19 de fevereiro de 2014

Cidades de Papel

[muito bom]

Eu recomendo: Cidades de Papel
Autor: John Green
Editora: Intrínseca

Sinopse:
Quentin e Margo foram amigos quando crianças, eles viveram diversas coisas juntos, inclusive encontraram um cadáver. Entretanto, o tempo foi passando e eles se afastaram e convivem com grupos distintos. Enquanto Margo é uma das populares, que consegue controlar todas as pessoas na escola, Quentin é nerd com amigos bem estranhos, mas ele sempre admirou Margo e tem esse sentimento platônico por ela. Até que um dia, a noite, Margo invade seu quarto pela janela e pede sua ajuda para um plano de vingança contra aqueles que considerava seus amigos e seu namorado que o traiu. Quentin vê sua vida transformada em uma noite pelas loucuras e pegadinhas que Margo planejou, ele acredita que as coisas finalmente vão mudar. O que ele não esperava era que Margo fosse desaparecer, fugir de casa. Ele descobre que não é a primeira vez que ela faz isso, mas como agora é maior de idade não há muito que a polícia pode fazer. Ele também descobre que sempre que foge ela deixa pistas, com o intuito de que alguém se importe e vá encontrá-la. É quando Quentin descobre a primeira pista e saí em busca de Margo. 

Meu cantinho:
Eu gosto muito do John Green, e preciso dizer que esse é outro livro muito bom dele, mas eu tive um sério problema com Margo, não gostei nem um pouco das atitudes, da arrogância dela. Acredito que por conta disso e do final do livro, eu demorei tanto tempo para resenhá-lo (eu li esse livro mais ou menos no meio do ano passado). De todos os trabalhos de John Green esse foi o que menos gostei. Adorei as pegadinhas no começo, Quentin e seus amigos, mas a presença de Margo no final do livro estragou tudo.
Quando crianças Quentin e Margo eram muitos próximos, certa vez encontraram um corpo e Margo decidiu fazer uma investigação para descobrir o que aconteceu. Ele a achava brilhante, e que compartilharam essa experiência que ela não compartilharia com mais ninguém. Depois de adolescentes, cada um seguiu um caminho, Margo em direção a popularidade e ele ficou mais quieto com seus poucos amigos. Ele é um menino correto, comportado, que sempre faz tudo certo, filho de psicólogos, portanto está sempre sendo “analisado” pelos pais (eu que já estudei psicologia achei as partes com os pais dele muito bacanas). Já ela parece dar muita importância a aparência e finge ser algo que não é, apenas para agradar e se encaixar com as outras pessoas.
Quando Margo aparece na sua janela certa noite, vestida de preto e com um plano de vingança, ele volta a ver um lado de Margo que ela não compartilha com ninguém e ele acredita que a conhece como nenhuma outra pessoa. Eles fazem diversas pegadinhas com pessoas que Margo acreditava serem seus amigos, mas que haviam mentido para ela, inclusive o seu namorado que lhe traiu com sua melhor amiga. Tem muitas coisas engraçadas, e Quentin se diverte muito, apesar dos receios e de inclusive fazer algumas coisas que podem lhe causar problemas reais. Ele se sente maravilhado, no dia seguinte ele acredita que tudo será diferente ao lado de Margo, mas ela não vai ao colégio, na verdade ela fugiu de casa. Ela sempre fugia de casa, mas a polícia não pode fazer nada agora devido a maioridade. O que ele descobre é que ela sempre deixa pistas para serem seguidas, que seus familiares nunca conseguiram desvendar. Quentin acredita que a conhece como ninguém e quando vê um cartaz no verso da cortina do quarto dela, e que ela sabia ser possível de ver do seu quarto, ele sabe que é um recado para ele, que ela quer que ele a encontre. Através do cartaz ele acaba chegando a um livro, com trechos marcados de um poema de Walt Whitman. Ele fica simplesmente obcecado e saí em uma jornada que parece quase impossível para chegar até ela. Nesse caminho ele conhece aspectos da Margo que não sabia existir, mostrando que ele não a conhecia tão bem quanto pensava, assim como aos poucos vai tirando a imagem dela do pedestal em que a colocou. Achei que a busca dele começou a ficar cansativa em certo ponto e o final, como disse, foi completamente estragado pela arrogância, imaturidade e insensibilidade de Margo.
Quero abrir um espaço para falar dos outros personagens, os amigos de Quentin. Quando ele fica nessa busca ele acaba perdendo o controle, só pensa nisso, e muitas vezes acha que seus amigos não o compreendem, ou são egoístas, mas não percebe que é ele que só pensa em Margo e na verdade seus amigos são maravilhosos que estão sempre ao seu lado. Radar é um cara muito inteligente, que entende tudo de computadores, e uma curiosidade ao seu respeito, que o faz morrer de vergonha e que me arrancou muitas risadas pelo modo e a situação em que ela aparece, é que seus pais tem uma coleção gigante de papais noéis negros. Mas é uma coleção gigante, eles são muito loucos com isso! Quando comecei a ler o livro Deixe a neve cair, no primeiro conto tem uma personagem que os pais colecionam a cidade de natal Flobie, e são loucos por isso e chegam a ser presos, na mesma hora eu pensei que ela se entenderia bem Radar. Ben é o amigo extremamente engraçado, cheio de piadinhas, que consegue sempre deixar os climas pesados mais leves. Ele é responsável pela maior parte das risadas que o livro me arrancou. Lacey na realidade é amiga de Margo, mas quando percebe que não conhecia tão bem a amiga, que há a suspeita de que ela pode ter cometido suicídio, ela entra na busca de Quentin para descobrir a verdade e se torna amiga dos garotos.
Algumas pessoas compararam esse livro e os personagens a Quem é você, Alasca? Apesar de ter lido esse outro livro, e de fato haver uma busca pelo personagem feminino, que leva a descoberta de quem ela verdadeiramente é, e dessa personagem feminina ser uma chata total, não vi tanta semelhança. Eu gostei muito do final de Alasca, achei as reflexões muito mais profundas. Cidades de Papel traz questões sobre se conhecemos verdadeiramente alguém, e o valor de amigos, mas nada tão intenso e explícito quanto as ponderações que temos em Quem é você, Alasca?
Quanto ao nome do livro não vou explicar tanto para não revelar spoilers, mas é uma ideia muito bacana do autor, que no final ele ainda explica com suas próprias palavras a experiência que viveu e que desencadeou essa ideia.

Volume único.

18 de fevereiro de 2014

Os Hathaways - Tentação ao pôr do sol

[ótimo]

Eu recomendo: Tentação ao pôr do sol
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro

Os Hathaways:
Tentação ao pôr do sol é o terceiro livro dessa série, se você não leu Desejo à meia-noite e Sedução ao amanhecer o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
Poppy já está na sua terceira temporada em Londres, mas ainda não conseguiu um pretendente. A verdade é que quase todos os homens fogem dela, porque ela é muito bonita e inteligente, muito mais inteligente do que os homens que a cortejam. Entretanto, um rapaz chamou atenção de Poppy: Michael Bayning, um homem rico e simpático, que também demonstrou interesse nela, mas não a corteja propriamente pois acredita que precisa de um tempo para convencer seu pai dessa união, já que é um senhor que preza acima de tudo a linhagem. Entretanto, outro cavalheiro demonstra interesse em Poppy, o Sr. Harry Rutledge, dono do hotel no qual a família Hathaway se hospeda toda temporada. Ele irá usar de artimanhas para atrapalhar o envolvimento dela com Bayning e a colocará em uma situação comprometedora, para que não reste outra opção que não o casamento. Poppy se vê em um casamento sem amor, com um homem cheio de segredos, em quem não pode confiar, mas que também sabe ser carinhoso e atencioso, e que parece gostar verdadeiramente dela.

