1 de novembro de 2015

Idiomas Literários

Eu tenho um inglês bom, um francês mediano (ou eu gostaria que fosse mediano), um espanhol terrível (dois anos estudando e só lembro como se diz “tenho fome”), um conhecimento básico de runas (pesquisei bastante na época que estava lendo Senhor do Anéis), mas meu dothraki é quase inexistente. Para minha sorte – e sua também – ainda é possível aprender não só esse, mas vários outras línguas estrangeiras dos nossos livros tão amados.

A escola Raybum Tours, no Reino Unido, preparou um infográfico para ajudar todos a terem uma noção básica dos diferentes idiomas literários, para que você possa escolher em qual deseja se aventurar primeiro. Estão listados 25 idiomas, alguns com um vocabulário de cerca de 3.000 palavras para aprendermos! Afinal, nunca se sabe quando vamos nos deparar com um minion, um furby, um elfo, um kriptoniano...

Confira abaixo a lista e se prepare para estudar!








Créditos para a Emily Antonetti, do Meg’s Army Book Club

25 de junho de 2015

Uma baleia no deserto – Participação Dramática Especial – Projeto Drama Queen #36! ♥

Hey pessoal! Estou super sumida aqui do blog! Ultimamente não tenho tido muito tempo para postar, peço mil desculpas! Hoje estou passando aqui rapidinho para compartilhar um texto que escrevi em uma participação especial no Projeto Drama Queen, onde você encontra posts bem dramáticos e exagerados todas as quintas-feiras no blog da Teca: Casos, Acasos e Livros e no blog da Carol: Pequena Jornalista. Se você gostar (e não tem como não gostar) você pode clicar aqui e entrar nesse universo dramático e muito divertido. Se quiser também pode mandar seu texto para as meninas no: projetodramaqueen@gmail.com. ♥

A Teca e a Carol deixaram um recadinho sobre a minha participação:

Drama queen que é drama queen já fez drama por causa de amor. Seja por ter amor, seja por não ter, seja por levar um pé dele, seja por ter vários amores e não saber qual escolher (Taí um drama dos bons!) ou por simplesmente porque o seu amor te enche muito o saco. A verdade é que os relacionamentos (Ou a falta deles) são fontes dos maiores dramas da humanidade.
E com a Dudi não podia ser diferente. Ela, que é super amiga das Drama Queens mor Teca e Carol, faz tempo que quer escrever para o projeto mais legal da blogosfera e finalmente chegou o dia.
Dudi, chega mais que somos todas ouvidos! ;-)


Esse mês teve o Dia dos Namorados, inclusive a Carol fez uma postagem aqui no Drama Queen sobre esse dia tão terrível... Um dia ao qual eu quase não sobrevivi. Acordei cedo para ir trabalhar, voltei tarde para casa, mas foi só ficar a noite sozinha, olhando a felicidade alheia no Instagram, que queria fugir para outro lugar! Além da vontade de matar aquele Santo Antônio que não me deixa casar, mas não quer me assumir!
A verdade é que eu já estou velha e solteira... Mas solteira é só um modo delicado de dizer que eu estou parecida com uma baleia azul encalhada no meio do deserto. Não posso dizer que sou uma baleia encalhada na praia, porque na praia presume-se que há uma esperança de voltar ao mar. Eu estou no meio do deserto sem nenhuma gota de água por perto.
Não basta ser baleia no deserto, eu ainda sou obrigada a ver todo mundo casar, em especial os meus exs. Eu sou uma verdadeira figurinha premiada, você namora comigo, me dispensa e depois de um tempinho você conhece sua alma gêmea, aquela para casar. POR QUE EU NÃO SOU AQUELA PARA CASAR? Por que aquela magrelinha, queridinha da sua mãe foi a que recebeu aquele anelzinho e foi parar no altar? Por que aquela nariguda foi quem você pediu para namorar? Eu sinceramente não consigo entender.
A única situação que fez sentido foi o ex que arrumou um marido, afinal, ele realmente tem algo que eu não posso oferecer. Agora de resto: sou dedicada, sou educada, sou romântica, sou fiel, sou engraçada, sou formada, tenho emprego e as vacinas em dia. Não sou muito boa na cozinha, mas não me importo de pegar o telefone e pedir o jantar.
Estou cansada de ver todo mundo encontrando sua metade da laranja, sua tampa da panela, seu outro pé de meia, sua alma gêmea, seu amor eterno, sua cara metade, o parceiro para todas as fotos nas redes sociais.... Eu estou mais propensa a ganhar na loteria do que encontrar minha metadinha, e olha que eu nem compro um bilhete para jogar!
Para todas as dramáticas encalhadas de plantão, saiba que eu entendo sua dor! Não é fácil escutar coisas como “sua hora vai chegar”, “o que é seu tá guardado”, “antes só do que mal acompanhada”, ou “essa felicidade alheia é tudo falsidade que só aparece nessa data”. Acontece que nada disso é consolo! Não sei vocês, mas eu quero a felicidade verdadeira, com o cara certo, e nesse minuto se for possível, porque esse príncipe encantado já está muito atrasado, e eu odeio esperar!

