca no sebo aqui da minha cidade. Eu assisti ao filme, gostei bastante e fiquei feliz na época em que ele ganhou o Oscar. Espero que o livro supere o filme.


Eu amei minhas novas aquisições! Todos livros que eu queria muito! 
O que vocês acharam?