18 de março de 2012

Série Riley Bloom - Radiante

[muito bom]

Eu recomendo: Radiante – Série Riley Bloom
Autora: Alyson Noël
Editora: Intrínseca

Sinopse:
Riley está vivendo Aqui&Agora, ela não está exatamente feliz, sente saudades da terra, da irmã, e agora ela terá que ir para uma escola nova, para o qual seus pais estão super empolgados mas que ela sabe que nunca chegará aos pés da sua antiga escola e amigos. Acontece que tudo é ainda mais difícil do que ela poderia imaginar, ela não sabe o que está acontecendo, o que precisa fazer, o que esperar. Riley descobre que tem um guia, Bodhi, um garoto com armações grossas e cabelos sebosos que ela define como “bobão”. Ele a leva para ver o Conselho, um grupo de anjos que conversam com ela que, ao ver o vídeo de sua vida, percebe que ela passou boa parte da sua vida seguindo sua irmã mais velha e se sente prejudicada por não ter tido mais tempo de vida. A reunião é para definir uma nova função para ela, ela acaba se tornando uma apanhadora de almas, que vai voltar a terra para buscar almas que precisam de um “empurrãozinho” para ir para o outro lado.

Meu cantinho:
Acho que comecei a ler esse livro sem muita expectativa, já comprei a algum tempo e não tinha muita vontade de ler. Decidi lê-lo porque estou sem muito tempo e estou optando por livros leves e curtos. A verdade é que me surpreendi muito com esse livro porque logo me vi envolvida na leitura e ansiosa para saber como as coisas continuariam. Essa é a segunda série publicada no Brasil da autora Alyson Noël e eu preciso admitir que, pelo o que já li nesse primeiro livro, é provável que essa série seja ainda melhor que a série Os imortais. Sempre que eu lia os livros da série Os imortais conseguia ver vários pontos que me desagradavam, mas não consegui ver nada disso nesse primeiro livro da série Riley Bloom. Uma das coisas que as vezes me chateava nos livros dela eram as falas meio deslocadas, principalmente infantis. Isso não é um problema nesse livro já que quem narra é a própria Riley, uma menina de doze anos e por isso tem toda a liberdade para agir como criança. Gosto do fato de ser uma leitura leve, onde os capítulos vão passando rápido e quando você vê já está em mais da metade do livro. 
Gosto dos personagens, Riley é aquela menina meio pentelha, que fala demais, que age como uma típica pré-adolescente de doze anos que infelizmente morreu muito cedo e que se vê um tanto quanto injustiçada. As vezes chega a ser um pouco irritante como qualquer menina da idade dela, mas acho que isso só da mais veracidade a personagem. Também adorei o outro personagem desse livro, Bodhi, ele contrasta tanto em personalidade com Riley o que torna tudo ainda mais divertido. A polidez dele, a falta de papas na língua dela (o que piora com a materialização de pensamentos dela), só faz com que tudo fique mais hilário! Outra coisa muito bacana no livro é a participação de Buttercup, adoro esse cachorro amarelo e adorei o fato dele poder participar juntamente com Riley do trabalho dela! 
A única coisa que eu não gostei tanto nesse livro foi a certa facilidade e rapidez com que Riley lida com o fantasma de sua primeira missão, entendo que ela ainda assim passa por situações difíceis, mas mesmo assim tudo ocorre de maneira muito rápida. É interessante que o livro não termine ali, ainda temos mais coisas a serem resolvidas e dessa vez entendemos o papel de Bodhi e os desafios que ele tem que enfrentar, mas mesmo assim acho que a situação poderia ter sido um pouco mais complicada, difícil, penosa. Apesar desse detalhe preciso dizer que estou esperando muito dessa série, acho que ela só vai melhorar e estou muito ansiosa para ver as próximas missões de Riley e espero que as dificuldades delas aumentem o que com certeza vai tornar o enredo mais rico!

Continuação:
[Atualizado] O próximo livro da série é Luminoso. Você pode ler a resenha dele clicando aqui.

14 de março de 2012

A abadia de Northanger

[muito bom]

Eu recomendo: A abadia de Northanger
Autora: Jane Austen
Editora: L&PM Pocket

Sinopse:
Catherine Morland, de dezessete anos é uma menina doce e ingênua, que vive no campo, que não tem vícios, mas não é tão prendada em certos ofícios, e não é tão bela quanto muitas outras, mas que também não é desagradável. Uma menina de coração puro que saí do seu pequeno vilarejo para passar uma temporada em Bath graças ao convite da sra. Allen, a mulher do sr. Allen donos de uma das propriedades mais valiosas do vilarejo, que precisa dessa viagem por conta de sua saúde. O inicio de sua estádia em Bath não se mostra uma das mais promissoras, apesar das festividades constantes, dos bailes, das lojas e das pessoas, do movimento que ela não encontra no lugar onde mora, é muito triste não ter quaisquer conhecidos além do sr. e sra. Allen. Tudo muda quando a sra. Allen encontra uma antiga conhecida, a sra. Thorpe, logo sua filha mais velha Isabella se torna a melhor amiga de Catherine e ela descobre que seu irmão James é amigo do irmão dela, John Thorpe. Temos o visível interesse de John em Catherine, mas essa está extremamente interessada no sr. Henry Tilney, um jovem que conheceu em um baile e que lhe tirou para dançar. Se aproximar desse jovem rapaz sem demonstrar seu óbvio interesse é muito difícil e ela busca logo fazer amizade com a irmã mais nova dele, a bela Elanor. Nesse meio tempo Catherine se vê envolvida em vários inconvenientes por parte do jovem John Thorpe e também num possível romance entre seu irmão James e Isabella.