Dudi Kobayashi ♥

3 de maio de 2015

Tag: Me blog e Eu! ♥

A fofa da Carol do blog Pequena Jornalista e que escreve comigo lá no Meg’s Army me indicou há alguns dias para responder um tag. Como eu estava super atolada com coisas de faculdade e trampo, acabei deixando para responder no fim de semana passado, justamente quando o meu notebook decidiu entrar em crise existencial e não ligar mais. Ontem ele voltou a vida e hoje finalmente estou aqui respondendo a tag!

{TAG}
Meu Blog e Eu 
♥

1. Por que você criou o blog? 

Eu sempre procurava indicações de livros diferentes, mas as indicações pareciam ser sempre as mesmas, com sinopses iguais que são aquelas enviadas pela editora. Quando você pesquisa no google, os blogs mais acessados são aqueles com mais visualizações, mais seguidores, e consequentemente com mais parcerias, só que essas parcerias as vezes tornam os blogueiros imparciais, sempre querendo puxar sardinha para o lado do parceiro. Eu decidi então que iria criar o meu blog e dar indicações sinceras dos livros que lia. Depois que criei o meu acabei encontrando blogs que davam opiniões sinceras, mas eu já havia começado e adorado, e não quis parar.

2. Como você escolheu o nome do blog? 

Quando eu criei o blog foi um sacrifício escolher o nome. Eu tentei tudo relacionado a livro(s), book(s), leitura, leitora, até que consegui o nome livre “título de livros”. Não era um nome bom, mas eu já estava há mais de vinte minutos tentando nomes e nenhum estava disponível, acabei ficando com ele. Usei esse nome por mais de três anos, até que o ano passado (após levar um pé na bunda), me joguei de cabeça no blog e comecei a reformular tudo, inclusive o layout e o nome. Comecei mudando para “Hey Dudi”, um pouco de Beatles e o meu apelido. Acontece que eu não gostei tanto do layout que havia escolhido, fui em busca de outro e acabei mudando o nome também, que ficou com o meu nome: Dudi Kobayashi. Na verdade Dudi é meu apelido, mas a maioria das pessoas me conhece assim.

3. Quando seu blog foi criado? 

O primeiro post foi ao ar no dia 12 de janeiro de 2011. Eu fiz uma breve apresentação, falando quem eu era e os motivos de estar começando um blog. Desde então tenho postado sempre, em alguns períodos com menos frequência e em outros com postagens diárias, mas sempre aqui!

4. Qual o assunto principal que o seu blog aborda? 

O principal assunto são livros. Depois que eu fiz a reformulação no blog o ano passado (em consequência do pé na bunda que levei), eu passei a fazer uns post diferentes (já que antes eram apenas caixinha de correio e resenhas), mas em sua maioria ainda relacionados com o universo literário. Apenas algumas postagens que falam de filmes ou seriados não têm ligação direta com livros. 

5. Quem fez o layout?

Eu peguei um layout pronto da internet e com o meu limitado conhecimento de HTML fiz algumas modificações para ficar mais a minha cara. Eu queria um layout simples, mas bonito, acredito que consegui.

6. Fale um pouco do layout, o que ele representa? 

Como eu disse o layout é simples e não tem muitos elementos chamativos. Acho que o que se destaca é a coroa, que coloquei tanto no nome quanto entre as divisões de postagens. A coroa representa para mim a minha falecida cachorrinha, que se chamava Mel, mas que eu também chamava de princesa, e que era a rainha do meu coração. Minha cachorrinha faleceu ano passado após seis meses lutando contra uma doença autoimune. Eu sei que muitos acham idiotice “nossa, como gostar tanto assim de um cachorro” ou “como um bicho pode ser tão importante na sua vida”. Bem, para essas pessoas eu só posso dizer que sinto muito por vocês nunca terem vivido essa experiência de amor incondicional.

7. Pensa em fazer do blog um trabalho? 

Eu ultimamente tenho deixado meu blog um pouco de lado por falta de tempo. Acordo cinco e meia da manhã todo dia, vou para a faculdade, saio direto e vou para o serviço, volto para a casa oito da noite, onde trabalhos do curso me esperam. Eu quero muito poder me dedicar mais, pois o blog é algo que eu gosto. Na verdade, quando ele começa a virar trabalho, eu acabo me desgastando e fico chateada. Gosto mais da ideia dele ser um espaço para poder escrever livremente, quero sempre vê-lo como lazer e não obrigação. Lógico que se eu pudesse viver exclusivamente do blog, e ele se tornasse um trabalho nesse sentido seria ótimo, mas não sei se isso irá acontecer um dia.

8. O que você diria para as blogueiras que começaram agora? 

Eu acho que o blog precisa de dedicação e atenção. Por mais que eu fique certos períodos sem postar ainda assim meu pensamento volta para ele. Também não faço postagens só para ocupar espaço porque estou algum tempo sem postar. Acho que é preciso compromisso com o que você está escrevendo. Não copie postagens sem dar créditos, respeite o trabalho dos outros blogueiros.

