11 de junho de 2013

Legend

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[ótimo]

Eu recomendo: Legend
Autora: Marie Lu
Editora: Prumo

Sinopse:
Day é um criminoso procurado pela República, ele sabota ações do governo, assim como ajuda bairro infectados, mas a verdade é que nunca matou ninguém, até hoje. Durante uma ação pouco planejada, buscando remédios para a família doente, ele invade um hospital onde acaba ferindo Metias. June, a garota prodígio recebe o aviso de que seu irmão morreu e ela está escalada em uma missão para tentar capturar o assassino de seu irmão, Day. Quando ela finalmente consegue encontrá-lo, dúvidas começam a surgir, ela está gostando de Day e ele garante não ter matado seu irmão, ele revela também atrocidades que o governo comete contra bairros pobres. June não tem certeza se acredita em tudo o que ele diz, nem se ainda há tempo de fazer algo a respeito.

Meu cantinho:
Em primeiro lugar eu gostaria de fazer elogios a diagramação e formatação do livro. A capa não tem nada muito de especial, ela vem trabalhada com um efeito de brilho (que infelizmente o meu veio meio descascado), mas nada excepcional. O que realmente me encantou foi a parte interna, as páginas tem efeitos de fumaça na borda, são amarelas o que facilita a leitura, gosto de como a numeração da página é feita (no meio da página e não no final) e também da divisão dos capítulos. Os capítulos são intercalados, um é contato por Day, o fora da lei, e outro é contato por June, a garota prodígio que trabalha para o governo. No começo de cada capítulo aparece o nome de quem narra, ao lado do nome de June tem o símbolo do governo, além do que, cada um tem uma fonte de texto diferente. Bem, eu me formei em publicidade e acabo prestando atenção nessas coisas, acho que uma fonte confortável facilita a leitura e se for esteticamente bonita (principalmente a usada nos capítulos de Day) fica tudo melhor. Lógico que não adianta ser um livro esteticamente bonito e não ter conteúdo, sorte que esse não é o caso de Legend.
Legend é outro livro que relata sociedades futuristas. A república tem lutado contra as Colônias que querem dominá-lo, eles afirmam que o governo das Colônias é ilegítimo, e que insistem em revelar mentiras sobre o governo apenas para confundir a população. June é uma menina prodígio, que vem de um bairro rico, ela é muito nova, tirou a nota máxima no teste desenvolvido para testar a capacidade das pessoas e está treinando para fazer parte da elite militar. Day nasceu em um bairro pobre e é o criminoso mais procurado da República, ele sempre promove ações que atrasam a guerra ou voltadas para ajudar bairros pobres e infectados. Entretanto, o governo não tem ideia de como é seu rosto. Infelizmente, seu irmão mais novo fica infectado por uma das muitas pragas que assolam os bairros pobres (aqueles que morram em bairros ricos ou que trabalham para o governo sempre recebem vacinas contra essas doenças) e em uma missão desesperada ele acaba invadindo um hospital, não consegue os remédios que precisa, é ferido na fuga e acaba machucando um capitão chamando Metias durante a invasão. Metias é o irmão de June, aquele quem criou ela após a morte dos pais em um trágico acidente e quando ela recebe a notícia de que seu irmão morreu ela também é convocada para participar de uma missão para capturar Day, ela o assassino. Depois de descobrir algumas coisas a respeito de Day ela acaba se infiltrando nos bairros pobres buscando maiores informações, ela tem alguns problemas e ajudada por ninguém menos que Day, embora não saiba disso, ela passa a conhecê-lo e a gostar dele, mas ao descobrir sua verdadeira identidade não pode deixar que o assassino de seu irmão fuja.
O legal desse livro é que o foco não é o romance, tem o romance sim, mas as atenções estão voltadas para as cenas de ação, para o perigo, as mentiras, o abuso de poder, a manipulação por parte do governo. A maioria dos livros que tem situações semelhantes, uma sociedade no futuro, pessoas em lados opostos, o foco sempre fica no romance, como por exemplo Destino, com Cassia dividida entre Ky e Xander; ou Estilhaça-me, assim como sua continuação Liberta-me, que apesar da guerra, dos poderes, do medo, o foco está no romance; A Seleção, assim como a continuação AElite, onde, apesar de inúmeras questões políticas, o foco está na confusão de sentimentos entre Aspen e Maxon; Delírio nem se fala, já que a temática do livro é o amor. Esse livro me lembra mais a série Feios, no qual existe o casal, o romance, mas o foco está no governo, nas resistências, nas revelações, na luta. Acho que esse livro mostra que pode haver um balanço entre romance e as outras questões de enredo, que o livro não precisa tender a um lado ou a outro, que ele pode ter um pouco dos dois e ser muito bom! Acho que o próximo livro será ainda melhor e mal posso esperar para ter a continuação em mãos!

Continuação:
O próximo livro da série se chama Prodigy, e já foi lançado nos Estados Unidos.