Meu cantinho:
Primeiro: que saudades de postar aqui! Meu tempo tem sido consumido e pouco me sobra para desfrutar de um bom livro, mas assim que pude devorei esse livro e vim correndo postar a resenha para vocês.
Estava lendo esse livro e confesso que o começo da leitura foi um tanto quanto enfadonha, Jane Austen escreve livros de romances de época, a época em que viveu, e os acontecimentos no começo do livro são um tanto quanto parados, Catherine indo para Bath, olhando a paisagem, tendo conversas extremamente vazias com a sra. Allen, bailes onde não acontece nada (a não ser uma dança com o sr.Henry Tilney, mas que nos dias que se seguem não é encontrado em lugar nenhum). Confesso que a escrita desse livro me surpreendeu, a diferença entre esse livro e Orgulho e Preconceito, um dos meus livros preferidos dessa autora (mas que nunca resenhei aqui) é evidente. Achei a escrita muito dispersa em alguns pontos e um tanto quanto sem conexões em outros, as vezes a autora começa a discorrer sobre suas opiniões pessoais acerca de livros, de obras de romances e outras coisas, fugindo um pouco do ritmo da leitura. O enredo fica de fato interessante um pouco antes da metade do livro e justamente por conta de um dos piores personagens do livro. John Thorpe é um jovem irritante, tagarela, que mente sempre para parecer melhor, para ostentar conhecimento que não tem, para se vangloriar de situações diante da inocência de Catherine que não sabe que pessoas tão falsas podem existir. Mas a verdade é que o livro seguia de maneira bem monótona, e tudo correria de maneira bem tranquila e fluída se não fosse por ele, apesar de odiar suas atitudes, suas falas, sua arrogância, a verdade é que a estória fica mais movimentada devido as suas ações. No final do livro descobrimos que sua impertinência teve um papel fundamental no enredo que nem poderíamos imaginar.
Uma personagem que me irritou muito (além de John é claro) foi sua irmã Isabella. Sua falsidade era evidente desde o princípio, sua arrogância, suas tentativas de demonstrar indiferença a certas coisas, seu amor efusivo a uma pessoa que conheceu a tão pouco tempo, suas chantagens emocionais, suas ações que rapidamente contradiziam suas falas. Suas atitudes me irritavam muito e a inocência de Catherine, achando que ela era de fato sua amiga me despertava um enorme desespero! Senti muito raiva dela diante do rumo que seu relacionamento com James tomou (ele me parecia um rapaz muito bondoso e apaixonado) mas creio que ela de fato teve o que merecia!
Gostei muito de Henry Tilney, achei ele um homem muito respeitoso, inteligente e gentil. Confesso que esperava um pouco mais de sentimentos nesse romance, tanto por parte dele quanto por parte de Catherine. Sei que para a época não são admitidas determinadas coisas que hoje em dia são tão comuns, a verdade é que nos livros de Jane Austen não a toques, abraços ou beijos, tudo é muito recatado, o romance se dá através de conversas, visitas e danças em bailes, tudo muito casto. Mas confesso que o final, quando a autora descreve os sentimentos dos dois e Tilney discorre sobre como seus sentimentos por ela sugiram achei uma total falta de romantismo, e na própria heroína eu senti uma ausência de fortes emoções e sentimentos. Apesar disso gostei muito do desenrolar do livro e sempre esperava ansiosa pelo momento em que eles fossem ficar juntos.
Uma observação que podem me fazer para quem leu a resenha acima e reparou no nome do livro é que eu não cito a Abadia de Northanger, isso porque a abadia não é citada até depois da metade do livro, e só temos mais detalhes dessa abadia no perto do final do livro quando a personagem principal é convidada a passar uma temperada nesse local. A verdade é que achei o nome do livro um tanto quanto impróprio, um lugar que é pouco citado e que não é de fato tão importante quanto outros lugares, situações e personagens. Também queria fazer uma ressalva, muitas resenhas que eu li dão uma importância enorme a abadia, sobre um mistério de uma morte que poderia ter ocorrido nessa antiga construção, que lembra Catherine alguns dos romances que ele tanto ama ler. A verdade é que o mistério é em boa parte fruto do medo e da imaginação dela, isso fica claro desde o momento em que esse assunto surge no livro, por isso não esperem muitas revelações, espionagem ou grandes acontecimentos. Essas questões acerca da abadia não devem durar mais do que três capítulos e definitivamente não são o foco dessa estória.
Não é minha obra preferida da Austen, e não sei se recomendaria aos leitores que conhecessem seu trabalho por essa obra. Ela pode ser um tanto quanto enfadonha no começo e pode desencorajar as pessoas que busquem suas outras obras. O problema é que quem leu Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito percebem como nesse primeiro trabalho da autora era um tanto quanto inexperiente na sua escrita e que os livros não predem tanto a atenção quanto esses outros. Ainda assim é um livro que passado o começo evolui de maneira significativa e que merece ser conhecido por ser um dos primeiros trabalhos dessa autora que cresce em sua escrita de maneira tão genial.
PS: Sei que essa minha capa é horrível, mas essa versão pocket tem um valor muito mais em conta, e como sou compradora compulsiva qualquer dinheiro que economizo com um livro serve para comprar outro. Mas esse livro tem outras capas mais bonitas (um pouco mais caros) por isso não fiquem desestimulados por conta dela!

Volume único.

9 de março de 2012

Caixinha de correio



Uma caixinha de correio no qual meus livros não chegaram pelo correio! Na verdade estou colocando aqui para mostrar minhas novas aquisições! Consegui esses livros em um projeto do meu mestrado no qual realizamos uma intervenção urbana e entre as ações tivesmo uma banca de livro no qual cada pessoa podia levar um livro para casa de graça! Eu fazia parte (fiquei trabalhando na banca) e não pude resistir e acabei pegando mais de um livro!
Melancia da Marian Keyes e A arte da guerra de Sun Tzu.