Meu cantinho:
Foi uma surpresa quando acabei o livro passado e li um trecho do primeiro capítulo desse livro, porque percebi que o livro trataria de Poppy. Eu achava sinceramente que esse livro iria tratar de Leo e da Srta. Marks (estou louca pelo livro desses dois), mas sorte que não fui decepcionada pois esse livro deixa tudo ainda mais interessante entre os dois e o próximo livro será deles!
Voltando a Poppy, eu não sabia muito bem o que esperar dela. Todos os Hathaways têm características muito bem definidas e sempre chamaram atenção por isso, mas Poppy nunca se destacou muito. Amelia era protetora, forte e decidida, além de ter tido o destaque por sua história ser a primeira da série. Win era a moça doente, frágil e delicada, mas perdidamente apaixonada por Merripen, outra pessoa marcante. Leo teve seu coração partido e começou a beber e agir como alguém irresponsável. Bea a menina espontânea, sem papas na língua, perdidamente apaixonada por animais. Poppy não é tão excêntrica quanto os outros Hathaways, mas também não se encaixa em sociedade. É nesse livro que vemos que ela se diferencia mais das outras damas pelo fato de ter um conhecimento absurdo sobre diversos assuntos, e não conseguir falar pouco e ser superficial em suas conversas.
Poppy já está na sua terceira temporada e não teve qualquer homem por quem realmente se interessasse. Além disso, muitos homens fogem dela devido a excentricidade de suas conversas, além de sua família pouco convencional. A verdade é que ela quer construir uma família, viver uma vida tranquila, assim como aquela que tinha quando seus pais eram vivos, antes de Leo herdar o título. Ela acredita ter encontrado o homem perfeito, Michael Bayning, um homem educado, sem um passado comprometedor, sem vícios e rico. Entretanto, ele tem um pai muito rígido, extremamente ligado a linhagem, por isso ele tem certo receio de falar-lhe sobre Poppy e pediu a ela um tempo para que pudesse abordar com ele a questão. Nesse meio tempo um incidente acontece: o furão rouba uma carta de amor escrita de Bayning para Poppy, ela saí correndo atrás dele pelo hotel e esbarra com Harry Rutledge, que fica em posse de sua carta sem que ela saiba. Ela tem uma conversa franca com ele sobre diversos assuntos, achando que ele é apenas um funcionário que a flagrou perambulando com um animal nas dependências do hotel. A verdade é que ele é o dono hotel e rapidamente se interessa por Poppy. Eu achei esse interesse rápido demais, para um homem que sempre se divertiu, que sempre foi solteiro, que tem inúmeras mulheres desejando-o, ele conversa com Poppy uma única vez e arma uma série de artimanhas para se casar com ela. Ele conversa com o pai de Bayning em segredo e lança uma luz terrível sobre o relacionamento dos dois (apesar de que, pelo o que ouvi falar do pai dele, acredito que ele não a aceitaria em sua família de qualquer forma), entrega-lhe a carta escrita pelo seu filho e impede tal união. Michael Bayning procura Poppy e pede-lhe desculpas, que de algum modo seu pai soube do envolvimento dos dois, e ele impediu que os dois ficassem juntos, caso contrário o renegaria e o destruiria de qualquer renda. Amelia que está presente afirma que se ele ama Poppy pode se casar com ela, que tem um bom dote, além do que, a família lhe daria total apoio financeiro. Ele se recusa a ser sustentando pela família da mulher e a desobedecer o pai, provando que ele não gosta verdadeiramente dela. Depois desse episódio Poppy fica de coração partido e quer deixar Londres, entretanto boatos começam a se espalhar e ela precisa ficar e comparecer ao último baile da temporada, para mostrar que não está afetada pelo rompimento com Bayning e os boatos que circulam a seu respeito. 
Poppy procura se manter firme e vai ao último baile, o que ela não esperava era a presença de Bayning, nem do misterioso Harry Rutledge. Acreditando que não será capaz de suportar a presença de Michael ela aceita dançar com Harry, que após a dança a leva para a varanda e pergunta se ele pode cortejá-la. Poppy recusa devido a seu recente coração partido e por ele não ser o tipo de marido que deseja, entretanto, quando esse lhe dá um beijo ela percebe que foi comprometida pois há outras pessoas na varanda, entre elas Bayning e seu irmão Leo (que logo percebe pelo rosto de Harry que ele tinha a intenção de ser pego para poder se casar com Poppy). A família não deseja que Poppy se case com ele se ela não o ama, mas ele faz a proposta e consegue persuadi-la. Nesse ponto eu achei que a Srta Marks iria fazer alguma revelação contra Harry que fosse impedir o casamento, mas ela não faz nada. É óbvio que eles se conhecem, já que ele inclusive a trata como “Cat”, abreviatura do seu primeiro nome, eu achava que ele tivesse se envolvido com ela no passado, feito promessas, desonrado ela, mas não foi nada disso e achei muito surpreendente a relação que os dois compartilham.
No dia do casamento deles Bayning aparece e faz uma revelação, de que foi Harry quem contou sobre o envolvimento dos dois ao seu pai e fez com que eles se separassem. Ele pede que ela vá embora e se case com ele, mas ela acredita que Bayning iria se ressentir com ela devido a perda do título, dinheiro e proteção do pai, e que esse casamento sem amor com Harry seria o melhor para todas as partes. Poppy então se vê presa nesse casamento, onde ela deseja o marido, mas acredita não haver amor de nenhuma das partes. Ela tem que viver no hotel, sem ter uma casa só sua, e o marido parece querer controlá-la e não deixa que se envolva com os funcionários. A relação se desenvolve desse modo complicado, e achei muito interessante as revelações do seu passado, que nos fazem entender porque Harry é assim. Além disso, o final é cheio de suspense e adrenalina. Eu fui surpreendida a cada página e gostei muito desse livro, mas acredito que o próximo será ainda melhor!
Por fim, eu gostaria de trazer uma novidade para vocês, eu descobri uma estória extra, “A Hathaway Weeding”, que mostra o casamento de Win e Merripen. Quem tiver interesse em ler, clique aqui para obter o pdf.

Continuação:
[Atualizado] O próximo livro dessa série é Manhã de Núpcias. Você pode ler a resenha dele clicando aqui.

17 de fevereiro de 2014

Caixinha de Correio


Livros novos gente! Eu comprei os dois primeiros livros dessa série por ser da Suzanne Collins, que é a autora da trilogia Jogos Vorazes. Eu me arrependo muito de não ter comprado a muito tempo atrás quando eu vi na Américas o box com os quatro primeiros livros por 19,90. Esse infelizmente foi quase o valor que eu paguei em cada um dos livros, mas faz tanto tempo que espero por uma promoção que não aparece, que decidi comprar logo.