10 de junho de 2013

Caixinha de Correio


Passando aqui rapidinho para mostrar minhas novas aquisições, consegui todos por trocas no skoob. O primeiro é o Resgate do Tigre, a continuação da A Maldição do Tigre, um livro muito bom que me surpreendeu bastante. O segundo livro é Cidade dos Mortos, fiquei meio triste que ele veio com as quinas grudando (não sei por que a antiga dona colou durex nas quinas), mas fora isso o livro está bem conservado, e eu adoro a temática de zumbis! O último livro (que já comecei a ler) é Sonhos, uma nova série da Alyson Noël, apesar de achar que os livros dela sempre estão na média, continuo trocando livros dela! Acho que sempre tem a curiosidade para saber como as situações vão se desenrolar, como tudo vai se resolver, mas ao mesmo tempo não há nada de extraordinário nos livros. Quem sabe mude minha opinião! Esperem as resenhas desses livros em breve.

6 de junho de 2013

O Reverso da Medalha

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[ótimo]

Eu recomendo: O Reverso da Medalha
Autor: Sidney Sheldon
Editora: Record

Sinopse:
Jaime abandonou tudo rumo a África para procurar diamantes, mas não será tão fácil quanto ele imagina. Há mais garimpeiros que diamantes, as coisas são caras e a ganância ainda maior. Ele será enganado, e buscará vingança, viverá aventuras absurdas para conquistar o que deseja e quando acha que tem tudo se surpreenderá. Katie é a filha de Jaime, uma menina difícil, mas que deseja o poder. Ela cresce, e assume as empresas do pai e de maneira muito ardilosa conseguirá tudo o que quer, o homem que deseja, que o filho assuma os negócios, que se case com a mulher que será um melhor investimento a ela, que lhe dê netos, herdeiros. E entre intrigas, manipulações e reviravoltas Kate fará de tudo para alcançar seu objetivo maior, ter alguém com seu sangue para assumir sua empresa.

Meu cantinho:
Ganhei esse livro de presente de aniversário do meu namorado, ele sempre falava que era muito bom, um dos livros preferidos dele, mas eu não sabia o que esperar da história. O livro acabou sendo uma surpresa muito agradável, apesar de algumas situações que acredito serem um pouco absurdas, além de alguns personagens que tive vontade de estrangular, ou pela burrice, ou pela capacidade de manipulação.
O livro é diferente de outros que já li pois ele não tem o foco em um personagem principal, mas sim em um família. O livro começa contando a história de James, depois de sua filha Kate (que participa até o final do livro), de seu filho, seus netos, até começar a história de seu bisneto.
O primeiro livro conta a história de Jaime McGregor, que abandona sua cidade, e vai para a África em busca de diamantes. Ele passa muitas dificuldades para chegar até lá, e diversas outras dificuldades quando está lá, mas nada parece abalar sua determinação. O problema é que ele tem determinação, um bom coração, mas não tem dinheiro, e quando ele escuta boatos de que Van der Merwe patrocina alguns garimpeiros ele vai atrás dele. Nesse momento fica óbvio que Van der Merwe é um trapaceiro, ainda mais quando faz Jaime assinar um contrato escrito em africâner. Jaime saí em busca dos diamantes, é acometido por uma série de infortúnios, até que finalmente encontra os diamantes e volta para encontrar Van der Merwe e cumprir sua parte no trato quando descobre que foi enganado. Revoltado, ele tenta se vingar de Van der Merwe, mas esse manda executá-lo. Jaime acaba sendo salvo por Banda, um africano que busca vingança de Van der Merwe por ter violentado sua irmã. Junto Jaime e Banda vivem as maiores loucuras para conseguir efetivar seu plano de vingança. Essa parte do livro é onde mais temos ação, e em alguns momentos deixa o leitor completamente desesperado porque simplesmente não tem como saber o que vai acontecer! Também é nessa parte que tem algumas situações que acho um pouco absurdas, mas prefiro não comentar sobre elas porque senão terei que dar spoilers sobre uma das melhores partes do livro. A verdade é que como o livro conta a história de um personagem, encerra ela, e passa o foco para outro, mesmo elas estando interligadas, é difícil falar sobre o próximo personagem sem falar como acaba a história do anterior (estou fazendo o possível para não estragar o livro para aqueles que não leram). Bem, confesso que me chateou um pouco como acaba a história de Jaime, eu jamais imaginarei que ele acabaria desse modo.
A próxima personagem é Kate, filha de Jaime, que estará presente até o final do livro. Kate sofre durante a situação da guerra, mas é uma passagem pouco explorada, mas ela tira dessa situação que jamais passará por algo assim de novo e que para isso ela precisa obter o poder. Kate é uma menina difícil, geniosa, que acaba dando muito trabalho para mãe. Quando a mãe morre ela se sente muito mal por não ter sido uma filha fácil e ter sempre causado problemas, por conta da mãe ela acaba terminando o ano letivo, concluindo o curso, se matriculando numa escola de negócios e as 21 anos assume as empresas do pai. Agora uma mulher feita Katie começa a correr atrás do que quer. Ela quer David como seu marido, ela quer um filho para liderar a empresa no futuro, ela quer que seu filho case bem e gere filhos para que a empresa não vá parar nas mãos de outra pessoa. As tramas que Kate arma para casar com o homem que deseja me surpreenderam. Depois, quando já é mãe, e seu filho decide tentar uma carreia longe da empresa me surpreende ar artimanhas que ela usa para trazê-lo de volta aos negócios da família, quando ela tenta lhe conseguir uma noiva eu já havia compreendido as articulações de Kate e não pude deixar de pensar como ela era uma pessoa manipuladora, que amava mais a empresa do que qualquer outra coisa. O que acontece a seu filho é muito triste e me pergunto como ela consegue seguir em frente e não se sentir esmagada pelo peso da culpa. Nessa parte do livro fico feliz com as pequenas aparições de Banda, e acredito que ele poderia ter participado mais da história, já que ele era um personagem muito interessante.
Seguindo a história temos Kate com suas netas, gêmeas, Eve e Alexandra. Eve tem uma personalidade forte, mentirosa, promiscua, mesquinha e manipuladora. Já Alexandre é um doce de pessoa e absurdamente ingênua. Eve me surpreende desde pequena, ela parece uma psicopata, alguém que não tem sentimentos pelos outros, apenas por si, e ela quer todo o dinheiro da família. Por muito tempo ela consegue fazer jogadas para se livrar de todas as coisas horríveis que faz, mas quando é descoberta sua avó tira ela do testamento e deixa-a vivendo com uma mesada absurdamente pequena comparada com seu padrão habitual. Agora ela vai tentar bolar um plano para arrancar de sua irmã toda a fortuna da família. Essa parte da história também é muito interessante, muitas situações me surpreenderam, assim como reações de alguns personagens. O final dessa parte da história foi inesperado, principalmente o que aconteceu com Eve, acredito que ela mereceu o que lhe aconteceu, mas acredito que ela foi “quebrada” muito fácil para quem teve uma personalidade tão forte durante todo o livro.
O livro é previsível em alguns momentos, mas surpreendente em outros, as manipulações, a frieza, as reviravoltas, os vários personagens, as conexões, tudo torna esse livro interessante, instigante, de ação, perseguição, intrigas, romances a assassinatos. Com certeza não haverá espaço para o tédio enquanto você estiver lendo.