Também peguei O rosto atrás do véu e Gossip Girls volume 4, eu tenho na verdade o volume um e dois na versão vira-vira da saraiva, mas ainda não li.
Aproveito a postagem para pedir desculpa pelo sumiço! O mestrado está corrido e eu não tenho tempo para ler nada além do material necessário para minha dissertação! Ontem comecei a ler A abadia de Northanger da minha querida Jane Austen, assim que eu acabar: resenha!

3 de março de 2012

Louras Zumbis

[muito bom]

Eu recomendo: Louras Zumbis
Autor: Brian James
Editora: Galera Record

Sinopse:
Hannah está mudando de cidade novamente, dessa vez para Maplecrest, uma cidade pequena do interior, onde quase todas as casas estão a venda e a cidade parece abandonada. É sempre assim, fugindo dos credores, ela e o seu pai vão passando de cidade em cidade, onde ela tem sempre que começar tudo de novo, colégio novo, amizade novas, expectativas e a promessa de seu pai de que são um time e que dessa vez vai ser melhor. Mas seu pai se mostra errado, porque já no primeiro dia de aula a única pessoa que conversa com ela é Luke, que lhe dá estranhos avisos a respeito das Louras, as líderes de torcidas, todas com seus cabelos sedosos e loiros, todas belas, pálidas e iguais. Conforme o tempo passa a situação piora, ela sofre bullying de alguns dos membros, e Luke revela sua teoria, elas são todas zumbis, que se mantém belas matando as pessoas da cidade, por isso ela está cada vez mais vazia: estão sendo todos mortos pelas Louras Zumbis. Hannah não acredita nessa teoria, ela não só acha que Luke é um nerd que anda lendo muitas revisitinhas em quadrinho como ela também vai tentar se tornar uma líder de torcida.

Meu cantinho:
Quando eu comprei esse livro aqui em casa todo mundo que via a capa dele começava a rir de mim, do tipo: Louras Zumbis? Que livro é esse? Eu sei que pelo nome parece ser algo estupido, mas eu havia lido uma resenha num blog parceiro e fiquei muito interessada, sem falar que eu acho essa capa fantástica! O livro é de fato muito bom, com mais aspectos positivos do que negativos, mas ainda assim com alguns pequenos pontos que não gostei e que me impediram de dar uma avalição “ótima” para ele. 
O autor tem uma escrita muito gostosa, assim que comecei a ler percebi que ele escrevia de maneira natural, a personagem principal é uma menina, adolescente, que tem que mudar sempre por conta de seu pai, que sempre enfrenta dificuldades, que tem que lidar com a solidão quando seu pai lhe abandona para procurar empregos, que sabe exatamente como funcionam as panelinhas no colégio e como é difícil, a cada nova adaptação, e como é pior ainda fazer amizade e do dia para a noite ter que mudar para a cidade sem poder falar com ninguém. Achei interessante o autor ser um homem, mas conseguir descrever também questões da vida de uma adolescente de 16 anos sem que a personagem parecesse deslocada, forçada ou superficial. Na verdade assim que comecei a ler percebi que era um livro que eu iria gostar muito. 
Um das coisas que gostei foi o mistério envolvendo a mudança constante de Hannah e seu pai, sabemos que são por conta dos credores, mas não sabemos como tudo começou, se há algo mais por traz. É um ponto em que o autor não fala tanto a princípio, já que quem narra o livro é Hannah e no começo ela só pensa como não está feliz que a situação esteja se repetindo, mas quando ela revela o porque eu achei muito interessante, como as coisas são contraditórias nessa vida e sinceramente, minha visão a respeito do pai dela mudou bastante. Na verdade esse ponto é meio que uma trama secundária, mas acho que o livro é bacana por trazes outros conflitos além do principal.
Outra coisa muito interessante nesse livro é a dúvida que fica no ar, porque não sabemos mesmo se as líderes são zumbis ou não. No começo parece realmente tudo uma coisa maluca inventada por Luke que usa sua revista em quadrinhos como guia sobre como os zumbis se comportam e tudo mais, mas algumas coisas vão acontecendo e Hannah fica se perguntando se existe mesmo algo errado na cidade ou se ela está paranoica de novo como fica toda vez em que seu pai arruma um emprego e tem que passar dias fora trabalhando, deixando ela sozinha.
Gostei muito do final, acho que por ler sempre livros voltado para um público feminino e escrito por mulheres, meio que percebi um “padrão” nas narrativas, acho que já espera que o final fosse de uma determinada forma. Acontece que o final foi completamente inesperado, há uma oscilação entre as situações indo bem e indo mal e quando você percebe o livro acaba de uma forma que me deixa sem palavras. Inusitado, o que faz com que ganhe pontos comigo!
Até agora só falei das coisas positivas, então vamos falar do que eu não gostei muito... primeiro, achei que faltou um pouco mais de profundidade nos personagens. Tirando Hannah que é a personagem principal, que narra a história, que é com quem temos mais contato, os outros personagens são todos relatados de maneira muito superficial, até mesmo Luke que tem um papel extremamente significativo no livro não foi descrito ou teve seus pensamentos e sentimentos expostos de maneira mais profundas ao leitor. Há uma descrição básica de sua aparência, sabemos que ele tem sentimentos por Hannah, que percebe que ela pode ser a próxima a ser recrutada pelas Louras, e como já teve uma amiga que sofreu com esse destino, prefere se manter firme e lutar para que ela não tenha o mesmo fim. Fora isso, não sei mais nada sobre ele e olha que adorei esse personagem pelo pouco que vi, imagine se houvesse uma descrição mais detalhada! Com certeza a trama seria mais rica e a relação com o leitor seria muito melhor.
Não gostei do fato de Hannah, que já passou por várias escolas, que sabia a principio analisar tudo friamente, que sabia como agir para se afastar dos problemas que se tem quando se é uma aluna nova, mas que mesmo isso não tenha impedido que ela sofresse vários trotes por algumas das líderes, ainda assim querer fazer parte delas! Ok, eu imagino que toda essa coisa de ser popular seja extremamente tentadora, ainda mais para quem tem dificuldade até de fazer amizade por estar sempre mudando, mas mesmo assim, depois de tudo o que ela passou, dos trotes, dos boatos, das agressões ela ainda quer ser amiga dessas meninas? Mesmo sabendo que isso vai custar sua amizade com a única pessoa que parece realmente se preocupar com ela e que foi o único que se dignou a falar com ela quando ela se mudou para a escola nova? Acho extremamente errado, não gostei disso, mas imagino que é isso o que quase todas as meninas de 16 anos sonham, ser popular, ter amigas populares e ficar perto dos meninos populares. Real, mas não que eu tenha gostado!
Outra coisa que não gostei é sobre o que acontece no depósito, quem ler vai chegar nessa cena e vai entender que tudo ficou de maneira bem superficial, não sei, acho que gostaria de uma explicação melhor sobre como a coisa toda funcionava. Não posso falar muito mais para não fornecer spoilers, mas eu realmente acho que um dos pontos principais do livro ficou sem uma boa explicação.
Acho que em quase 90% das resenhas que li desse livro, as opiniões não foram muito positivas. Eu sei que ele tem lá seus problemas e que é um pouco estranho líderes de torcidas zumbis, mas é algo diferente, que me chamou atenção por isso e não acho que ele seja assim tão ruim como tantos dizem. Realmente acredito que é livro ao qual se deve dar uma chance!