Li em um blog parceiro a resenha de Todo Dia e fiquei encantada com o enredo completamente diferente que o autor propõe. Do escritor David Levithan eu resenhei recentemente o livro Will&Will que ele escreveu em parceria com John Green. Assim como nesse livro ele segue a ideia de amor independente de gênero, mas seguindo uma proposta bem inovadora no enredo. Já Esc@ndalo foi um livro que me chamou  atenção a um certo tempo, estava na minha lista de desejados no skoob e o preço estava razoável, então decidi comprá-lo. Me surpreendeu a grossura do livro, espero que seja tão bom quanto outros da Novo Conceito.


A lógica para comprar esses dois livros foi a seguinte: custa 9,90. Ponto. Okay, houveram algumas outras contribuições como o desconto que consegui (mas com o valor do frete, na nota, o livro continuou com esse preço), o fato dele ser da Intrínseca que é uma editora que só lança livros bons. Li também a sinopse de Jasper Jones e me pareceu legal, já de O circo da noite eu já li várias resenhas positivas – e ele tem essa capa linda cheia de brilhos, além de uma lombada bem trabalhada que vocês vão ver na foto abaixo. Não devo ler eles com tanta urgência, para quem viu minhas últimas caixinhas de correio sabe que tenho comprado muita coisa interessante que são minhas prioridades de leitura no momento.


Quem poderia ser a uma hora dessas? É do Lemony Snicket, o autor de Desventuras em Série, eu espero uma leitura diferente e louca igual a dessa outra série do autor. Gosto do trabalho dele, me encantei mais com o livro que ele escreveu sem seu pseudônimo (chamado Por isso a gente acabou), mas tenho curiosidade por outros trabalhos do escritor, sem falar que estava custando 9.90 (consumista, eu sei)! Agora quanto a Never Sky... bem, se eu contar porque eu comprei esse livro vocês vão rir muito da minha cara. Basicamente eu vi e falei: um livro novo da Veronica Roth (autora da série Divergente)! E fiquei pensando: como assim eu não ouvi ninguém falar desse livro novo dela? Mesmo tendo sido lançado por uma editora diferente, como eu não ouvi nada a respeito dele? E fui logo enfiando ele na minha cesta de compra – com uma dor no coração porque ele estava caro, o livro mais caro dessa compra! Então ele chegou, lá estava eu com minha nova distopia na mão, quando fui ver a orelha no fim do livro e vi a foto da autora, pensei: mas essa não é a Veronica Roth. Comecei a ler o texto: mas ela não é brasileira... e não se chama Veronica Rossi. Sim, eu paguei super caro em um livro, achando ser de outra autora, simplesmente porque li rápido! Eu que sou uma leitora tão assídua não prestei atenção, acreditam? Mas tudo bem, porque comecei a ler o livro e ele de fato é muito bom, só me arrependo de ter pago tão caro nele porque ele lançou tem pouco tempo, e imagino que daqui a alguns meses seu preço deve cair.


Lições do Desejo você já viram aqui em outra caixinha de correio, mas como eu havia mostrado, ele veio danificado, amassado e rasgado. Eu entrei em contato com a Ponto Frio e com muita dificuldade consegui o código do correio para postar o livro e realizar a troca. Enviei o livro e eles enviaram bem mais rápido que o último livro com defeito que eu comprei, mas assim como aconteceu com Abandono (como contei nessa caixinha aqui), o livro veio rasgado, troquei, e voltou outro sujo e amassado. O livro parece certinho na foto, mas o verso tem as quinas muito amassadas e sujas. Eu decidi não entrar em contato com a Ponto Frio novamente, pois acredito que o livro que eles vão me mandar não estará em melhor estado, mas como disse anteriormente, a loja perdeu um cliente. Só para avisar, os demais livros dessa caixinha foram comprado na Submarino. Mathilda Savitch foi o livro mais barato que já comprei na vida até o momento: 3,45. A resenha do livro é bacana, ele foi lançado por uma editora boa, mas confesso que o preço foi o principal na hora de comprá-lo.


Comprei o box do Diário de um banana porque estava ultra barato, seis livros por 59,90! Eu entendi porque o preço barato quando o livro chegou, ele é a versão econômica, sem orelhas e de capa mole (quem já viu esse livro sabe que ele tem uma capa durinha bonitinha), mas ainda assim valeu a pena, já que ele veio dentro de uma caixa bonitinha na qual pretendo deixar os livros para conservá-los melhor (veja a foto abaixo).

O que acharam dessa caixinha linda?

15 de fevereiro de 2014

Tesouro e Sedução

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[muito bom]

Eu recomendo: Tesouro e Sedução
Autora: Jessica Bird (J.R. Ward)
Editora: Universo dos livros

Sinopse:
Carter Wessex recebe uma proposta de sua amiga Grace para escavar a Montanha Farrel, novas pistas sugerem que lá ela pode descobrir um grande mistério da história norte-americana, além de um tesouro perdido. Entretanto, essa montanha é localizada na propriedade do implacável Nick Farrel, um homem lindo bilionário, convencido e arrogante que não gosta de ninguém em sua propriedade. Nick aceita a escavação por puro interesse, Carter é filha de um homem milionário, com quem cortou relações e não vê a diversos anos. Ele acredita que se reaproximar os dois cairá nas graças do milionário. O que ele não esperava era se envolver com essa mulher tão teimosa, se apaixonar verdadeiramente e viver perigos devido aos segredos escondidos na montanha.

