25 de janeiro de 2014

As Regras da Sedução

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[ótimo]

Eu recomendo: As Regras da Sedução
Autora:  Madeline Hunter
Editora: Arqueiro

Sinopse:
Alexia Welbourne se viu na pobreza após a morte do pai, ela recorreu as Longworth no qual foi calorosamente acolhida por seu primo. Ela desenvolveu afeto por ele e acredita que logo ele a pedirá em casamento, mas ele vai lutar na guerra e cai do navio na volta, deixando ela com o coração partido e sendo vista com a sobrinha indesejada por seu tio. Ela vivia com muito pouco, uma renda minúscula que não dava para nada, dependendo totalmente da caridade do tio. Por isso, quando descobre que Lorde Hayden Rothwell retirou todo o dinheiro do banco do seu tio levando ele a falência, fazendo que ela ficasse totalmente desamparada, ela só pôde odiá-lo. Entretanto, é ele quem aparece com uma solução ao propor que ela seja dama de companhia de sua tia, Lady Henrietta Wallingford e preceptora de sua filha. A proximidade dos dois é inevitável, ele está encantado com ela, mas sabe de seu ódio, por mais seja infundado, já que nunca retirou o dinheiro do banco de seu tio. Este na verdade era quem roubava secretamente os clientes, mas para evitar um escândalo apenas exigiu que ele devolvesse o dinheiro e inventasse uma mentira qualquer as filhas para encobrir o fato. Ele está divido entre a honra de manter a palavra a Longworth e os sentimentos que tem pela jovem Alexia.

Meu cantinho:
Sempre via os livros da Madeline Hunter na estante de desejados das pessoas no skoob, e assim que li a resenha ele foi para a minha estante também. Romances de época são meus queridinhos (esse mês falei de vários aqui no blog) e esse é mais um desses romances deliciosos.
O livro tem uma escrita leve, apesar de, diferente de outros romances com um trama mais superficial, ou voltada exclusivamente para o casal, esse livro trata de questões de dinheiros, roubos, mentiras, golpes, entre outras coisas não tão “leves”. Mas isso é apenas um ponto positivo, o livro ter uma trama tão boa que envolve o casal e complica sua união é instigante. A capa do livro é muito bonita, com uns detalhes de arabescos em brilho. A diagramação do livro é simples, mas limpa, apenas a fonte poderia ser um pouquinho maior, mas nada muito incomodo. O título casa perfeitamente com o livro, mas apenas lendo para entender.
Alexia Welbourne é de fato uma azarada, primeiro o seu pai que vai a falência e morre, de modo que ela precisa recorrer aos familiares. Depois ela se apaixona pelo seu primo Ben, que ela tem certeza que lhe pedirá em casamento, mas ele vai lutar na guerra, sofre um acidente e seu corpo não é encontrado. Ela acaba ficando sozinha, sem pretendes, vivendo praticamente da caridade do tio. Ela me pareceu um pouco com a cinderela, não que ela fosse maltratada, os que as duas primas fossem ruins como as irmãs malvadas, mas ela tinha certa inocência e vivia da caridade do tio ruim e usando roupas velhas das primas (que esbanjavam sem moderação).
Eis que aparece nosso bonitão Lorde Hayden Rothwell - que a princípio me lembrou um pouco, por conta de sua postura um tanto rígida, o sr.Darcy (suspiros) de Orgulho e Preconceito da minha amada Jane Austen (que infelizmente ainda não resenhei aqui). Ele descobre uma falcatrua de Timothy, o tio de Alexia, que tem vendido títulos de clientes do banco e roubado o dinheiro. Diante da atual crise financeira em Londres, que tem levado muitos bancos a quebrarem, ele decide evitar o escândalo e também a morte de Timothy, já que seu crime o levaria a forca. Acontece que Hayden tem uma dívida com seu filho, o falecido Ben, já que esse em um ato impulsivo salvou sua vida ao invadir o esconderijo inimigo durante a guerra evitando que esse fosse ainda mais torturado, regatando-o. Ele também tem pena das irmãs de Ben, por isso não os deixa sem nada, já que sobra a eles uma pequena casa e outras propriedades no interior. Além disso, permite que Tim invente uma desculpa a sua família para que não saibam o cafajeste que ele é; a única condição é que ele terá que repor cada centavo que roubou. Nesse momento Timothy revela que estará falido e que vivendo dos aluguéis rurais (do qual também que terá que retirar dinheiro para cobrir a divida), ele também não poderá mais sustentar Alexia – sem falar que ele também roubou os poucos recursos dela do banco. Hayden que a havia conhecido mais cedo, e que percebeu seu afeto pelo Ben, além de certo interesse que despertou nele (algo além da pena), decidiu ajudá-la ao oferecer um cargo de dama de companhia e preceptora da filha de Lady Henrietta. Ela pensa seriamente em recusar a proposta que veio desse homem que ela acredita ter levado deliberadamente seu tio a falência, mas a verdade é que ela não vê outra opção. Em seu novo cargo ela se é constantemente obrigada a encontrá-lo, já que ele vai visitar Henrietta com muita freqüência, mas a verdade é que ele vai a casa dela com o intuito de ver Alexia. Diante da aproximação e em um momento de desejo ela se entrega a ele, e como um homem honrado ele se casa com ela. Ela se vê apaixonada por Hayden, mas ao mesmo tempo ainda guarda sentimentos hostis pelo o que fez a sua família (já que recebeu noticias da prima e eles estão vivendo em uma situação deplorável) e ele se vê impedido por sua palavra de honra de lhe revelar a verdade.
O livro tem personagens secundários maravilhosos, muito bem construídos, adorei os irmãos de Hayden e espero ansiosamente pelos livros que tratarão deles. Lady Henrietta também se mostrou uma mulher divertida e inteligente. Os personagens principais também são muito bem construídos, principalmente Lorde Hayden, com sua seriedade, seus princípios, seu passado trágico envolvendo uma mãe sufocada pelo marido (no sentido figurado), e seu pai que ele sempre odiou, mas com quem muito se assemelha. Seus pensamentos e impulsos inesperados perto de Alexia mostram outra personalidade dele, um lado carinhoso, mas também possessivo e ciumento. Alexia também não fica para trás, já que tem uma força enorme com a qual enfrenta essas inúmeras dificuldades, além de ser sincera e falar tudo o que pensa (o que me divertiu e assustou Lorde Hayden algumas vezes).
Gostei muito da trama, que tem romance, sensualidade e uma pitada de humor, mas que como disse não se limitou ao casal, há o envolvimento da família, a crise no banco, aos roubos, a guerra, a honra. Preciso dizer que o final foi surpreendente, eu sabia que Ben não era tudo o que Alexia pensava e isso é revelado no final (na verdade a coisa é ainda muito pior, mas não posso dar spoilers). Acredito que algumas coisas ficaram em aberto, que eu gostaria que fossem resolvidas. Por exemplo, gostaria que as filhas soubessem que Timothy é um mau caráter, e não Hayden. Também acredito que o pai de Alexia foi a falência por conta de Timothy (a autora sugere isso), mas nada foi confirmado. Quero crer que no próximo livro essas questões terão continuidade. 

Continuação:
O próximo livro da série é As Lições do Desejo, comprei o livro esses dias, na minha primeira compra do ano. Esperem a resenha dele em breve. 