Volume único.

A verdade é que o final da brecha para que haja continuação, acontece que eu pesquisei e não achei nada a respeito.

27 de fevereiro de 2012

Bela Maldade


««««««
[ótimo]

Eu recomendo: Bela Maldade
Autora: Rebecca James
Editora: Intrínseca

Sinopse:
Katherine se mudou de cidade, não quer mais morar com os pais, não consegue. Ela vai morar com sua tia Viv, muda o nome, não quer mais ter as pessoas olhando para ela, questionando, indagando sobre seu passado. Ela tenta passar despercebida, se mantém a parte, no canto, não quer fazer amigos, mas isso muda até conhecer Alice. Alice é aquela pessoa que ilumina o lugar, com uma energia infinita, aquele tipo pessoa que vibra e que atraí todos ao seu redor, todos querem ser amigos dela, todos querem estar próximo a ela. A amizade entre as duas cresce, Alice apresenta e ela Robbie, um rapaz perdidamente apaixonado por Alice e os três passam a ser melhores amigos, a convivência entre eles é algo a principio maravilhoso. A amizade é tão forte que Katherine acaba revelando a Alice o que marcou seu terrível passado e acabou destruindo sua família, a morte de sua irmã mais nova: Rachel. O passado vive atormentando Katherine, e ela vai perceber que não pode fugir dele. Como se a situação não fosse ruim o suficiente ela percebe que Alice as poucos vai perdendo o controle, que ela tem atitudes completamente inadequadas e que suas ações estão beirando a loucura.

Meu cantinho:
Gostaria de começar o meu cantinho com uma recomendação, uma recomendação que acredito nunca ter feito antes sobre nenhum outro livro. Quando comprei esse livro, li a sinopse, vi a capa, ele me pareceu um livro de adolescente, pensei que seria mais um desses romances água com açúcar, bem, esse livro está completamente longe de qualquer idéia que eu tive quando o comprei (exceto a capa que é mesmo legal – e foi nesse momento que li as frases “a amizade pode ser mortal” e “um thriller psicológico” na capa). Esse livro tem uma carga emocional muito grande e uma série de conflitos que pesam para o leitor. A autora tem uma escrita que flui, a leitura é leve, o que realmente é pesado são os sentimentos! Minha recomendação: se você não está bem, se está passando por um momento mais complicado na sua vida, seja uma coisa boba como uma briga com sua mãe a qualquer coisa mais grave, não leia esse livro. Porque com ele você percebe com a vida real é cruel, como as pessoas podem ser ruins e como tudo sempre pode piorar! Se você não está num momento muito bom guarde esse livro na prateleira até que esteja tudo bem com você, para que possa apreciar a leitura fantástica que é esse livro, porque se estiver mal essa não vai ser uma leitura muito adequada. Gosto de ler as vezes para escapar dos problemas, e esse livro não proporciona isso para quem não está bem! Parece algo bobo mas é uma recomendação que eu queria fazer.
Bela Maldade é um livro ótimo, mas eu não consigo apontar com exatidão o que o faz ser assim tão bom. Ele é muito real, e em parte isso me atrai, realidade não se opondo a fantasia, um livro pode ser de fantasia e ainda pode ser repleto de realidade quando os sentimentos dos personagens são reais, isso me encanta num livro, e Bela Maldade tem isso. O livro tem personagens muito bem construídos e também tem mistério, o segredo que envolve a morte de Rachel, o que vai acontecer que levará Alice a morte (não vi isso como spoiler porque é uma informação fornecida nas primeiras páginas do livro, fiquei até com medo de não falar e o leitor pegar o livro e de cara falar: ela morre, que droga, e desistir da leitura) entre tantos outros enigmas, faz com que cada página seja instigante e que você devore o livro na busca por respostas. O livro traz muitos problemas, situações com que os leitores podem se identificar! Um amor não correspondido, a falta de comprometimento da outra pessoa, a dificuldade em abandonar esse sentimento, como é gostar de uma pessoa mesmo sabendo que ela lhe faz mal e não consegui abandoná-la. Amigos de quem gostamos muito, pessoas por quem temos um carinho mais do que especial, mas que são pessoas com problemas, fora de controle, que nos magoam, mas que assim que pedem desculpas sentimos amolecer por dentro e perdoamos e tentamos ajudar por mais que aquela pessoa na realidade não queira ser ajudada. O sentimento de dor quando perdemos algum ente querido, a dor de falar, o medo de se abrir, a preocupação com as pessoas que continuam vivas, nossos familiares, as incertezas, as lembranças. A tentativa de mudança diante de situações traumáticas, o medo de retornar a ser como antes, o medo de ter seus segredos e medos descobertos. O medo de que você não será capaz de ser feliz, que não tem esse direito diante das coisas ruins que existem e pelas quais você já passou. São diversas questões e conflitos emocionais tão verdadeiros, que a leitura é simplesmente fascinante. O final é algo inexplicável, eu realmente não esperava por aquele final, ver o transtorno de Alice, as coisas medonhas que ela fazia com Robbie, a sua obsessão, as falas cruéis, a verdade, simplesmente inesperado.
Os capítulos algumas vezes são intercalados. Temos cenas que representam o futuro, Katherine após todo o ocorrido, temos ela no presente vivendo com Alice e Robbie e também seu passado, o que havia acontecido com Rachel. O passado vai aos poucos sendo revelado, começa falando de cenas antes mesmo da morte de Rachel, sobre os treinos de piano, sobre os pesadelos, até que de fato chega o dia do ocorrido, mas mesmo assim os capítulos vão sendo trabalhados aos poucos, cada um revela um pouco mais do transcorrer do dia até que finalmente o passado seja completamente revelado ao leitor. O presente nos instiga porque também recebemos revelações do passado, porque queremos saber mais sobre a personagem e quando Alice começa a demonstrar que suas atitudes podem ser algo mais perigoso, um desequilíbrio de fato, fica muito difícil largar o livro. Do futuro pegamos alguns detalhes que nos trazem algumas indagações, mas o que deixa mesmo no ar é que Katherine não é completamente feliz e que a história dela não acabou ainda. Recomendo.