Volume único.

5 de junho de 2013

Pegando Fogo

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[bom]

Eu recomendo: Pegando Fogo
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record

Sinopse:
Katie é a segunda menina mais popular do colégio, a primeira é Sidney, sua melhor amiga. Katie namora o jogador de futebol do time Quahog, o mais popular da cidade, ela tem um bom emprego, está concorrendo a Princesa Quahog, tudo parece perfeito. Se não fosse o fato dela mentir compulsivamente, de estar traindo seu namorado e de Tommy, seu antigo amigo, que foi expulso da cidade a quatro anos atrás estar de volta. Tommy fez denúncias contra o time de futebol, o que impediu o time de participar da competição e fez com que a cidade inteira odiasse Tommy, e para manter sua popularidade Katie se afastou dele. Agora ela tem certeza que ele está de volta querendo vingança, e para piorar, ele a conhece bem demais e ainda descobre seu caso e várias outras mentiras que Katie não consegue evitar de contar, e ela também não consegue evitar a vontade enorme de beijá-lo.

Meu cantinho:
Preciso dizer que essa é a primeira personagem da Meg Cabot que me desagrada. Não que seja uma personagem má construída ou qualquer coisa assim, muito pelo contrário. Katie, nossa personagem principal, parece muito real, já que existem muitas pessoas assim, o problema é que ela não é o tipo de pessoa agradável. Katie não era muito popular, ela é muito inteligente, umas das primeiras da classe. Certo dia acaba ajudando Sidney, a menina mais popular do colégio, com uma prova e elas acabam se tornando amigas. Katie vê sua popularidade sendo ameaçada por seu relacionamento com Tommy, que escreve uma matéria no jornal da escola falando sobre como muitos integrantes do time de futebol da escola chamado Quahog (muito famoso e idolatrado na cidade) esteve colando nas provas (o que acabou prejudicando o time que foi impedido participar do campeonato estadual) e acaba se afastando dele. Ele acaba sendo forçado a sair da cidade devido a hostilidade das pessoas e Katie vê sua popularidade subindo. Ela agora namora Seth, um dos jogadores do atual time de futebol americano, sua melhor amiga é a menina mais popular do colégio, ela está concorrendo a Princesa Quahog, seu irmão mais novo está treinando para se tornar um Quahog. Tudo parece perfeito se não fosse o fato de Katie mentir compulsivamente para agradar a todos, dela não ter nada em comum com Seth, seu namorado, mas continua com ele já que ele é bonito e beija bem, além disso, ela está tendo um caso com Eric, um cara com quem tem mais afinidade, que ela gosta de beijar, mas que não ama de verdade.
Entendo o fato de Katie mentir as vezes, afinal todo mundo conta uma mentirinha ou outra. Entendo por exemplo ela mentir para os pais que está trabalhando um monte porque quer o dinheiro para comprar uma coleção nova de casacos quando na verdade ela quer comprar uma câmera profissional, mas não conta isso para os pais porque não quer magoá-los, já que a pouco tempo atrás eles lhe deram uma câmera de aniversário (mas não a profissional que ela deseja). Entretanto, sinto raiva de Katie por mentir para o namorado (mesmo que ele não seja o cara mais esperto e bondoso do mundo), acho que ficar traindo o namorado dela é uma atitude horrível e o modo descarado e fácil como ela mente para ele me fez desgostar da personagem. Além disso, ela também não foi capaz de apoiar Tommy, seu amigo, e durante o livro percebemos que ela fez algo a ele e esconde um segredo que faz com que ela se sinta muito culpada. Ela não tem pensamentos muito “agraváveis” a respeito da melhor amiga, ela na verdade parece achá-la uma pessoa vazia e fofoqueira, o que me faz pensar que Katie é mentirosa, pois chama uma pessoa de amiga quando na verdade não é assim, além disso, é interesseira, pois mantém essa amizade por conta da popularidade de Sidney.
Katie está levando essa vida de popularidade, mentiras e traições, quando algo inesperado acontece. Depois de quatro anos do incidente com Tommy Sullivan, ele está de volta, e Katie tem certeza que ele está buscando vingança contra ela. Apesar de querer distância de Tommy, ela não consegue evitar se aproximar dele já que ele está alto, forte, bonito, completamente diferente do menino que ele era no nono ano. A verdade é que Katie parece estar sempre mentindo e pegando fogo, porque simplesmente não resiste aos rapazes bonitos e quer sempre beijá-los. Acho que deu para entender porque minha aversão a personagem, certo? Ela mente um monte – e pelo fato de algumas vezes se sentir mau por isso, ela acha que “compensa” a mentira contada – e também é superficial e de certa forma uma menina fácil.
Minha situação com a personagem melhorou um pouco no final do livro, quando descobrimos o que ela fez para Tommy, motivo pelo qual ela acreditava que ele queria se vingar dela, e nem é algo tão absurdo. Na verdade, o que ela fez foi uma tentativa muito vaga, limitada e distorcida de ajudar o amigo na época em que tudo aconteceu. Ela também não delata ninguém, o que significa que ela vai levar a punição toda sozinha, o que pode ser visto como uma compensação pelas mentiras e traições aos amigos e namorado. Lógico que ela não tem como apagar tudo o que fez, e eu ainda não gosto completamente da personagem, mas apesar disso, é um livro interessante e gostoso de se ler para alguém que procura um pouco de romance e muita confusão.