Meu cantinho:
Esse é o primeiro livro da Ward que eu leio escrito com seu pseudônimo, é também o primeiro que não está relacionado com a Irmandade. Na realidade, não há nada de sobrenatural no enredo, e fiquei surpresa ao conhecer esse novo lado da autora, que não perdeu em nada no quesito personagens (adorei todos). Esse é o segundo livro escrito pela Ward, além de um volume único, por isso acredito que o livro seja um pouco diferente da escrita dela, principalmente no que se refere as cenas de conteúdo adulto, que são bem menos explícitas que aquelas que vemos na Irmandade. O trabalho de diagramação foi bem feito, não vi muitos erros que a revisão deixou passar, mas preciso dizer que achei essa capa um pouco poluída demais e muito escura.
Carter é uma arqueóloga que quer explorar a montanha Farrel devido a suspeita da existência de um sítio arqueológico, entretanto ela faz parte da propriedade de Nick e ela precisa convencê-lo a autorizar a escavação. O primeiro encontro dos dois já é de tirar o fôlego, pura teimosia e tensão. Nick é aquele cara lindo, dominador, acostumado a ter as coisas do seu jeito (lembrando um pouco os rapazes da Irmandade) e que não costuma ter relações duradouras, a mulheres que se envolvem com ele sabem disso e procurar obter o máximo de benefícios que podem no tempo em que ficam juntos. Carter é uma mulher forte, cabeça dura, que ama o seu trabalho e sabe que escavar a montanha e descobrir sobre aquele pedaço do passado é muito importante (o tipo de mulher que não vemos a Ward trabalhar muito). Nick não gosta de estranho nas suas terras, mas além de ter se interessado em Carter, ele tem interesses na família dela, mais especificamente no seu pai e nos benefícios que essa relação pode trazer.
Achei muito interessante esse trabalho pois temos esse romance picante, interessante, cheio de tensão, ciúmes (que me arrancaram diversas risadas) e desentendimentos. É engraçado ver um homem como Nick, poderoso, dominador, sempre no controle, começar a cometer erros e não saber como agir diante de uma mulher. Ele começa a ter ações e sentimentos que ele nunca esperou ter, e isso o surpreende e faz o leitor ver como somos capazes de agir feito bobos quando estamos apaixonados. Além do romance a Ward traz detalhes ricos sobre outros aspectos do enredo. Ela descreve com precisão o trabalho de um arqueólogo, além de questões relacionadas a administração (apesar dessa não ser muito do meu interesse), problemas de Carter com o pai (é muito bacana o final que essa trama tem), de Nick com o sobrinho (que apesar de gostar muito do sobrinho o cara não tem tato nenhum para lidar com adolescente e não sabe demonstrar afeto), também temos um romance mais adolescente em paralelo (que vai causar um bocado de dor de cabeça), além de um mistério envolvente sobre o que teria acontecido no passado, e de um tesouro que muitos parecem cobiçar (e que fecha o livro com chave de ouro – ouro literalmente).
Só peço para aqueles que tiveram contanto com trabalhos mais recentes da Ward entendam que esse foi um dos primeiros trabalhos dela. Muitos querem comparam ao nível de complexidade da trama que vemos entre os irmãos na Irmandade da Adaga Negra, ou que acharam que no final tudo se resolveu muito facilmente. Eu acredito que ela conseguiu desenvolver bem o texto para um livro de volume único, e que o fechamento se deu dentro das possibilidades reais, já que esse não é um dos livros dela com temáticas sobrenaturais onde temos desfechos com coisas impossíveis acontecendo, mas ainda assim surpreendente.

Volume único. 

14 de fevereiro de 2014

Will&Will

[ótimo]

Eu recomendo: Will&Will
Autor: John Green e David Levithan
Editora: Galera

Sinopse:
Will Grayson tem como lema ignorar aqueles que lhe incomodam e calar a boca, assim ele não arruma confusão. Ele não é um dos mais populares do colégio, tem poucos amigos, entre ele está Tiny Cooper. Um cara gigante, jogador de futebol, e gay assumido. Certo dia o caminho desses dois cruza com o de outro Will Grayson, com problemas com a mãe, depressão, solidão e medo de assumir sua homossexualidade. O primeiro Will Grayson se vê apaixonado por uma menina, não correspondido e enfrenta problema com Tiny, seu melhor amigo. O segundo Will Grayson vê uma grande melhora na sua vida graças as mudanças provocadas por Tiny, mas ainda tem muitos obstáculos a enfrentar. Além disso, temos Tiny, que apesar de expansivo e alegre tem seus próprios medos e problemas com os quais lidar. Um livro que fala sobre amizade e amor, independente da opção sexual da pessoa.

Meu cantinho:
Eu sabia muito pouco sobre esse livro, apenas que teríamos um casal homossexual e pelo título do livro eu presumi que seria entre os dois Wills – me enganei. O livro tem capítulos intercalados entre os dois Wills, ambos se chamam Will Grayson, por isso vou chamar de Will 1 e Will 2. O primeiro a nos ser apresentado é Will 1, ele não é um dos meninos mais populares, não tem namorada e nem parece muito interessado em relacionados e por isso que seu melhor amigo Tiny Cooper gosta de dizer que ele é assexuado. Will apenas se deixa levar, segue o fluxo, segue as orientações dos pais, vai bem na escola, não costuma fazer nada de errado, seu lema é ignorar as situações desconfortáveis e calar a boca. O grande destaque na vida de Will 1 é esse seu amigo Tiny, que não tem nada de pequeno, ele é gigante, enorme, adora falar sobre si, acredita que o mundo gira ao redor dele, e é gay assumido. Tiny recentemente tem tentando empurrar Will 1 para Jane, mas apesar dela ser bonita e deles terem coisas em comum, ele se sente confuso pois ao mesmo tempo em que quer estar, não quer estar com ela, e acaba rejeitando-a. Por conta do desenrolar até esse ponto eu acredita seriamente que Will 1 iria se descobrir gay, se encontrar de alguma forma com Will 2, e eles ficaram juntos. Entretanto, não é o que acontece, ele começa a desenvolver um interesse maior por Jane, começa a agir, tomar algumas atitudes que normalmente não faria – mas nada em um sentido negativo, só deixa a passividade de lado. Lógico que esse é um processo longo, e as vezes eu só queria gritar com ele por não fazer ou falar certas coisas! Acredito que os capítulos de Will 1 tenham sido escritos por John Green, achei a escrita semelhante a dele, as situações complicadas, os traços de fofuras recheadas de humor, aquela coisa bem única do Green. Também tenho essa suspeita porque em um dos capítulos do Will 1 aparece uma menina com nome Hazel, fiquei com um frio na barriga achando que era a Hazel de A culpa é das estrelas e que nos seria mostrado algo a mais da vida dela, mas a verdade é que ela aparece só nesse momento e não há mais nada.
Quando entrei no primeiro capítulo com Will 2 foi uma diferença enorme. A escrita e estruturação do texto são completamente diferentes, e por nunca ter me deparado com nada assim nos demais trabalhos do John Green, acredito que esses capítulos tenham sido escritos por David Levithan. O escritor só usa letra minúscula, mesmo no início das frases ou nomes próprios. Os diálogos são sempre narrados pelo autor, no qual ele estrutura com “eu:” e, na fala seguinte o nome da pessoa, não há travessão, como normalmente é usado para demonstrá-los. E os pensamentos de Will 2 e os diálogos são sempre separados por um espaço no texto. Will 2 é gay, mas nunca se assumiu. Ele tem uma vida muito complicada, toma remédios para a depressão, está sempre em conflito com sua mãe e nunca mais viu seu pai que abandonou os dois. A única coisa boa do seu dia é Issaac, que ele conheceu pela internet, por quem está apaixonado. Depois me muito tempo se correspondendo, eles decidem finalmente se encontrar, que é o momento no qual a vida de Will 1 e Will 2 se cruzam. Não vou falar o que acontece com Issaac porque isso seria um spoiler muito grande, eu mesma me surpreendi muito com essa parte, portanto, vou deixar para que vocês descubram na leitura. Acontece que a situação não acaba muito bem, é quando Will 1 e Will 2 se esbarram e Will 1 apresenta Tiny a Will 2. Tiny pode ser meio egocêntrico as vezes, mas ele também gosta de ajudar as pessoas e faz possível para consolar Will 2. Will 2 então começa a se envolver com Tiny, as mudanças nele são enormes, mas ele também tem dificuldade em lidar com Tiny. Acontece que Tiny Cooper, que tem um destaque nesse livro tanto quando os Wills, as vezes consegue ser bem irritante. Primeiro por ser muito focado nele, ele não consegue ver quando Will 1 precisa dele como amigo, ou que Will 2 tem certos entraves psicológicos, e assunto que Tiny trata com superficialidade na verdade são aspectos complicados para ele. Mesmo que muitas vezes Will 2 trate as situações complicadas com um humor, ainda é possível perceber que nem tudo é fácil para ele. Mas Tiny no geral é uma pessoa legal, que quer o bem das outras, e que também tem os seus problemas apesar de sempre tentar se mostrar positivo em todas as situações.
Após as histórias se cruzarem grande parte do foco do livro se volta para uma peça que Tiny está escrevendo, que a princípio fala sobre ele, mas que depois de conhecer Will 2 ele percebe que precisa tratar de amor. Enquanto isso Will 1 está triste porque Jane voltou com seu ex-namorado e não consegue conversar ou buscar apoio em Tiny, que tem seu foco todo voltado para a peça. Além disso, ele fez um personagem chamado Phil, que na verdade é Will 1, e quando Tiny vai descrever como deve ser Phil ele acaba magoando muito Will 1 com suas palavras. Will 2 vive uma confusão de sentimentos, novos amigos, ele se assumindo para todos, a evolução no seu relacionamento com a mãe – essa parte foi uma das mais tocantes.
O livro foi bem diferente, não pela questão da homossexualidade, mas pelos personagens tão distintos que são apresentados, pelo modo como os capítulos são estruturados, pela evolução dos personagens, pela intensidade das situações. Gostei principalmente do desfecho, recomendo a todos.