Volume único.

19 de fevereiro de 2012

A Farsa

[bom]

Eu recomendo: A Farsa
Autor: Christopher Reich
Editora: Sextante 

Sinopse:
Jonathan é um respeitado médico e sua mulher é enfermeira, ambos trabalham para os médicos sem fronteiras, portanto não se fixam em um único lugar e sempre viajam para os lugares onde são necessários. Em um momento de folga ambos estão fazendo uma escalada, programa esse que Jonathan gosta muito, mas ele percebe que o tempo está mudando e fica preocupado em continuar, mas Emma se sente desafiada e quer continuar subindo e em uma manobra mal feita ela acaba caindo e se machuca gravemente. Ele deixa ela para buscar ajuda, mas quando retorna descobre que ela caiu a mais de 100m em um fenda e suas chances de sobrevivência são nulas. Ele está desolado com a morte da mulher, fica sozinho em seu quarto até que recebe um envelope com dois recibos de bagagem. Jonathan vai a uma estação de trem retirar a bagagem e tem uma terrível revelação, a mala contêm roupas sensuais, jóias, chaves de uma Mercedes e documentos de uma mulher chamada Eva, mas a foto é de sua mulher Emma. Atordoado ele é parado por polícias e o incidente acaba em morte, agora ele é acusado de assassinato e precisa entrar em uma busca para descobrir quem era a mulher com quem foi casado por tantos anos e assim tentar provar sua inocência.

Meu cantinho:
Quando comprei esse livro a um ou dois anos atrás eu estava em uma fase literária na qual fiquei louca por livros de suspense, estava viciada nos livros do Harlan Coben, que são cheio de mistérios, perseguições e finais completamente inesperados. Quando li a sinopse de A Farsa na livraria eu achei que esse seria um livro no estilo do Harlan Coben e meu vício fez com que eu comprasse o livro na hora. Me decepcionei. Por quê? Bem, o livro tem seus pontos positivos, mas seu ponto negativo simplesmente o destrói! Vamos lá!
O livro não deixa você ficar com sono porque é cheio de adrenalina, são cenas onde os personagens não ficam parados! São cenas de esportes na neve com o perigo eminente de uma nevasca, cenas de perseguições policiais, repleta de tensões, lutas, encontros macabros, entre outras situações que não deixam a leitura ficar monótona. O livro conta em cada capítulo passagens com personagens em um ambiente diferente, portanto, estávamos vivendo aquela perseguição, você está em uma leitura frenética e no capítulo seguinte temos outra cena, com outro personagem, também repleto de emoções. O lado positivo é que você fica preso a leitura porque quer saber o que vai acontecer, o lado negativo é que como as cenas são cortadas, as vezes você perde a linha do que está acontece e como o livro é repleto de personagens e cada capítulo é a estória de um, as vezes é necessário que você volte um pouco para relembrar exatamente quem era aquele personagem secundário, ou como foi mesmo que acabou porque agora o capítulo está narrando determinada coisa. Tem pessoas que gostam da interrupção porque isso atiça a leitura e outros não gostam tanto pela quebra que há na história. Para aqueles que não gostam tanto dessa quebra a parte boa é que, mais para a frente os enredos acabam se entrelaçando e assim não há mais aquela quebra tão brusca no início de cada capítulo novo. Já no começo isso é bem complicado, cada vez mais personagens em situações aparentemente tão distintas sem quaisquer conexões complica a leitura.
Uma das coisas que me deixou um pouco chateada nesse livro foram as situações forçadas, sei que é um livro de ficção e que é uma estória que não existe na realidade, mas acho que mesmo com as situações improváveis, sabemos quando o personagem tem uma atitude, age de uma forma, que está dentro dos limites da realidade e quando ele age de maneira impossível. Acho que assim como eu muitos leitores se envolvem no livro, se veem dentro da trama, mas quando esse tipo de cena acontece somos de certa forma afastados da leitura e isso quebra de certa forma a conexão entre livro e leitor. Umas das coisas forçadas, que infelizmente envolve o livro inteiro é a atitude de Jonathan: ele foi enganado durante oito anos por uma mulher, tudo o que ele sabia dela, vida, gostos, preferências, tudo mentira. Ok, ela era uma espiã, vivia sobre disfarce, enganou ele. Ele descobre que ela mentiu para ele a vida inteira, ele saí para investigar quem é essa mulher, ao lado de quem ele viveu esses último anos. Até então tudo bem, só que Jonathan vai se envolvendo nas tramas e no conflito cada vez mais e ele é muito sagaz quando começa a investigar. Parece um pouco contraditório ele ser tão facilmente enganado e depois resolver todos os enigmas por traz da identidade de sua mulher de uma forma muito inteligente.
Mas o ponto negativo, que estraga completamente o livro é a previsibilidade. O começo é interessante, as cenas são repletas de ação, não é um livro parado, mas depois de um tempo, começamos a ver como a trama em seu sentido geral é previsível e já imaginamos como o livro vai acabar. Para piorar, como disse no começo dessa resenha, era uma época em que estava lendo inúmeros livros do Harlan Coben e preciso dizer que esse autor sabe como superar as expectativas dos leitores e bolar finais incríveis e inimagináveis, sendo assim, ele acabou deixando Christopher Reich no chinelo. 