Volume único.

2 de junho de 2013

A Elite

[ótimo]

Eu recomendo: A Elite
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte

A Seleção:
A Elite é o segundo livro da série, se você não leu o primeiro livro A Seleção, o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse: 
America esta dividida entre Maxon e Aspen. Aspen é seu porto seguro, aquele com quem ela sempre pode conversar, mas também foi aquele quem abriu mão dela. Maxon é alguém que lhe encantou, mas que muitas vezes lhe traz muita insegurança, e ela não sabe se é capaz de assumir todas as responsabilidades que estar com ele gera. Ela a todo momento está insegura sobre se tornar uma rainha, uma Um, lidar com as pressões dessa posição. Ela precisa lidar com essa confusão de sentimentos, descobrir o que realmente quer e ainda lidar com enigmas sobre o reino e os ataques rebeldes.

Meu cantinho:
Eu simplesmente me apaixonei pelo primeiro livro dessa série, da capa, aos personagens, ao ambiente, tudo. Eu comprei A Elite em pré-venda e estava louca para saber o que iria acontecer, a verdade é que eu não tinha a mínima ideia do rumo que o livro iria tomar... Será que America iria ficar com Aspen? Eles seriam descobertos? Qual a punição que os dois sofreriam? Ou será que America iria se decidir pelo príncipe? Será que ele iria finalmente conquistá-la? Seria America ao seu lado capaz de realizar mudança nesse país, seria ela capaz de ajudar aqueles que precisam já que ela veio de uma casta tão baixa e sabe as necessidades que o povo passa? Acontecem que todas essas minhas dúvidas também estavam com nossa personagem principal, ela simplesmente não conseguia se decidir. Ela começava a acreditar que gostava do príncipe, mas então ficava com dúvidas dos sentimentos dele, não sabia o que esperar, ficava com ciúmes se ele passeava com outras meninas, se conversava com elas. Então Aspen aparece e lhe dá um botão, para que ele possa sempre ter algo dele perto dela, porque ele lhe assegura que estará sempre presente e ela percebe que pode sempre contar com ele. Ela então começa a ver as pequenas coisas que Aspen faz por ela e que normalmente são ofuscadas pela grandiosidade das coisas que o príncipe Maxon faz. Acontece que Aspen não tem dinheiro para promover bailes, mas dentro do que ele pode, ele faz o possível e o impossível por ela. E quando ela acha que as atitudes de Maxon são superficiais, ou que ele é uma pessoa fria, logo ela percebe que dentro das limitações de sua posição (afinal um príncipe precisa agir de acordo com seu cargo) ele faz tudo o que é possível para atender seu coração, que é onde esta America. Enquanto isso Aspen arisca sua segurança para ter pequenos encontros, pequenas conversas com America para que ela se sinta bem, mesmo sabendo que o que está lhe fazendo mau são sentimento conflituosos a respeito de outro homem. Quando ela acha que Maxon está finalmente se encantando por outra e deixando ela em segundo plano ele mostra afeto lhe trazendo um singelo presente. Certo momento ela descobre atitudes horríveis de Maxon e quando ela (assim como eu) está fervilhando de ódio, ele surpreende desafiando o rei, mesmo sabendo das terríveis conseqüências que terá de enfrentar. A verdade é que America a cada momento esta se decidindo por alguém, uma hora ela está apaixonada por Maxon, na seguinte ela percebe que Aspen é a constante em sua vida, quando se sente pressionada e acredita que não pode ser rainha um dia, que não pode aceitar Maxon e o cargo e está disposta a largar tudo, percebe que quer tentar e que seus sentimentos por Maxon crescem a cada momento. A verdade é que nem mesmo eu tenho uma opinião sobre com quem ela deve ficar, ao mesmo tempo em que gosto dos dois tenho sérios receios quanto a ambos.
O foco desse livro então são os sentimentos conflituosos de America. Em segundo plano temos despontando as questões políticas. America tem acesso a livros proibidos e começa a descobrir sobre como seu país foi construído (o repúdio dela é evidente), ela também toma conhecimento de atitudes terríveis do rei, que declara diversas famílias como inimigas e rebaixa todos a última casta. Além disso, ataques constantes dos rebeldes assustam a todos, e America esta mais perto de descobrir o que eles realmente querem. Além disso, durante um baile America tem contato com a rainha da Itália, que depois de certas atitudes de America passou a simpatizar com ela, a rainha acredita que pode apoiar esse país se acontecerem mudanças, e ela acredita que America é a pessoa quem desencadeará elas.
Acredito que alguns vão ficar desapontados pelo foco nas questões românticas e pelas dúvidas constantes de nossa personagem. Confesso que as dúvidas dela me angustiaram, e que apesar de ser louca por romances, queria um balanço melhor entre o romance e a ação, mas acredito que pelo rumo das coisas isso vai ficar para o próximo livro.

