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9 de outubro de 2013

A Escolha dos Três - A Torre Negra

[muito bom]

Eu recomendo: A Torre Negra - A Escolha dos Três 
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras

A Torre Negra:
A Escolha dos Três é o segundo volume dessa série, se você não leu O Pistoleiro, o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
Rolland, o pistoleiro, deseja encontra A Torre Negra, para alcançar seu objetivo ele terá que encontrar O Prisioneiro, a Dama das Sombras e por fim, a Morte, como previu o Homem de Preto nas cartas. Rolland enfrenta desafios desde o momento em que acorda, no qual é gravemente ferido, agora ele luta contra o tempo, caminhando pela praia, encontrando as portas que faz com que entre na cabeça das pessoas as quais o Homem de preto se referiu, e que o ajudará em sua busca. Ele precisa trazer essas pessoas para seu mundo, assim como precisa mantê-las em segurança e buscar um modo de se salvar, já que seu ferimento foi muito grave e uma infecção está debilitando-o cada vez mais.

Meu cantinho:
Nesse segundo livro temos a continuação da saga de Rolland para alcançar A Torre Negra. Ele acorda depois de seu encontro com o homem de preto e é como se vários anos tivessem se passado e ele está em uma praia, um lugar completamente diferente com monstros parecidos com caranguejos que saem da água assim que anoitece. Ao ser pego desprevenido por esses animais ele acaba de machucando e inclusive perdendo alguns dedos da mão. Ele agora está gravemente ferido, com parte de sua munição molhada, com uma infecção se espalhando pelo corpo e caminhando pela praia para encontrar O prisioneiro, a Dama das Sombras e a Morte, conforme o Homem de Preto previu. No meio da praia ele encontra a primeira porta e quando ele abre, se vê dentro da cabeça de um homem, em outro mundo. Esse homem é o prisioneiro, um homem que está preso ao seu vício de heroína. Ele está transportando ilegalmente drogas dentro do avião e o ato é percebido por umas das comissárias de bordo, Rolland percebe como o prisioneiro está encrencado e se comunica com ele e ajuda-o a escapar dessa situação. Ele precisa do prisioneiro livre para que consiga alguns medicamentos para si e também vai ajudar o pistoleiro a fazer a entrega da encomenda. Essa parte é muito interessante porque no mundo o que seria visto como os sintomas de um viciado, a mudança de personalidade, os apagões ou coisas assim, na verdade é a presença de Rolland na cabeça do prisioneiro. Também é meio confuso porque Rolland sabe que precisa deles na sua jornada, mas ao mesmo tempo não sabe por qual motivo. E ele ajuda Eddie, o prisioneiro a cumprir sua entrega de drogas para ajudar a salvar o irmão dele, sem que precisasse disso, porque na verdade se o pistoleiro tem que cumprir uma jornada em seu mundo ele precisava é levar ele Eddie para lá. A Dama das Sombras é uma mulher do mesmo mundo de Eddie, mas de uma época muito anterior, ela é Odetta, uma mulher negra, rica, em um sociedade muito preconceituosa com relação a cor da pele. Ela sofreu um acidente e quase foi morta por um trem e por isso não consegue mais andar, nesse mesmo acidente Odetta perde mais que as pernas, ela desenvolve uma segunda personalidade, Detta, uma mulher rude, ladra, grossa, que odeia qualquer contato com pessoas brancas. É muito interessante essa parte porque é como se Rolland entrasse dentro da cabeça de uma pessoa que tivesse um tipo de distúrbio mental, que ele pudesse ver como isso funciona para quem está vivendo aquilo e eu acho muito interessante assuntos envolvendo psicopatias. Quando ele traz essa mulher para o mundo dele ele precisa ficar constantemente alerta para as mudanças de personalidade e precisa chegar em frente para alcançar a última porta, a porta da Morte, o que é muito irônico já que a infecção está se espalhando pelo corpo do Pistoleiro e ele está extremamente debilitado. A morte leva ele para o mundo de Jack, na mente de seu assassino, a mesma pessoa que também empurrou Odetta nos trilhos do trem, agora Rolland luta contra o tempo para salvar a sua vida e dos outros que são a chave para sua Torre. O final do livro é muito tocante e fiquei muito curiosa para saber o que aconteceria em seguida, definitivamente foi muito melhor que o livro passado e apesar das reviravoltas e da falta de explicações para muitos acontecimentos, a saga do pistoleiro tem se tornado cada vez mais interessante.

Continuação:
O próximo livro da série A Torre Negra é As Terras Devastadas, em breve aqui.