Volume único.

13 de fevereiro de 2014

Caixinha de Correio


Oi pessoal, estou passando aqui rapidinho para mostrar a minha caixinha de correio. Essa não vai ser tão recheada quanto as últimas, já que são livros que troquei no skoob e  alguns livros da última compra que demoraram a chegar. O primeiro é Tentação ao pôr do sol, o terceiro volume da série Os Hathaways, focado em Poppy – para minha tristeza porque achei que teríamos um livro sobre Leo. O segundo livro é A garota que você deixou para trás, da Jojo Moyes, eu simplesmente me encantei com os trabalhos dessa autora. Comecei a ler esse livro ontem e já estou maravilhada e muito curiosa!


Bem mais perto é da Susane Colasanti, ele na verdade é um livro que comprei no final do ano passado, mas acabei esquecendo de tirar fotos e ele nunca apareceu em uma caixinha de correio. Na época eu o comprei porque estava absurdamente barato, mas não estava muito animada com ele porque li algumas resenhas negativas. Entretanto, depois de ter lido Tipo Destino da autora e ter gostado muito, pretendo dar uma chance a esse livro em breve.
Sábado a noite foi uma troca livroxlivro pelo skoob. Eu o troquei por Como ser Popular da Meg Cabot. Eu amei o livro da Cabot e gostaria de tê-lo na minha estante, mas ele foi proveniente de outra troca livroxlivro no skoob e a pessoa não cuidou muito bem dele. Quando troquei esse livro a pessoa me mandou apenas duas fotos, frente e verso. Ele parecia estar em bom estado e aceitei a troca, mas quando chegou estava bem sujinho e amassado. Lógico que quando fui trocá-lo eu não enganei a pessoa, mandei várias fotos e a pessoa aceitou a troca, mesmo porque Sábado a Noite não está em tão perfeito estado (para minha tristeza).
Por fim temos Para Sempre azul, o último livro da série da Irmandade das Calças Viajantes que solicitei pelo plus. Tinha alguns outros livros que eu queria, mas esse está sempre caro nas lojas e é difícil ter alguém para trocá-lo em bom estado. Ele tem uns amassadinhos e um cantinho meio sujo, mas no geral está bom.


O que acharam das minhas novas aquisições?

12 de fevereiro de 2014

Dustlands - Caminhos de Sangue

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[ótimo]

Eu recomendo: Caminhos de sangue – Dustlands
Autora: Moira Young
Editora: Intrínseca

Sinopse:
Saba e Lugh nasceram no solstício de inverno na Lagoa da Prata, eles vivem lá com seu pai e sua irmã mais nova Emmi. A vida não é fácil, eles quase não têm comida, nem água, e a chuva não vem. É quando uma tempestade chega, mas não aquela que eles queriam, é uma tempestade de areia, seguida por homens montados a cavalos, armados, que vieram com o objetivo de sequestrar Lugh, o rapaz nascido no solstício de inverno, para ser levado ao rei e ser sacrificado no solstício de verão. O pai deles morre tentando salvar Lugh e sobra para Saba a missão de cuidar de Emmi, que ela tanto odeia e resgatar o seu irmão das garras do rei. Ela tem que enfrentar desertos, ladrões, assassinos, é então raptada por traficantes de escravos, ela tem que lutar na jaula, elaborar um plano de fuga, enfrentar criatura que nem imaginava existir, e chegar ao seu irmão antes do solstício de verão.