Continuação:
[Atualizado] O próximo livro da série é A Escolha. Você já pode ler a resenha dele clicando aqui. Antes do que seria o volume final, foi lançado um seleção de contos extras que você pode ler clicando aqui.

30 de maio de 2013

Rainha da Fofoca - Fisgada

[muito bom]

Eu recomendo: Rainha da Fofoca - Fisgada
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record

A Rainha da Fofoca:
Fisgada é o último livro dessa trilogia, se você não leu o primeiro livro A Rainha da Fofoca e o segundo livro, A Rainha da Fofoca em Nova York, o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse: 
Lizzie aceitou o pedido de casamento do Luke, eles estão noivos, mas alguma coisa não está certa. Por tanto tempo ela idealizou esse casamento e agora ela se sente nervosa e tem urticárias quando pensa nele. Ela procura se ocupar com o trabalho para não pensar na sua festa, nem em Chaz, ou na vaca bonita e inteligente com quem ele está saindo agora. A verdade é que Luke também não toca no assunto do casamento, ele estava ocupado com o cursinho e agora está trabalhando em Paris com seu tio. Apesar de seu interesse por Chaz ela se recusa a terminar com Luke depois de Chaz ter admitido que não acredita na instituição do casamento. Durante tanto tempo ela sonhou em se casar que se recusa a ficar ao lado de alguém que não compartilhe esse sonho com ela.

Meu cantinho:
A primeira coisa que preciso dizer é que o título “rainha da fofoca” ficou meio de lado, apesar da boca grande de Lizzie, como ela mesma gosta de ressaltar, não houve nada exacerbado por parte da nossa personagem principal durante o livro. Na verdade, ela se tornou incrivelmente boa em guardar segredos, principalmente no que diz respeito a seu pequeno caso com Chaz de seu noivo Luke. Apesar da burrada que ela fez no final do livro passado, de aceitar o pedido de casamento de Luke, ela amadureceu muito como pessoa. Acredito que por conta do trabalho dela, como ela tem se esforçado e como tem sido bem sucedida, da independência que ela conquistou, das dificuldades que ela passou, ela cresceu muito. Lógico que ela ainda precisa amadurecer um pouquinho mais, perceber o que realmente tem valor, como no caso do casamento. Ela sempre idealizou um casamento, ela trabalha com vestidos de noivas, ela quer muito casar, mas não adianta nada disso se o noivo não é a pessoa certa. Toda vez que pensa em seu noivado com Luke ela se sente mau, um enjoo, mas que ela acredita ser apenas nervosismo. A verdade é que ela e Luke nem passam mais tanto tempo juntos, devido a divulgação que teve ela está lotada de trabalho e Luke viajou para Paris para trabalhar com o tio. Eu nem sequer entendo porque Luke pediu Lizzie em casamento, a suposições dos amigos de que ele tinha medo de ficar só é um tanto quanto esquisita, já que Lizzie descobre que Luke sempre esteve muito distante de estar completamente sozinho. Ela eu entendo, Lizzie tinha construído na sua mente um casamento em Paris, com um príncipe, um cara rico e que deseja se tornar médico e salvar criancinhas, mas ela não percebe que Luke não a conhece de verdade. Ela está noiva de um cara que não sabe como ela verdadeiramente é, alguém de quem ela esconde seu corpo, vive usando modeladores, alguém que não entende seu sonhos, que acha que consertar vestido de noivas é um hobbie e não um trabalho, uma pessoa que não sabe seus gostos. Completamente diferente de Chaz, que sabe cada pequena coisa dela, seja de modeladores constrangedores, da sua família estranha, seu refrigerante favorito ou como gosta de tomar seu vinho. O único problema é que Chaz declarou não acreditar em casamento depois do que ele passou com Shari, mas o que Lizzie precisa pensar é se uma festa e um pedaço de papel é tão importante assim, ou se o que importa é ter a pessoa certa, que você ama ao seu lado.
A verdade é que esse livro todo só acontece por conta da burrada de Lizzie, de aceitar se casar com um cara que obviamente não a amava, que a pediu em casamento por impulso (ou sei lá porque motivo). É óbvio que o cara certo para ela é o Chaz e que Luke é um cara completamente alheio a tudo, mas apesar disso o livro não fica completamente tedioso, porque Lizzie tem vários outros problemas para resolver. Ela tem muito trabalho, problemas na família, a possibilidade de ficar desempregada, uma noiva famosa que ela precisa ensinar a vestir calcinha para não ser fotografada constantemente e virar escândalo. 
O que me deixou “entediada” nesse livro, foi um aspecto que antes eu tinha gostado no primeiro livro, que era a formatação dele. Antes de cada capítulo temos algo relacionado a casamentos, no primeiro livro era a monografia de Lizzie, no segundo dica de organização do casamento, nesse são curiosidades a respeito de como o casamento se tornou o que é hoje, além de mais dicas de como organizar a festa. A verdade é que essas passagens, principalmente as curiosidades são um pouco cansativas, confesso que no final do livro eu já tinha pulado algumas ou simplesmente feito uma leitura rápida por cima.