Continuação:
A continuação desse livro é A vingança. Comprei ele a muitos e muitos meses mas ainda não tive vontade de ler. É provável que, se venha a sair a resenha desse livro, ela ainda demore um bom tempo.

15 de fevereiro de 2012

Darke Academy - Laços de Sangue


««««««
[muito bom]

Eu recomendo: Laços de sangue – Darke Academy
Autora: Gabriella Poole
Editora: Novo Século

Darke Academy:
O primeiro livro da série é Vidas Secretas, se você não leu o primeiro livro o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
É inevitável, Cassie, mesmo com o ritual interrompido, faz parte dos Escolhidos. Entretanto, ela não é igual a todos eles, ela houve a voz de Estelle dentro de sua cabeça, ela quer que Cassie aceite a parte do espírito que ficou no vácuo e a fome tem sido algo incontrolável. A fome faz com que Cassie acabe entrando em colapso e a alimentação será algo inevitável. Vários dramas fazem parte da sua vida, o relacionamento com seu amigo Jake agora abalado por sua transformação, seu relacionamento amoroso com Ranjit, pesadelos provocados por Estelle, precisar se alimentar de sua melhor amiga e colega de quarto, mas nada disso se compara a revelação tida por Cassie em um incidente durante um de seus encontro com Ranjit. Ela descobre que tem poderes além da compreensão de qualquer um e que precisará usá-los, pois personagens do passado que buscam vingança sobre ela e seus amigos estão de volta.

Meu cantinho:
Primeiro quero pedir desculpas pela demora em escrever aqui, o mestrado tem me ocupado muito tempo e eu não tive tempo para ler nada (além de livros que falem de cultura, contracultura e hegemonia que não são assim tão interessantes para o blog). Estava louca para ler vários livros e acabei optando por ler Laços de Sangue porque ele era um livro pequeno e imaginei que iria ler rápido. Me enganei porque com os pequenos intervalos em que não estava estudando, só consegui acabar de ler esse livro quase uma semana depois. Mas apesar da demora aqui está, acabei de ler e vim correndo postar para vocês!
O livro tem tudo para se desestimulante, uma capa mal feita, onde pegaram a mesma menina da capa do primeiro livro e deram um inverter e colaram num fundo bobo. O meu ainda por cima veio com uma sujeiras, a capa descascando um pouco... esse foi outro fator para ler esse livro, quando vi que estava com defeito percebi que teria que ler logo ou caso contrário nunca mais tocaria nele (gente neurótica com aparência do livro é foda). Continuei a leitura porque com a amostra do primeiro capítulo desse livro que tivemos no anterior, eu achei que ele seria extremamente empolgante, imaginei que se o livro inteiro fosse assim eu não conseguiria largá-lo. Acontece que tirando a primeira cena em que tivemos aquela amostrinha o livro progride de maneira relativamente devagar. Temos várias situações tensas, a fome de Cassie, o medo de se alimentar, o fato de seu orientador ter visto a verdadeira face dela, ela ter que se alimentar de sua colega de quarto, seu relacionamento tenso com Jake, alguns dos Escolhidos que a tratam de maneira diferente, seu relacionamento com Ranjit, a voz de Estelle que não saí de sua cabeça que deseja que Cassie termine o ritual para que a parte dela que está separada no vácuo possa se juntar a elas. Essas e várias e outras coisas são interessantes, mas não prendem o leitor de maneira definitiva. No meio do livro acontece uma cena de fato empolgante, em que percebemos que o fato do ritual de Cassie ter sido interrompido pode ter consequências mais sérias do que simplesmente a divisão do espirito de Estelle e a voz irritante dela na cabeça de Cassie. Depois disso as coisas esfriam um pouco novamente, ainda com algumas coisas interessantes, como o fato de Jake não ter descansado, buscando punir os culpados pela morte de sua irmã, ele ter descoberto sobre a alimentação de Cassie, desentendimentos de Cassie com Ranjit e Sir Alric, mas nada muito impressionante. Isso até a reunião com o Conselho dos Líderes!
A reunião é bem tensa, mas o que eles decidem no final é completamente absurdo no sentido de: não acredito que isso está acontecendo! E quando você acha que a situação está ruim, tudo piora. Cassie vai buscar ajuda, mas não é com Ranjit que ela encontra apoio e sim em Richard! Eu tinha pegado certa raivinha dele livro passado, mas nesse livro entendi que ele não é tão crápula, ainda mais pelo modo como ele parecia de fato se importar com Cassie e que o fato dele agir desse jeito leviano é por mera socialização e, como ele mesmo disse, “sobrevivência” devido ao pouco poder que seu espírito tem comparado aos outros. Em seguida o livro é só adrenalina, lutas, medos, perigos, revelações bombásticas! O final deixa várias coisas inacabadas e possíveis ameaças no ar que provavelmente irão se desenvolver no livro seguinte. Apesar das partes um pouco mais paradas, as partes em que há acontecimentos bombásticos quase fazem com que você esqueça o resto, só não apaga por completo as partes relativamente monótonas porque você percebe que infelizmente o livro acabou e elas ocuparam espaço demais.