Meu cantinho:
Antes de falar sobre qualquer coisa, eu preciso falar sobre a escrita do livro. Eu ouvi inúmeras críticas a esse respeito, como é de mau gosto, como quebra o ritmo da leitura, como o texto deixa de fluir. Confesso que quando eu comecei a ler foi um choque, a autora escreve do modo que a Saba, personagem principal fala: com erros, com letras comidas, sem respeito algum a uma gramática. Não há travessão para indicar se é uma fala, um pensamento, você percebe conforme o desenrolar da história. Li algumas sinopses de pessoas falando que não sabiam se era um fala ou um pensamento, mas eu não tive muitas dificuldades em perceber quando era um ou outro. De fato é um tanto estranho ler tudo errado, as vezes sem uma pontuação correta, mas não é nada que impeça o fluxo da leitura. E, uma vez acostumado, você entra melhor na personagem e vê tudo o que acontece pelo ponto de vista dela. Saba fala desse modo pois foi criada no meio do nada, sem instrução, e todo o conhecimento que ela tem é o que vemos na leitura. Essa é a minha opinião, sei que muitas pessoas não gostaram, mas acredito que apesar disso o livro valha muito a pena, é um livro que não para, com um acontecimento atrás do outro, com diversos pontos positivos.
Caminhos de Sangue se passa em um futuro no qual os humanos conhecidos como Devastadores arruinaram grande parte do planeta. Há dificuldade em se obter água, comida, em se manter seguro, em se manter livre. Há um rei que governa do modo mais caótico e sádico possível, ele controla o povo através do chaal, um tipo de droga sobre o qual ele tem o controle da produção. Esse rei louco também acredita em uma superstição de que para obter vida longa ele precisa sacrificar um menino nascido no solstício de inverno, no solstício de verão.
Saba e Lugh nasceram no solstício de inverno. Lugh foi o primeiro a nascer, em seguida ela. As diferenças físicas e de personalidade entre os dois é grande. Saba sempre coloca Lugh em primeiro lugar, não consegue viver sem ele, para ela seu irmão é a coisa mais importante da sua vida. Ela está de certa forma conformada como as coisas estão. Eles viveram a vida toda na Lagoa da Prata, a vida lá não é fácil, quase não há comida, a água da lagoa está acabando, não há previsão de chuva. Eles vivem com seu pai e sua irmã mais nova, Emmi. Saba tem um grande respeito por seu pai, que parece saber encantamentos e diz que um viajante uma vez lhe ensinou a ler o destino nas estrelas, por isso ele sabe o que vai acontecer, mas fala pouco sobre isso. Em contrapartida, ela odeia sua irmã mais nova Emmi, porque sua mãe morreu no parto dela e desde então, seu pai nunca mais foi o mesmo. Já Lugh não aguenta mais a decisão do pai de ficar na Lagoa da Prata, passando necessidades, esperando a chuva que não vem nunca. Ele acha que seu pai inventou sobre ler as estrelas, que ele não sabe de nada. Lugh adora a Emmi, e sempre mima e a protege das maldades de Saba.
Então quando eles menos esperam chegam uma tempestade, mas é uma tempestade de areia, e no meio dela homens montados em cavalos, armados, os tontons, que vieram levar Lugh para o rei, que foi denunciado por um informante que vivia nas redondezas, viciado em chaal. O pai de Saba diz que sabia que isso aconteceria, ele fala que chegou sua hora, que Saba precisará ser forte, e partem para tentar resgatar Lugh. Eles não conseguem, seu irmão é levado, seu pai é morto, e ela fica abandonada naquela terra com a única pessoa da família que não gosta. Ela salva o pouco que pode, queima o corpo do pai e liberta seu espírito, e parte em busca do irmão carregando Emmi. É uma viagem cansativa, Saba pretende deixar sua irmã com Mercy, uma amiga da família que mora a alguns dias de caminhada da Lagoa, e depois partir para resgatar o irmão. Ela leva muito tempo para chegar lá, Emmi tem 9 anos, é pequena, não está acostumada a andar e fica com os calcanhares em carne viva. Quando chega até Mercy ela recolhe algumas informações e parte, mas Emmi viaja escondida atrás de Saba. Elas atravessam um deserto, são sequestradas, e levadas a uma pequena cidade. Saba é usada com uma lutadora na jaula e Emmi fica como empregada. Basicamente Saba é colocada para lutar contra outras mulheres, se você perde três lutas você vai para o corredor da morte. Saba entra em uma espécie de transe quando começa a lutar e simplesmente massacra suas adversárias, achei um pouco forçado essa parte porque ela foi criada no meio da nada, passando necessidades, não acho que ela teria uma constituição física tão boa assim. Nesse lugar ela consegue pistas sobre onde Lugh estaria, ela conhece um lutador no campo dos homens que lhe chama a atenção e que sabe como chegar aonde Lugh está. Ela conhece um grupo de mulheres Gaviãs Livres, que organizam um plano com a ajuda de Saba para libertar todos os escravos da jaula. Mas os perigos estão apenas começando, ela tem que passar por lugares abandonados, confiar em desconhecidos, além de enfrentar monstros gigantes, correndo contra o tempo pois os solstício de verão está próximo.
O livro é muito envolvente e não fica parado. Acho a determinação e a coragem de Saba incrível, diferente de outras mocinhas que movem céu e terra por um cara, ela está fazendo isso pelo irmão dela. Gosto do modo como as coisas se desenrolam entre ela e a irmã. Jack, o outro lutador que ajuda Saba na busca por Luke, é simplesmente encantador, com o seu jeito de bandido e seus flertes, mas nada exagerado. Apesar de surgir algo entre esses dois, não é nada meloso demais, nem exagerado, é dentro da medida diante da tragédia que eles viveram e da missão que Saba escolheu para si. O livro tem várias reviravoltas, algumas mortes muito tristes no final, mas sempre muita ação. Só acho que as cenas de luta no final poderiam ter sido um pouco mais detalhadas – sou louca pelas cenas de lutas, mas nada que mude minha opinião sobre esse livro. Para fechar, gostaria de falar do lindo trabalho de diagramação, adorei os detalhes com desenhos de um corvo, que na verdade é como um pássaro de estimação que Saba cria. Tem um desenho de um pequeno corvo quando ocorre uma mudança na passagem de texto, e outro grande que marcam grandes mudanças no enredo ou longas passagens de tempo. Ficou tudo muito bem trabalhado, gostei!

Continuação:
O próximo livro dessa série é Coração Rebelde, sem previsão de lançamento no Brasil.

11 de fevereiro de 2014

Abandono

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[ótimo]

Eu recomendo: Abandono
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera

Sinopse:
Aos 15 anos Percie tem uma experiência de quase morte, onde ao tentar salvar um passarinho, ela caí dentro da piscina e se afoga. Ao acordar ela está em um lugar estranho e é encaminhada para uma fila para pegar uma barca. É quando ela vê John, que conheceu quando era apenas uma criança no dia do enterro de seu avô, montado em um cavalo negro. Ela tenta pará-lo, falar com ele, mas ele não parece se lembrar dela, até que ela consegue explicar quem ela é. Ele então a leva para outro lugar, um grande aposento, no qual ele lhe dá um lindo colar para lhe proteger do mau e explica que agora ela ficará lá com ele. Ela não se conforma quando percebe que terá que ficar lá com ele pois morreu, ela quer rever sua mãe, por isso ela foge dele, pega uma escada e volta para a mundo dos vivos. Desde então ela nunca mais foi a mesma e sempre que corre perigo John aparece para socorrê-la, mas eles nunca conversam. Um desses incidentes que ela sofre, faz com que sua mãe decida levá-la para um lugar mais calmo, a ilha onde nasceu, o lugar onde Percie viu John pela primeira vez. Ela deseja encontrá-lo, o que ela não sabe é que inimigos buscam atingir John e pretendem usá-la para esse objetivo.