24 de janeiro de 2014

Mordida

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[ótimo]

Eu recomendo: Mordida
Autora:  Meg Cabot
Editora: Galera

Insaciável:
Mordida é o segundo volume dessa série, se você não leu Insaciável o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
Meena está trabalhando para a Guarda Palatina, mas ela ainda busca uma forma de ajudar Lucien. Um sonho recorrente a leva a crer que ele pode escolher pelo lado bom que há nele. Entretanto Lucien acredita que os incidentes que ocorreram se deram por nunca ter assumido verdadeiramente seu papel e buscou uma fonte de real poder maligno para apagar completamente esse lado bom que há nele. Alaric ainda quer destruir Lucien e é inegável a influência de seus sentimentos por Meena nessa decisão (apesar de Meena ter confundido tudo e acreditar que ele não tem qualquer sentimento por ela). Enquanto isso alguém parece estar tentando atingir Lucien e o principal meio para se alcançar esse objetivo é através de Meena.

Meu cantinho:
Como nem tudo me agradou no último livro eu confesso que eu comecei esse livro com um pouco de receio, mas a verdade é que ele foi muito melhor do que o primeiro. Eu fiquei extremamente dividida entre Lucien e Alaric, ficava ora desgostosa com um, ora com outro; ora encantada com um, ora com outro. Fiquei feliz de Jon, o irmão de Meena, não ter feito tanta coisa errada, na verdade ele foi muito útil (fiquei também torcendo muito para ele se acertar com Yalena). Adorei os mistérios, as intrigas e as revelações nesse livro. Gostei também da autora falar do Brasil, alguns podem não ver essa ação com bons olhos, já que sobrou para nós uma espécie de vampiro canibal que saiu da Amazônia, que não apenas toma o sangue, mas come a carne das vítimas. Apesar disso a autora ainda falou que era uma pena, pois éramos um povo divertido e feliz, e estou feliz dela pensar assim sobre os brasileiros (aquela que é fã louca da Meg).
O livro começa relatando que Meena não vê Lucien desde o último incidente, mas ela tem se esforçado para tentar descobrir uma forma de ajudá-lo, pois acredita que pode despertar a humanidade que há nele. Ela tem tido sonhos que mostram a infância de Lucien com a mãe, no qual ela lê um livro para ele e fala que sempre podemos optar entre o bem e o mal pois há um pouco dos dois em todos nós. Ela também tem sonhado com seu ex namorado David, é por isso que saiu para encontrá-lo, para avisá-lo do perigo, mas a verdade é que ela chegou tarde demais e ele agora é um vampiro. Ele ataca Meena e Lucien aparece para salvá-la. O vampiro não pertencia ao clã de Lucien (que foi praticamente exterminado pela Palatina), e ele percebe que há alguém tentando atraí-lo, querendo que ele apareça, ao colocar Meena em risco. Meena acaba levando ele para casa pois Lucien parece extremamente debilitado. A verdade é que ele tem ficado perto de uma fonte direta do poder de Satanás, para que possa extinguir a humanidade de si, pois acredita que a culpa pelos últimos eventos desastrosos seria dela. Lógico que Meena não sabe disso, apenas percebe que ele está mal e o acolhe. Lucien está debilitado mas faz todos os tipos de juras a Meena, falando sobre o amor que ainda sente e que sempre irá sentir, que ele prometeu amá-la pela eternidade e que ele irá cumprir essa promessa, mas um bilhão de coisas que derreteria o coração de qualquer moça (esse é um dos momentos que estou encantada com ele).
Esse primeiro evento apenas desencadeia uma série de outros eventos surpreendentes, todos conectados. Meena recebe um telefonema da mãe de David e descobre que não apenas ele desapareceu, mas também a mulher dele (o que significa que ela deve ser uma morta viva também). Ela então tenta tirá-la perto da casa caso a vampira volte, decide ir a delegacia levar informações de David e acaba tendo que relatar o incidente para a Palatina (sem a parte de Lucien), extremamente transtornada ela encontra conforto em Alaric (me encantando com Alaric). Ela se surpreendeu porque acho que ele não tinha um interesse sério nela, mas foi apenas uma série de mal entendidos. Da caça a essa vampira temos o sumiço de equipe de busca, a descoberta de um demônio, turistas sendo assassinados e outra série de eventos que nem conseguimos imaginar a magnitude até o final. Lucien é um dos que liga mais rápido os pontos e percebe o que está acontecendo, mas apenas de uma forma geral porque os detalhes são muito empolgantes. Eu não posso contar tudo o que acontece, porque desde o começo do livro tudo está conectado, acabaria estragando o final surpresa além de dar um milhão de spoilers. Então tudo o que posso dizer é que esse livro foi ótimo e ele fez valer a série. Apenas fiquei dividida com o final do livro. Eu não saberia como Meena poderia escolher entre Alaric e Lucien e o modo como as coisas se desenrolaram foram tristes, mas não sei se poderia ter pensado em um final melhor.

Volume final.

23 de janeiro de 2014

Tipo Destino

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[muito bom]

Eu recomendo: Tipo Destino
Autora:  Suzane Colasanti
Editora: Novo Conceito

Sinopse:
Lani é tranquila, gosta de ficar em casa, de astrologia, de cuidar do planeta. Erin é agitada, gosta de festas, se sair, se divertir. Apesar de muito diferentes, estão unidas por um forte laço, já que Erin salvou a vida de Lani quando criança. Quando Erin começa a sair com Jason, não foi a intenção de Lani se apaixonar, mas a verdade é que eles combinam em tudo, são como almas gêmeas. Jason achava que Lani tinha namorado, quando descobre que não é esse o caso termina com Erin para ficar com Lani. Lani fica divida entre ser fiel a amiga, a quem deve a vida, e viver ao lado do rapaz que ama.