Agora, eu tenho que indicar oito blogs, mas vou indicar apenas um que tem sete blogueiras, o Meg’s Army Book Club. Se mais alguém quiser responder fique a vontade!

20 de abril de 2015

Caixinha de Correio


Oi pessoal! Sei que estou sumida, apesar de conseguir algumas brechas para ler, está meio complicado arrumar tempo para escrever as postagens! Hoje estou passando aqui rapidinho para postar as fotos dos livros que ganhei de presente de aniversário (que foi dia 08 de abril). Como eu fiz uma promessa de que eu não iria mais comprar livros, mas eu queria muito alguns volumes, eu acabei pedindo de presente de aniversário para minha mãe e irmã. Esses dois eu pedi de presente para minha mãe: Para Sir Phillip, com amor, quinto volume da série Os Bridgertons e Paixão ao Entardecer, último volume da série Os Hathaways (vai deixar saudades!).


Para a minha irmã mais velha eu escrevi uma lista de livros que eu queria (esperançosa que ela fosse me dar mais de um), e eu ganhei dela Ordem (infelizmente só ganhei um livro), continuação de Silo - que foi um livro que me surpreendeu muito! Por fim, ganhei da minha amiga Paula-chan (por livre e espontânea vontade, não intimei ela como fiz com a minha família) o livro Charlie and the Chocolate Factory, que tem essa capa super fofa e é ilustrado!


O que acharam dos presentinhos que eu ganhei?

29 de março de 2015

Unhas Literárias

Essa é uma postagem que eu gosto de fazer porque meus leitores gostam muito e eu sempre recebo diversos comentários. Unhas literárias são postagens onde eu trago os trabalhos de fãs talentosos que unem seu amor por livros com suas habilidades em nail arts. Confiram!


Começando com unhas inspiradas na série Diário do Vampiro. Páginas de livros, sangue e presas. O que realmente me impressiona são os pequenos detalhes, entre eles os escritos e a boca aberta na segunda foto mostrando as presas ensanguentadas.


Essas nail arts se inspiram no seriado True Blood, que é baseado nos livros da Série Sookie Stackhouse. O que eu achei impressionante foi a arte do segundo quadro, onde está desenhado um rosto. Fiquei com dúvidas se não seria uma adesivo, mas acredito que não é.


Tirando a última foto com o desenho do brasão, eu não achei as nail arts inspiradas na Série Academia de Vampiros muito elaboradas. Mas apesar da simplicidade os fãs tentaram, e certamente fizeram um trabalho melhor do que eu faria.


Ainda na linha de vampiros não poderia faltar unhas relacionadas a um dos meus livros preferidos: Bento, do André Vianco. Se você está em um busca de vampiros assustadores, esse é o livro que eu recomendo. Gostei muito da primeira foto com as marcas de perfuração da presa escorrendo sangue.


Sangue Quente é um dos meus livros de zumbis preferidos! Apesar de muita gente ter criado preconceito em relação a ele após sua adaptação no cinema – que foi intitulada como “meu namorado é um zumbi” – eu certamente recomendo a leitura. Gostei principalmente dos corações na primeira foto e do rosto do zumbi na última.


Apesar de não ter lido ainda os livros da série Game of Thrones (relacionado a ela li apenas A filosofia de Tyrion Lannister) eu assisto o seriado e gosto muito. Acho que pelo sucesso da série existem mais produtos relacionados a ela no mercado, o que inclui adesivos para unhas, porque acredito que todas as artes nessas fotos sejam adesivos – talvez não a segunda, o que significa que a pessoa tem uma habilidade absurda com os pincéis.


Mais nail arts de Game of Thrones. Certamente a primeira é adesivo, mas as demais são trabalhos feitos a mão, e trabalhos muito bem feitos! Gostei principalmente da terceira com os efeitos das escamas do dragão.


Unhas inspiradas em As crônicas de Nárnia. Amei a segunda e a última foto, gosto muito dos detalhes, onde é possível ver o poste de luz e detalhes do universo que o escritor criou. É um livro muito interessante, mas que infelizmente ainda não resenhei aqui.


Fechando a postagem de hoje um livro que eu nunca li – Laranja Mecânica, mas que todo mundo ama. Eu já vi o filme, mas confesso que não gostei muito, quem sabe um dia leio o livro e mudo de ideia a respeito dessa obra. As unhas feitas pelos fãs definitivamente são elaboradas e bem feitas. O que vocês acharam?

22 de março de 2015

Caixinha de Correio


Para quem não sabe eu fiz uma promessa de ano novo de que faria apenas duas compras de livros esse ano. A minha intenção era fazer uma compra em abril (mês que vem) para o meu aniversário e outra no final do ano, aproveitando as promoções da Black Friday. Acontece que eu viajei para Brasília a trabalho e por indicação da Teca Machado, blogueira no Casos, Acasos e Livros e também no Meg's Army Book Club, acabei visitando a livraria sebinho. É um lugar super interessante, tem um bar, um sebo, e na parte debaixo uma loja cheia de coisas nerds (HQs, mangás, miniaturas, objetos colecionáveis, jogos, etc.). Eu tentei resistir fortemente a vontade de comprar mas não consegui (o que significa que só tenho direito a mais uma compra esse ano). O que me fez realmente cair em tentação foi esse livro Atormentada, que eu queria muito, mas sempre que procurava estava perto dos quarenta reais, e eu paguei somente dezoito reais (e nenhum dos livros dessa compra ultrapassou esse valor). Refém da Obsessão é na verdade o segundo livro de uma série chamada O Ladrão de Alma, mas eu infelizmente não tenho o primeiro livro. Eu recebi a indicação dessa série e estou muito curiosa, o livro estava em bom estado e barato por isso não resisti.