19 de setembro de 2012

O pistoleiro - A Torre Negra

[muito bom]

Eu recomendo: O Pistoleiro – A Torre Negra vol.1
Autor: Stephen King
Editora: Objetiva

Sinopse:
O pistoleiro esta atravessando o deserto, a sede o consome, assim como a fome, ele anda incessável, o último pistoleiro. O homem de preto está a muito tempo na sua frente, ele lhe preparou armadilhas na última cidade, ele está lhe preparando armadilhas para o futuro. Vagando pelo deserto ele encontra pessoas, ele narra sua história, vagando sozinho ele lembra coisas do passado. Sempre seguindo em frente, sempre na expectativa de encontrar o homem que pode lhe dar as respostas para o que o pistoleiro busca, um caminho para se alcançar a Torre Negra.

Meu cantinho:
Eu preciso dizer que esse livro foi um tanto confuso, eu já havia lido outro livro do Stephen King, Desespero, mas não gostei tanto do livro, mais especificamente do final. Comecei a ler e logo pensei que não é o tipo de leitura que normalmente me atrai, gosto do macabro e do esquisito, mas acho que muito mais numa linha do Joe Hill ou do Carlos Ruiz Zafón (eu infelizmente não resenhei nada dele aqui – ainda), sem falar que senti um certo tom de religiosidade por parte de King em Desespero.
Ao ler o livro pensei de cara que o autor tem uma escrita muito particular, escreve coisas estranhas, (acho que seus trabalhos, e esse não é uma exceção, são marcados pelo macabro, o medonho), ele acrescenta pensamentos ou observações aparentemente desnecessários, que parecem não fazer diferença no enredo. Algumas passagens são tão complicadas que eu lia sem de fato entender o que o escritor queria dizer com aquilo tudo e ia apenas seguindo o fluxo da leitura. O autor tem esse hábito de tornar coisas extremamente simples complicadas de entender, mas me surpreendeu quando ele foi capaz de falar de coisas tão complexas de uma maneira simples. Acho que o livro é uma questão de você conseguir entrar no ritmo, ainda haverá pontos confusos, mas uma hora a leitura se torna menos complicada.
Eu faço uma recomendação para quem vai ler esse livro, não vá despreparado. Eu pulei orelha, verso do livro, prefácio, tudo, e fui direto encarar a leitura. A verdade é que as vezes as informações que encontramos nesses lugares ou revelam spoilers ou nos dão uma perspectiva completamente diferente do que é na verdade a estória. Acontece que o Stephen King não criou qualquer ambientação, ele joga o pistoleiro nessa jornada e não explicada nada. Ele usa palavras que não sei se ele criou ou adaptou de outra língua que não fazemos ideia do que seja! Ler essas explicações pode evitar algumas dores de cabeça durante a leitura, apesar que até agora eu não sei o que significa manni e li metade do livro para descobrir que ka significava destino. Lemos o livro e vamos seguindo o pistoleiro, mas sem quaisquer explicações, de suas motivações, o que ele deseja, e apenas depois da metade do livro é que ele revela que está atrás do homem de preto porque ele pode ter informações que o ajudem a chegar na Torre Negra. Isso é tudo, ele não revela informação alguma do porque quer chegar na Torre, o que tem lá, o que ele espera, enfim.
Antes de terminar o livro, faltando umas vinte páginas, eu tinha certeza que não faria muita questão de ler o próximo. Assim, o livro é confuso, fala do pistoleiro atravessando um deserto atrás de um homem de preto, um feiticeiro que pode ajudá-lo. E nesse caminho, durante algumas passagens pelos capítulos ele relembra coisas de sua infância, adolescência e outros pontos de sua vida, algumas confusas, mas outras muito interessantes (principalmente do seu enfrentamento com Cort e sua entrada na vida adulta), se eu continuasse a leitura dos próximos livros seria unicamente por conta desses trechos, portanto eu não estava ávida para conseguir os próximos. Acontece que nessas últimas páginas, quando o Pistoleiro e o Homem de preto conversam, ele aborda questões ótimas! Acho que o autor consegue explorar muito bem as fraquezas do caráter humano (o tamanho, as dúvidas), as tentações (dezenove) e no final, nessa conversa, ele fala da existência, do universo, suposições e dá a entender que a Torre seria um caminho para se alcançar essas respostas. E acho que ele está certo no que levantou, aqui estou eu, querendo ler o próximo livro para quem sabe alcançar algumas respostas que nossa mente finita (palavras do autor) não consegue alcançar.
Espero que a resenha não tenha ficado muito confusa, acho que falar de um autor desse porte, com uma série desse peso, sabendo o quão excêntrico pode ser sua escrita é bem difícil, mas para ser o mais clara possível: recomendo!

Continuação:
[Atualizado] O próximo da série a Torre Negra é A escolha dos Três. Você pode ler a resenha dele clicando aqui.