Meu cantinho:
Esse era um livro que estava louca para ler, achei que seria um romancinho bobo e leve, com umas intriguinhas e que logo tudo se resolveria. Entretanto, esse livro me surpreendeu, foi mais do que um romance bobo, mais do que intrigas, tratou de outras questões bem sérias e preciso dizer que esse livro me encantou. Ele tem sim a sua carga de "bobeiras", como misticismo, você encontrar sua alma gêmea no ensino médio e coisas assim, mas relevando isso a leitura é muito boa.
Lani e Erin são melhores amigas, mas são pessoas completamente diferentes. Lani é uma taurina, que gosta de astrologia e outras coisas místicas, ela é tranquila, gosta de ficar em casa e trabalha em projetos para salvar o planeta. A própria Lani se classifica como mediana. Erin é uma menina bonita, popular, leonina, que gosta de sair, de badalar, de conhecer pessoas. Apesar da diferença algo muito forte une as duas, quando crianças elas sofreram um acidente de carro onde Lani afirma que Erin salvou sua vida. A mãe de Erin dirigia o carro e caia uma chuva forte, ela decidiu parar no acostamento para esperar a chuva passar, mas quando percebeu o carro já saía da estrada e foi para dentro de um lago. A mãe de Erin ficou desacordada, Lani estava petrificada de medo. Quando a água começou a subir Erin ordena que Lani vá com ela para a parte de traz do carro, para longe da água, até que o resgate chega. Lani acredita que teria ficado parada e se afogado (por conta disso tem um medo terrível de água em grandes quantidades até hoje), mas não acho que ela deva a vida dela a Erin como imagina, e acho que ela sofre muito nesse livro por conta da ideia de dívida que ela tem com Erin por conta desse episódio.
Lani tem um melhor amigo, Blake, um cara comunicativo, bonito, divertido e gay. Ele esconde esse segredo por conta da relação ruim que tem com o pai, que acredita que o mataria se soubesse de sua orientação sexual.  Blake foi o personagem secundário que eu mais gostei nesse livro, o preconceito que ele sofre, as brigas com o pai, o medo, o segredo que ele tem que esconder. ele terá um desentendimento com Lani, problemas na escola e diversas outras situações complicadas para enfrentar. Foi uma das partes que mais me emocionou nesse livro.
Muitos acreditam que Lani e Blake são namorados já que passam muito tempo juntos e é exatamente esse o pensamento de Jason. Erin começou a sair com ele e está muito empolgada, o apresentou para Lani e Blake na esperança de que ele se desse bem com seus amigos. Logo vemos que Erin não é totalmente sincera, e mente a respeito de seus gostos e preferências para agradá-lo. Enquanto isso Blake dá um alerta a Lani, porque segundo ele, o interesse de Jason não estava concentrado em sua acompanhante, mas sim nela. Blake fica muito tempo implicando com Lani sobre isso e preciso dizer que ele me divertiu horrores, apesar da situação complicada que enfrenta, ele leva a vida com um bom humor e transmite isso aos leitores.
Jason e Lani acabam se esbarrando no horário de almoço (que é diferente do de Erin) e começam a se aproximar, deixam de sentar em suas respectivas mesas e passam a se sentar juntos. Nesses momentos em que passam juntos é que ele descobre que ela e Blake são apenas amigos e não namorados como ele pensou. É incrível a afinidade deles, sabe aquelas coisas absurdas que nós acreditamos ser algo exclusivo nosso? Bem, eles compartilham isso, por exemplo, eles conseguem dar forma e cor a determinadas bebidas e as definições são as mesmas! De fato, nesse aspecto, eles parecem almas gêmeas. Gostaria de ressaltar que apesar da aproximação, eles não estão de fato juntos porque Lani se recusa a trair a amiga (o que eu acho correto), e Erin está sempre importunando Lani para descobrir mais coisas sobre ele, ou se ele prefere o cabelo dela de um modo ou de outro. Quando Erin viaja nas suas férias de verão eles ficam sozinhos, mas diferente do que a sinopse e as frases na capa do livro dão a entender, Lani só se envolve verdadeiramente com ele até que ele escreve uma carta terminando o namoro com Erin. Erin logo começa a escrever para a amiga falando de um cara lindo com quem está saindo no acampamento de verão (percebe-se que Jason foi esquecido rápido). Jason e Lani então começam a namorar, mas decidem não se assumir publicamente na volta as aulas até que Jason possa contar tudo a Erin. Quando Erin descobre, ela simplesmente humilha Lani de todas as formas possíveis, inventa mentiras, aumenta tudo, espalha para o colégio todo e fala que só será amiga dela se ela nunca mais falar com Jason e a boba da Lani aceita na hora. Nesse momento não sei de quem senti mais raiva, Jason e Lani não fizeram nada de errado, e Erin já tinha até partido para outra. Ela usou do elo que as duas tinham, o sentimento de dívida de Lani com o acidente mais a amizade delas para terminar com o relacionamento dos dois e Lani aceita! Erin nem conversa mais com ela, Lani acaba se tornando uma pária, mas mesmo assim ela se mantém ligada a promessa que fez a Erin, que só apronta com Lani cada vez mais! Para piorar tudo, Lani e Blake têm um desentendimento feio e o garoto sofre um monte. O final foi razoável, mas eu queria que Erin tivesse aprendido uma lição, ela bem que merecia sofrer um pouco por toda a maldade que cometeu, mas é no geral um livro muito bom que eu recomendo.


Volume único. 

22 de janeiro de 2014

Simplesmente Ana

[muito bom]

Eu recomendo: Simplesmente Ana
Autora: Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito

Sinopse:
Ana tem 20 anos e até hoje viveu sem saber quem era seu pai. Sua mãe lhe contou que quando ele descobriu sobre a gravidez decidiu abandoná-la. Agora um homem entrou em contato com ela pelo facebook afirmando ser seu pai, e quando ela saí para conhecê-lo descobre que ele é rei da Krósvia, ou seja, ela é uma princesa. Sua mãe havia escondido a gravidez, com medo de prejudicar a si, sua filha, seu pai e o reino, ela escondeu a verdade e o rei nunca soube de Ana e a encontrou por acaso. Agora seu pai a convidou para passar uma temporada em Krósvia, para que ela possa conhecer esse país distante e ser apresentada ao reino. Lá ela vive experiências novas, conhece pessoas, e se apaixona perdidamente. O problema é que Alex, o rapaz em questão, acredita que ela é uma golpista, além de ter uma namorada e ser o enteado de seu pai.