A ascensão dos nove é a continuação de Eu sou o número quatro, que eu consegui através de uma troca no skoob, mas ainda não li. O livro estava custando quatorze reais e estava muito bem cuidado, decidi levar. Louca pelo Garoto é o terceiro livro da série O Diário de Bridget Jones. Eu já li o primeiro livro – que nunca resenhei aqui – e amei, é muito parecido com o filme; mas nunca tive a oportunidade de ler o segundo. Eu já recebi um spoiler tremendo desse terceiro livro (como você pode Helen Fielding?), mas isso apenas me deixou mais curiosa para ler.


O que acharam da minha caixinha de correio de hoje? Bem menor do que geralmente é, não?

15 de março de 2015

Simplesmente Acontece

[ótimo]

Eu recomendo: Simplesmente Acontece
Autora: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito


Sinopse:

Alex e Rosie se conhecem quando tem apenas 7 anos e logo se tornam melhores amigos. Apesar de alguns problemas e brigas bobas, eles compartilham tudo e sabem que sempre podem contar um com o outro. O tempo vai passando e essa amizade apenas se fortalece, mesmo com os diversos problemas que cada um tem que enfrentar, como a distância, relacionamentos, família, o contato entre os dois nunca deixa de existir. Conforme o tempo passa fica óbvio que o sentimento entre eles é maior que de uma amizade, mas mesmo assim os desencontros da vida sempre os mantém separados. Eles se casam, tem filhos, se separam, vivem traições, desempregos, brigas, que sempre os impedem de ficar juntos, por mais que seja o que os dois desejam.

Meu cantinho:
A Teca dos blogs Casos Acasos e Livros e Meg's Army, falou super bem desse livro, e de como ela estava empolgada para ver a adaptação no cinema. Lógico que no impulso eu comprei o livro (isso no final do ano passado, já que ainda estou cumprindo a minha promessa de ano novo e não comprei nenhum livro esses meses) e minha intenção era de ler antes do lançamento do filme. Acontece que eu quase não tendo tempo para ler (vocês devem ter percebido que passei mais de um mês sem postar aqui) porque estou atolada com o serviço e agora voltei para a faculdade. Não li muita desde que o ano começou, mas quando eu vi que Simplesmente Acontece estava no cinema eu decidi pegar o livro para ler. Acabou que eu vi o filme antes de acabar a leitura (mas já estava bem perto do final), mas não me senti prejudicada porque o filme muda bastante e, apesar de ser muito bom, o livro é bem melhor.
Simplesmente acontece é escrito todo através de e-mails, cartas, cartões, bilhetes, conversas em sala de bate papo ou em chats. Acho incrível quem faz trabalhos desse tipo, pois eu acredito que seja complicado transmitir tudo o que está acontecendo através dessas mensagens, apesar da autora fazer um trabalho esplêndido como se não houvesse qualquer dificuldade nisso. O livro é bem grosso e a princípio assusta, você acredita que levará um bom tempo para terminar a leitura, mas a verdade é que em uma tarde eu rapidamente devorei metade do livro.
Esse livro nos conta a história de dois melhores amigos, Alex e Rosie, que se conheceram quando crianças. Eles passam pela fase de “meninas são nojentas”, brigas de crianças, entram na adolescência, e apesar de namoros e outras pessoas, eles nunca se distanciam. Por isso, quando Alex se vê obrigado a mudar de país por conta do emprego do pai, Rosie não pensa duas vezes em se candidatar a uma vaga em uma universidade no mesmo país do amigo. Contudo, algo realmente inesperado acontece e Rosie vê sua vida virar de cabeça para baixo, ela é obrigada a desistir de seus sonhos e fica presa no seu país. Eu não posso dizer que fato é esse, caso contrário acabaria revelando alguns spoilers, mas a verdade é que esse acontecimento norteia grande parte dos fatos que se seguem. O que eu posso dizer é que eles nunca perdem contato, Rosie e Alex continuam trocando cartas, e-mails, cartões, mensagens, e fica óbvio que o sentimento que existe entre os dois é maior do que uma simples amizade. Acontece que tudo parece conspirar contra esses dois! Foi impossível não se lembrar do livro Um Dia, pois a quantidade de desencontros que esse casal tem é absurdo! A angústia que eu sentia lendo era enorme. Tudo estava ali exposto, tudo tão simples, bastava uma mensagem, um enter, alguém sussurrar alguma coisa, alguém conspirar, uma iniciativa, uma carta entregue, um eu te amo, um incentivo, mas nada disso acontecia. Pelo contrário, quando um deles parecia decidido a falar algo alguém jogava uma perspectiva ruim (eu particularmente queria esganar Phil). O pior é que o tempo ia passando e eu achava que realmente não haveria final feliz, ou que seria tarde demais. Em um momento eles estão com dezoito anos, depois na casa dos vinte, dos trinta, dos quarenta (e nesse momento algo importante acontece e você acha que tudo será resolvido), e o tempo só passa e as folhas começam a acabar e a angústia só consome o leitor. Confesso que não foi o final que eu queria, acho que o tempo passou demais para os dois, eles viveram casamentos, separações, traições, filhos, entre diversas outras coisas, que apenas adiaram o momento deles estarem junto com quem realmente amam. Apesar disso, é um livro bom que nos faz refletir sobre coisas que deixamos passar, relacionamentos que mantemos por hábito, conveniência, ou qualquer outro motivo que não seja amor; que consome nosso tempo de viver coisas boas. Achamos que não, mas o tempo passa muito rápido, e não podemos fazer e viver coisas que não nos fazem feliz, pois uma hora o tempo irá acabar.
É um livro de amor, repleto de desencontros, que angústia o leitor que vê o tempo passar, mas não vê o final feliz. É um trabalho maravilhoso, que nos faz refletir, que eu recomendo a todos.