Volume final.

28 de maio de 2013

Pandemônio

[ótimo]

Eu recomendo: Pandemônio
Autora: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca

Delírio:
Pandemônio é o segundo livro da série, se você não leu o primeiro livro Delírio, o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse: 
Lena sobreviveu, ela não sabe exatamente como, mas continuou andando pela selva, e quando não aguentava mais foi encontrada por outros Inválidos. Ela foi cuidada, e aos poucos foi se aproximando das outras pessoas. A confirmação da morte de Alex foi extremamente dolorosa e difícil de lidar. Ela também foi obrigada a criar uma resistência física que não possuía para poder contribuir e permanecer nesse lugar. Ela vai ficando cada vez mais forte, assim como seu desejo de ajudar, depois de ver como a vida na selva é difícil e como as mentiras na cidade são mortais, ela precisa fazer algo para destruir esse sistema.

Meu cantinho:
Pandemônio foi um livro que me surpreendeu, eu não sabia exatamente o que esperar, mas esperava muito por conta da escrita maravilhosa da autora e ela de fato se superou. O livro é muito envolvente. Delírio acabou daquele modo angustiante, com a morte de Alex, Lena fugindo para Selva e no capítulo seguinte ela está infiltrada pela resistência. Esse segundo livro é construído com capítulos do antes e do depois, sendo que o antes relata a vida de Lena depois da tentativa de fuga, como quase morreu, como foi resgata, as dificuldades que ela e os outros seres humanos que estão do lado de fora da cerca passam. As roupas compartilhadas, o pouco espaço, o trabalho inacabável, a comida escassa, a falta de medicamentos, a morte, o medo e ainda assim uma enorme engenhosidade diante das limitações existentes. Nos capítulos que relatam o depois temos Lena de volta a cidade, do lado de dentro das cercas, trabalhando para a resistência, para os Inválidos. Lena tem por missão se infiltrar na ASD – América sem Deliria, e ficar perto de Julian, filho de um dos principais membros da ASD. Julian é um jovem que devido a um câncer e inúmeras intervenções cirúrgicas foi desaconselhado pelos médicos a fazer a intervenção que eliminaria deliria nervosa, mas ele luta para que a cirurgia seja feita, pois ele acredita ser necessária a intervenção, em pessoas cada vez mais jovens inclusive, pois o risco de morrer é válido se a doença deixar de existir.
Vi algumas pessoas reclamando do formato do livro, o anterior foi apenas o texto corrido e nesse temos intercalados os capítulos. Eu não acho que é apenas firula como alguns dizem, acho que inclusive ficou interessante e cria maiores expectativas no leitor. Porque tem algo muito emocionante acontecendo no antes e outra coisa surpreendente acontecendo no depois, e você quer ler os dois ao mesmo tempo! Apesar de relevar o que seria o passado e o futuro ainda restam pequenas lacunas entre um momento e outro que me perguntou se a autora irá explorar no próximo livro.
Achei o livro repleto de ação, com situações bem amarradas, acho visível o amadurecimento de Lena, e fui muito surpreendida (de um modo positivo) durante a leitura. Tem apenas uma coisa que ouvi falarem mal que eu concordo até certo ponto, ouvi que Lena supera muito facilmente Alex. Não acredito que seja bem isso, acho que ela não sofreu tanto quanto o leitor esperava diante de tudo o que aconteceu e da idealização de amor que muitas vezes construímos. Eu inclusive esperava que ela fosse chorar litros, ficar deprimida, acabada, até seguir em frente por conta dele. Acho que ela sofre, mas de uma maneira muito medida, ela continua levando a vida dela, mas a verdade é que ela não o esquece. Ela pensa muito nele, nas coisas que aprendeu, que viveu ao seu lado, assim como ela permanece viva e continua na selva por conta dele. O estímulo de seguir em frente é Alex, mas acho que as pessoas esperavam uma mocinha mais fraca que iria se desmantelar mais facilmente diante da morte da pessoa amada. 
Já que estou falando de personagens quero abrir um espaço rapidinho para falar de Prego, um Inválido, ele não é um dos focos principais, ele aparece pouco e quase nada é revelado do seu passado, mas ele é um daqueles personagens fodões que não passam despercebidos (tipo o Daryl do The Walking Dead), espero ler mais sobre ele nos próximos livros.
O livro é repleto de cenas extremamente fortes e marcantes. Na selva, uma das cenas que mais me marcou foi quando Graúna, a mulher que resgata Lena e que funciona como uma espécie de líder daquele grupo, diante da morte de um dos integrantes revela seu passado e como foi que parou na Selva. Não tem como ficar indiferente a essa cena. No decorrer do livro temos um momento em que conhecemos um grupo de pessoas que vivem nos esgotos da cidade, são inválidos, filhos que são frutos da deliria, mas em sua maioria são pessoas com alguma deformidade física. Um dos lideres, quando indagado sobre aquele lugar e como foi parar ali conta que se apaixonou, mas que a mulher que amava fez a intervenção, mas ele não foi capaz de fazer a cirurgia pois não podia perder pela segunda vez o amor de sua vida. O modo como ele fala, a simplicidade, a certeza, o que ele enfrentou para poder guardar aquelas lembranças simplesmente derreteu meu coração de manteiga. Mas durante toda a leitura nada me descontrolou como o final do livro. Li muitas pessoas falando que era algo previsível. As vezes sou apenas um pouco lerda, mas a verdade é que o livro toma um rumo tão inesperado, Lena vive coisas tão brutas na selva, e tem tanta ação quando ela está na cidade que eu não poderia imaginar o que aconteceu no final. Eu estou desesperada para ler a continuação (que eu sei que vai demorar a sair) e infelizmente nesse livro nem temos um gostinho do próximo – as vezes é publicado o capítulo 1 do livro seguinte no final do livro anterior, mas isso não aconteceu.