Continuação:
O próximo livro é da série Darke Academy é Almas Divididas, graças aos céus eles decidiram variar na imagem da capa! O livro já foi lançado no Brasil, não sei quanto tempo vai demorar para sair a resenha dele porque estou sem grana para comprá-lo. Se alguém quiser trocá-lo comigo no skoob fique a vontade para entrar em contato.

8 de fevereiro de 2012

Caderno de rabiscos para adultos que querem chutar o balde

[bom]

Eu recomendo: Caderno de rabiscos para adultos que querem chutar o balde
Autora: Claire Fay
Editora: Intrínseca

Sinopse:
Esse livro apresenta diversas atividades, passatempos, referentes tanto a vida pessoal quanto profissional, para que o leitor possa colocar seus pensamentos em ordem e achar um espaço para se expressar. Ele traz atividades para colar, recortar, colorir, desenhar, para que você possa perceber o que está te fazendo bem, o que está fazendo mal, quem são seus amigos, quem te puxa para baixo, o quão prejudicial certas coisas têm sido para você. O livro abre um espaço para que você rabisque em suas páginas, perceba como as coisas estão, encontre um espaço de alívio e quem sabe um ponto de partida para mudanças.

Meu cantinho:
Eu tive um sério problema com esse livro, um problema que eu já tive com alguns outros livros, e que estraga totalmente qualquer coisa boa que o livro pode trazer: a expectativa. Sempre ouvi falar muito bem do primeiro livro dessa autora que é Caderno de rabiscos para adultos entediados no trabalho, que teve não sei quantas cópias vendidas, que ficou não sei quanto tempo entre os mais vendidos, sucesso de críticas e coisa e tal. Pelo o que todo mundo falava Caderno de rabiscos para adultos que querem chutar o balde estava seguindo o mesmo caminho do primeiro livro, e apesar de um leve receio que esse fosse um livro com muita cara de auto-ajuda, eu de fato achei a proposta interessante e fiquei louca para comprar! Quando o livro chegou eu me decepcionei logo de cara antes de sequer ver o conteúdo, quem viu aqui a minha caixinha de correio quando ele chegou deve ter percebido que ele é um livro super fino, eu não leio um livro dessa finura desde a quinta série e isso já me deixou um tanto quanto frustrada. Briguei comigo mesma por ser fútil, afinal tem livros extremamente finos que são maravilhosos e eu tinha que parar com esse preconceito. Fui ler o livro, uma leitura extremamente rápida que deve ter durado no máximo dez minutos, não, você não leu errado eu disse “máximo” e “dez minutos”. O livro tem um desenho por página e poucas frases escritas, você vai virando, virando, e quando vê o livro já acabou.
Você deve estar se perguntando: se ela se decepcionou tanto e se a leitura foi tão rápida e simples porque ela está classificando o livro como “bom”. Eu respondo: porque apesar das minhas expectativas não correspondidas, da finura do livro e da leitura extremamente rápida eu percebi que esse livro tem suas qualidades. Numa segunda leitura eu percebi que o livro é de fato interessante, ele lhe dá um espaço para você escrever, rabiscar, pintar, recortar e colar – coisas aparentemente infantis que não fazemos mais – mas que às vezes precisamos fazer. Ele é como um diário, coisa que poucos adultos têm, no sentido de que nos dá um espaço particular para nos expressarmos. Você pode desenhar seus companheiros num barquinho, pintar os trevos mostrando que é você quem faz sua própria sorte, dar nome as sanguessugas que você tem em sua vida. É um livro leve e divertido para aqueles que estão de fato precisando de um espaço com esse. Eu coloquei meu livro para troca no skoob, não risquei meu livro (apesar de que em muitos momentos senti vontade) e caso eu não troque em breve pretendo guardá-lo para mim, eu não usei ele porque acho que não estou preparada para o livro. Parece um pouco bobo falar isso, mas eu de fato penso que pode chegar um dia em que eu vá precisar muito desse livro e fazer as coisas que ele indica.
Como podem perceber ele não foi uma leitura usual para mim, para quem acompanha meu blog sabe que meu estilo é outro, inclusive coloquei como marcação nessa postagem o termo “auto ajuda” (e olha que eu sempre falei que não gosto desse tipo de leitura), mas acho que é isso que esse livro é, mas não daquela maneira habitual dos livros de auto ajuda, faça isso, faça aquilo que você será mais feliz, ele lhe dá um espaço e indicações para que você se aliviar, se expressar e perceber o que está indo errado. Quem está precisando de um pouco de ordem e incentivo, esse livro pode ser muito útil.

Volume único

2 de fevereiro de 2012

Caixinha de correio



Para quem viu algumas das minhas caixinhas de correio passadas sabe que eu consegui em uma troca do skoob O guia do mochileiro das galáxias com a capa do filme. A capa segue na lombada um padrão semelhante ao das edições antigas, então eu decidi conseguir elas para a minha coleção. “O restaurante no fim do universo” e “A vida, o universo e tudo mais” são os volumes dois e três respectivamente, que consegui em trocas no skoob.




Ladrões de Elite é um livro que já vi na estante de desejados de muitos, já li sobre ele a muito tempo atrás em blogs parceiros mas não tive de fato um interesse muito grande. Eu comprei porque no sebo ele estava muito barato, resolvi dar uma chance ao livro, mas caso não goste muito vou colocá-lo para troca.