Meu cantinho:
Para tudo! Antes de começar a falar a falar do livro em si, vou falar algo bobo e superficial. Eu amei a diagramação, a capa, mas preciso fazer um comentário sobre a modelo de capa... alguém prestou atenção no pé dela? Um pé enorme! Ok, parei, foi só um comentário bobo, podemos seguir! Falando ainda sobre a estruturação do livro, preciso dizer que amei os títulos dos capítulos, foram muito criativos, alguns retomavam a músicas, bordões, todos sempre muito bem casados com o que acontecia no capítulo em questão.
Preciso dizer que comecei a ler esse livro sem muitas esperanças porque eu já havia lido umas três resenhas em blogs sobre ele, e todos falaram muito mal. Eu comecei a ler e a gostar bastante, e ficava esperando a parte ruim e desestimulante chegar, mas isso não aconteceu. Eu tenho de fato algumas pequenas críticas, mas nada do que eu ouvi falar nas resenhas, sobre superficialidade, falta de ação ou um romance bobo.
Ana descobre do modo mais inusitado quem é seu pai, pelo facebook. Ele a encontrou ao ver sua mãe dando uma entrevista em um programa de culinária e falando sobre a filha. Quando Andrej, seu pai, decide pesquisar melhor, vê que a idade de Ana é compatível, além da semelhança entre os dois e lhe manda um recado no facebook. Ela saí para encontrá-lo, descobre que ele é um rei e que ela é uma princesa. Que ele nunca soube da sua existência, que sua mãe apenas terminou com ele inesperadamente e foi embora. Quando vai confrontar a mãe percebe que Andrej está dizendo a verdade. A mãe dela foi muito boba, ela fugiu grávida porque acredita demais em filmes, ela achou que uma filha ilegítima sofreria e seria excluída, mas Andrej mostra que ela foi uma burra (não com essa palavra e de um modo mais gentil), que ela teria sido bem recebida pelo reino, que eles poderiam ter ficado juntos. Seu pai então pede que ela passe uma temporada em Krósvia, para conhecer e ser apresentada ao reino. Ela fica insegura e tenta inventar todo o tipo de desculpa, saudades da mãe, dos avós, das amigas, que não poderia faltar a faculdade (o que é facilmente resolvido com ela trancando um semestre do curso), mas a verdade é que ela estava resistindo a viagem (para uma país distante e viver como princesa) por conta de uma cara. Esse babaca chamado Artur estava saindo com ela a três meses e não havia pedido ela em namoro ainda. Quando ele sabe da notícia ele fala que gostaria de algo mais sério, que queria investir nessa relação, mas ambos decidem esperar os seis meses de viagem dela para assumir um namoro. Lógico que esse babaca não espera ela, começa a beber, festar e ainda dá em cima da melhor amiga dela – e pensar que ela quase perde a viagem dos sonhos por conta dessa criatura.
A viagem acontece e ela ganha um cartão de crédito sem limites, conhece pessoas maravilhosas, um país lindo, faz novas amizades, assiste a um show do Bon Jovi, ajuda a cuidar de meninas em um orfanato, e ainda se apaixona. Acontece que o cara em questão, Alex, é o enteado do seu pai, ele tem namorada, e no instante em que a conheceu começou a ser ácido, acreditando que ela nada menos do que uma golpista. Acontece que Alex é um cara lindo, inteligente e Ana não consegue resistir a ele. Passado um tempo ele começa a demonstrar um interesse por ela, mas ela não consegue enxergar isso, assim como acha que é tudo fruto da sua mente, afinal, a namorada dele é chata, mas é linda de morrer. Apesar dela não perceber o interesse dele (tem que ser muito ingênua ou burra para isso), o romance entre eles é muito interessante, os desentendimentos, as reviravoltas, gostei bastante. Gosto de como a Ana é madura, quando as coisas dão erradas ela não age feito uma boba, ela não fica mendigando carinho ou fazendo barraco para chamar atenção. Ela sabe que as coisas deram errado, que ela cometeu um erro, ela pede desculpas e deixa para Alex a escolha de perdoá-la e de tentar mais uma vez. Mas ao mesmo tempo Ana me irrita com uma coisa, que eu vejo em várias outras personagens de romance, que é o fato de nunca ter vivido um verdadeiro amor até o “príncipe encanto” aparecer. Não acho errado a pessoa ter vivido um amor antes, acho que isso não diminui nossa heroínas. Outra coisa, Ana tem 20 anos e é virgem, acho que isso não é muito comum hoje em dia, e acho essa tentativa de preservação de pureza das personagens um tanto ruim, como se o fato dela fazer sexo antes de encontrar o príncipe torna-se ela de alguma forma ruim, impura. Isso é algo que me incomoda e que estendo a vários livros, não apenas este.
Outro ponto negativo desse livro é a tentativa da autora de parecer uma pessoa mais jovem, ela as vezes usa abreviações ou gírias um pouco incomuns ou antiquadas. Uma mulher de 20 anos não usa o termo MASP – melhores amigas para sempre, isso é coisa de menina de dez anos. E sinceramente, quando ela fala “biscateira” eu tenho uma ideia diferente do significado que a autora usa, que é mais no sentido de aproveitadora. Para mim, biscateira tem a ver com biscate, mulher fácil que pega todo mundo.
Fechando minhas críticas negativas, quero falar sobre uma passagem desnecessária. O livro começa com Ana relatando um sonho recorrente, no qual ela está vestida com um vestido amarelo, longo, como o de uma princesa, perdida em um jardim, ela vê uma escadaria, parece confusa e perdida até que vê algo que tenta alcançar e o sonho acaba. Achei que esse sonho poderia ser melhor trabalhado e ter uma participação maior, mas do modo como foi construído achei desnecessário. O vestido a liga com uma ancestral e no fim do livro ela tira uma conclusão a partir do sonho, conclusão que ela poderia ter chego através do bom senso e das experiências que viveu nos últimos meses.
Contudo, os pontos negativos são pequenos ao se avaliar o livro como um todo, ele tem um humor delicioso e o enredo prende totalmente o leitor. Achei muito interessante as referências que a autora faz, sobre livros, pessoas famosas, músicas. Eu conhecia praticamente todas, acho que a maioria dos leitores deve conhecer também porque são todos elementos populares, comuns, de forma que é difícil alguém se perder nas referências. Quero dar uma atenção especial ao livro do Pedro Bandeira e da turma d’Os Karas, eu li quando criança e achei muito bacana Ana decidir lê-lo para as meninas órfãs. É sempre bom valorizar nossos autores. 
Para fechar, preciso dizer que acho possível o livro ter uma continuação. Mandei um tweet para a editora, mas não recebi resposta. A própria personagem levanta algumas dúvidas não esclarecidas e possíveis situações que poderiam ser solucionadas, acredito que um segundo volume seria maravilhoso. 
Um livro de uma autora brasileira que já me conquistou, com muito romance e humor, e ainda com uma pegadinha no final que me divertiu muito. Recomendo a todos!

Continuação:
O próximo livro da série é De Repente, Ana.

21 de janeiro de 2014

I love New York

[bom]

Eu recomendo: I Love New York
Autora: Teca Machado
Editora: Novo Século

Sinopse:
Alice é uma jornalista, sonhadora, amante da cidade de New York. Infelizmente sua oportunidade de viver nessa cidade chegou da pior maneira possível: uma fuga diante do viral na internet que conta como Alice se tornou a corna do ano. Seu namorado lhe traiu com sua melhor amiga (e com muitas outras mulheres) e ela pegou ele no flagra em uma festa, acabou virando notícia, fizeram uma música que até o Latino regravou. Diante da transferência do pai ela encontra a chance de mudar para a sua cidade amada, lá ela encontra novos amigos, se diverte, conhece um cara maravilhoso com quem começa a namorar. Mas uma série de eventos faz com que seu anonimato desapareça mesmo nessa grande cidade, ela vê sua vida virar de cabeça para baixo e corre o risco de perder seu grande amor.