Continuação:
[Atualizado] O próximo livro dessa série é Requiem. Você pode ler a resenha dele clicando aqui.

20 de maio de 2013

Caixinha de correio



Oi gente, não fiz muitas postagens esse mês porque não tenho tido muito tempo para ler. Estava ocupada fechando questões relativas ao meu mestrado, estudando para tirar carteira de habilitação, para concurso, e o tempo livre que eu tenho não tem sido para a leitura. Mas aproveitei que chegaram livros novos para fazer uma postagem! Troquei pelo plus Pegando Fogo da minha querida Meg Cabot, ele veio meio amassado e com umas manchinhas, mas nada muito ruim (sem falar que ele fica lindo na estante porque tem uma lombada bonita). Já A Elite, a continuação de A Seleção, foi minha compra de aniversário (mês passado) que o site demorou a enviar, pois não achava o livro, mas finalmente chegou! Estou delirando para saber o que vai acontecer!nte, dei u

13 de maio de 2013

Insurgente

[ótimo]

Eu recomendo: Insurgente
Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco

Divergente:
Insurgente é o segundo livro da série, se você não leu o primeiro livro da série Divergente, o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse: 
Tris e Tobias foram buscar abrigo na Amizade com algumas pessoas da Abnegação assim como da própria Erudição, mas a verdade é que a Amizade quer de todas as formas possíveis evitar conflitos e a Erudição está atrás dos dois por conta de sua divergência. Eles vão ao encontro dos demais membros da Audácia e tentam organizar uma resistência, mas a Erudição também tem membros da Audácia ao seu lado além de tecnologias e poder para gerar novas simulações. Eles precisaram recorrer a ajuda dos sem facções, mas esses não são totalmente confiáveis e pretendem destruir por completo o sistema de facções. Acontece que a Erudição começa a matar membros da Audácia através de simulações, e só vão parar quando um Divergente se entregar e Tris não pode mais deixar pessoas morrerem. 

Meu cantinho:
Confesso que estava muito ansiosa para saber como as coisas iriam continuar, afinal, o livro terminou com os membros da Audácia acordando em meio a uma simulação controlada por membros da Erudição, no qual eles estavam sendo controlados e acabaram exterminando a maior parte dos membros da Abnegação. Eu esperava uma grande revolta por parte das demais facções, imaginava a revolta da Franqueza pelas mentiras da Erudição, esperava uma tristeza por parte da Abnegação devido as mortes, um repúdio por parte da Amizade pelo extermínio, e um terrível ódio dos membros da Audácia pela manipulação que sofreram. Mas a verdade é que as coisas estão bem paradas, os membros da Abnegação estão sem reação e buscando abrigo em outras facções, principalmente na Amizade. A Amizade não quer se envolver em conflitos, pois é algo que eles não apreciam (e não se posicionam diante do massacre que ocorreu). A Franqueza apesar de abrigar a Audácia a princípio, logo começa a ceder as pressões da Erudição. A Audácia está dividida, muitos membros são contra a Erudição e por um motivo que eu não compreendo, alguns se juntaram a causa deles! E a Erudição continua manipulando a todos, e apesar do extermínio não sabemos o que os motivou – algumas informações começam a escapar e no final é revelado o motivo e não consigo imaginar quais serão as implicações disto no próximo livro – tudo o que sabemos é que eles querem exterminar a resistência da Audácia e capturar os Divergentes que existem. 
O livro deixa muita coisa em aberto, que vão se esclarecendo no decorrer da história, assim como ocorrem muitas revelações, novos divergentes, espiões, manipulações e traidores. E o livro vai criando essa atmosfera de tensão, que explode em cenas de ação ou de completa surpresa quando algum mistério é revelado. Nesse livro também temos os sem facções se organizando para enfrentar a Erudição e logo percebi o plano deles, mal consigo acreditar no que foi feito e o que eles farão no próximo livro. Preciso dizer que Tobias foi um tanto quanto cabeça dura nesse livro, ele não escutava o que Tris tinha a dizer, mas ela também é uma cabeça dura, muito ingênua, sem que falar que a imprudência dela é exagerada, raciocinar um pouco não seria ruim para quem também teve aptidão para a Erudição. Apesar dos pesares o livro foi inesperado, com muita ação, suspense, romance e eu não faço idéia do que esperar do próximo livro.