Meu cantinho:
Nesse livro MegCabot faz uma adaptação moderna do que seria o conto de Perséfone, no qual Hades, o deus do submundo, sequestra a jovem para ela seja sua esposa. Entretanto, não espere uma semelhança tão grande com a mitologia, pois Meg trabalha de uma forma completamente nova em cima desse mito.
Nossa personagem é Pierce, que quando criança foi para a ilha onde sua mãe nasceu, para o enterro do seu avô, e lá viu John pela primeira vez. Quando sua mãe e avó a deixaram sozinha, ela saiu atrás de uma pomba machucada, mas que acabou se assustando e em uma tentativa de fuga acabou morrendo. Ela começa a chorar e é quando John aparece e traz a pomba de volta a vida, ela mal pode acreditar. Quando já está mais velha e tem 15 anos, ela tropeça, bate a cabeça, cai dentro da piscina, se enrosca na rede de proteção e não consegue sair. Quando acorda ela está no submundo, ela é enviada para uma pequena fila a espera de uma barca, em contraposição a uma fila maior, com pessoas desesperadas, querendo passar pela fila dela. Apesar de parecer estar em uma situação melhor do que outras pessoas, ela ainda está assustada, sem entender o que aconteceu, por isso quando vê um rosto familiar ela corre em sua direção sem pestanejar. Ela viu John, montando em um cavalo negro, cavalgando entre as duas filas (exatamente com o mesmo rosto de quando se conheceram anos atrás). Quando ela entra no caminho e o para, ele não a reconhece, fica falando que não será persuadido, que já ouviu inúmeras histórias e começa a levar ela para a fila oposta a qual estava. Assustada ela fica sem saber o que dizer, até que um homem diz que se ela vai mudar de fila, ele pode ir preencher o lugar dela que ficou vago. É então que John percebe que ela não estava na fila de pessoas condenadas, que ela não queria falar com ele buscando uma escapatória, que ela só estava perdida, que se lembrou dele no dia do cemitério, é quando ele a reconhece, a tira de lá. Ele a leva para um lugar confortável, lhe dá um lindo colar de presente com um cristal cinza, que serve como proteção, e quando ela o coloca, ela passa a ver duas escadas. John explica que ela está morta, que ela não pode voltar, que ela terá que ficar naquele lugar com ele, e que também não pode mais seguir em frente pois perdeu a barca. Falando assim parece até que ele foi seco, ou rude, mas ele é extremamente carinhoso e preocupado com ela, e também acaba revelando suas próprias dores de estar preso naquela situação, dele próprio não poder retornar e ver sua mãe. Mas ele garante que irá protegê-la, mesmo porque as párias vão tentar fazer algum mal a ela, enquanto tenta acalmá-la, tudo que ela pensa é que precisa rever sua mãe, por isso engana John, demonstrando aceitação para em seguida jogar chá quente na cara dele e correr pela escada que viu, e quando acorda está em seu corpo. Graças a hipotermia que sofreu ao cair na água gelada ela foi capaz de retornar ao seu corpo, que foi reavivado mesmo depois de muito tempo debaixo d’água.
Contudo, desde que voltou as coisas nunca mais foram a mesma. Sua mãe e seu pai brigaram por conta do seu acidente e acabaram se separando. Pierce tenta voltar a sua vida normal, mas ela não se envolve mais com as coisas como antes, não presta atenção nas aulas, se afasta das amigas, começa a viver em um caixão de vidro, como ela mesma denominou. Os inúmeros psicólogos tentam convencê-la que tudo o que ela viveu no submundo não é real, explicam coisas como estresse, questões neurológicas, mas ela sabe o que viveu pois em seu pescoço está preso o colar que ganhou de John. O diamante que muda de cor conforme se aproxima de uma pessoa, o colar que deveria protegê-la. Entretanto, ela só se envolve em situações complicadas desde que voltou do mundo dos vivos e em todas as vezes foi John quem apareceu para salva-lá. Alguns leitores podem considerar um pouco confuso porque a personagem vai e volta na sua estória, ela está no presente e aos poucos vai revelando momentos do seu passado e esclarecendo as dúvidas dos leitores. Eu não achei tão confuso assim, acho interessante, porque o leitor acaba ficando preso ao enredo, querendo mais detalhes e que ela esclareça melhor tudo o que já aconteceu com ela. Eu fiquei particularmente muito curiosa sobre o último incidente que ocorreu, no qual John a salva, mas que também é o motivo pelo qual é convidada a se retirar do colégio, e que faz com sua mãe opte por voltar a ilha onde nasceu, Isla Huesos, para tentar um novo começo, novos amigos, novo colégio, novos ares. Acontece que esse é o lugar onde ela viu John pela primeira vez, onde ela volta a encontrá-lo, onde pode conversar com ele como nunca pode. Há desentendimentos, mistérios, problemas na família, assassinatos, até que Pierce consegue mais informações sobre John, sobre a importância do colar que recebeu, e do perigo que ela é para todos, principalmente para ele.
Eu sou muitíssimo suspeita para falar dos livros da Cabot, mas sinceramente, achei esse outro trabalho maravilhoso dela, um trabalho mais maduro, muito interessante, com romance, mistérios e questões sobrenaturais. Tudo construído para prender o leitor da primeira a última página, e fazer com que ele implore pela continuação.

Continuação:
O próximo livro da trilogia é Submundo, não achei informações de quando ele será lançado no Brasil.

10 de fevereiro de 2014

As flores mais raras - Deslumbrante

[ótimo]

Eu recomendo: Deslumbrante - As flores mais raras
Autora: Madeline Hunter
Editora: Leya

Sinopse:
O pai de Audrianna se matou, muitos acreditam que esse ato foi como assumir a culpa, mas ela acredita que seu pai é inocente. Ele era responsável pela aprovação final nos relatórios sobre a pólvora produzida pelo reino, a pólvora que não funcionou no campo de batalha, ocasionando a morte de diversos homens. Sua mãe está devastada, eles não têm muitos recursos, sua irmã tem poucas chances de fazer um casamento bom, já ela tem chances nulas, principalmente depois que seu noivo Roger rompeu com ela ao saber do escândalo. Diante de uma nova pista ela começa a investigar, decidida a provar a inocência de seu pai, o que ela não esperava era ser pega em uma situação comprometedora com Sebastian Sommerhayes. Ele é homem que também está investigando mais profundamente sobre a pólvora, mas em quem ela não confia, pois ele é um dos homens do congresso que tão rapidamente julgou seu pai. A única solução para manter sua honra, assim como a do cavalheiro é se casar com este, mas ela não quer de forma alguma contribuir para a honra desse, assim como casar com um homem que não ama e que não acredita na inocência de seu pai.

Meu Cantinho:
Meu primeiro contato com a Madeline Hunter foi com Regras da Sedução, o primeiro livro de outra série dela. Esse é outro romance histórico, que assim como Regras da Sedução me conquistou pela trama. Ele não é apenas um livro focado no casal e no romance como tantos outros, ele tem mistérios, suspense e intrigas em uma trama maior que envolve os dois.
Audrianna está decidida a limpar o nome do pai, ela acredita completamente na inocência dele. Ela crê que ele não resistiu as pressões e as falsas acusações e acabou tirando sua vida. Seu pai era o responsável para inspeção e relatórios finais sobre a pólvora produzida que iria para o campo de batalha, entretanto a pólvora não funcionou e muitos homens morreram. Como o pai de Audrianna era o responsável pela avaliação final toda a culpa recaiu sobre ele, e depois de sua morte muitos acabaram deixando o episódio de lado. Sebastian Sommerhayes é um dos políticos que pressionou os demais por uma resposta ao incidente, e acredita que o pai de Audrianna é realmente culpado, mas que há um esquema maior e que ele deveria agir em parceria com outras pessoas. Os dois estão buscando provas, cada um buscando comprovar seu ponto de vista. É quando ambos percebem um anúncio em um jornal aparentemente direcionado ao pai de Audrianna, pedindo um encontro com este. Em busca desse informante Audrianna e Sebastian acabam se encontrando, se atraindo, até que a verdade é revelada e eles percebem com quem estão se envolvendo. Fofocas se espalham e muitos acreditam que Sebastian estava abusando de Audrianna, exigindo certos favores dela em troca de informações sobre seu pai. O que começa com um grande rumor acaba se tornando um grande escândalo e o único modo de resolver isso é através do casamento. Sebastian faz o pedido, já que acredita que é o correto, que assim irá recuperar sua reputação, e que se casará com uma bela mulher por quem se sente atraído. Entretanto, ele não poderia imaginar que ela recusaria sua proposta. Ela não quer viver com um homem que ajudou a condenar seu pai, que não acredita na inocência dele, que prejudicou sua mãe, que destruiu seu noivado, que praticamente impossibilitou sua irmã de fazer um bom casamento. Além disso, ela sabe que se não aceitar a proposta ela o atinge, já que sua reputação está manchada e Audrianna tem sido mostrado como uma pobre vítima de Lorde Sommerhayes. Entretanto, ele irá usar todas as artimanhas possíveis para convencê-la, inclusive seduzi-la. 
Além dessas questões da honra e do casamento, o desenrolar do mistério acerca da pólvora é surpreendente. Gostei de quando as motivações de Sebastian em descobrir quem são as pessoas envolvidas nesse esquema são reveladas. Gostei dos planos de Audrianna para descobrir mais pistas e entrar em contato com o informante do jornal. Quando parte dos mistérios são revelados eu não pude acreditar e quando tudo se encaixa no final, o leitor fica no mínimo abismado pela sagacidade da autora.
O livro tem personagens muito bem construídos, alguns irritantes como a mãe de Sebatian, outros cativantes como a prima de Audrianna, e outros que me surpreenderam como o irmão de Sebatian e seu amigo Castleford.
Esse livro também é interessante porque ele traz algumas informações sobre os personagens de nosso próximo livro. Aparentemente é uma situação pequena e não resolvida, mas que será desenvolvida no próximo livro. Um amigo de Sebatian, Hawkeswell que foi abandonado no altar. Ele está em condições financeiras precárias e sua noiva era muito rica, mas ela some no dia do casamento e não é mais vista. Como ela não foi dada como morta ele não tem acesso a sua fortuna, assim como está impossibilitado de fazer um novo casamento. Pela sinopse que li do livro seguinte ela irá reaparecer e ele vai fazer uma proposta tentadora para que ela se case com ele. Estou ansiosa pela continuação.