Meu cantinho:
Esteticamente I Love New York se destaca com a capa, e por dentro tem um efeito todo bonito nas primeiras e últimas páginas. Gostei do fato da numeração de página ficar mais ao meio do livro (sempre elogio esse tipo de diagramação, sempre me agrada muito). O livro teve uma revisão muito boa, vi apenas um errinho de digitação e outro erro relacionado a cor do cabelo das gêmeas, as novas amigas de Alice em NY, que em um primeiro momento é loiro, depois é descrito como moreno. Eu até conversei com a Teca e ela disse que outras pessoas perguntaram a mesma coisa, as gêmeas são loiras e foi um errinho que passou apesar das revisões, mas nada grave.
Teca foi minha veterana na faculdade, mas só descobri que compartilhávamos esse amor por livros quando o curso já tinha acabado. Na verdade gostamos muito dos meus livros, dos mesmos autores, e descobri nela minha gêmea literária. Fui ao lançamento, comprei o livro e ganhei autografo como mostrei na minha última postagem do ano. Pelo pouco que conheço da Teca, consigo ver muito dela em Alice. Alice é jornalista, muito ligada a família, que adora a sobrinha, que tem uma irmã que aprontava com ela quando ela era pequena, que ama New York, divertida, romântica, bonita, que chora por tudo (nunca vi a Teca chorar, mas sempre conversamos sobre alguns livros nos tornam uma manteiga derretida). Essas características me lembram muito a Teca, e se você acompanha o blog dela, Casos Acasos e Livros, vai concordar comigo. Teca é uma pessoa maravilhosa, mas devo dizer que Alice nem sempre me agradou, confesso que as vezes eu tive vontade de agarra ela, dar uma sacudida e mandar ela reagir, porque não aguentava mais ver ela chorar, de fato não sei como alguém pode chorar tanto e sobreviver! Até entendo um pouco, pois Alice tem picos de sorte seguidos por picos de azar, mas vou explicar melhor isso falando do livro como um todo.
Alice tem 24 anos, é formada em jornalismo, e trabalha duro em uma revista (eu que também estou na área preciso dizer que comunicador trabalha muito para ganhar muito pouco), tem uma relação boa com a família e um namorado que Alice acredita estar apaixonado por ela. Isso até que alguns acasos e fofocas a levam a uma festa, na qual Alice encontra seu namorado agarrando sua melhor amiga Amanda, acontece um barraco enorme, mas Alice não desce do salto, enquanto os jornalistas tiram fotos ela faz pose e manda beijinhos. Sua postura foi boa, mas isso não impede que ela vire notícia, que saí nos jornais, em blogs de fofoca, até que um engraçadinho cria uma música e faz um vídeo que em poucas horas bomba na internet e Alice vira oficialmente a Corna do Ano. As coisas estão terríveis, ela saí de casa apenas para ir ao trabalho, esperando que alguma outra pessoa cometa uma gafe e ela seja esquecida (o que não acontece).
Certo dia seu pai chega com um anuncio, ele recebeu uma proposta de emprego e irá para a Tailândia, apesar de querer fugir de tudo, ela não quer ir para esse país, mas encontra no aumento do salário do pai a oportunidade para ir fazer um curso e passar um ano em sua cidade amada: New York. Ela é aprovada em uma pós-graduação na cidade e ainda consegue um apartamento para morar de graça no famoso (e caro) Upper East Side, graças a uma tia rica de sua amiga. Lá ela faz novas amizades, as gêmeas Mimi e Clara, super descontraídas e divertidas e o lindo, rico e inteligente Juan, com quem Alice começa a ter uma relação sem compromisso. Vejam que de um puro azar (ter se tornando a corna do ano) ela foi para Nova York, aprovada em uma pós-graduação, para morar de graça em um apartamento luxuoso, faz novos amigos e ainda está saindo com um pedaço de mau caminho. Apesar de ser óbvio que Juan é apenas um caso passageiro e não nosso mocinho (sobre quem irei falar a seguir), confesso que (como sempre sou anti-herói) prefiro muito mais o Juan ao Mateus.
No ano novo, na Times Square, Alice leva um apertão na bunda de um total desconhecido – nosso mocinho brasileiro Mateus. Ele pede desculpas e afirma ter confundido ela com sua irmã, Alice fica com ódio dele, ele continua a incomodá-la, até que começa a puxar papo com Alice e sua família (que veio passar as festas de fim de ano com ela) e afirma conhecer ela de algum lugar. Quando sua irmã começa a falar que ela é a corna do ano, Alice que não quer que essa informação se espalhe mais, para distrair Mateus, pula em seu pescoço e o beija. Foi uma distração muito eficiente, mas por mais que Mateus seja lindo de morrer, não acho que essa seja a forma mais correta de distrair alguém que você acabou de conhecer e que foi um total safado apertando seu bumbum.
A festa da virada do ano acaba e Alice acredita que nunca mais irá ver esse cara irritante, mas para sua surpresa ele está na sua sala e irá fazer a pós-graduação com ele. Ela não quer se envolver e tenta evitá-lo (já que percebe que está sentindo algo a mais por ele), mas não é bem sucedida em sua empreitada – ainda mais quando o professor coloca os dois juntos para trabalharem em um projeto que vale não apenas nota, mas um prêmio-surpresa. Ele logo a pede namoro e eles não se desgrudam mais. Mateus é o tipo de homem grude, perfeitinho, carente, romântico e um pouco ciumento. Eu imagino que esse tipo de cara deva ficar chato depois de um tempo e você deva enjoar dele, porque apesar de ser do tipo romântico que só existe em livros, alguém tão perfeito deve acabar se tornando tedioso e previsível. Até Alice falou no decorrer do livro sobre como eles eram grudados e deveriam enjoar um do outro em breve, mas que isso não acontece, porque ela também é do tipo romântica e carente e eles se encaixam perfeitamente (ele é até um pouco chorão como ela). Entretanto, seu pico de sorte logo acaba, Mateus acredita que ela passou a faixa de corno do ano para ele, com direito a foto em revista de grande circulação ao lado de ninguém menos que Juan. Jornalistas não param de ligar querendo saber sobre o fato, se ela está grávida, se vai se casar e tudo que ela consegue fazer é chorar e chorar desesperadamente. Acho que isso foi o que eu não gostei nela, queria sacudir Alice para que ela reagisse. Ela podia ter se aproveitado dessa visibilidade e ter esclarecido o mau entendido, ter se declarado mundialmente para Mateus, mas ela não fez nada para mudar esse novo pico de azar. Ela leva muito tempo para reagir, mas ainda assim vai aos poucos, é uma pequena decisão, uma roupa mais bonita, coisas assim que ela deveria ter feito muito antes. Apesar dessa falta de reação dela que me angustiou, essa foi a melhor parte do livro porque foi realmente surpreendente as reviravoltas que o livro teve. Infelizmente não posso falar muito mais para não revelar spoilers, mas para quem gosta de chick lit, romances leves e divertidos (e Teca traz sempre uma pitada de humor a cada capítulo) e gosta de conhecer novos autores brasileiros, eu recomendo! 
Ps: A Teca me contou que pretende escrever um livro sobre o Juan e que nosso casal deve fazer uma pequena aparição no livro.

Continuação:
O próximo livro da série é Je T'aime Paris, o livro é independente, mas muitos personagens dessa história aparecem em seu novo livro. Em breve a resenha aqui!

20 de janeiro de 2014

Os Hathaways - Sedução ao amanhecer

[ótimo]

Eu recomendo: Sedução ao amanhecer – Os Hathaways
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro

Os Hathaways:
Sedução ao amanhecer é o segundo livro dessa série, se você não leu Desejo à meia-noite o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
Desde que contraiu escarlatina Win nunca mais foi a mesma, sua saúde é frágil e seus pulmões debilitados. Por conta disso, ela não pode ter uma vida normal, se casar e ter filhos. Ela é apaixonada por Merripen, mas acredita que nunca poderá ficar com ele em seu estado, ela então viaja para a França com seu irmão Leo para buscar um tratamento. Enquanto isso Merripen encarrega-se da reconstrução da casa da família em Hampshire, conquista o respeito de todos, torna-se um bom administrador, mas desde a viagem de Win parece um homem mais reservado e severo. Quando volta curada, Merripen recusa-se a envolver-se com Win, pois acredita que não pode oferecer nada a ela. Entretanto seu amor e seu ciúme são inegáveis, ainda mais com a presença de Harrow, o médico de Win, que decidiu acompanhá-la a seu país com um interesse maior do que o de um profissional.