Volume único.

8 de fevereiro de 2015

O presente do meu grande amor

[ótimo]

Eu recomendo: O presente do meu grande amor
Autores: Holly Black, Ally Carter, Matt De La Peña, Gayle Forman, Jenny Han, David Levithan, Kelly Link, Myra McEntire, Stephanie Perkins, Rainbow Rowell, Laini Taylor, Kiersten White.
Editora: Intrínseca

Sinopse:
Nesse livro organizo por Stephanie Perkins, temo uma coletânea de doze contos de história de natal. Temos “Meias-Noites” da Rainbow Rowell, “A Dama e a Raposa” de Kelly Link, “Anjos na neve” de Matt De La Peña, “Encontre-me na estrela do norte” de Jenny Han, “É um milagre de Yule, Charlie Brown”, de Stephanie Perkis, “Papai Noel por um dia” de David Levithan, “Krampuslauf” de Holly Black, “O que diabo você fez, Sophie Roth?” de Gayle Forman, “Baldes de cervejas e menino Jesus” de Myra McEntire, “Bem-vindo a Christmas, Califórnia” de Kiersten White, “Estrela de Belém” de Ally Carter, e por fim “A garota que despertou o sonhador” de Laini Taylor.

Meu cantinho:
Eu comecei a ler esse livro no final do ano passado e gostei muito, mas acabei passando outros livros na frente e só retomei a leitura esse ano. Eu gostei muito desse livro, geralmente quando eu leio coletâneas, tem sempre um que se destaca enquanto a maioria deixa a desejar, o que não aconteceu com esse livro. Eu conheço diversos dos escritores que compõem esse livro, já li trabalho deles, ou já ouvi falar coisas positivas. Quem reuniu esse grupo foi muito feliz, pois são todos escritores de qualidade, com trabalhos maravilhosos. A seguir vou falar um pouco de cada um dos trabalhos deles.
Começando com “Meias-Noites” da Rainbow Rowell. Dela eu já li Elanor&Park e Fangirl. Ela é o tipo de autora da qual eu não sei o que esperar, ela sempre me encanta ao mesmo tempo em que confunde gerando sentimentos ambíguos em relação aos personagens. Essa história não foi diferente, eu confesso que gostei muito do conto, dos personagens, ao mesmo tempo em que odeio algumas atitudes deles – mas acho que isso no fim, só os torna mais reais, pois eles parecem mais humanos. Ela começa na meia-noite de 31 de dezembro 2014, nos apresenta Mags que aparentemente está de coração partido por conta de Noel. Depois disso, ela apresenta a meia-noite do mesmo dia de anos anteriores e podemos conhecê-los um pouco mais. Mags e Noel são amigos com personalidade muito diferentes, mas que se dão muito bem juntos. Acontece que Mags parece nutrir sentimentos além da amizade por Noel, mas toda meia-noite de cada ano novo ele escolher entrar beijando outra menina, enquanto ela fica sozinha. Eu não gosto de Noel por não perceber o sentimento de Mags, ou fingir não perceber durante tanto tempo, e não gosto de Mags por não conseguir de fato lutar por quem ela gosta. Ao mesmo tempo adoro a personalidade despojada de Noel e me agrada muito o jeito doce da Mags. Um conto que me causa sentimentos conflitantes, mas do qual eu definitivamente gostei.
Em seguida temos “A Dama e a Raposa” de Kelly Link. Eu não conhecia a autora, mas gostei muito do conto dela, ela mistura mistério e um pouco da magia de natal. Ela nos apresenta Miranda, uma garota que sempre passa o natal com a família Honeywell, por ser afilhada da Elspeth, que vem de família abastada, totalmente diferente da realidade em que vive. Toda noite de natal, quando neva, ela se depara com um jovem rapaz, Fenny, que fica do lado de fora, olhando para dentro da casa. Conforme os anos passam, ela espera ansiosamente seu encontro com ele, torce para que o natal chegue logo e para que haja neve, caso contrário ele não aparece. Miranda vai amadurecendo e envelhecendo, mas Fenny parece parado no tempo. Ela se apaixona por ele e ele parece corresponder, agora ela precisa descobrir o que o levou para fora desse mundo e como fazê-lo ficar além das noites de natal. Eu confesso que o final do conto não foi tudo o que eu esperava, mas o desenrolar do conto foi sim muito interessante.