Continuação:
[Atualizado] O próximo livro da série é Provocante, você pode ler a resenha dele clicando aqui.

9 de fevereiro de 2014

Os Bridgertons - O Visconde que me amava

[ótimo]

Eu recomendo: O Visconde que me amava – Os Bridgertons
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro

Os Bridgertons:
O Visconde que me amava é segundo livro dessa série, se você não leu O Duque e eu, o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
Anthony Bridgerton é um visconde bonito e muito rico, cobiçado pelas mães com filhas solteiras. Entretanto, ele tem uma fama de libertino e de um homem que não tem planos de se casar. Acontece que Anthony acredita que assim como o seu pai, está fadado a morrer cedo, por isso decide escolher uma esposa e produzir um herdeiro. Ele quer uma mulher atraente, de bons modos, elegante, que seja agradável, mas que não seja alguém que ele possa amar. Ele então se decide por Edwina, que tem todas essas características e é a pérola da estação. Contudo, Edwina declara que qualquer pretendente que queira a sua mão precisa ser aprovado por sua irmã mais velha Kate. Kate não pretende deixar que Anthony se case com sua irmã, pois acredita que um libertino sempre será um libertino. Enquanto ele tenta conquistar sua aprovação, acaba se encantando com Kate e ela aos poucos percebe que o visconde tem diversas qualidades.

Meu cantinho:
O segundo volume dessa série foi ainda melhor do que o primeiro. Se eu tenho alguma crítica a ele é referente a modelo da capa, que eu acho que não combina com a descrição de nenhum personagem da trama. Fora isso o livro está maravilhoso, revisão, diagramação e enredo.
Anthony Bridgerton foi um filho que amou muito o seu pai e sua morte o marcou profundamente. Aparentemente seu pai era um homem forte, sem quaisquer problemas de saúde, até que um dia enquanto caminhava, foi picado por uma abelha e morreu. Anthony tem para si que ele nunca poderá superar o pai em nada, inclusive na sua estimativa de vida. Acreditando que seu tempo de vida é limitado, ele decide que está na hora de se casar e gerar um futuro herdeiro, o que surpreende a todos. Ele define algumas regras para a escolha da sua esposa, ela precisa ser agradável, não pode ser burra e de modo algum deve ser alguém por quem ele possa se apaixonar. Em uma conversa com os irmãos ele rapidamente define a sua escolhida: Edwina Sheffield. Ela não tem muitas poses, mas isso não é um problema para o visconde. Ela é pequena, magra, elegante, com bons modos, de pele clara, loira de olhos azuis. Assim que a vê e conversa com ela, percebe que de fato ela é a melhor opção. Chega então aos ouvidos de Anthony uma declaração de Edwina, que ela só se casaria com um homem que fosse aprovado por sua irmã mais velha, Kate. Kate na realidade é meia-irmã de Edwina, e isso explica porque elas são tão diferentes. Kate parece muito alta ao lado da irmã, com seus cabelos e olhos escuros, e enquanto Edwin transmite fragilidade, Kate transmite confiança. É óbvio que entre as duas Edwina é quem fará o melhor casamento, isso se Kate chegar a se casar, já que nenhum homem tem mostrado interesse nela (a não ser aqueles que a procuram para buscar sua aprovação de forma a conquistar sua irmã).
Kate já ouviu muitos boatos acerca do visconde e acredita que ele jamais poderá ser um bom partido para sua irmã. Ela entende que desde a morte do pai delas a situação financeira deles ficou complicadas, e por isso ela está tendo uma apresentação tão tardiamente junto com a irmã, e que é sua irmã quem tem mais chances de um bom casamento. Ela sabe que o visconde é um bom partido nesse sentido, mas acredita que ele sempre foi e sempre será libertino e isso apenas fará Edwina infeliz. O Visconde fará tudo ao seu alcance para mudar a opinião de Kate, mas isso não acontece tão facilmente. Eles acabam se enfrentando, se indignando, se desentendendo. Anthony começa a perceber que Kate mexe com ele mais do que ele gostaria e isso o importuna. Aos poucos, em pequenas situações, eles acabam se entendo e Kate percebe que o visconde tem seu lado gentil e que ele de fato poderá fazer sua irmã feliz. Quando ele recebe a aprovação de Kate, pelo qual lutou arduamente, ele percebe que o empecilho para se casar com Edwina não existe mais, mas que quem ele deseja verdadeiramente é Kate. Contudo, Anthony não pode voltar atrás em suas ações, que indicavam seu interesse por Edwina. O modo como a situação se resolve é através de um escândalo motivado por uma abelha (gostaria de explicar melhor mas não quero revelar spoilers). Lógico que o livro não acaba por ai, Anthony tem que enfrentar as barreiras que tem com a morte do pai, as novidades do casamento e o estranho medo da esposa com trovões, que se mostrou outro trauma de infância.
O livro é delicioso, uma narrativa leve, que flui. Os personagens são tão diferentes entre si, todos muito bem construídos. Adorei o aparente desencontro entre Kate e Anthony, as situações constrangedoras, os pensamentos escondidos, os limites que não podiam ser ultrapassados, apenas para saborear o entendimento dos dois. Gostei do fato do casal do livro anterior aparecer nesse livro, mesmo que a participação tenha sido bem pequena. Um ótimo romance histórico, a autora apenas cresceu nesse livro. Estou ansiosa pela continuação.

Continuação:
[Atualizado] O próximo livro da série é Um perfeito cavalheiro. Você pode ler a resenha dele clicando aqui.