Meu cantinho:
Esse livro foi ainda melhor do que o primeiro e só tenho elogios a ele. Ele tem uma capa linda, o romance principal que nos prende, mas mantém várias outros acontecimentos paralelos com os personagens que instigam o leitor, ele abre portas para possíveis romances, o casal do primeiro livro não sumiu e ainda aparece de maneira significativa nesse volume, ele também revela alguns dos mistérios deixados no primeiro livro e não caí na mesmice. Romances em série correm sempre o risco de serem muito semelhantes, algumas adversidades bobas e logo nosso casal principal está junto, mas isso não aconteceu com essa série. Eu preciso dizer que me surpreendi muito, principalmente no que se refere a busca de Cam sobre a tatuagem que ele e Merripen compartilham, além do final envolvendo o Dr. Harrow.
Primeiro o romance principal. Eu confesso que esse casal já havia chamado minha atenção no primeiro livro. Era óbvio que havia sentimento entre esses dois, qualquer um pode ver isso quando Merripen se feriu no incêndio no livro passado, o modo como Win se dedicou a ele, o beijo que eles deram (apesar de Merripen estar delirando e acreditar ter sido apenas um sonho). Entretanto a doença de Wim impedia de qualquer coisa acontecer entre ambos. No segundo livro da série esse impedimento não existe mais, Win foi para a França, se tratou, e agora é capaz de levar uma vida dentro da normalidade (apesar da família Hathaway estar longe de ser normal). Merripen mudou muito, desde que ela foi embora ele pareceu mais irritado, mas contido, como se ela fosse a única coisa capaz de trazer a doçura dele a tona. Para se desviar da saudade dela, ele se dedicou a reconstrução de Hampshire e fez um trabalho maravilhoso, soube administrar e também botou a mão na massa quando preciso, ganhando a admiração e respeito de muitos. Durante o tempo que ficou fora ela lhe escreveu inúmeras cartas, mas apenas uma vez ele lhe respondeu, foi uma carta fria, na qual descrevia um dia seu de trabalho árduo, relatando construção de cercas e uso de fertilizantes. Ela está ansiosa agora que voltou, não sabe como ele irá lhe receber, se poderão ficar juntos, mas ela ainda tem esperanças. É claro o desejo de Merripen quando reencontra Win, além do ciúme diante da presença do seu médico, que decidiu acompanhá-la com intenções de casamento (esse cara não me agradou desde o começo e as revelações no final são bombástica, sem falar o que Win faz com ele). Mas Merripen se recusa a assumir esses sentimentos por diversos fatores: por não ter posses, de ser cigano, e principalmente por conta de seu passado e as atrocidades que viveu, que o fazem crer que ele apenas trará infelicidade a Win. A história de Merripen é muito envolvente e triste, um dos pontos altos do livro. Quando ela se relaciona a tatuagem que ele e Rohan compartilham, e eles descobrem seu significado, tudo fica ainda mais interessante.
Gosto do fato de Rohan e Amelia aparecerem no livro, normalmente quando a série segue e parte para um novo casal, o antigo fica esquecido, mas nesse livro eles participaram de modo significativo e ambos ainda surpreenderam o leitor no final!
Gostei muito do fato de Leo ter se recuperado nesse tempo em que passou na França, apesar de ainda viver a dor pela morte de Laura. Acontece que há uma esperança para esse cavalheiro com a presença da Srta. Marks, a governanta responsável pela educação de Poppy e Beatrix. Aparentemente há uma estória que “marcou” a reputação da governanta, sobre a qual a autora não deu muitos detalhes. Ela é séria, sem muitos atributos e extremamente irritante segundo Leo, mas algo nessa falta de atributos ainda lhe chama a atenção. Lembro-me o que as pessoas falam sobre crianças, onde os meninos irritam as meninas das quais gostam. Eu tinha esperança de que o próximo livro tratasse deles, mas o foco estará em Poppy.
Um livro muito bom, com romance, mistérios, revelações, brigas e intrigas. Tudo na medida certa e muito bem construído. Estou extremamente ansiosa pelo próximo livro!

Continuação:
[Atualizado] O próximo livro da série é Tentação ao pôr do sol. Você pode ler a resenha dele clicando aqui.

18 de janeiro de 2014

Midnight Breed - Cinzas da Meia-Noite

««««««
[bom]

Eu recomendo: Cinzas da Meia-Noite – Midnight Breed
Autora: Lara Adrian
Editora: Universo dos Livros
           
Midnight Breed:
Cinzas da Meia-Noite é o sétimo livro dessa série, se você não leu O Beijoda Meia-Noite, O Beijo Escarlate, O Despertar da Meia-Noite, A Ascensão da Meia-Noite e o Véu da Meia-Noite, o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
Andreas Reichen está buscando vingança, o refúgio foi atacado, inocentes foram mortos, sua amante Helene foi transformada em uma Escrava de sangue e usada para atingi-lo. Ele está atrás de Wilhelm Roth, o mandante do ataque. Andreas começa a destruir todos aqueles que tiveram participação no massacre, todos os ligados a Wilhelm, funcionários, familiares, deixando Roth para o final. Ele se encaminha para atingir seu alvo, mas acaba se deparando com sua esposa, Claire Roth, o antigo amor de Andreas, que ele abandonou por conta de seu inesperado dom de pirocinese herdado de sua mãe. Ela ainda tem sentimentos por Reichen e ao ajudá-lo desperta a fúria de Wilhelm Roth.

Meu cantinho:
Cinzas da Meia-Noite foi um livro que começou de certa forma a parte do que estava acontecendo nos demais livros, da luta da Ordem contra Dragos. Entretanto, logo em seguida as situações se conectam e o livro se torna muito interessante. Gostei bastante porque o livro tem muita tensão, lutas, desentendimentos, romance, mas diferente do livro passado as cenas de sexos diminuíram e não ficaram forçadas. Confesso que o último livro da série foi bem ruim nesse aspecto e fiquei com medo de que esse fosse seguir o mesmo caminho, mas ele foi o livro mais moderado dessa série no conteúdo sexual. Apesar desse ponto positivo, confesso que o livro não me agradou em um aspecto: as motivações e as ações geradas por elas. O livro todo gira em torno de um desentendimento que há entre Roth e Reichen no passado. As mortes, as brigas, a disputa por Claire, tudo se dá por uma ação de Roth no passado que foi completamente insignificante. Diante dessa ação e dos eventos que ela desencadeia, eles e outros personagens envolvidos vão tomando uma série de outras ações ridículas para movimentar a estória. Roth atacou o refúgio de Andreas e acreditava que ele havia morrido com todos lá, ele tomou tal atitude porque a amante dele estava buscando informações sobre ele, mas a verdade é que ele tem um ressentimento contra Andreas. Certa vez Roth, que era então casado com uma companheira de raça chamada Ilsa, havia castigado sua esposa e deixado ela do lado de fora de um restaurante na chuva, quando Andreas passa por ela, oferece-lhe uma jaqueta e insiste em levá-la a sua casa sem a permissão do marido. Para um homem controlador pode ter sido uma petulância por parte de Andreas, mas por conta disso matar sua mulher, tentar matar Andreas e depois casar com a mulher que ele gostava (veja que ele estava sentindo um triunfo por roubar a mulher do que ele acreditava ser um cadáver) é um pouco demais. Durante o ataque Andreas sente uma grande fúria e acaba liberando seus poderes até então adormecidos e queimando seus assassinos, mas também ferindo uma inocente que apareceu inesperadamente. Andreas já estava envolvido com Claire, ele gostava muito dela, mas fica com medo de feri-la e some sem dar quaisquer explicações. Eu entendo que ele esteja abalado, uma tentativa de assassinato, um dom inesperado, a morte de uma inocente, mas ele poderia (mesmo que depois de um tempo) ter dado uma explicação, algum sinal de vida, mas ele apenas deixou Claire pensando que ele estava morto. Andreas então reaparece depois de um ano e descobre que Claire casou. Eu acho que um ano é muito tempo quando você pensa que o amor da sua vida morreu, ficar um ano nesse sofrimento é terrível, nisso eu entendo a Claire, mas também não acho que um ano é tempo o suficiente para superar a morte da pessoa amada, noivar e casar. Ela disse que sofreu uma pressão por parte de Roth, mas sinceramente, você de luto, sofrendo pressão de um cara para se casar com ele, é meio óbvio que essa não será a melhor união de todos os tempos, não é mesmo? O livro vai seguindo com alguns outros acontecimentos desse gênero, que foi o ponto negativo.
Fora o aspecto do romance, como eu disse, o livro tem tensões, lutas, e quando a questão de Andreas se liga a Dragos o livro melhora bastante. Preciso dizer que o final foi o melhor, a perspectiva do que acontece e de que os inimigos se ampliaram, faz com que eu tenha expectativa sobre o futuro da série.
  
Continuação:
O próximo livro da série é Shades of Midnight sem previsão de lançamento no Brasil.