“Anjos na neve” de Matt De La Peña foi outro conto do qual eu gostei do desenrolar, mas que me decepcionou um pouco quanto ao final, pois passa uma sensação de inacabado. Shy é um rapaz que conseguiu uma vaga na universidade por sua inteligência, mas que passa por dificuldades financeiras para se manter, e morre de medo de decepcionar os pais. Ele aceita cuidar do apartamento do seu chefe e da gata enquanto eles viajam no natal, acontece que uma nevasca o deixa preso dentro do prédio, sem qualquer dinheiro (pois seu chefe não pagou adiantado) e sem qualquer comida, além de alguns potes de iorgute que estão na geladeira. Ele começa a passar fome e a repensar suas escolhas, quando uma das vizinhas de seu chefe, Haley, aparece com problema no encanamento e precisa de um lugar para tomar banho. Haley é desconfiada quanto a integridade de Shy, enquanto ele é orgulhoso para compartilhar seus problemas e pedir ajuda. Juntos eles compartilham as conversas mais estranhas e quando por fim seus problemas são expostos um está pronto para ajudar ao outro.
O conto “Encontre-me na estrela do norte” de Jenny Han foi o mais natalino no sentido mágico. Ela traz a história de Natty, uma menina de descendência oriental que foi abandonada por sua mãe no trenó do Papai Noel, que a adotou como filha. Hoje ela vive no Polo Norte, onde nenhuma garota humana jamais morou, ela vive cercada por duendes e acaba se apaixonando por um deles: Flynn. Ele parece não perceber Natty, e é sempre visto Elinor, uma duende linda, e juntos eles parecem formar um par perfeito. Natty tem que lidar constantemente com os comentários maldosos de Elinor sobre ela não ter um parceiro humano, mas a verdade é que ela já conheceu um rapaz uma vez quando saiu com Papai Noel e inclusive o beijou, mas seus sentimentos pertencem a Flynn. Esse conto foi particularmente curto, e eu fiquei encantada, apesar do final um tanto quanto triste que abriu um rombo no meu peito.
Eu adoro a Sthephanie Perkis, sou louca por Anna e o Beijo Francês, assim como por Lola e o garoto da casa ao lado. Lógico que o conto dela, “É um milagre de Yule, Charlie Brown”, também não fica para trás em qualidade. Foi definitivamente um dos contos que eu mais gostei! Marigold não está vivendo o melhor momento da sua vida, principalmente nessa época festiva, já que depois que seu pai largou sua mãe – porque ele tinha outra família – eles nunca mais comemoraram o Natal. Marigold faz curtas de comédia, e geralmente dubla todos, mas ela está tentando chamar a atenção de um estúdio em Atlanta, e precisa da voz de North. Ele é um dos rapazes da Família Drummond, que vende pinheiros no Natal em um terreno perto do seu apartamento. Quando ela ouve sua voz pela primeira vez, percebe que precisa dele como dublador. Ela tenta se aproximar dele e acaba saindo com uma árvore de natal gigante, que não tem como carregar, e sequer tem espaço no apartamento desorganizado onde vive, mas North a ajuda com a árvore, com o espaço, e alegra o natal de Marigold como a muito tempo não acontecia. É um conto divertido e terno ao mesmo tempo, definitivamente recomendo a leitura dele.
David Levithan é um dos meus autores preferidos, quando eu vi que ele tinha um conto nesse livro eu sabia que eu precisava tê-lo. Acontece que eu acabei me decepcionando um pouco com “Papai Noel por um dia”. O conto dele foi muito triste, muito trágico e muito sombrio. O rapaz se fantasia de Papai Noel para que a irmã do namorado (que não assumiu ele para a família) não se dê conta que o Papai Noel não existe, agora que o pai que fazia esse papel abandonou a família. No meio da noite ele se depara com a outra irmã rancorosa, com a mãe devastada e fica com medo de buscar aquele que ama. Geralmente você espera que um conto de natal seja contentamento, mas eu achei uma história muito pesada e triste.
O conto “Krampuslauf” de Holly Black foi outro mágico e um tanto quanto esquisito. Ele começa com um trio de amigas que vão bolar uma festa para desmascarar o namorado de uma delas que está traindo a garota. Acontece que elas começam a empolgar na festa e querem fazer um super evento e por acaso uma delas convida um garoto fantasiado de Krampus, o companheiro demoníaco do Papai Noel que transforma totalmente a noite - porque na verdade ele não é um garoto e seu corpo não é um fantasia. O conto foi estranho, tem um desenrolar um tanto quanto desconectado, acho que foi um dos que eu menos gostei.