Ultimamente tenho feito mais postagem de caixinha de correio do que resenhas e peço desculpas, ultimamente tenho lido muito, mas livros referentes ao meu mestrado. Pensei em resenhar alguns desses livros para vocês aqui, mas acho que não quero misturar negócios (mestrado) com prazer (meu blog). Então peço que sejam pacientes porque assim que tiver uma folguinha devoro algum livro dessas minhas últimas aquisições e resenho para vocês!

30 de janeiro de 2012

Como fui esquecer você


««««««
[muito bom]

Eu recomendo: Como fui esquecer você
Autora: Jennifer Echols
Editora: Pandorga

Sinopse:
Zoey está enfrentando sérios problemas e as coisas só parecem piorar, quando seu pai vai contar a sua mãe que engravidou uma das funcionárias de 24 anos ela decide entrar no mar mesmo vendo como o tempo está ruim e quase morre afogada. Entretanto essa não é a pior parte, e sim quando seu pai se divorciou da sua mãe para se casar com sua amante, e sua mãe não foi capaz de aguentar o sofrimento e acabou tentando o suicídio. Para piorar, quando está no hospital ela acaba encontrando Doug, o irmão do policial que socorreu sua mãe, que também é seu colega da equipe de natação que parece ter uma certa implicância com ela. Seu pai manda sua mãe para um hospital psiquiátrico, ameaça Zoey caso ela conte a alguém sobre o estado da sua mãe. Afetada pela situação ela saí de casa para fugir do seu pai e vai em uma festa, perde a virgindade e começa a namorar Brandon. Pouco dias depois ela sofre um acidente de carro e perde a memória de tudo o que aconteceu aquela noite, tudo o que ela sabe é que seu relacionamento com Brandon está um tanto quanto estranho e Doug, quem salvou ela do acidente de carro achava que ambos estavam namorando. Zoey não sabe o que aconteceu mais vai investigar para descobrir exatamente o que ocorreu naquele dia e que memórias perdeu.

Meu cantinho:
Eu comecei a ler esse livro com uma expectativa um tanto quanto baixa, não achei que fosse ser um livro ruim, mas também não achei que fosse ser nada muito surpreendente. Me surpreendi um pouco porque de fato não esperava muito do livro, ele não é ruim, mas também não tem nada de muito excepcional.
O livro é narrado pela personagem principal, de uma maneira bem leve e fluída, e como foi ela quem perdeu a memória, acabamos acompanhando o que acontece através dela e estamos tão perdidos quanto ela sobre o que aconteceu (mas óbvio que o leitor consegue perceber mais coisas que Zoey) e acabamos entrando no mistério, na busca pelas lembranças perdidas junto com ela. Isso torna a narrativa interessante.
O livro trata de questões como traições, divórcios, suicídios, bebidas, sexo, namoro, machismo, estudos, faculdade, sendo que alguns são tão banalizados e outros tabus, mas todos de uma perspectiva bem atual. Entretanto alguns assuntos são tratados de maneira mais superficial, enquanto outros são abordados de maneira mais profunda, tecendo uma crítica maior acerca do tema. Ouvi muitos criticas quanto a isso, que o livro traz vários temas interessantes e não se aprofunda neles, eu entendo a opinião dessas pessoas, mas eu acho que caso a autora fosse se aprofundar em cada tema, o livro ficaria muito longo e enfadonho. Acho que ela tratou as questões de maneira balanceada trazendo a medida certa de cada um para o enredo.
Gostei muito dos personagens principais, acho que ambos foram bem construídos, bem detalhados. Zoey a menina que tem um pai rico, bem de vida, mas que não é patricinha porque seu pai não gosta de mimá-la e faz com que ela trabalhe na sua empresa, ela se esforça como capitã do time de natação e almeja entrar em uma boa faculdade. Ela é uma menina estudiosa, amiga, conselheira e responsável. Entretanto, quanto sua estrutura familiar desmorona parte de seu autocontrole vai junto, e nesse momento eu fui capaz de enxergar uma adolescente comum, com seus problemas, dilemas, fraquezas, atitudes impulsivas, erros e acertos. Doug é o tipo de personagem que me encanta, aquele rapaz com fama de delinquente, com um passado misterioso, um olhar penetrante, falas repletas de ironia e sarcasmo, mas que os leitores percebem ter um bom coração, ser um menino esforçado que teve diversos problemas no decorrer da vida e teve que enfrenta-los e vencer as adversidades sozinho. Entretanto, todos os demais personagens são pouco trabalhados, Brandon é um dos poucos entre os quais a autora fala um pouco mais, entretanto, como ele é fútil e superficial e age perfeitamente de acordo com isso, não há de fato muito mais a ser falado sobre ele. Os demais personagens, tanto aqueles mais presentes como o policial Fox, as gêmeas, Mike são descritos de maneira rasa, os outros são apenas citados e se confundem com a paisagem.
Como vocês puderam perceber a principal crítica é na profundidade, tanto das temáticas quanto dos personagens. Concordo em alguns pontos e discordo em outros, mas o livro me atendeu de maneira satisfatória. Eu estou lotada de leituras para o mestrado, textos complexos e queria uma leitura leve para descontrair, eu estava na procura de um romance, acontece que eu também não queria um livro bobinho, só com uma estória de amor sem um conteúdo mais interessante no meio do livro. Como fui esquecer você recebeu muitas críticas, ele de fato tem alguns problemas na construção dos personagens secundários, mas ele foi um livro que satisfez o que eu buscava no momento, uma leitura, leve, um romance, mas que não fosse bobinho, somente uma estória de amor sem mais nada de pano de fundo. Algumas pessoas discordam, muito falam que o livro se foca em completo no casal principal, o foco é de fato maior neles, mas eles têm outros assuntos, problemas com os pais, os amigos, a escola, os treinos, que compõem quem eles são, portanto o livro não se limita a temática amorosa. Recomendo!

Volume único.