16 de janeiro de 2014

Os Hathaways - Desejo à meia-noite

[muito bom]

Eu recomendo: Desejo à meia-noite – Os Hathaways
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro

Sinopse:
Amelia tem 26 anos, não é casada e nem pretende se casar depois da desilusão amorosa que viveu. Todo seu tempo é dedicado a cuidar da família, as irmãs mais novas, em especial Win com seus frágeis pulmões, e seu irmão mais velho Leo, que tem se comportado de um modo terrível desde a morte de sua noiva. Certa noite, ao procurar Leo por Londres, conhece o dono de um clube jogo, um meio irlandês, meio cigano, Cam Rohan. A atração entre os dois é imediata, mas Amelia sabe que nunca mais o verá agora que se mudará para Hampshire, levando Leo para longe das tentações da cidade. O que não esperava era ter que enfrentar tantas provações, além de tentações ao voltar a se encontrar inesperadamente com Cam.

Meu cantinho:
O que me chamou atenção nessa série foi primeiramente a capa, mas não desse livro, que eu acho pouco atraente, mas sim do segundo livro. Portanto, quando eu comprei, eu já comprei esse livro e o segundo como mostrei na minha caixinha de correio. Esse livro foi uma deliciosa surpresa, um romance histórico, com personagens inusitados, cenas picantes (mas sem exageros) e apesar de certa previsibilidade (de que nosso casal ficaria junto) a autora me surpreendeu muito durante todo o livro, trazendo outras questões paralelas aos personagens principais.
A família Hathaway é uma família diferente, seus pais intelectuais criaram os filhos de forma diferenciada, e eles nunca tiveram muito dinheiro portanto tem um limite no conhecimento sobre como se comportar em sociedade. Eles também tem em sua família um rom, um cigano, que foi encontrado pelo Sr. Hathaway a beira da morte, foi salvo e criado por eles. Várias tragédias se abateram na família, o pai morreu inesperadamente, a mãe deles definhou em seguida. A mais velha das filhas, Amelia teve uma desilusão amorosa o que fará com que ela desista de qualquer chance de se casar. Logo em seguida uma doença mata a noiva do irmão mais velho dos Hathaways, Leo, que contraí a mesma doença, assim como sua outra irmã Win, que sofre ainda hoje com as seqüelas da doença.
Atualmente Leo recebeu um título de visconde e com ele uma antiga propriedade e uma pequena renda. Entretanto, o título parece ser amaldiçoado já que todos os antigos portadores morreram, e diante desse novo título (e com o sofrimento pela morte de sua noiva) ele se entrega a uma vida de bebida, mulheres, brigas, apostas e outros terríveis vícios. Sobrou para Amelia, a mais velha das irmãs, sair correndo pela cidade em busca do irmão, ela conta com a ajuda de Merripen, o cigano que foi salvo ainda quando criança por seu pai. Depois da desilusão amorosa que viveu, Amelia decidiu então dedicar todo o seu tempo a controlar a família e cuidar deles, principalmente agora que Leo se tornou esse grande desafio. O livro começa com ela vagando pela cidade a noite, com Merripen dirigindo a carruagem, por lugares poucos respeitáveis, em busca do irmão. Ela acaba encontrando pistas dele em uma casa de jogos, onde também conhece o administrador Cam Rohan, que é meio cigano e meio irlandês. Ele ajuda Amelia em sua busca e quando Leo é finalmente encontrado e ela afirma que se mudará de Londres para o interior, de forma a afastar Leo das tentações da cidade, Cam percebe que nunca mais verá essa mulher tão bela e decidida, então rouba-lhe um beijo.
A família Hathaway se muda para a propriedade herdada pelo em irmão em Hampshire, na qual Amelia acredita que poderá começar uma nova vida. Entretanto eles se deparam com diversas dificuldades, a casa está caindo aos pedaços e eles não tem dinheiro para a reforma. A casa está suja e é muito grande, eles não tem criados o suficiente para o trabalho que parece não acabar, enquanto isso a poeira apenas piora os fracos pulmões de Win. E quando menos espera Amelia reencontra Rohan, que é amigo de seus vizinhos. O envolvimento entre os dois é inevitável, mas ambos têm resistências. Amelia não quer casar e ser dominada por um homem, acostumou-se a ter controle de tudo e de todos. Rohan é metade cigano e tem desejos de seguir essa raiz, de sair pelo mundo, de encontrar sua antiga tribo. Se envolver com Amelia faria com que ele se fixasse em um lugar, que vai contra o que ele deseja. Além disso, temos a volta do antigo pretende de Amelia, o homem que partiu se coração e que desperta um terrível ciúme em Cam. Além dos já citados, outros desastres se abatem sobre a família e Rohan pode ser a única salvação dos Hathaways.
Gostei muito de como as coisas se desenrolaram, o casal principal tem seu foco, mas não apaga outros assuntos e personagens, além de terem seus próprios assuntos paralelos. Temos Leo com seus vícios, Win com sua saúde frágil e debilitada e as mais novas Hathaways, Poppy e Beatrix, com suas personalidades fortes. O mais interessante é Merripen e Win, o forte e quieto cigano, a delicada e doente moça, é óbvio que há sentimentos entre eles, mas algo os impede de ficar juntos. Para a minha felicidade eles são justamente o foco do próximo livro. Gosto dos mistérios envolvendo a vida de Cam, o fato de ele ser mestiço, de ter sido abandonado, segredos sobre sua família e sua tribo que não são esclarecidos nesse livro e ficarão para os próximos.
Houve apenas uma coisa que me desagradou nesse livro (duas se você contar a capa pouco atrativa), que foram os motivos de Amelia para evitar Cam. Ele é um mestiço, o que poderia ser o maior impedimento aos dois – perante os olhos da sociedade - mas por sua criação e por ter crescido com Merripen isso pouco lhe importava. Ele obviamente a adora, além de ser extremamente rico, e levando as condições precárias de sua família, os acidentes que se abatem sobre ele, as irmãs para serem criadas, a doença de Win, o dinheiro de Rohan só trará benefícios. Entretanto, ela resiste a ele por seu orgulho, por ter feito tudo sozinha até aquele ponto, por gostar de ser aquela que manda na família. Até acho um motivo válido, mas depois do nível de envolvimento deles a resistência dela já deveria ter caído a muito tempo. Apesar desse pequeno detalhe o livro foi muito bom e eu espero muito mais dessa série e dos peculiares integrantes dessa família.

Continuação:
[Atualizado] O próximo livro é Sedução ao Amanhecer. Você pode ler a resenha dele clicando aqui.

15 de janeiro de 2014

Pausa

[muito bom]

Eu recomendo: Pausa
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera

Slammed:

Pausa é o segundo livro dessa série, se você não leu Métrica o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:

Julia se foi. Will e Lake estão se apoiando e juntos criam Kel e Caulder. O relacionamento dos dois está ótimo, eles se amam e tudo parece perfeito. Isso até as aulas da faculdade começarem e Will reencontrar sua ex-namorada Vaughn. Apesar de não ter mais sentimentos por ela, ela parece disposta a reconquistar Will e tenta fazer com que ele fique na dúvida sobre seus sentimentos por Lake. Ele não conta sua namorada sobre a volta de sua ex e quando ela descobre é no pior cenário possível. Agora ele precisa provar que ama ela e torcer para que nada mais os separe apesar de tudo conspirar contra.