“O que diabo você fez, Sophie Roth?” de Gayle Forman, foi um conto muito fofo que me surpreendeu. Sophie Roth é uma menina que indaga uma vez atrás da outra sobre o que ela está fazendo, porque parece que ela só comete um erro atrás do outro. Por ganhar uma bolsa integral ela acaba indo para uma universidade em uma cidade no meio do nada, onde todos parecem achar que ela é esquisita. Ela acaba ficando presa lá por conta dos preços da passagem e vai perder o Chanucá com sua família, e não tem ninguém para falar sobre isso, pois ali todos sabem apenas o que é o natal. Evitando ficar sozinha ela saí andando pela cidade quando esbarra com Russell. Um cara bacana, que parece entendê-la, não a acha estranha, e apesar de alguns “O que diabo você fez, Sophie Roth?” ela não coloca tudo a perder e recebe um verdadeiro milagre.
“Baldes de cervejas e menino Jesus” de Myra McEntire, foi um conto fofinho, engraçadinho, mas nada excepcional. Nele somos apresentados para Vaughn, um menino que teve problemas na infância e por conta disso acabou virando o típico “garoto problema”. Ele tem uma mente maligna que se amplia e consegue visualizar planos para as mais diversas traquinagens. Acontece que um desses planos tem conseqüências graves, com um pacote de bombinhas ele coloca fogo na igreja e a “opção” que o juizado de menores oferece é trabalho voluntário para a igreja que ele ajudou a queimar. Ele precisa ajudar a organizar todo o cenário da peça de fim de ano, que também foi queimada. Acontece que durante a peça, tudo parece dar errado, e Vaughn tem a chance de usar seu cérebro engenhoso para bolar um plano que ajude a todos, e quem sabe ainda conquistar Gracie, a filha do pastor da igreja, por quem ele está apaixonado.
O conto “Bem-vindo a Christmas, Califórnia” de Kiersten White, foi um conto bonito por falar a respeito de laços familiares, ter um foco no amor de uma família. A mãe de Maria fugiu do pai dela quando ela ainda era pequena, ela se estabeleceu na pequena Christmas e lá se casou com outro homem. Acontece que ela se vê como uma intrusa nessa família e junta todo o dinheiro que pode para fugir daquela cidade. Quando o novo cozinheiro da lanchonete da mãe chega a cidade, ela se vê encantada por um cara com um dom culinário, que sabe exatamente o que cozinhar pra lhe fazer feliz. Através desse dom e das conversas com ele, ela se abre com a mãe e descobre que nem tudo é como ela imaginava ser. Definitivamente um conto belíssimo, não falo mais sobre ele para não revelar spoilers, mas certamente me conquistou!
O conto “Estrela de Belém” de Ally Carter foi uma história bem diferente. Uma menina está fugindo do mundo, e no aeroporto ela se depara com uma garota desesperada, querendo ir para Nova York encontrar o namorado que ela ama, quando sua passagem a leva para o namorado com quem ela não quer estar. Ela gentilmente troca sua passagem com a garota, sem saber aonde irá parar. Ela então se depara com uma família, que mora totalmente isolada, que acha que ela é irlandesa, e com o namorado lindo de outra menina. Ela precisa desesperadamente fugir, mas o sentimento de aconchego e de amor de todas aquelas pessoas faz com que ela resista a ir embora. Achei interessante o final, porque não suspeitava do motivo pela qual ela estava fugindo, o fechamento foi certamente interessante.
Por fim temos “A garota que despertou o sonhador” de Laini Taylor, que foi um dos contos mais absurdos desse livro, o que é bem a cara da autora. Ela nos traz Neve, uma menina órfã, de cabelos rosa, que tem uma única chance de sobreviver: achar alguém que se interesse em casar com ela, caso contrário, quando se tornar maior de idade, certamente morrerá de fome naquela ilha. Acontece que o terrível pastor passa a cortejá-la, um homem ruim, que já desposou diversas mulheres, e todas morreram de forma terrível. Ela então pede forças a uma antiga entidade esquecida, e desperta um ser que está disposto ajudá-la, e que se encanta com sua pureza. Um conto diferente, com um final bem singular.
No geral todos os contos são muito interessantes, uma coletânea maravilhosa que vale a pena adquirir. Certamente recomendo a leitura.