Continuação:
[Atualizado] O próximo livro da série Convergente. Você pode ler a resenha dele clicando aqui.

2 de maio de 2013

3096 dias


««««««
[bom]

Eu recomendo: 3096 dias
Autora: Natascha  Kampusch
Editora: Verus

Sinopse:
Natascha é uma menina normal, que começa a ter alguns problemas na família, os pais que sempre brigam e acabam separando, as cobranças, ela acaba levando bronca por fazer xixi na cama constantemente e para aliviar seus problemas ela começa a comer e se torna uma menina gordinha. Ela passa muito tempo na frente na TV e vê casos de meninas sendo sequestradas, mas acredita que isso nunca acontecerá com ela, pois não se acha bonita e é uma menina tímida, que não chama atenção. Tudo muda quando certo dia ela vai para escola sozinha pela primeira vez e um homem num furgão branco sequestra Natascha. Ela passará os próximos anos vivendo todos os tipos de abuso e agressões buscando sempre se libertar das amarras psicológicas que o sequestrador lhe impôs para poder fugir de seu cativeiro.

Meu cantinho:
Nesse livro Natascha conta sua história, desde sua infância perturbada, que o sequestrador acaba usando contra ela em seu tempo no cativeiro, até quando é sequestrada e todo o horror que passar nas mãos de seu sequestrador até finalmente conseguir se libertar. Apesar de revelar muitas coisas, Natascha não fala a respeito dos abusos sexuais que sofreu, ela diz que pretende se resguardar nesse aspecto, e quando fala sobre questões relacionadas ao seu corpo ou a intimidade são pequenos detalhes como o fato do sequestrador passar algemas em seus braços para dormir abraçada com ela, ou fazer ela usar poucas peças de roupas enquanto faz faxina pela casa e ele ficava lhe observando.
Acredito que é um livro muito difícil de ler, não apenas pelas coisas que ela passou, mas por ser muito fácil julgar tudo o que ela viveu, suas ações, suas escolhas, sem de fato ter vivido essa experiência traumática que ela viveu. Afinal, ela foi sequestrada muito nova, por um homem chamado Wolfgang Priklopil, visivelmente perturbado, não apenas por esse ato, mas pelas inúmeras atitudes anormais que Natascha relata, e foi mantida em cativeiro durante 3096 dias sofrendo vários tipos de abusos. Acontece que ela teve inúmeras oportunidades de fugir e de pedir ajuda, já que depois de vários anos Wolfgang deixa que ela cuide do jardim, deixa a porta da casa aberta, leva ela para passear, em farmácias ou outras lojas, ela relata o medo em pedir ajuda, e das travas que ele construiu em sua mente, mas o leitor sente uma angústia tão grande e é difícil compreender porque ela não foge na primeira oportunidade que tem. Outra questão é o fato dela não demonstrar ódio, agressividade, ou qualquer rancor de seu sequestrador. Ela fala de sua rejeição diante do julgamento das pessoas, que acreditam que ela desenvolveu síndrome de Estocolmo (quando a vítima acaba adquirindo certa “afeição” pelo seu sequestrador), mas ela fala que teve que perdoar Wolfgang para continuar seguindo em frente diante das torturas que lhe eram impostas, assim como ele era sua única referência, a única pessoa com quem tinha contato, segundo ela era ele quem lhe oferecia seu sustento, quem cuidava dela. Isso me incomoda muito, ele abusava dela, lhe batia, deixava sem água, sem comida, sem cuidados médicos, forçava ela a fazer inúmeros trabalhos, não deixava que falasse de sua família, trocou seu nome, além de outras inúmeras privações, e ela não o odeia porque ele era sua fonte de sustento e pela proximidade já que ele era a única pessoa com quem ela tinha contato? Acho que ela precisa entender que se ele não tivesse aparecido em sua vida, nada disso teria acontecido, ela não dependeria dele, era teria conhecido outras pessoas, se relacionado com outras pessoas de modo saudável. Quanto ao perdão, bem, só posso crer que ela é uma pessoa incrível por poder perdoar tudo o que ele fez, acredito que apesar de seus problemas, seus distúrbios, nada justifica tudo o que ele fez.
O livro também ressalta a ineficiência da policia, já que há uma denúncia quanto a um homem com um furgão branco e uma menina, mas ele é apenas questionado, ninguém revista sua casa. Um vizinho faz uma denúncia quanto ao estranho comportamento de Wolfgang, mas não é levado em consideração devido a questões políticas na época. Imagino a tristeza de Natascha de saber que esteve tão perto de evitar todo o horror que viveu, mas simplesmente foi deixada de lado por outras questões.
No geral é um livro bom, mas não creio que tenha nada de excepcional. Ele relata de uma maneira bem fiel o horror que Natascha viveu, e o leitor se choca com as atrocidade que ela foi capaz de suportar, além disso tem outras questões polêmicas como a investigação que não ocorreu, o fato dela perdoar seu sequestrador, assim como não aceitar ser classificada com um vítima da síndrome de Estocolmo.

Volume único.