Meu cantinho:

Eu estava ansiosa por esse livro, porque assim que eu li a descrição eu pensei que seria um livro cheio de dúvidas e intrigas, que Will ficaria de alguma forma abalado pelo retorno de sua ex-namorada, mas não foi nada disso. O livro tem partes muito intensas, assim como algumas coisas superficiais, os meninos continuam maravilhosos e encantadores. O livro é muito bom, mas a infantilidade de Lake me fez preferir Métrica.
Agora que Julia morreu, Lake e Will estão se esforçando juntos para criar os meninos, o relacionamento de ambos está muito bem e eles estão seguindo com calma, ainda moram em casas separadas e por uma promessa feita, eles esperam ter no mínimo um ano de relacionamento para que possam ter finalmente a sua primeira vez. Will está começando suas aulas na faculdade, assim como Lake. Infelizmente eles não conseguiram ter aulas no mesmo horário, o que desagradou principalmente a Lake, apesar de que dessa forma eles podem se revezar cuidando dos meninos. Quando começam suas aulas Will é surpreendido ao descobrir que irá cursar a mesma disciplina com Vaughn, sua ex-namorada, que o largou quando seus pais morreram e ele decidiu cuidar sozinho do irmão. Ela já chega se insinuando, perguntando se Will está comprometido, ele afirma que sim e que é algo sério, mas ela não desiste tão fácil. Fica querendo conversar, sempre senta perto dele, tenta se reaproximar falando que cometeu um erro, que ela era muito nova, que ficou insegura, que não estava pronta para agir como mãe. Will diz que a perdoou, mas é óbvio que ela tem interesse em outras coisas além de seu perdão. Ela tenta fazer Will ficar com dúvidas sobre o que sente por Layken, ela diz que descobriu que a situação que eles enfrentaram são parecidas, que eles se identificam, se compreendem, mas que ele não a ama verdadeiramente. Will leva as coisas que ela diz em consideração, mas ele avalia tudo, percebe que as semelhanças de fato os aproximaram, mas que há várias outras coisas além disso, e que ele ama Lake. O problema nisso tudo é que ele não conta a ela que está estudando com sua ex-namorada, e quando Lake descobre, e ainda vê os dois se abraçando e ele beijando ela na testa (sem maldade por parte de Will, ela veio procurá-lo, eles estavam esclarecendo algumas situações e ele a perdoou por tudo e ele foi demonstrar afeto), Lake perdeu o controle e terminou com ele. Will deveria ter contado para ela, e de fato deve ser horrível se deparar com seu namorado demonstrando afeto para uma ex-namorada, um gesto que ele costuma ter com você (ainda mais com a insegurança e de Lake pelo fato deles não terem relações sexuais). Acontece que ele a procura, que ele explica tudo, que ele admite seu erro, mas ela leva tudo além do limite. Ela para de falar com ele, começa com seus surtos de limpeza e se recusa a vê-lo. Sua reação é absurda e desmedida, e como dessa vez o livro é narrado por Will, ficamos ainda mais próximos de seus pensamentos e sentimentos e temos certeza do que ele sente por ela, o que faz com que os atos dela pareçam ainda mais infantis. Quando Will tenta se explicar e trazê-la a razão, ela começa a levar em consideração as coisas que Vaughn disse a Will, que ele não a ama, que ele se aproximou dela apenas pela semelhança do que eles viveram. Agora Will precisa provar que não é apenas isso, que existe muito mais. Quando tudo parece perto de ficar bem, um desastre terrível acontece que pode separá-los para sempre.
Voltando a Vaughn preciso dizer que ela é uma vaca total. Não sou muito de ofender os personagens, mas ela bem que mereceu. Tudo o que ela fez foi horrível! Primeiro ela largou Will quando ele mais precisou. Depois ela aparece e começa a dar mole para ele, mesmo sabendo que ele tem namorada. Apesar de ele tentar afastá-la ela vai até a casa dele, estraga um momento importante entre Lake e Will e causa a maior briga entre os dois. Ainda por cima a avó de Will gosta dela, apesar de parecer desaprovar Lake constantemente. Eu não posso dar um spoiler, mas a verdade é que o que ela faz não para por ai, descobrimos outras coisas horríveis que Vaughn fez no passado e ela ainda continua perturbando Will no presente, o que me dá uma vontade de socar a cara dela! Por conta de Vaughn e coisas do passado, Will começa a avaliar e a perceber quem são os seus verdadeiros amigos, aqueles com quem ele pode contar.
O livro tem outras coisas muito boas acontecendo em paralelo. Primeiro temos a nova vizinha Sherry, que é um tanto intrometida, mas divertida, uma boa conselheira e uma verdadeira mãe para todos. Ela tem uma filha chamada Kiersten que está na escola com Kel e Caulder, eles se tornam amigos (rola até um romance) e essa personagem muito peculiar conquista a todos. Kiersten é no mínimo excêntrica, é muito inteligente e divertida, mas nem todos na escola acham isso legal e ela começa a sofrer bullying e Kel e Caulder partem em sua defesa. Eles arrumam algumas confusões na escola por conta disso e é muito divertido ver como Will e Layken se esforçam para entrar no papel de pai e mãe, apesar de estarem extremamente orgulhosos pelo o que eles fizeram. Eddie tem uma participação um pouco menor, mas também tem seu destaque com sua gravidez inesperada e as dificuldades em seu relacionamento com Gavin diante dessa nova situação.
A autora constrói as amizades e essa grande família pouco tradicional. Com partes envolventes de partir o coração e deixar o leitor com lágrimas nos olhos, a momentos de pura raiva, outros de risos e infelizmente alguns momentos de desagrados com excessos de Lake, mas no geral um livro muito bom que eu recomendo.

Continuação:

O terceiro livro da série é This Girl, que na realidade é a estória que se passa em métrica contada pelo ponto de vista de Will.

13 de janeiro de 2014

Caixinha de Correio


Olá gente! Finalmente voltei das férias! Terminei o ano aqui com uma caixinha de correio e estou começando o ano com outra (resquícios da Black Friday). Primeiro o livro Extraordinário, eu achei a resenha muito interessante e ele estava bem barato, o que deu início a essa compra. Simplesmente Ana é de uma autora brasileira, costumo ler pouca coisa de autores nacionais, e como a sinopse me pareceu interessante decidi comprá-lo.


O Herói perdido e O Filho de Netuno são os dois primeiros volumes da nova saga do Percy Jackson. Eu adoro o Percy, mas a verdade é que não resenhei nenhum livro da primeira saga aqui (apesar de ter lido todos), li eles antes de fazer o blog e acabei não resenhando depois. Espero poder corrigir esse erro em breve para resenhar esses novos livros também.


John Green não precisa de explicação, ele simplesmente é meu queridinho. Faltavam esses dois livros para ter todos os livros dele lançados no Brasil. Ainda não resenhei todos aqui no blog (alguns eu já li e outros não), mas isso será corrigido em breve.


Os Hathaways é uma série de romance histórico, um gênero que eu adoro, decide apostar e comprei os dois primeiros livros da série (já que estavam baratos), tenho certeza que não vou me arrepender!


Terminando minha caixinha temos Estudos sobre Veneno, As Luzes de Setembro e Siri. Estudos sobre Veneno é um livro que queria a muito tempo mas que não comprava porque ele custava caro, quando achei ele por vinte reais foi uma loucura e tive a certeza que fecharia essa compra. As Luzes de Setembro é o último livro da Trilogia da Névoa, até o momento só resenhei o primeiro livro Opríncipe da Névoa, o segundo livro eu já comprei como mostrei na minha caixinhade correio passada. Por fim temos Siri, a continuação de Pão-de-Mel, outro livro que queria ler a muito tempo, mas que não comprava porque estava sempre muito caro, o achei mais em conta e não tive dúvidas que ele ia para minha caixinha de correio.


O que acharam da minha caixinha?