Volume único.

3 de fevereiro de 2015

Caixinha de Correio


Hey pessoal! Eu estou super ocupada com o serviço, organizando meus estudos e sem tanto tempo para ler e para postar. Hoje eu estou dando uma passada aqui mega rápida para mostrar alguns livrinhos novos que chegaram para mim.
Começando com o volume final da trilogia iniciada com Feita de Fumaça e Ossos, Sonhos com Deuses e Monstros. Estou muito curiosa para saber como ela vai continuar, desde que o livro chegou estou louca para começar a ler, mas o tempo está curto. Esse livro faz parte de uma compra que fiz ano passado, mas só chegou agora! Os livros da magia – O Convite, e o primeiro volume de uma série na qual a Rowling se inspirou para escrever Harry Potter. Por conta desses comentários eu sempre fui curiosa para tê-los em mãos, fiquei muito feliz quando consegui trocá-lo.


Assim que descobri que o seriado seria cancelado, eu fui correndo procurar alguém para trocar comigo os livros da série As Feiticeiras de East End para saber o que acontece em seguida. Para a minha tristeza o livro veio com os cantinhos amassados, mas ainda assim estou empolgada. Por fim, Terrível Encanto, um livro do qual ouvi falar super bem. Outro que consegui por troca no skoob.


O que acharam dos meus livrinhos?

30 de janeiro de 2015

O Sal da Vida

[ruim]

Eu recomendo: O sal da vida
Autora: Françoise Héritier 
Editora: Valentina

Sinopse:
Françoise Héritier recebe um cartão de um amigo, extremamente dedicado ao trabalho, que sente que está roubando seu período de férias, como se fosse culpado por descansar. Ela então escreve um carta em resposta, falando do pouco tempo que nos resta para o lazer, e que é preciso viver esse tempo bem, e aproveitar as diversas coisas do dia-a-dia, que são pequenos pontos de felicidade e prazer, que podem ser considerados como “o sal da vida”.

Meu cantinho:
Quando eu comprei esse livro eu estava muito curiosa, eu havia lido diversas coisas positivas, mas ainda assim não sabia bem o que esperar – só sabia que a expectativa estava alta. Quando o livro chegou, eu me assustei um pouco: ele era muito fininho. Até esse momento, era tudo preconceito meu, por achar que um livro fino não poderia ser tão bom, ou se desenvolver tão bem. Quando eu comecei a ler eu achei interessante, a abertura do livro me despertou certa curiosidade, mas conforme e a leitura prosseguia, eu me vi decepcionada, e levei quase duas semanas para ler um livro de cem páginas, com uma fonte gigante e um espaçamento maior ainda.
Quando a autora inicia o livro, ela fala um pouco de como ele surgiu, de que ele seria uma enumeração de coisas boas, que a vida dela poderia não ter tido tantos tormentos e ser muito diferente da vida de outras pessoas pelas diversas possibilidades que ela teve, mas que ainda assim ele raramente abriria para a vida privada dela, e que esse material seria uma coletânea das pequenas coisas do nosso dia-a-dia, da nossa vivência, que seria dariam esse sal a vida. Até esse momento eu não estava tão empolgada, mas é no trecho seguinte que a autora me captura e fez crescer a expectativa em mim. Ela começa a escrever essa carta em resposta a um cartão que recebeu, de um senhor muito esforçado e dedicado ao trabalho, que sente estar “roubando suas férias”. Ela começa então a falar, diante da expectativa de vida dos franceses, quanto tempo gastamos com higiene, com trabalho, dormindo, com tratamento de saúde, transporte, comendo, realizando serviços domésticos, entre outros, e de que o tempo nosso para lazer, se divertir, ir ao teatro, cinema, ler um bom livro, viajar, criar, namorar é de apenas 1h30 por dia durante o período considerado economicamente ativo da vida. Então você se da conta de que é preciso aproveitar e valorizar esse pouco tempo que se tem, e fazer o que se ama, o que se gosta.
Passado esse trecho que me conquistou, ela inicia o restante do livro com datas e geralmente um parágrafo que se estende até quatro folhas no qual ela escreve sem pausas sobre coisas que acredita ser o “sal da vida”. Acontece que eu achei um livro muito pessoal, e muito significativo para a autora, que sabe o quanto cada uma daquelas pequenas coisas tem peso em sua vida. Por mais que ela tenha dito que sua vida privada não estaria presente, ela está sim ali. E como eu disse anteriormente, ela teve uma vida privilegiada, por conta disso, as inúmeras referências a países e culturas diferentes soam irreais para alguns. Além disso, ela faz muita referência a autores, obras literárias, atores, filmes que eu não conheço, portanto havia passagens longas que não faziam qualquer sentido para mim.
Houve um ou dois momentos em que ao ler algo que ela escreveu eu fiz uma ligação com vivências pessoais minhas. Ela falava de bater corda na infância e eu me lembrei como brincava com elástico no colégio. Fora isso, o texto dela foi apenas uma coletânea extensa de vivências da autora. Portanto quanto você se depara com trechos como (abri o livro de forma aleatória e copiei): “ganhar um pote de marrom-glacê, ter visto Edwige Fuillère e Jean Marais, que poderia ter ficado ridículo num culote de camurça e suspensórios, mas que não ficou, em Águia com Duas Cabeças, de Cocteau, no Teatro Hébertot, ter colhido narcisos no interior da França, ter sentido o cheiro forte de um bode, ter contemplado durante horas as duas cromolitografias clássicas de Idades da Vida (...)”, eu ficada enfadada, e segui a leitura por pura obrigação.
Talvez, se o leitor tiver uma vida parecida com a autora ele consiga fazer mais associações com a sua própria vida, e relembrar coisas até então esquecidas, e viver momentos de nostalgia. Mas para mim, foi apenas uma leitura vazia, finalizada por obrigação.

Volume único.